O Que É, Afinal, o OS/2?
Um Sistema Operacional
Algumas Praticidades da Emulação
Multitarefa: Algo Nada Complicado
Um Sistema Operacional, Acima de TudoO OS/2 foi planejado, desde a sua idéia, como um sistema operacional, primeiramente de 16 e posteriormente dee 32 bits. Sua estruturação é feita de forma a permitir a multitarefa preemptiva entre os seus progrmas... Bem, talvez isso todo mundo saiba. O que poucas pessoas sabem, porém, é que o OS/2 é um sistema operacional texto, assim como o DOS ou o Unix...
B asicamente, ele tem um corpo de sistema, da mesma forma que os citados, e mais alguns utilitários. E foi com essa configuração e cara que ele chegou pela primeira vez ao consumidor... Posteriormente foram criadas novas aplicações e "caras" para ele, mas ele sempre foi e sempre será, pelo menos assim o vejo, um sistema que PODE funcionar no modo texto. Vejamos uma introdução aos programas básicos que rodam sobre esta plataforma maravilhosa, e também suas maiores qualidades.
O OS/2 foi o primeiro sistema operacional para PC projetado para tirar proveito da multitarefa, o que implicava na famosa proteção de memória. A proteção de memória, horror dos outros sistemas operacionais, já se encontra em estágio avançadíssimo no OS/2, sendo essa praticamente infalível, mesmo! Se você estiver executando um aplicativo OS/2, salvo alguns raros programas (geralmente versões betas) causam alguma "invasão" no sistema, o que provoca, simplesmente, o encerramento da tarefa. Usando emulação de DOS/Windows o resultado não é tão garantido, porém considerando que nativamente (sobre DOS/Windows) eles não tem proteção alguma, ou se tem, ela é apenas razoável, podemos dizer que ele é demais... Como foi dito uma vez, um DOS melhor que o DOS e um WinOS/2 melhor que o Windows! (-:
S ó para se ter uma leve idéia, o WinOS/2 é optimizado para rodar sobre memória DPMI, e não XMS, como são as versões de Windows para DOS 6.xx e 7.0. Para quem não sabe, DPMI significa Dos Protect Mode Interface. Ou seja, o Windows sobre o OS/2 é protegido de outras sessões dele mesmo... E quando esta estabilidade é importante? Sempre, mas fica mais evidente quando se utilizam aplicações críticas, como um servidor de uma grande rede para uma grande empresa. Esta máquina simplesmente não pode parar... E com o OS/2 não para mesmo!
M as nem tudo com a "emulação" é maravilha: O maior problema é a compatibilidade. Apesar de o WinOS/2 ser compatível com todos os programas de Windows que eu tenho conhecimento (de Windows 95 só aqueles que funcionem no 3.x com Win32s instalado), o MDOS deixa um pouco a desejar, mas por culpa dos próprios softwares, que geralmente tentam acessar o hardware diretamente, sem "licença" do sistema... E o OS/2 não costuma permitir isso... E aí a aplicação não funciona. Mas convém lembrar que ele só não permite isso como forma de manter estável a proteção de memória.
E m sua segunda versão (1.1) o OS/2 contava com uma interface gráfica, já. Ela era horrível, muito parecida com a do Windows 3.1... (Já viu o problema, não? :-) Na versão 2.0, uma nova interface gráfica foi inalgurada: A WorkPlace Shell (WPS para os mais íntimos). A WPS do OS/2 2.0, apesar de bem melhor que o Presentation Manager (aquela interface, igual à do Windows 3.1), ainda deixava um pouco a desejar em termos de praticidade e beleza. Em 1994, com o lançamento do OS/2 Warp 3.0, a WorkPlace Shell ganhou uma cara nova, mais bonita, e a principal adição foi a Barra de Lançamentos.
E sta barra facilitou muito as coisas, mas ainda não havia sido o suficiente, pois ela tinha algumas deficiências. Para contornar isso, na versão 4.0 (Merlin) foi criada a barra de tarefas, mostrada abaixo:
E sta nova barra, além da seleção de tarefas, permite algumas funções, como por exemplo, acessar todo e qualquer programa que exista no seu hard disk... Mas isso não é de todo uma inovação... A maior novidade fica por conta de que algumas tarefas podem ser executadas nesta barra, deixando de ocupar espaço precioso de sua tela. Algumas destas aplicações são a "Atividade do Sistema", relógio, cronômetro, espaço em disco e diversas outras... Experimente o Merlin e verifique por você mesmo! (-:
A WPS tem muitas vantagens sobre a interface gráfica de outros sistemas, mas não vou discutir neste tópico, pois há outros que se adaptariam melhor a elas.
(Veja na página Um Pouco de História para um pouco mais de informações sobre as Interfaces Gráficas do OS/2)
D iferentemente da maioria das pessoas, eu costumo classificar os sistemas em 4 tipos, de acordo com a execução de tarefas, mas deixo claro que é uma classificação pessoal (e baseada na técnica!):
A multitarefa preemptiva é a multitarefa onde todas as aplicações são executadas em tempo real, e quem administra isso é o sistema operacional. O programa rodando sobre este sistema operacional não precisa tomar conhecimento de que está sendo executado junto com outros. O sistema deve se encarregar de tomar as decisões de quanto tempo terá cada programa. Esta é a melhor forma de multitarefa, e é a que é utilizada pelo OS/2, sistemas Unix, MacOS e Windows NT. Destes, o mais antigo é o Unix, seguido pelo OS/2, Windows NT e MacOS. A estabilidade deles vem nesta ordem, também, mas vale ressaltar que é ótima em todos eles.
A multitarefa cooperativa é a multitarefa onde todas as aplicações são executadas em tempo real, porém o sistema não tem o controle total sobre esta situação, ele depende de uma resposta do aplicativo. Desta forma, o sistema e o programa precisam cooperar para que exista a multitarefa. Assim, o aplicativo DEVE ser preparado para que a multitarefa possa existir. Se um dos dois (o sistema ou o programa) não for preparado para essa multitarefa, o sistema vira um monotarefa. Esta é apenas uma boa forma de multitarefa, e é a que é utilizada pelo Windows 95. É exatamente por este motivo que se for utilizado um aplicativo de 16 bits (não preparado para o Windows 95), ele não consegue fazer a multitarefa, até que aquele programa seja encerrado. Executar uma janela do DOS, utilizar um aplicativo para Windows 3.1 ou mesmo um comando da bios (como o format) são suficientes para destruir este tipo de multitarefa.
A multitarefa simulada é a multitarefa onde nem todas as aplicações são executadas em tempo real, ou seja, apenas uma ou outra coisa pode ser executada ao mesmo tempo, ainda que varias permaneçam na memória e na tela. As coisas em que se pode fazer a multitarefa são as mesmas que se pode fazer em um sistema mono tarefa. Este tipo de multitarefa só difere, portando, da monotarefa por motivo de que vários programas estejam na memória ao mesmo tempo, de forma protegida. Esta é a pior forma de multitarefa, e é a que é utilizada pelo Mac System (até a versão 7), WorkBench, Deskview e Windows 3.1. A estabilidade deles vem também nesta ordem... Aliás, se no Mac System ela é ótima, no Windows 3.1 ela praticamente inexiste.
A monotarefa se caracteriza pela execução de apenas um programa de cada vez, com apenas ele mesmo na memória da máquina. Esta forma de processamento é utilizada, atualmente, pelo DOS 6.xx.
O rientação a objeto é o nome que se dá ao sistema de associação entre o ícone e um arquivo ou programa (que não deixa de ser um arquivo! :-). Este tipo de elo pode ser feito de várias formas... Se você está imaginando que a do OS/2 é a melhor, acertou... Vejamos o porquê disso...
Q ual seriam as diferenças entre os elos? Muitas. Comecemos pela ligação estática que o Windows utiliza como base para seus ícones de ambiente. A ligação estática é feita, simplesmente por um arquivo associado ao ícone contendo o caminho do arquivo ou programa. O OLE (Object Linking and Embedding) e o COM (Component Object Model) do Windows utilizam uma forma semelhante para associar programas a arquivos. Isso seria ótimo se você nunca fizesse "uma arrumação" na casa, ou seja, se você nunca mudasse nada de diretório. No Windows, em geral, se for alterada a posição de um programa, de um diretório para outro, o usuário terá de recorrer a um penoso trabalho manual de alteração do caminho de cada atalho (ou recriação do mesmo), senão o querido programa dele nunca mais será executado, pois o Windows o procurará no caminho antigo.
E no OS/2, o que muda? Bem, o OS/2 utiliza um sistema baseado em SOM (System Object Model) e DSOM (Distributed System Object Model). Estes dois sistemas de elo são dinâmicos. Ou seja, se você arrasta um ícone de uma pasta para outra, seu caminho será atualizado para todas as suas sombras (atalhos, no Windows). Isso é um avanço considerável, e que já é utilizado há muito tempo no OS/2, e está mais do que estável. E esse tipo de elo extende-se para além dos ícones, uma coisa chamada Drag'n'Drop REAL. No OS/2, muitas vezes, você nem lembra que existe a área de transferência... E sabe por quê? Porque no OS/2 você pode selecionar uma figura, por exemplo, e arrastá-la para o ambiente de trabalho e ela será salva no mesmo, ou, ainda mais, você pode arrastar uma figura de sua planilha de cálculo diretamente para o seu editor de textos sem ter que apertar nenhuma tecla, apenas arrastando de uma janela para outra.
B em, além de muito mais praticidade como ficou destacado no ítem anterior, o SOM/DSOM também permitem uma completa integração entre todo e qualquer programa. Digamos, por exemplo que você tenha feito um memorando, e queira mandar para todas as pessoas que você tem o número de fax. O que você faz? Digita um por um e disca mandando um por um? No OS/2 não. Você pode fazer um memorando padrão. Em seguida, selecionando previamente para que seja criado um vínculo de número de fax, você leva o ícone do memorando sobre a sua agenda e pumba! Um novo (e único) documento, personalizado para cada uma das pessoas que tem fax. E o que você faz com esse ícone (documento)? Leva-o sobre o programa de fax e o solta... Pronto... O seu programa de fax se encarregará em discar para cada uma das pessoas, e enviar a parte correspondente do texto como um fax àquela pessoa. Simples, prático e rápido, mas tudo isso possibilitado pelo sistema que é utilizado pelo OS/2...
O OS/2, como qualquer sistema que pretenda ter um futuro deve fazer, ao invés de ficar tentando impor padrões, está adotando as mais diversas formas de padrões abertos. Exemplos disso é a inserção de compatibilidade nativa com JAVA, OpenDoc, OpenGL e diversos outros. Mas o que são esses padrões abertos? Bem, Java é uma linguagem de programação interpretada, OpenDoc é algo como o OLE, e assim vai.
E qual a diferença? Muitas. Tomemos o exemplo específico do OLE e OpenDoc. O OLE é propriedade da Microsoft. As empresas produtoras de softwares se preocupam com padrões "de alguém", pois a Microsoft pode facilmente usar funções do OLE que só ela conhece (uma vez que o padrão é proprietário), e assim ter programas melhores que os de todo mundo. Já com o OpenDoc não... O OpenDoc, sendo uma estrutura aberta, todos podem se utilizar dele, conhecendo seu código na íntegra, e ele faz TUDO que o OLE 2.0 faz e até mais... Assim, a competitividade entre as empresas fica sadia, não tendo nenhuma tirando vantagem da outra, porque conhece "uma instrução a mais".
P or estes e por outros motivos (O OpenDoc é bem mais simples de se usar que o OLE, em termos de programação, por exemplo), acredita-se que esta seja a tendência do mercado de software. Um caso recente reflete isso: O ActiveX não conseguiu desbancar o JAVA... E por quê? Não se sabe ao certo, mas um bom chute seria esse: Enquanto o JAVA é um padrão aberto (apesar de ter sido desenvolvido pela Sun Microsystems e dela ser propriedade), e o ActiveX não, o ActiveX é um padrão fechado.
A primeira vez que li sobre o Voice Dictation achei que nunca veria isso em minha vida. Estava eu com 13 anos. A IBM trabalhava neste projeto há muito tempo já, e não tinha previsões para o fim do mesmo. Mas o caso é que eu me enganei. O OS/2 já inclui uma versão do Voice Type Dictation da IBM, e o Voice Navigation. O que são essas coisas? Elas servem para mim?
A Voice Navigation não é uma coisa de todo nova. Várias empresas já fizeram seus softwares de navegação por voz, porém nenhuma delas foi tão longe quanto a IBM. Na maioria destes softwares de navegação você tinha de gravar cada comando com a sua voz. No Voice Navigation da IBM não, por incrível que possa parecer. Você fala meia dúzia de frases para o computador, no chamado "Treino", e apartir daí ele lhe entenderá perfeitamente... Claro, se o ambiente não for muito barulhento... Através de uma simples janela, você pode ligar ou desligar o VoiceType Navigation e Dictation:
U m detalhe: Não será logo que você instalar que sairá falando e o sistema lhe entendendo. Você deve aprender o jeito de falar, sempre no mesmo tom e com volume controlado... Isso é complicado? Não... Demora só um pouquinho... Mas sobre esta dificuldade, o próprio manual diz: "Você encontrará alguma dificuldade em fazer o OS/2 lhe entender, mas isso é natural... Seria mais ou menos o mesmo que aprender a digitar... Lembra-se quando sentou a primeira vez na frente de um teclado? Era difíl achar as teclas, não? Encare a dificuldade em se fazer entender pelo OS/2 como algo deste tipo". Na pior das hipóteses, em dois dias você já terá aprendido como pronunciar as palavras para ele.
E nfim, o Voice Navigation é um utilitário para todos, e é muito útil... Mesmo que se possua as duas mãos... Por exemplo, se você está digitando um texto (caso não esteja usando o Voice Dictation), você nem precisa tirar a mão do teclado para trocar de janela, nem decorar quinhentas sequências de teclas para este fim. Basta dizer, e o computador atenderá.
A qui a contestação é diferente. Não se discute a utilidade de você poder ditar um texto para o computador, mas se discute se o processo é eficiente. Eu posso e afirmo: É!!!! Algumas vezes ele erra na hora de corrigir alguma concordância e coisas do tipo, mas é só dar uma corrigidinha depois. O tempo que é gasto ditando é muito menor do que o tempo que é gasto digitando... Sem contar que ditando a gente não fica com tendinite... (-:. Veja um exemplo de aplicação com o VoiceType Dictation:
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Emulação e Praticidade
C om o OS/2 você tem n vantagens, em termos de emulação de sistemas. Uma que fica bem clara é a possibilidade de se utilizar a multitarefa, mesmo com aplicações 16 bits, uma vez que para o sistema operacional não faz a menor diferença se uma aplicação DOS/Windows é 8, 16, 32, 64, ..., bits... (-: O que importa é que o DOS emulado (no caso o MDOS) é 32 bits, e então ele não atrapalha o funcionamento do sistema. Aliás, não só por isso, mas também porque o OS/2 utiliza a chamada multitarefa preemptiva, e não a cooperativa. O sistema jamais depende do software para executar suas tarefas de sistema.
U ma outra vantagem é, além de você poder rodar configurações exclusivas para cada sessão DOS, como também é possível no Windows, você pode também usar uma configuração para cada Windows em execução. Você pode ter, por exemplo, uma sessão no modo Standard e outra no modo Enhanced. Qual a vantagem? Uma muito grande: economia de memória... (-: O mesmo vale para sessões texto do OS/2.
A WorkPlace Shell: O OS/2 em Modo Gráfico

Desmistificando a Multitarefa
Multitarefa Preemptiva
Multitarefa Cooperativa
Multitarefa Simulada
Monotarefa
Orientação a Objeto? O Que É Isso?O COM e OLE do Windows e os SOM e DSOM do OS/2
O Que Mais o SOM/DSOM Podem Fazer
Padrões Abertos
Selecione aqui para ver uma piada sobre o OLE x OpenDoc
IBM Voice DictationVoice Navigation

A questão que muitas pessoas põem é a respeito da utilidade disso, dizem que "não são aleijadas". Ora, em primeiro lugar que existem muitas pessoas com este tipo de deficiência que ficam privadas de usar um computador por causa disso... Agora isso acabou. Outra coisa é questão de costume. Depois que se acostuma a falar para fazer as coisas, o mouse passa a parecer, de certa forma, obsoleto. É como a multitarefa: Até você acostumar com ela, parece um negócio sem propósito, simplesmente porque não se está acostumado.Voice Type Dictation

O Voice Type Dictation é um produto de futuro, porém ainda deve ser aperfeiçoado, para ocupar menos memória, ser mais rápido, errar menos e, acima de tudo, traduzido para várias línguas.
última atualização em 15/03/1997.