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Na manifestação das dúvidas temporárias mostramos interesse em saber como acontece o ensino de Matemática na nossa escola e, por isso, resolvemos realizar uma enquete para levantar algumas questões tais como: se nosso aluno gosta dessa disciplina, se gosta de seu professor, quais seus aspectos falhos e o que poderia ser feito para melhorar seu desempenho. Inicialmente elaboramos um questionário que pudesse investigar esses requisitos. Então, arregaçamos as mangas e entrevistamos, durante o mês de dezembro de 2002, 112 alunos nos três turnos e nas três séries do ensino médio, nos horários de intervalos para não incomodar o andamento das aulas. O resultado obtido trouxe algumas reflexões. Confira a seguir.
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GRÁFICO 3: GRÁFICO 4:


GRÁFICO 5:

(FONTE: PESQUISA DIRETA)
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A menor quantidade de alunos (15%) no turno da manhã deve-se ao fato de que funcionam nesse horário apenas duas turmas do ensino médio.
O maior número de entrevistados no turno da tarde (47%) é justificado pela disponibilidade dos alunos sertemáticos que aplicaram a pesquisa e que são todos deste turno.
O fato de observamos uma grande representação da 1ª série (53%) é explicado pelo maior número dessas turmas. O ensino médio existe na escola há apenas 5 anos, o que também explica o número menor (19%) de entrevistados da 3ª série.
As meninas (56% dos alunos pesquisados) são mais receptivas a aplicação do questionário e isso deve ter influenciado os sertemáticos na hora de escolher a quem fazer as perguntas. Outro fator poderia ser o maior número delas na escola, mas isso não foi investigado.
Constatamos também que o aluno até gosta de Matemática (50%), mas o número dos que não gostam (34%) é ainda muito alto.
Aqui vem a surpresa: 76% aprovam o seu professor de Matemática. E aí entramos numa contradição: como pode o aluno gostar de matemática e de seu professor e, ao mesmo tempo, sabermos que o rendimento nessa disciplina é baixíssimo como mostram o ESPAECE, o ENEM, os vestibulares e outros avaliadores em que nós alunos participamos? A quem podemos responsabilizar esses resultados? O aluno, o professor e sua formação, a escola, a família, a política educacional vigente ou a tudo isso? Terão esses alunos sido sinceros ou tiveram receio de afrontar o professor através do resultado da pesquisa? O aluno parece não ter desenvolvido o seu senso crítico para bem avaliar uma aula ou o professor de matemática, parece, mas não é isso, pois veja o que eles apontaram como atividades propostas para melhorar esse ensino:
Dinâmicas - 27%
Desafios - 18%
Informática - 14%
Competições - 7%
Aulas de campo - 4%
Menos anotações - 3%
Mais aulas - 3%
Laboratório - 2%
Vídeos - 2%
Adoção de apostila ou livro texto - 1%
Teste de vestibular - 1%
Mais anotações - 1%
Mais conteúdo - 1%
11% não responderam, 3% acharam que deveria continuar como está e 2% apontaram que essa disciplina não deveria constar do currículo. Obviamente que encontraríamos na pesquisa amantes e avessos à Matemática, mas uma questão é certa: nós alunos sabemos que tipo de ensino nos oferecem, entendemos os problemas que este ensino enfrenta, mas exigimos que o professor reveja sua prática pedagógica e, com isso, garanta uma aula mais dinâmica e participativa.
Quantas reflexões, você não acha?