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Entre 1940/1941, Tyrteu foi morar num quarto
do hotel Uberti, localizado na esquina da Ipiranga com Ernesto Alves,
na quadra do ginásio de esportes.
Não levou pertence algum consigo, apenas os inseparáveis
cães com os quais até dormia. Tinha dois buldogues que se
chamavam Chico (Francisco) e Maruca (Maria Amélia), apelidos de
seus pais. Falava em inglês com os cuscos, afinal, eram importados
da Inglaterra.
Reclamou seus "livros e utensílios"
por meio de um escrito, em anexo ao exemplar de Saco
de Viagem pertencente a Júlio
H. Petersen.
Até ir morar no hotel Tyrteu teve vários
"filhos adotivos". Alguns foram adotados crianças, outros já
adolescentes.
Vários guris assisenses ganhavam balas
e bolas do doutor Tyrteu. Às vezes, a gurizada formava uma comissão
para solenemente realizar o pedido de uma bola. A solicitação
sempre foi deferida incontinenti.
Em 11.2.44 aconteceu o episódio que
colocaria Tyrteu na cadeia.
Em 26.9.45 Tyrteu foi preso na cadeia pública
de São
Francisco de Assis. A cidade tinha 2.500 habitantes.
Em 11.2.46 Tyrteu impetrou habeas corpus
em seu próprio favor. Depois de sair da cadeia, ele foi morar a
uma quadra da praça, na esquina da rua 13 de Janeiro, defronte à
atual Brigada Militar. Na cidade, apenas duas ruas, e em pequeno trecho
(750 metros) eram pavimentados com pedras irregulares.
No início da década de 1950,
Tyrteu estava hospitalizado, recuperando-se das bebedeiras. O eletrotécnico
Ênio Cunha recebeu um aparelho de som encaixotado e desmontado. Sua
missão era montá-lo. O problema é que