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TRILHOS DA MISSÃO |
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PADRE GASPAR, O PIONEIRO |
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Pe.
Gaspar –
Desde pequeno a liturgia da Igreja sempre me atraía. Lembro que com meus
oito para dez anos já pensava em ser padre. Mas isso cresceu devagar e só
aos 37 anos me ordenei padre lá na Suíça. Trem da Missão – Qual foi a sua maior dificuldade em trabalhar em Plataforma em 1965?
Pe.
Gaspar
– A violência não era tão grande. Havia épocas de mortes, invasões
isso já em 1975. Essas invasões foram as responsáveis pelo que hoje
Plataforma é. Muitas pessoas se escondiam por aqui e com isso foi se
formando um esconderijo de gente errada.
Trem
da Missão – Sendo estrangeiro do norte da Europa, qual a diferença
maior que existe entre as celebrações da igreja suíça comparando à
brasileira? Pe.
Gaspar
– Lá é mais organizada, com horários fixos, não se pode pecar em não
cumprir suas tarefas. Aqui você faz o que acha melhor para si. Além
disso, aqui tudo é feito com animação e na Suíça tudo é sério.
Conheço uma moça que foi a um casamento suíço e me disse que no almoço
parecia que estavam em um velório. Trem
da Missão – Como era a forma de locomoção no bairro de
Plataforma? Pe.
Gaspar
– Não tínhamos acesso à cidade. Isso só se fazia por meio de trem ou
navio. Eu morava no seminário no bairro da Federação e para chegar aqui
era muito difícil. Se você perdesse a locomotiva e o barco ficava sem
poder chegar em casa.
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Matérias anteriores: Trilhos da Missão é o espaço dedicado aos missionários, leigos, jovens e idosos que desejam testemunhar a sua caminhada junto ao serviço de Deus. Se você tem um relato interessante sobre sua missão, deixe seu recado no nosso Mural.
Uma entrevista com um seminarista Uma entrevista com um seminarista II Padre Gaspar, o pioneiro
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