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Biografia de Toni Marins
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Antonio
Martins Lopes Filho -Toni Marins, nasceu na cidade do
Rio de Janeiro, no bairro de Vila Isabel, às
seis horas de uma manhã de 10 de Agosto.
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Cedo perdeu o pai e os quatro irmãos, afastado
da mãe, ficou sozinho no mundo. Sem desanimar,
botou o pé na estrada e foi por aí, construindo
a dura existência que apenas se iniciava. Em 1954
sentou praça no Forte
de Copacabana.
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Muito
rebelde, acumulando punições por indisciplina,
o soldado 1183 foi “xerife” da cadeia - e
por fugir sistematicamente, foi transferido para a Fortaleza
da Lage, em pleno mar, onde escreveu, à luz de
vela, seu primeiro livro de poesias.
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E
ainda encontrou tempo para construir o “Hino
do Forte de Copacabana” em cima da melodia do
“Cisne Branco”, cantada nos desfiles militares
do Forte, durante anos seguidos, até o fim das
atividades do quartel, que se transformou em Museu do
Exército.
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Cisne Branco
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Ao
dar baixa, com 19 anos, foi trabalhar na Revista
de Copacabana, como secretário da redação,
publicando seus primeiros artigos opinativos, reportagens
e os versos habituais. Freqüentou a turma da Rua
Sá Ferreira e do Miramar Palace Hotel, locais que
reuniam a juventude do Posto Seis e adjacências.
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Ali
plantou namoradas, amigos e paixões, até
decolar nas asas da Panair do Brasil, onde foi despachante
operacional de vôo, com base na Região Amazônica,
embarcado num hidroavião, o PBY5 – Catalina,
onde viveu aventuras inusitadas.
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Panair do Brasil
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Fundação Armando Álvares Penteado |
Em
1963, num desses vôos, conheceu a pintora pernambucana
Lúcia Suané, companheira do professor Nóbrega,
da Fundação Armando Álvares Penteado,
de São Paulo. Eles o convidaram para uma temporada
na Capital, onde trabalhou como modelo vivo, recebendo
em troca aulas técnicas de pintura.
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Buscando
se estabelecer, seguia, semanalmente, para o interior,
como representante de livrarias
e editoras.
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Araguari
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Patos
de Minas
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Foi
parar no Triângulo Mineiro, onde atuou como diretor
artístico de duas emissoras de rádio - em
Araguari e Patos de Minas.
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Editando versos e publicando artigos políticos
comprometedores no rádio e na imprensa, em plena
militância da pré-ditadura, deixou a região
quase incógnito num avião da Real-Aerovias
Brasil para Belo Horizonte, onde as ruas já estavam
tomadas pelas tropas militares. Dali seguiu para o Rio
de Janeiro, em 1º de Abril de 64, em pleno nascimento
do golpe militar.
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Rio de Janeiro
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Quase
desterrado, morando numa pensão de baixo nível,
foi levado pelo amigo Jefferson Pires para morar na casa
de tia Anita, na Urca. Lá, conheceu a mais bela
das cearenses, Míriam Medeiros, a mulher que mudou
a sua vida errante, com quem casou e ganhou dois filhos
– Anna Ruth e Pierre Antonio.
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Após
19 anos de vida comum, afastou-se e foi viver em Teresópolis.
Ali fundou uma galeria de arte com a namorada e artista
plástica Tania Tolomei, enquanto regressava ao
jornalismo e à política: fundou o jornal
Serra & Mar, criou o programa Toni Marins & Você,
levado ao ar nas rádios Teresópolis e Nova
Geração.
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Criou a Comenda Almirante Heleno Nunes, que agraciou personalidades
das regiões. Foi diplomado Cidadão Honorário
da Cidade de Teresópolis; exerceu cargos no Rotary
Club Paquequer; representou o Sindicato dos Jornalistas
Profissionais do RJ; foi editor em jornais da Serra.
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Eleito
para a Academia Teresopolitana de Letras, na cadeira patronímica
do poeta Casimiro de Abreu, candidatou-se
à vereador pelo Partido dos Trabalhadores.
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Teresópolis
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Tribuna de Petrópolis
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Foi editor da Última Hora do Rio e da
Tribuna de Petrópolis, onde criou os suplementos
das regiões serrana e dos lagos.
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Jornalista
militante da ABI – Associação Brasileira
de Imprensa, exerceu cargos de confiança em comissões
e no Conselho Administrativo da Casa, sob a presidência
do professor Fernando Segismundo.
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ABI
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15
anos depois, regressou à cidade do Rio e foi morar,
no mesmo Posto Seis que o acolhera na juventude, quando,
menino ainda, deixara o subúrbio de Olaria, onde
viveu a mais bela infância.
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Foi assessor de imprensa da Câmara de Comércio
Argentino-Brasileira, onde criou a revista “Câmara.com”,
para divulgar atividades consulares e o Mercosul.
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Revista Destaque |
Nesse
tempo foi jornalista responsável do “Jornal
da Enseada”, da “Folha da Ilha”, da
“Revista
Destaque”.Nunca
deixou de escrever.
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Em 2002, recebeu de presente dos céus a musa guardiã,
inspiradora dos seus versos e sentimentos, uma bela escultora
a quem chama carinhosamente de “Galega”.
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Graças à essa inspiração em
tempo integral, editou os livros “Fruto-Mulher”
e “Alfabeto do Corpo” e criou o tablóide
Art & Press, que divulga as atividades do Brazilian
Group, de responsabilidade dela, visando captar talentos
para exposições anuais nos EUA e na Europa.
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Hoje, tem 18 títulos no prelo, entre
poesias. Pretende lançar, até o final
do semestre um livro de contos, “Estórias
de Gente”, onde relata personagens em situações
bizarras
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Literatura
mundial |
Porém, o mercado de livros nacionais desencoraja
novos autores, quando a maioria dos títulos é
de estrangeiros e estrelas da Literatura Mundial. O investimento
para publicação de livros é alto
– segundo algumas editoras tradicionais que ainda
resistem no mercado.
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Apesar de todas as dificuldades relatadas, segundo o poeta
Toni Marins:
- O mais
importante dos sentimentos humanos, é o amor incondicional
que expresso nos meus versos.
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Toni
Marins
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Toni Marins se confessa um sonhador
irremediável. Nos seus versos, ecoa o grito do
amor e da paixão. Não se vê tormenta
nem choro. As estrofes transbordam sentimento, revelando
um coração sensível, dócil
e sincero.
Para ele ninguém tem defeitos; todos são
assim mesmo, um produto da vida. Carregam seus anseios,
são pessoas, são humanos. Também
têm coração...
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Para Toni, o sol é fruto de inspiração;
a lua, também; o vento, idem. Um pássaro
que canta é um sonho a mais em seu espírito.
Funciona como uma loa à natureza, por produzir
coisa tão bela em um ser tão pequeno.
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Pássaro
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E a alma de Toni viaja, divaga, traz recordações
das mulheres que tanto ama. Ele é passional, não
vive sem o amor. No dizer de seus versos, o encantamento
aflora em apelo inesquecível:
“- onde foi que deixei você quando por um
instante esquecemos de nós dois?”
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É assim o Toni que eu conheço, admiro e
invejo: o amigo sincero que transborda sentimentos em
versos. É o homem real que encontra neles o refúgio
do seu pensamento, como em Lua
& Mulher:
“Que mulher é essa, cuja imagem insiste em
povoar os meus sonhos de homem, poeta, solitário
e triste?”
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Alfabeto do Corpo |
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Palavras desnecessárias para um poeta necessário:
Desde
cedo e pela vida fora, Toni Marins
vem recolhendo poeticamente emoções, ânsias,
saudades, ideais. Bom prosador (é romancista e
homem de imprensa), faz versos com igual naturalidade
e mérito.
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Lendo-se-lhe os trabalhos concluir-se-á, de pronto,
cuidar-se de um emotivo, de um iluminado e até
de um prosador. Sua existência é sua obra.
Indissociáveis ambas. Justapostas. Permanentes
nas auroras e na escuridão das noites. A
poesia é a substância da sua vida. Daí
o relevo que vem atingindo. A maturidade de uma gera e
sustenta a da outra. Amor, ternura, desalento, esperança
sucedem-se, multiplicam-se à medida que o tempo
escorre.
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Poesia é isso: experiência, certeza e
incógnita, fé e descrença. Quem sabe
revelar o mundo, o seu mundo, de maneira poética
é maior dos que sofrem ou desfrutam para si mesmos,
apenas. O poeta é generoso, fraterno - divide aspereza
e ascensões com o próximo.
Este livro de Marins é uma oferta, presente natalino,
âncora de vida para muitos, inveja para os maus,
benesse para os que, pelo amigo, reabilitam a vida madrasta.
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