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Jogo
rápido:
Nome completo: Paula
Carolina Capulo Vieira
Nascimento: 23/02/1982
Profissional desde: 2002
Ídolo: minha mãe
Ídolo no tênis: todos os tenistas
cadeirantes que dão um exemplo de vida
Sonho: chegar em algum Grand Slam
Frase marcante: “A pessoa é do
tamanho dos seus sonhos.”
Se não fosse árbitra, seria: Relações
Públicas
Livro preferido: Tenho muitos, mas o atual
e muito divertido é “Marley e Eu”
Filme preferido: Dirty Dancing
Estilo musical: Pop, Reggae, Disco, MPB e aí
segue
Viagem marcante: Profissionalmente: ATP de
Acapulco e Férias: Cancun
País que mais gostou de visitar: Amei
todos, mas México praticamente já se tornou
minha segunda casa
O que faz nas horas vagas: Curto minha família,
amigos, meu cachorro lindo. Fico em casa descansando
Perguntas:
1) Quando surgiu o interesse pelo tênis?
Comecei a jogar com 11 anos e a arbitrar com
16.
2) Antes de ser profissional de arbitragem, você
chegou a ser tenista? Chegou a ser profissional? E por
que desistiu da carreira?
Eu gostava muito de jogar, não de competir.
Acho que foi isso que me levou a arbitragem e parar
como jogadora.
3) E quando que surgiu a oportunidade de ser árbitra?
Quando eu tinha 16 anos e no clube onde eu
treinava houve uma etapa de um torneio juvenil brasileiro,
como eu não iria jogar, pedi para ajudar o pessoal
da federação gaúcha.
4) Como que é viver no mundo do tênis?
Tem momentos bons e ruins, como tudo na vida.
5) Como você vê o atual momento do tênis
brasileiro?
Acho que é o segundo país da
América Latina em relação ao número
de torneios, creio que esteja entrando numa nova e boa
fase.
6)
Como é sua relação com os tenistas
brasileiros?
Como
com qualquer outro: profissional.
7) Jogos Pan-Americanos chegando, você irá
trabalhar nele?
A lista ainda não foi divulgada.
8) Qual foi o jogo mais importante que você
já fez?
Digamos que prefiro comentar o torneio mais
importante que fiz como árbitra de cadeira:
ATP de Buenos Aires.
9) Como que é feita a pontuação
da arbitragem, para poder atuar em campeonatos mais
importantes?
A
arbitragem é dividida em 4 níveis pela
ITF: White, Bronze, Silver e Gold Badge. E dependendo
do nível que você tem, será o
nível do torneio que você poderá
trabalhar.
10) O que você precisa fazer pra subir de categoria
na arbitragem, no caso Silver e o Gold Badge?
Depois do Bronze, não existem mais
cursos. Para chegar a ser um Silver ou Gold Badge
é necessário ter um ótimo currículo
e muita experiência.
11) Qual o próximo torneio que você vai
trabalhar agora? Você agora só atua como
árbitra de cadeira?
Não estou indo para a Davis como árbitra
de linha, depois sigo para o México, ai sim
só como arbitra de cadeira.
12) E você já pode atuar em todo tipo
de campeonato?
Posso fazer até Grand Slam agora.
13) Fora você existe outro brasileiro que esteja
no mesmo patamar seu?
Brasileiros sim, brasileiras não.
14) Para aqueles que estão lendo essa entrevista
e quiserem ser árbitros, qual os passos que
eles devem seguir até conseguirem trabalhar
em um jogo profissional?
A estrada não é curta e nem
fácil, mas quem realmente quer consegue chegar.
Começa com cursos da federação
local, da CBT, depois começa a trabalhar como
árbitro auxiliar de torneios juvenis, veteranos,
como juiz de linha, começa então a fazer
alguns jogos como juiz de cadeira. Depois de uma certa
experiência, vem o curso da ITF.
15) O que você espera da Temporada 2007 para
você?
Será meu primeiro ano como Bronze
Badge e já começou muito bem. Estou
começando a colher o que plantei lá
atrás.
entrevista
concedida para Ary Neto no dia 28 de março
de 2007 |
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