MEDICINA OCULTA
Samael aun Weor
1º PARTE - INTRODUÇÃO A MEDICINA OCULTA
Capítulo 2 Os consultórios médicos
Aquele que pode curar enfermidades é médico. Nem os imperadores, nem os papas, nem os colégios ou as escolas superiores podem formar médicos. Podem conferir privilégios e fazer com que uma pessoa que não é médico apareça como se o fosse, podem dar-lhe permissão para matar, mas não podem dar-lhe o poder de curar, não podem torná-lo um verdadeiro médico, se não foi ordenado por Deus. (Paracelso).Para alguém ser um verdadeiro médico precisa tter sabedoria.A palavra wisdon (sabedoria) provém de vid(ver)e de don(juízo).Aqui se aluda ao que se vê com os sentidos da alma e do Íntimo, aos juízos sábios e fundamentados nas percepções ultra-sensoriais e não ao simples intelectualismo ou às vaidosas suficiências profissionais,já em declínio e decrépitas.
Como chegar à sabedoria aquele que não desenvolveu a clarividência? Como pode ser médico dos demais quem não é médico de si mesmo? Como pode sanar aos demais aquele que não está em seu coração? 50% dos consultórios médicos, sem cometer exageros, são prostíbulos dissimulados. Que o digam os outros 50% de médicos não culpados.
A aristocrática dama e a humilde aldeã adulteram nos consultórios médicos. O rubor das jovens esposas ou das púdicas donzelas não basta para deter o desaforo médico de ver e de tocar o que é secreto e proibido.E isto ocorre precisamente quando a reprimida ou insaciável libido, que Freud chama de fome sexual, não pode ou não teve tempo de devorar honras e sacrificar virtudes... Um médico autêntico tem de ser absolutamente casto e bom, ou em última análise, brando de coração. Operar assim contra as leis morais, é sabedoria? Será isso cultura ou civilização? Ou como poderia se chamar?
A Mestra H.P.Blavatsky disse: Quando homens dotados de inteligência superior apareceram na Terra deixaram esse poder supremo (o Íntimo) operar irresistivelmente e dele aprenderam suas primeiras lições. Tudo o que tiveram de fazer foi imitá-lo, porém para reproduzir os mesmos efeitos por um esforço de sua vontade individual, foram obrigados a desenvolver em sua constituição um poder criativo (o Kundalini) , chamado de Kriyasakti na fraseologia oculta.
Para alguém ser médico, precisa do fogo do Espírito Santo, o qual resulta da transmutação de nossas secreções sexuais por meio da Cobra. Como pode servir de veículo de expressão para o Íntimo aquele cuja alma esta manchada pelo amor ao lucro e pela sede insaciável de fornicação?
O Íntimo em nós é o Mestre Interno, nosso Deus, nosso Real Ser , nosso Espírito, nosso Eu Superior, nosso Pai que está em segredo. O Íntimo é um chama da grande fogueira, um fragmento do Absoluto em nosso coração. O Íntimo dentro de nós é aquele Ruach Elohim que segundo Moisés, lavrara as águas no princípio do mundo. O Íntimo é a Mônada de Carpôcrates, o Daimon de Sócrates , a Seidade dos tibetanos, o silencioso Gandarva ou Músico Celeste dos hindus. Ele é o Pai em nós. A alma é o Filho e o Espírito Santo, a força sexual chamada de Kundalini, simbolizada pela cobra. Quando o homem desenvolveu em sua constituição humana esse poder de fogo, já é médico autêntico e ungido por Deus. Desta maneira, o divino Íntimo expressa-se através do ungido e realiza curas assombrosas.
Um homem pode Ter estudado teoricamente o organismo humano e suas enfermidades, porém isto não quer dizer que tenha o poder de curar, já que este poder não se recebe dos homens e sim de Deus.
No ensolarado país de Khen, lá nos longínquos templos do antigo Egito, os enfermos eram levados, não a consultórios médicos, porém aos augustos e sagrados templos, onde se cultivava a hierática sabedoria. Dos templos saíam os enfermos sãos e salvos.
Um sopor de eternidades pesa sobre os antigos mistérios. Além da profunda noite dos séculos, na remota distância, parece se perceber o verbo deliciosos dos velhos sábios que esculpiram sua sabedoria em estranhos relevos nos invictos muros. Ruas de esfinges milenares contemplaram silenciosas milhares de peregrinos vindos de terras distantes em busca de saúde e luz: rostos queimados pelo ardente sol da Arábia feliz, gente vinda da Caldéia, mercadores judeus vindos de Cíclope ou de Tiro, velhos iogues da sagrada terra dos Vedas...
A medicina sempre foi sagrada. A medicina foi o patrimônio bendito dos magos. Nesses esquecidos tempos do distante Egito, os enfermos cobriam-se de aromas nos templo e o verbo inefável dos santos Mestres enchiam-nos de vida.Quando isso ocorria, a Grande Rameira ainda não havia parido o Anticristo da falsa ciência nem tapouco o pontífice de todas as abominações da terra tinha se sentado sobre as sete colinas.
Naquelas provectas idades, o sacerdote de Saís exclamava diante dos pórticos sagrados: Sólon, Sólon, ai meu filho! Dia chegará em que os homens se rirão de nossos sagrados hieróglifos e dirão que os antigos adoravam ídolos.
Na Era de Aquário se acabarão os consultórios médicos e se abrirão os Santuários de Cura por toda parte. Não importa que e nos toque suportar com estoicismo os pataços da Besta, cujo número é 666.
Filhos da luz, por nossas idéias, à batalha! Pelo triunfo da verdade e do bem, à batalha!