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Acima O Mago A Papisa A Imperatriz O Imperador O Papa O Enamorado O Carro A Justiça O Eremita
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"Não
julguem, e vocês não serão julgados. De fato, vocês serão
julgados com o mesmo julgamento com que julgarem e serão medidos
com a mesma medidas com que medirem"
Evangelho
de S.Mateus 7, 1-2
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A letra
correspondente ao Arcano VIII é Cheth (ou Heth) ,
que representa "um campo", local a ser semeado.
É o campo de atuação do vencedor do arcano anterior. Após o
triunfo, o rei vitorioso deve cuidar da terra recém conquistada,
tomando posse, determinando leis, ordenando o trabalho. Na
análise da lâmina, distinguimos três binários neutralizados:
as duas colunas e a mulher; os dois pratos da balança e seu
suporte; e por fim a espada, a balança e a mulher. Estas três
combinações, na seqüência, nos dão os nomes do arcano no
ternário teosófico:
As duas colunas, Jaquim e Boaz, são as duas
forças opostas, ativo e passivo, que neutralizadas pela atuação
andrógina, se equilibram (A imagem é de uma mulher sentada,
símbolo passivo, porém portadora da espada, símbolo masculino).
O Arcano VIII é um reflexo mais denso do Arcano II, onde também
temos as colunas e uma atitude passiva, mas o equilíbrio aqui
definido é dinâmico, um equilíbrio de forças, prevalecendo ora
um lado, ora outro. As colunas são as forças formadoras do
turbilhão astral, meio onde as idéias adquirem forma e que serve
de veículo para a atuação da vontade. O
conhecimento adquirido até aqui, já permite definir normas e
conceitos, o que será dado pelo segundo título do arcano, no
campo humano = LEI. De fato, de nada valeria conquistar um
campo (entenda-se em todos os sentidos) se aí não pudesse o
conquistador fixar seu modo de vida. A conquista só se processa
após esta transformação, em que o local conquistado passa a
seguir as diretrizes do conquistador. Assim, o oitavo arcano
representa o momento passivo da vitória, sua afirmação. Mas a
Lei não deve servir ao Rei, e sim o coletivo, representado pelo
campo. Esta afirmação se processa, seguindo o desenho da carta,
pela ação da espada, que discerne o essencial do supérfluo,
discrimina o certo do errado, o útil do inútil. Esta ação
discriminadora deve seguir também o equilíbrio, simbolizado pela
balança, do contrário a Lei não servirá ao coletivo mas se
transformará em instrumento de tirania (Fracasso do arcano). A
Balança nos explica o terceiro título, Karma. É
conhecida por muitos a história de que nossas almas serão
pesadas após a morte, de modo que os Anjos saberão o quanto de
bem e de mau praticamos em vida. Se o lado do bem for maior,
iremos para o Paraíso...caso contrário, nos espera o Inferno.
Esta dinâmica entre o bem e o mal praticado é condensada no
conceito oriental do Karma: nossos atos vão sendo gravados em
nossa alma, vida após vida, e assim, a cada nova encarnação
colhemos os frutos bons ou maus que merecemos (novamente alusão
ao campo).
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Como
dissemos na introdução
deste arcano, algumas escolas situam A JUSTIÇA como
Arcano XI. Se levarmos isto em conta, teremos 11 => 1+1
=> 2.
Um
dos reflexos do segundo arcano é o Arcano 20, O JULGAMENTO,
com valor numérico 200 => 2+0+0 => 2. No JULGAMENTO,
como veremos adiante, um dos temas é o julgamento final
conforme nossas obras, ou em outras palavras, "pesagem
da alma". |
De modo geral, o arcano VIII será sempre
indicativo do constante e automático equilíbrio existente no
universo - se desrespeitamos uma lei da natureza,
sofremos as conseqüências. Se infringimos uma lei humana,
ficamos sujeitos a punições. Análises
aritméticas 8
= 1 + 7 Vontade + Vitória. Aplicação
consciente da Vitória, faz surgir a Lei, esposa da carta
anterior. Permite atuar sobre a luz astral, direcionando o
turbilhão de acordo com a vontade do operador. Isto é o que
permite a sugestão mental de uma pessoa. Nesta categoria de
atuação, podemos identificar também a sugestão de um castigo
(repreensão anímica), quando alguém senti-se agredido por
outro. Vale lembrar, contudo, que o clichê astral do castigo
(reequilíbrio), forma-se automaticamente na luz astral, assim que
uma ação má é praticada e liga-se à pessoa que lhe deu
origem, pois a lei universal é reequilibrar sempre as forças. Do
mesmo modo, todo ação construtiva leva automaticamente a uma
reação positiva. 8
= 7 + 1 Vitória pessoa acima da vontade. A
pessoa se deixa levar pela ilusão de poder, como se não
existisse mais nada. O golpe da espada da justiça costuma alertar
tais abusos. 8 = 2
+ 6 Gnosis + Meio. Conhecimento do meio.
Indivíduo que reconhece as características do meio em que vive e
procura isentar-se de seus aspectos negativos. Um exemplo é a
preocupação que os magos possuem quanto ao "golpe de
retorno" das atuações mágicas. Como dissemos, toda
atuação no astral gera automaticamente um reação equilibrante,
de igual intensidade e natureza, porém em sentido contrário.
Assim, qualquer pessoa está sujeita a sofrer as conseqüências
de seus atos e desejos, sejam bons ou maus, pois o que desejamos
(e fazemos) aos outros, nos retorna mais cedo ou mais tarde 8
= 3 + 5 O espiritual acima do cotidiano.
Realização das idéias na vida diária, sem perder de vista o
objetivo metafísico. Capacidade de transformar idéias em atos. Toda
idéia justa e bem formada procura (e deve) adquirir uma forma
astral pertinente e esta forma, condensando-se, transforma a
matéria (realiza a idéia). Do mesmo modo as más idéias também
se realizam, embora fosse melhor para todos e principalmente para
quem teve tal idéia, que isto não acontecesse. 8
= 4 + 4 Forma X Forma, Autoridade X
Autoridade, Adaptação X Adaptação. Equilíbrio nos três
planos.
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Para
continuar o curso avançado, veja a carta seguinte, "O
EREMITA" |
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Simbolismo
básico deste arcano: clique
aqui |
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