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Infidelidade: falta de amor ou de tesão?
A infidelidade não significa, necessariamente, falta de amor ou de tesão. Os motivos que levam alguém a trair podem ser os mais evidentes como também, os mais íntimos e aparentemente inexplicáveis.
Na maioria das vezes, o parceiro que busca uma aventura fora de casa, por alguma razão, não está sentindo-se ouvido e visto e passa a ter necessidade de checar o seu poder de sedução e de envolvimento.
Segundo o terapeuta Michel Robim, na base da infidelidade encontramos o adormecimento do relacionamento. Isso acontece quando o hábito substitui a presença viva de cada um dos membros do casal. O hábito é a pior coisa que pode acontecer num casamento, diz ele. Quando se toma alguém comogarantido, e o sentimento é de que ;ele(a) é meu(minha);, tem início um processo que vai transformando o frescor dos tempos de namoro numa poeira estagnada que cobre o relacionamento.
A busca de expressão
Embora a descoberta da infidelidade possa ser uma das mais devastadoras experiências, ela surge como um sintoma de que o relacionamento vai mal. O que faz alguém procurar outra pessoa é a necessidade do novo, não a falta de amor ou de tesão. O que falta, na verdade, é a expressão dessas emoções. O tesão está ligado à presença, ao interesse, à expressão de quem se é.
Quando falta a comunicação e os parceiros esquecem que o amor é uma construção diária, a atração de antes passa a ser coberta pela mesma poeira que encobre todo o relacionamento. A esse quadro de frustração amorosa, contrapõe-se toda a oferta da mídia de filmes românticos, anúncios com situações sensuais, novelas retratando romances originários.
A vontade de viver o amor e a sexualidade com o prazer que falta em casa, faz com que o homem ou a mulher busquem uma outra pessoa. É o desejo de se saber atraente e interessante que fala mais alto.
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