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Artigos Técnicos
Nesta página você vai encontrar os seguintes artigos:
-
Gestão Sustentável em Parques de Diversões, Áreas de Lazer e Locais de
Reuniões Públicas - Uma abordagem inteiramente nova sobre os aspectos de
segurança em ambientes de grande concentração de público, elaborada pelos
Engenheiros Marco Antônio Alves da Costa e Gilson Brito Lima. Arquivo em PDF.
-
Instalações Elétricas e a Prevenção de Incêndios em Edificações - O caso
ELETROBRAS.
- FAQ do PPP - As
perguntas mais freqüentes e as respostas mais adequadas sobre o Perfil
Profissiográfico Previdenciário.
- Riscos da
Exposição ao Sol na Construção Civil - Uma abordagem feita pela Associação
para Segurança na Construção Civil de Ontario ( Canadá ).
-
Adicional de Periculosidade para atividades com Energia Elétrica.
Comentários sobre a Lei 7369/85, o Decreto 93.412/86 e o enunciado 361 do TST
- Tribunal Superior do Trabalho.
- Laudo
Técnico de Instalações Elétricas - Um roteiro para a elaboraçã;o do laudo
técnico exigido pela Norma Regulamentadora nº 10, do Ministério do Trabalho e
Emprego.
-
Segurança em Eletricidade - Perguntas e Respostas.
- Internet no Século
XXI - Uma reflexão sobre as aplicações da Internet em Segurança e Saúde no
Trabalho.
- Dez dicas para se
proteger do Câncer - Um texto reproduzido a partir da página do Instituto
Nacional do Câncer.
- Computadores provocam acidentes do trabalho?
- O Engenheiro, o Médico e a Saúde dos
Trabalhadores.
- Campos Eletromagnéticos.
- A
Cultura da Segurança - Uma reflexão sobre o incêndio no Aeroporto Santos
Dumont e o desabamento de um prédio na Barra da Tijuca. Dois acidentes na
cidade do Rio de Janeiro, no mês do Carnaval (fevereiro de 1998).
- FAQ do
PPRA - As perguntas mais freqüentes e as respostas mais adequadas sobre o
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.
- Attention Deficit Disorder
- ADD - Um excelente artigo do engenheiro de segurança José Roberto Dias.
-
Tele Acrônimos - 250 Siglas em Telecomunicações - Um livro eletrônico,
editado pela
IEditora, que é um guia de referência rápida para as siglas utilizadas no
setor de telecomunicações. A versão eletrônica, em PDF, é vendida pelo preço
simbólico de R$ 5,00 (cinco reais). Aproveite para conhecer este trabalho.
Computadores provocam acidentes do trabalho ?
Durante muito tempo a segurança do trabalho foi vista como um tema que se
relacionava apenas com o uso de capacetes, botas, cintos de segurança e uma
série de outros equipamentos de proteção individual contra acidentes.
A evolução tecnológica se fez acompanhar de novos ambientes de trabalho e de
riscos profissionais a eles associados. Muitos desses novos riscos são pouco ou
nada conhecidos e demandam pesquisas cujos resultados só se apresentam após a
exposição prolongada dos trabalhadores a ambientes nocivos à sua saúde e
integridade física.
Hoje, o setor de segurança e saúde no trabalho é multidisciplinar e tem como
objetivo principal a prevenção dos riscos profissionais. O conceito de acidente
é compreendido por um maior número de pessoas que já identificam as doenças
profissionais como conseqüências de acidentes do trabalho.
A relação homem-máquina, que já trouxe enormes benefícios para a humanidade,
também trouxe um grande número de vítimas, sejam elas os portadores de doenças
incapacitantes ou aqueles cuja integridade física foi atingida. Entre as
máquinas das novas relações profissionais, os computadores pessoais têm uma
característica ímpar: nunca, na história da humanidade, uma mesma máquina esteve
presente na vida profissional de um número tão grande e diversificado de
trabalhadores.
Diante desses fatos, muitas dúvidas têm sido levantadas sobre os riscos de
acidentes no uso de computadores. Entre eles destacam-se os chamados riscos
ergonômicos. A Ergonomia é uma ciência que estuda a adequação das condições de
trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores de modo a
proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.
A legislação trabalhista
brasileira já reconhece a importância dessa ciência e dedicou ao tema uma
Norma Regulamentadora específica (NR-17). Entre os riscos ergonômicos, aqueles
que têm maior relação com o uso de computadores são: exigência de postura
inadequada, utilização de mobiliário impróprio, imposição de ritmos excessivos,
trabalho em turno e noturno, jornadas de trabalho prolongadas, monotonia e
repetitividade. Além desses riscos, as condições gerais do ambiente de trabalho
fazem parte da avaliação ergonômica, aqui incluídos o nível de iluminamento,
temperatura, ruído e outros fatores que, após analisados no local, tenham
influência no comportamento dos trabalhadores.
A exposição do trabalhador ao risco gera o acidente, cuja consequência nesses
casos tem efeito mediato, ou seja, ela se apresenta ao longo do tempo por ação
cumulativa desses eventos sucessivos. É como se a cada dia de exposição ao
risco, um pequeno acidente, imperceptível, estivesse ocorrendo. As consequências
dos acidentes do trabalho desse tipo são as doenças profissionais ou
ocupacionais.
A maneira verdadeiramente eficaz de impedir o acidente é conhecer e controlar
os riscos. Isso se faz, no caso das empresas, com uma política de segurança e
saúde dos trabalhadores que tenha por base a ação de profissionais
especializados, antecipando, reconhecendo, avaliando e controlando os riscos.
Para padronizar esse trabalho foi estabelecida a obrigatoriedade de os
empregadores elaborarem um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, conhecido
pela sigla PPRA. Esse programa, objeto de uma Norma Regulamentadora do
Ministério do Trabalho (NR-9), estabelece as diretrizes de uma política
prevencionista para as empresas.
No caso específico dos profissionais que têm o computador como instrumento de
um trabalho diário, a prevenção dos riscos ergonômicos relacionados ao seu uso
deverá ser motivo de atenção e interesse, observando, entretanto, que a
legislação e as normas técnicas estão inseridas no contexto maior de uma
avaliação completa do ambiente de trabalho. O bem estar físico e psicológico dos
trabalhadores reflete no seu desempenho profissional e é resultado de uma
política global de investimento em segurança, saúde e meio ambiente.
A doença profissional mais conhecida por apresentar-se em conseqüência do uso
de computadores é chamada de LER - Lesão por Esforços Repetitivos
(Repetitive Strain Injury - RSI). É mister que fique claro queee essas lesões (LER)
não ocorrem apenas com o uso de computadores, mas em toda a atividade
profissional que exija o uso forçado e repetido de grupos musculares associado a
posturas inadequadas. Uma das mais conhecidas manifestações dessas lesões, em
profissionais da área de processamento de dados, é a tenossinovite. Não é nosso
objetivo detalhar as características específicas dessas lesões, apenas registrar
sua ocorrência e recomendar uma pesquisa específica sobre o tema se houver um
interesse especial. No Brasil, a recomendação mais recente é pela utilização do
termo DORT - Doenças Osteomusculaaarres Relacionadas
ao Trabalho. Na Internet, usando em instrumentos de busca (
Google, por exemplo ) as palavras chaves
Repetitive Strain Injury - RSI, será encontrado um vasto material de pesquisa.
Dores de cabeça e irritação nos olhos também são sintomas associados ao uso
de computadores. Eles ocorrem após o trabalho prolongado e contínuo e são
conseqüências da fadiga visual. A iluminação do ambiente é um fator fundamental
para reduzir a incidência desses sintomas, principalmente no que diz respeito a
evitar reflexos na tela do monitor. Além disso, os olhos também requerem pausas
regulares para descanso, da mesma forma que os pulsos, dedos, pescoço, enfim, as
partes do corpo diretamente exigidas pelo trabalho.
O stress físico e psicológico é outra conseqüência de uma utilização sem
controle do computador, vinculado a jornadas longas, trabalhos em turno e
noturnos. É interessante observar que a interface do programa que é utilizado
também influi diretamente no desempenho e no estado geral do usuário. O trabalho
intenso com um programa que tenha uma interface pouco amigável gera maior número
de erros, o que é acompanhado de irritação, desconforto e cansaço. A Ergonomia
também abrange estudos sobre esse aspecto da relação homem-máquina, ou seja, o
desenvolvimento ou o aperfeiçoamento da interface, tornando-a cada vez mais
intuitiva, direta e objetiva. Esses estudos envolvem o desenho das telas dos
programas, a distribuição dos ícones, janelas e as seqüências de comandos para
se alcançar determinados objetivos.
A utilização de mobiliário adequado é muito importante mas isso se constitui
apenas em uma parte de um processo mais amplo que é a construção de um ambiente
de trabalho seguro e saudável. O ambiente de trabalho precisa ser adequado ao
homem e à tarefa que ele vai desempenhar. Quando se fala em mesas, cadeiras e
teclados ergonômicos, entre outros ítens, o que efetivamente os caracteriza é a
sua flexibilidade, sua capacidade de se ajustarem às características específicas
dos seus usuários, aqui compreendidas, em especial, a altura, peso, idade e
atribuições.
O fundamental para os usuários de computadores é saber que há procedimentos
básicos para se evitar acidentes no trabalho, mesmo quando esse trabalho se
concentra em uma relação homem-máquina aparentemente amigável e isenta de
riscos, desenvolvida em escritórios ou mesmo em casa. Apresentamos abaixo um
resumo desses procedimentos:
O monitor deve estar com sua parte superior ao nível dos olhos do usuário; A
distância entre o monitor e o operador deve ser equivalente à extensão do braço;
o monitor deve ser ajustado para não permitir reflexos da iluminação do
ambiente; os pés devem estar apoiados no chão ou em um suporte; Os pulsos
deverão estar relaxados, porém sem estarem flexionados; se há entrada de dados,
deve ser usado um suporte para documentos, para evitar os movimentos repetidos
do pescoço; o usuário deve fazer pausas regulares para descanso, levantar,
caminhar e exercitar os pulsos e pescoço com movimentos de flexão e extensão.
A adoção desses procedimentos irá contribuir para um trabalho mais seguro,
desde que as condições do ambiente estejam adequadas ao tipo de trabalho que ali
se desenvolve, entendendo essas condições como o controle dos níveis de
iluminamento, ruído, temperatura, umidade do ar e outros agentes cuja presença
possa representar riscos.
* Ricardo Pereira de
Mattos ( [email protected] ) é
Engenheiro Eletricista, Engenheiro de Segurança, professor convidado dos cursos
de pós graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho da Universidade Federal
Fluminense (UFF) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sócio
efetivo da Sociedade Brasileira
de Engenharia de Segurança , ex-Diretor da Sociedade de Engenharia de
Segurança do Estado do Rio de Janeiro e ex-Conselheiro do CREA-RJ.
O Engenheiro, o Médico e a Saúde dos Trabalhadores
O Engenheiro de Segurança e o Médico do Trabalho têm em comum o compromisso
com a promoção e preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores.
O exercício profissional dessas duas categorias não se confunde mas
complementa-se na aplicação de um conjunto de conhecimentos técnicos e
científicos que objetivam o cumprimento do seu compromisso comum. Esse
compromisso com a Saúde dos Trabalhadores demanda um conhecimento daquilo que,
efetivamente, significa saúde, assim como de tudo aquilo que possa afetá-la no
ambiente de trabalho ou fora dele. Assim, o binômio saúde e doença, geralmente
associado apenas à medicina, passa a fazer parte também do exercício
profissional dos engenheiros.
A forma mais abrangente de apresentar o conceito de Saúde é utilizando a
definição da Organização Mundial de Saúde (OMS),
que a expressa como o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e
não apenas a ausência de enfermidade. É evidente o caráter subjetivo dessa
definição pois é difícil quantificar o bem-estar, entretanto, isso favorece a
compreensão de que é necessário atuar sobre todos os fatores que venham a
interferir nesse estado. No ambiente de trabalho, esses fatores são chamados de
riscos ocupacionais.
As doenças do trabalho, ou doenças ocupacionais/profissionais, são aquelas
decorrentes da exposição dos trabalhadores aos riscos ambientais, ergonômicos ou
de acidentes. Elas se caracterizam quando se estabelece o nexo causal entre os
danos observados na saúde do trabalhador e a exposição a determinados riscos
ocupacionais, e aqui começa o trabalho do Médico do Trabalho. Dessa forma, se o
risco está presente, uma conseqüência é a atuação sobre o organismo humano que a
ele está exposto, alterando sua qualidade de vida. Essa alteração pode ocorrer
de diversas formas, dependendo dos agentes atuantes, do tempo de exposição, das
condições inerentes a cada indivíduo e de fatores do meio em que se vive.
A prevenção de riscos ocupacionais é a forma mais eficiente de promover e
preservar a saúde e a integridade física dos trabalhadores. Nesse aspecto se
destaca a atuação profissional do Engenheiro de Segurança e do Médico do
Trabalho na prevenção das doenças profissionais. Uma vez conhecido o nexo causal
entre diversas manifestações de enfermidades e a exposição a determinados
riscos, fica claro que, toda vez que se atua na eliminação ou neutralização
desses riscos, está-se prevenindo uma doença ou impedindo o seu agravamento.
Na etapa de antecipação dos riscos é fundamental a atuação do Engenheiro de
Segurança. Essa etapa envolve a análise de projetos de novas instalações,
métodos ou processos de trabalho, ou de modificação dos já existentes, visando
identificar os riscos potenciais e introduzir medidas de proteção para sua
redução ou eliminação. A atuação eficaz do Engenheiro de Segurança, nessa etapa,
irá garantir projetos que eliminem alguns riscos antecipados e neutralizem
aqueles inerentes à atividade ou aos equipamentos.
Outra etapa do processo de prevenção é a de reconhecimento dos riscos. Nesse
caso, o risco já está presente e será preciso intervir no ambiente de trabalho.
Reconhecer os riscos é uma tarefa que exige observação cuidadosa das condições
ambientais, caracterização das atividades, entrevistas e pesquisas.
Infelizmente, há ocasiões em que os riscos são identificados após o
comprometimento da saúde do trabalhador. Quando existe um Programa de Controle
Médico de Saúde Ocupacional, conforme previsto em norma específica (NR-7) do
Ministério do Trabalho, é possível obter um
diagnóstico precoce dos agravos à saúde do trabalhador. Nesses casos, enquanto a
Medicina do Trabalho cumpre o seu papel preventivo, ao rastrear e detectar o
dano à saúde, caberá à Engenharia de Segurança intervir com rapidez no ambiente
para impedir que outros trabalhadores sejam expostos ao risco.
A adoção das medidas de controle, que representam uma outra etapa da
prevenção, será antecedida pela etapa de avaliação dos riscos, quando eles serão
quantificados para subsidiar seu controle. A requerida intervenção se fará, na
maioria das vezes, nas fontes geradoras dos riscos, nas possíveis trajetórias e
nos meios de propagação dos agentes. Sendo assim, o Engenheiro de Segurança
deverá especificar e propor equipamentos, alterações no arranjo físico, obras e
serviços nas instalações, procedimentos adequados, enfim, uma série de
recomendações técnicas pertinentes a projetos e serviços de engenharia.
Em toda essas etapas, o Médico do Trabalho e o Engenheiro de Segurança estão
contribuindo com a prevenção das doenças do trabalho pois os agentes causadores
estarão sendo o objeto principal de sua atuação. Assim, não apenas se
caracteriza um papel preventivo mas também se observa que o Engenheiro de
Segurança compartilha com o Médico do Trabalho a condição de agente de promoção
da Saúde do Trabalhador.
* Ricardo Pereira de
Mattos ( [email protected] ) é
Engenheiro Eletricista, Engenheiro de Segurança, professor convidado dos cursos
de pós graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho da Universidade Federal
Fluminense (UFF) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sócio
efetivo da Sociedade Brasileira
de Engenharia de Segurança e ex-Diretor da Sociedade de Engenharia de
Segurança do Estado do Rio de Janeiro.
Campos Eletromagnéticos
A construção e manutenção de um ambiente de trabalho seguro e saudável não é
uma tarefa fácil. Ela requer disciplina, dedicação convencimento e capacitação
técnica. Os riscos associados ao exercício profissional têm uma ampla variedade
de agentes, com atuação permanente no ambiente de trabalho. Antecipar,
reconhecer, avaliar e controlar esses riscos é obrigação legal do empregador e
compromisso dos profissionais especializados em segurança e saúde. Entretanto,
as ações dessas duas partes só alcançam resultados efetivos com a participação
ativa dos trabalhadores, pois são eles que atuam diretamente nos sistemas.
No caso específico dos profissionais de radiologia, esse aspecto é ainda mais
evidente e importante, uma vez que a sua atividade requer o manejo direto dos
agentes de risco, no caso as radiações. À sua própria segurança, soma-se a
responsabilidade pela segurança dos pacientes (no ambiente hospitalar), dos
colegas e do público em geral.
O desenvolvimento tecnológico, tanto na área de ensaios não destrutivos
quanto na área médica, se faz acompanhar de outros agentes de risco, cujos
efeitos biológicos ainda não são plenamente conhecidos; é o caso das radiações
não ionizantes. Nelas estão incluídos os campos magnéticos estáticos, campos de
freqüência extremamente baixa, radiofrequência (incluindo microondas),
infravermelho, ultravioleta, radiação visível e campos acústicos específicos
como o ultra-som e o infra-som.
Em algumas dessas aplicações, já existem recomendações técnicas de segurança,
especialmente a respeito de monitoramento, sinalização e procedimentos. As
pesquisas que vêm sendo feitas em todo o mundo, ainda não estabeleceram, de
forma consensual, relação direta entre a exposição ocupacional a radiações não
ionizantes e os efeitos biológicos de longo prazo, entretanto alguns efeitos
imediatos já foram detectados, em alguns estudos, como a fadiga, perda de
apetite, irritação ou formigamento da pele.
Enquanto a comunidade científica trabalha na definição mais apurada dos
limites de exposição, a regra geral estabelecida pela Associação Internacional
de Proteção Radiológica (IRPA - International Radiation Protection Association)
é manter a exposição ocupacional e do público tão baixa quanto razoavelmente
praticável. Ora, isso significa que todos os esforços devem ser feitos para
reduzir ao máximo todo o tipo de exposição a essas radiações, sem prejuízo da
sua utilização. Dessa forma, o que se pretende destacar, é o caráter fundamental
das medidas de segurança, que não podem ser desprezadas pelo fato de as
radiações serem não ionizantes. Essa expressão, serve para caracterizar o tipo
de radiação e sua interação com a matéria, e de forma alguma para considerá-las
de maior ou menor risco.
Os profissionais de radiologia devem procurar a atualização técnica
permanente, não só quanto à utilização das novas tecnologias, mas também com as
implicações delas decorrentes na sua saúde e segurança, bem como naqueles que
estão sob a sua responsabilidade técnica e profissional. O exercício legal da
profissão passa pela exigência de condições de trabalho compatíveis com as
normas e recomendações técnicas vigentes, compreendendo que no ambiente de
trabalho também se constrói qualidade de vida.
PERGUNTAS MAIS FREQUENTES
Do que se trata a NR-7? Esta norma estabelece que
todos os empregadores, e instituições que admitam trabalhadores como empregados
(independente do número de trabalhadores), têm a obrigação de elaborar e
implementar em sua empresa o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional), com o objetivo de promover e preservar a saúde de seus
trabalhadores.
Quais
são as orientações do PCMSO? · Estar articulado com as demais
NRs · Identificar os serviços e riscos no local de trabalho · Ter um
caráter preventivo
O
PCMSO é obrigatório? Sim. Elaborar e implementar o PCMSO é
obrigação de todas as pessoas, físicas ou jurídicas, que admitam trabalhadores
como empregados regidos pela CLT.
Quais
podem ser as conseqüências se a empresa optar em não elaborar e implementar o
PCMSO? A empresa pode ser multada pelo fiscal do trabalho da
Delegacia Regional do Trabalho. Além disso, a saúde do trabalhador pode ficar
exposta desnecessariamente e o empregador pode desnecessariamente responder a
procedimentos criminais e de indenização civil.
Basta
o serviço do médico para se elaborar o PCMSO? Nem sempre. Às vezes
é importante que o médico conte com a participação de outros profissionais antes
mesmo de elaborar o PCMSO. Por exemplo, se o médico constatar, na sua visita
preliminar, agentes insalubres ou potencialmente insalubres, o médico deverá
consultar, o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) da empresa para
que ele tenha subsídios técnicos para elaborar o PCMSO. É preciso lembrar que
o médico do trabalho é legalmente habilitado para a elaboração e implementação
do PPRA, contudo, é necessário que o mesmo reconheça suas limitações técnicas e
somente atue se tiver muita segurança para realizar aquele trabalho.
O que
é o PPRA? A sigla PPRA, como foi dito anteriormente, significa
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, NR 9. O médico, para elaboração
do PCMSO, não pode dispensar o PPRA, onde são identificados os riscos físicos,
químicos ou biológicos os quais podem causar danos à saúde do trabalhador. Na
constatação destes agentes é o PPRA que irá apontar para o médico quais destes
agentes estão presentes e em que intensidade, assim com possíveis medidas de
controle. O PPRA então, auxilia o médico na constatação dos chamados "riscos
ocupacionais".
O que
são exames complementares? São exames realizados em laboratório
que complementam as informações que o médico precisa para decidir sobre a
aptidão da pessoa que se submete a eles. São exemplo de exames
complementares. · Glicemia · Eletroencefalograma ·
Eletrocardiograma · Audiometria · Hemograma
Quando é realizado o exame admissional? O exame
admissional, é realizado antes do empregado ser contratado pela empresa, para se
estabelecer as condições de saúde do funcionário neste momento, e evitar que
futuramente alegue alguma doença pré-existente.
Quando é realizado o exame periódico? O exame
periódico o exame realizado anualmente na empresa, e se faz indispensável para
identificação de alterações na saúde do funcionário quando comparadas a exames
anteriores.
Quando é realizado o exame demissional? O exame
demissional é realizado na demissão, visa documentar as condições de saúde do
funcionário neste momento. É necessário para que futuramente não alegue que foi
demitido com problemas de saúde, causados pelo seu trabalho.
Quando é realizado o exame de troca de função? O
exame de troca de função deve ser realizado sempre que o trabalhador ficar
exposto a riscos ambientais diferentes em relação a função anterior.
Quando é realizado o exame de retorno ao trabalho? O
exame de retorno ao trabalho é realizado quando o funcionário ficar afastado do
trabalho por mais de trinta dias. Obs: Isso não inclui férias.
Qual
deve ser o procedimento do médico coordenador em caso de acidente de
trabalho? Sendo constatada a ocorrência ou agravamento de doenças
profissionais, através de exames ou sendo verificadas alterações que revelem
qualquer tipo de disfunção de órgão ou sistema biológico, mesmo sem
sintomatologia, caberá ao médico. · Solicitar a empresa a emissão da
Comunicação de Acidente de Trabalho - CAT; · Indicar (quando necessário), o
afastamento do trabalhador da exposição ao risco, ou do trabalho; ·
Encaminhar o trabalhador à Previdência Social para estabelecimento de nexo
causal, avaliação de incapacidade e definição da conduta previdenciária em
relação ao trabalho; · Orientar o empregador quanto à necessidade da adoção
de medidas de controle no ambiente de trabalho.
Onde
deve ficar o PCMSO e o PPRA? O PCMSO e o PPRA deverão ficar no
estabelecimento para o qual foi elaborado.
Observações importantes
· Encaminhe o funcionário
para exame médico ocupacional SEMPRE munido de carteira de identidade ou de
trabalho. · O empregado deve estar ciente da função que ia exercer. Não é
raro depararmos com empregados que não sabem qual será sua função ou mesmo qual
o nome da empresa para a qual irão trabalhar. · Os dados obtidos nos exames
médicos, incluindo avaliação clínica e exames complementares, as conclusões e as
medidas aplicadas deverão ser registradas em prontuário clínico individual, que
ficará sob responsabilidade do médico coordenador do PCMSO. · O prontuário
médico do funcionário deve ser mantido por período de 20 anos após o
desligamento do funcionário.
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