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A Justiça

 

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A letra correspondente ao Arcano VIII é Cheth (ou Heth) , que representa "um campo", local a ser semeado. É o campo de atuação do vencedor do arcano anterior. Após o triunfo, o rei vitorioso deve cuidar da terra recém conquistada, tomando posse, determinando leis, ordenando o trabalho.

Na análise da lâmina, distinguimos três binários neutralizados: as duas colunas e a mulher; os dois pratos da balança e seu suporte; e por fim a espada, a balança e a mulher. Estas três combinações, na seqüência, nos dão os nomes do arcano no ternário teosófico:

 

EQUILÍBRIO

LEI

KARMA

As duas colunas, Jaquim e Boaz, são as duas forças opostas, ativo e passivo, que neutralizadas pela atuação andrógina, se equilibram (A imagem é de uma mulher sentada, símbolo passivo, porém portadora da espada, símbolo masculino). O Arcano VIII é um reflexo mais denso do Arcano II, onde também temos as colunas e uma atitude passiva, mas o equilíbrio aqui definido é dinâmico, um equilíbrio de forças, prevalecendo ora um lado, ora outro. As colunas são as forças formadoras do turbilhão astral, meio onde as idéias adquirem forma e que serve de veículo para a atuação da vontade.  

O conhecimento adquirido até aqui, já permite definir normas e conceitos, o que será dado pelo segundo título do arcano, no campo humano = LEI. De fato, de nada valeria conquistar um campo (entenda-se em todos os sentidos) se aí não pudesse o conquistador fixar seu modo de vida. A conquista só se processa após esta transformação, em que o local conquistado passa a seguir as diretrizes do conquistador. Assim, o oitavo arcano representa o momento passivo da vitória, sua afirmação. Mas a Lei não deve servir ao Rei, e sim o coletivo, representado pelo campo. Esta afirmação se processa, seguindo o desenho da carta, pela ação da espada, que discerne o essencial do supérfluo, discrimina o certo do errado, o útil do inútil. Esta ação discriminadora deve seguir também o equilíbrio, simbolizado pela balança, do contrário a Lei não servirá ao coletivo mas se transformará em instrumento de tirania (Fracasso do arcano).

A Balança nos explica o terceiro título, Karma. É conhecida por muitos a história de que nossas almas serão pesadas após a morte, de modo que os Anjos saberão o quanto de bem e de mau praticamos em vida. Se o lado do bem for maior, iremos para o Paraíso...caso contrário, nos espera o Inferno. Esta dinâmica entre o bem e o mal praticado é condensada no conceito oriental do Karma: nossos atos vão sendo gravados em nossa alma, vida após vida, e assim, a cada nova encarnação colhemos os frutos bons ou maus que merecemos (novamente alusão ao campo).

Como dissemos na introdução deste arcano, algumas escolas situam A JUSTIÇA como Arcano XI. Se levarmos isto em conta, teremos 11 => 1+1 => 2.

Um dos reflexos do segundo arcano é o Arcano 20, O JULGAMENTO, com valor numérico 200 => 2+0+0 => 2. No JULGAMENTO, como veremos adiante, um dos temas é o julgamento final conforme nossas obras, ou em outras palavras, "pesagem da alma".

De modo geral, o arcano VIII será sempre indicativo do constante e automático equilíbrio existente no universo - se desrespeitamos uma lei da natureza, sofremos as conseqüências. Se infringimos uma lei humana, ficamos sujeitos a punições.

Análises aritméticas

8 = 1 + 7

Vontade + Vitória. Aplicação consciente da Vitória, faz surgir a Lei, esposa da carta anterior. Permite atuar sobre a luz astral, direcionando o turbilhão de acordo com a vontade do operador. Isto é o que permite a sugestão mental de uma pessoa. Nesta categoria de atuação, podemos identificar também a sugestão de um castigo (repreensão anímica), quando alguém senti-se agredido por outro. Vale lembrar, contudo, que o clichê astral do castigo (reequilíbrio), forma-se automaticamente na luz astral, assim que uma ação má é praticada e liga-se à pessoa que lhe deu origem, pois a lei universal é reequilibrar sempre as forças. Do mesmo modo, todo ação construtiva leva automaticamente a uma reação positiva.

8 = 7 + 1

Vitória pessoa acima da vontade. A pessoa se deixa levar pela ilusão de poder, como se não existisse mais nada. O golpe da espada da justiça costuma alertar tais abusos.

8 = 2 + 6

Gnosis + Meio. Conhecimento do meio. Indivíduo que reconhece as características do meio em que vive e procura isentar-se de seus aspectos negativos. Um exemplo é a preocupação que os magos possuem quanto ao "golpe de retorno" das atuações mágicas. Como dissemos, toda atuação no astral gera automaticamente um reação equilibrante, de igual intensidade e natureza, porém em sentido contrário. Assim, qualquer pessoa está sujeita a sofrer as conseqüências de seus atos e desejos, sejam bons ou maus, pois o que desejamos (e fazemos) aos outros, nos retorna mais cedo ou mais tarde

8 = 3 + 5

O espiritual acima do cotidiano. Realização das idéias na vida diária, sem perder de vista o objetivo metafísico. Capacidade de transformar idéias em atos.

Toda idéia justa e bem formada procura (e deve) adquirir uma forma astral pertinente e esta forma, condensando-se, transforma a matéria (realiza a idéia). Do mesmo modo as más idéias também se realizam, embora fosse melhor para todos e principalmente para quem teve tal idéia, que isto não acontecesse.

8 = 4 + 4

Forma X Forma, Autoridade X Autoridade, Adaptação X Adaptação. Equilíbrio nos três planos.

 

Para continuar o curso avançado, veja a carta seguinte, "O EREMITA" 

Simbolismo básico deste arcano: clique aqui

 

8

 

 

 

 
 
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