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falavam e agiam influenciados por ditados populares, muitas vezes aprendidos nas carpetas, tavas, bochas
ou carreiras
de algum bolicho.
Viviam no calmo ritmo da natureza.
Respeitosamente, sentavam-se (mesmo em cepos), na sagrada
hora do mate,
cerca de quatro vezes ao dia, e em cada mateada demoravam cerca de duas
horas. Fumar e contar causos e mais causos eram as únicas atividades
permitidas - qualquer outro afazer era desrespeitoso. Até o lado
pelo qual se alcançava a cuia deveria ser zelosamente observado.
Geralmente o ritual do mate
ocorria num galpão,
em torno do
fogo
de chão. As práticas garrafas térmicas não
existiam. Na primeira sorvida, meu bisavô sentia se a água
era esquentada com gás ou lenha. Tomava o chimarrão
somente se a água fosse esquentada com lenha, e sempre usou uma
chaleira de ferro para chimarrear.
O amargo de nossa tradição precisa ser profundamente sentido.
Fronteiros-Missioneiros
O elevado e incomum número de líderes
e intelectuais que brotaram nas querências
das Missões
e Fronteira Oeste do RS explicam-se devido cinco fatos elementares
na sua formação:
I) A herança cultural-sócio-ecônomica
dos povos
guaraníticos-jesuítas (1626-1756).
II) A influência platina, direta até 1801
e indireta devido a proximidade com as repúblicas do Uruguai,
Argentina
e Paraguai.