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Acima O Mago A Papisa A Imperatriz O Imperador O Papa O Enamorado O Carro A Justiça O Eremita
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"
Decifra-me ou te devoro ! " |
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A letra correspondente ao Arcano IV é Daleth ,
com valor numérico igual a 04. Seu hieróglifo significa "o
Seio", que dá a idéia de Alimento. Da união entre os dois
primeiros arcanos, deu-se o processo de gestação no terceiro arcano,
que agora apresenta seu fruto, o Arcano IV, O IMPERADOR. O número 04
simboliza "a totalidade do que foi
criado", estando vinculado aos elementos e, por extensão, às
manifestações materiais. Grande
parte dos baralhos representam O IMPERADOR apoiado em uma pedra cúbica,
que é símbolo do quatro e dos elementos. Suas pernas cruzadas formam
uma cruz, novamente fazendo alusão ao quatro, e por fim, ele segura a
Cruz do Hierofante, que simboliza os três planos (mental, astral e
físico) unidos por uma passagem vertical (3 + 1 = 4).
Levando-se em conta as virtudes de sua
correspondência astrológica, Júpiter, e do que foi exposto acima,
chegamos aos títulos do arcano:
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FORMA |
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AUTORIDADE |
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ADAPTAÇÃO |
Continuando nossa análise do TETRAGRAMA
SAGRADO, a representação gnóstica do ciclo dinâmico da vida,
iniciada no arcano anterior, temos os nomes de Deus: IOD-HE-VAU-HE
=> IEVE ou IAVE IOD
=> ADÃO
/ HEVA => EVA (o
princípio único se divide em dois) Estes
quatro elementos formam uma só unidade, sendo o 4º termo (2º HE) o
fim de um ciclo e início de outro, agora mais condensado. Daí sua
denominação de arcano das formas, pois sai do ternário superior,
metafísico para dar início a uma fase mais materializada dos arcanos,
e assim será até o fim, quando no Arcano XXII, O MUNDO, realizar-se
plenamente o caminho iniciado pelo MAGO. Analisando a
cruz de braços iguais, um dos símbolos deste arcano, definimos uma
hierarquia de valores quanto à atividade X passividade |
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4



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A
barra vertical contém IOD e VAU, sendo este último passivo em
relação ao primeiro termo. Analogamente, na barra horizontal, o 1º HE
é passivo em relação ao IOD (seu antecessor) e também passivo em
relação ao 2º HE. Nos extremos estão os desequilíbrios das idéias,
emoções, ações hiper ou hipo-valorizadas, em suma, não adaptadas. O
objetivo final de toda a série dos arcanos do tarô será obter o
equilíbrio entre estes termos, mantendo-se no meio da cruz. C.G.
JUNG, em sua psicologia analítica, também usa o esquema da cruz para
explicar sua teoria dos Tipos Psicológicos. Nela, em cada ponta,
situam-se as quatro funções básicas da ectopsique, que servem de
instrumento para relacionamento da personalidade com o exterior:
Pensamento, Sentimento, Sensação e Intuição. No centro da cruz
encontra-se, esquematicamente, o Self (Si-mesmo), centro da
personalidade. Cada indivíduo desenvolve mais uma das funções,
respondendo ao meio externo através das qualidades desta função
diferenciada. A função diametralmente oposta e tida como inconsciente,
indiferenciada, e as duas funções restantes são denominadas funções
auxiliares. Por exemplo, uma pessoa que tenha desenvolvido mais a
função Pensamento, sertir-se-á mais à vontade quando relacionar-se
com as outras pessoas através desta função e, ao contrário, não
terá muito desenvolvida sua função Sentimento, que atuará nele de
modo inconsciente. O mesmo vale para outras pessoas que tenham sua
principal função como sendo a Sensação, a Intuição ou o
Sentimento. Isto pode acarretar dificuldades de adaptação e,
juntamente com diversos outros fatores, o desenvolvimento da
neurose. É interessante notar como tanto o Hermetismo Ético
quanto Jung, servindo-se do esquema da cruz, procuram o equilíbrio, o
centro, a fim de demonstrar que assim atingido, este equilíbrio torna o
indivíduo imune aos exageros representados pelos extremos. Só terá
domínio pleno sobre o quarto arcano aquele que souber manter-se no
centro da cruz, usando com sabedoria a força dos elementos, porém sem
deixar-se subjugar por eles. Do contrário, diremos, como popularmente
se faz. que é um sujeito à mercê da fatalidade do destino.
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