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Poucos dizem de si mesmos: sou um(a) traidor(a). A maioria fala do que faltava no relacionamento e que o(a) levou a buscar outras formas de satisfação. Parece que as pessoas têm necessidade de viver experiências que a relação não preenche.
Isso porque, nas relações contínuas, acabam acontecendo as cobranças e uma certa apatia em relação ao outro.
Em muitos, isto provoca um certo cansaço. Nada melhor que uma relação nova, onde tudo são flores. Quem está insatisfeito cria para si uma situação mais amena e agradável. Por outro lado, vem a sensação de culpa. A pessoa começa a perceber as necessidades internas que o levaram a isso. Procura saber o que está buscando, o que quer compensar, preencher.
A pessoa infiel lida com seus sentimentos de maneira muito forte. Não sabe o que vem pela frente, gosta de lidar com o desconhecido. Em muitas ocasiões, age por ignorância: não conhece os abalos que a infidelidade pode provocar no relacionamento. Outras vezes, sabe disso, mas acha que vale pagar o preço.
Perfil de quem é traído
É difícil acreditar em quem diz: “eu não sabia, não percebi nada”. A postura de inocência denota falta de cuidado, de percepção. Estaria tão completamente absorvido(a) por suas crenças para não ver o que se passava em volta? Com certeza, não estava atento(a) à relação.
No quadro clássico, vemos um homem voltado para os negócios, o trabalho, o dinheiro; ou uma mulher, concentrada em sua vida pessoal. Homem e mulher reagem também de forma diferente quando sofrem a infidelidade do parceiro. A mulher traída, muitas vezes, se questiona. E sente que, se o marido voltar para casa, merece ser perdoado. Se ele não propuser o rompimento, na maioria dos casos, a infidelidade não abala radicalmente o casamento. Muitas têm ainda a ilusão de que podem mudar o homem, mas ninguém tem esse poder sobre o outro.
Infidelidade crônica e ocasional.
Quem trai eventualmente está buscando preencher a de si mesmo(a). Procura um complemento da vida, alguém que possa compartilhar seus anseios. Quem trai continuamente nunca acha o que procura, torna-se eternamente insatisfeito(a). Muitos não estão preocupados em resolver uma relação de forma profunda. Acham normal a infidelidade, faz parte do seu conceito de vida: -estou casado(a) mas não estou morto(a).
Nos dois casos, a atitude demonstra imaturidade, como se dissesse: quero desenvolver minha idéia de liberdade, mas também quero manter minha família. Quem trai procura demonstrar poder do ponto de vista da sedução (liberdade) e, ao mesmo tempo, supõe preencher necessidades afetivas, intelectuais, sexuais e construir algo (família).
Levando em conta que as mulheres têm tesão pelo homem que elas amam, os homem amam as mulheres que lhes despertam tesão, podemos concluir: os homens temem que sua mulher faça sexo com outro; as mulheres temem o envolvimento afetivo, que o homem se apaixone por outra.
As pessoas que se envolvem, constantemente, em situações de infidelidade têm muita probabilidade de continuar esse padrão de comportamento por toda a vida. A não ser que, por vontade própria, decidam-se a trabalhar interiormente e procurem ajuda terapêutica ou mesmo de uma auto análise.
O fato é que não é o problema não está no(a) parceiro(a). A questão, geralmente, envolve uma baixa auto-estima e um boa dose de narcisismo. Da mesma forma, quem casa muito fácil, também descasa com a mesma facilidade.
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