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DOÇURA...
O paladar dos românticos...
O mel do prazer...
Quantas vezes, já nos
pegamos com “cara de bobo(a)”, admirando a beleza da natureza... Pensamento
voando alto ao encontro de agradáveis recordações... Sorrimos.
Abrimos o coração delicadamente sem deixar cair uma gotícula
do amor depositado pelo outro em nosso pote cardíaco de mel. Uma
gostosa troca, onde oferecemos e recebemos docemente, belos sentimentos.
Se compararmos, o amor é um processo como o melado. Precisa ser
trabalhado no tacho do prazer. Requer dedicação e carinho
para não passar do ponto... Para não desandar. Temos que
ter à medida exata da doçura colocada, do contrário,
de tão doce, torna-se enjoativo. Porém, na ausência
doce ou do amargo não apreciamos o sabor.
Devemos buscar o equilíbrio!
Na doçura, podemos encontrar a inocência, a entrega, o perdão.
Achamos o lado correto de abrir o coração da pessoa amada,
sem precisarmos virar e manuseá-lo procurando aleatória
e afoitamente o abrir da embalagem...Encontramos sua alma, recheada com
a doçura do amor... Sua essência, amorosamente adoçada
para nosso bel-prazer.
É doce desprendermos o sorriso no outro... Ficarmos rindo à
toa, enchendo nossa alma de alegria. Infantilmente, transportamo-nos à
felicidade... Um bem estar... Um aconchego.
Às vezes, nossa boca enche-se d’água. Queremos doce...
Segurança e ternura...Queremos colo! Buscamos com os olhos, todos
os tipos de doces oferecidos no mercado. Procuramos... Pensamos... Analisamos...
Provamos e desaprovamos até encontrarmos aquele que docemente,
nos fortaleça e complete... Uma gostosa e saborosa preferência
pelo doce do verdadeiro amor.
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