MEDICINA OCULTA

Samael aun Weor


1º PARTE - INTRODUÇÃO A MEDICINA OCULTA










Capítulo 1  As Faculdades da Medicina
 

A vaidade dos eruditos não vem do céu, mas que aprendem uns dos outros e sobre esta base edificam a sua Igreja. (Fundamentos Sapientia. Fragmento. Paracelso).

Bruno Noah , em uma revista de Berlim, disse textualmente: Sua excelência, o reitor da Universidade de Halla, o senhor professor doutor Hahne, disse seu em seu discurso de 2-2-1934 : “Tenho o suficiente valor para me declarar publicamente partidário da astrologia e já é tempo de se reconhecê-la como uma ciência; lamento não haver me preocupado com ela antes”. É de se supor que o honorável corpo médico de Berlim acate a autorizada declaração do doutor Hahne, já que ele não é um oportunista nem um galeno impostor.

A astrologia é uma ciência que remontas às primeiras idades da humanidade e todas as antiquíssimas escolas de medicina beberam em sua fonte  de sabedoria inesgotável. Sendo isto assim, como de fato é, o atrasado reconhecimento do médico alemão não outorga mérito algum a astrologia, porém seu reconhecimento já basta ... Os índios arhuacos da Serra Nevada de Santa Marta não têm  porque se lamentar de haverem ignorado a astrologia. Astrlogia e medicina formam um sistema de ensinamento infalível e indispensável, já que são partes de um mesmo e complicado organismo. Usar uma destas partes ou estudar um destes elementos com prescindência do outro é anacrônico e anticientífico.

O Dr. Walter Krish de Stralsund - diz o doutor Krumm-Heller – formulou uma nova teoria sobre os órgão dos sentidos que abre novos horizontes à fisiologia sensorial. Muito se fala agora do sexto sentido e conclem que se há de buscá-lo na quarta dimensão.

O sistema médico dos índios arhuacos da Serra Nevada de Santa Marta é análogo ao dos lamas do Tibete e, em matéria de fisiologia sensorial e anatomia humana, eles estão em posição invejável em comparação com a cacarejada sapiência modernista. Os médicos arhuacos estudam medicina durante 13 anos e os lamas do Tibete por 12 anos no mínimo.

O estudante arhuaco de medicina permanece enclausurado em um apartamento de duas peças por 13 anos precisos. Aos sete anos de idade inicia seus estudos e gradua-se aos 21 anos. Por uma janela entra o sustento ao estudante e por outra recebe os ensinamentos de seu instrutor, juntamente com as plantas  medicinais. Primeiro ensina o professor que sabe menos e termina o que sabe mais. O número de instrutores varia segundo os cursos que recebe. Cada professor maneja sua mochila de plantas. O estudo das plantas versa sobre seus elementais e seus poderes ocultos. Esta é a antiga ciência da elementoterapia. À noite, os professores de astrologia e magia prática instruem o discípulo fora do apartamento. Para ele conseguir instrução, precisa desenvolver o sexto sentido, a clarividência, o que o doutor Walter Krish de Stralsund já pressentira.

Eis o procedimento que os estudante arhuacos de medicina utilizam para desenvolver a clrividência: O discípulo permanece com uma vara na mão contemplando uma estrela do céu, lutando para perceber o sítio que o professor deseja. Depois de certo tempo de pr’ticas diárias, não haverá seguramente lugar na Terra, por remoto que seja, que o estudante não possa ver desde a Serra Nevada de Santa Marta.

Os índios do Departamento de Bolívar, Colômbia, desenvolvem o sexto sentido com o seguinte procedimento: Às seis horas da tarde, o aspirante coloca no solo, sob uma árvore que pode ser guazuma, oliveira, totumo ou trebol, uma garrafa de rum, um relógio, uma vela acesa e um prato de comida, a qual consome enquanto olha fixa e penetrantemente o rum, a vela e o relógio. Os índios sempre executam estas práticas com o rosto voltado para o sol poente; ao mesmo tempo pronunciam cheios de fé o credo cristão. Quintas e sextas-feiras são dias especiais para a realização dessas práticas.

Os orgãos sensoriais dos sentidos são a fonte de informação para a mente e à medida que mais sutis forem os sentidos humanos, melhor percepção teremos das coisas que nos rodeiam, por fim, mais exatos serão nossos juízos conceituais.

O físico alemão Alfred Judt sustenta que um indivíduo de sangue puro ouve oito oitavas completas da nota sol, com duas linha de frequência (96 e 825) ou com linhas de frequência de 24, 787 e 200, enquanto que a média dos europeus mestiços alcança bem menos nas zonas auditivas grave e aguda.

Os puro sangue dispõem de sentidos mais sutis e se a eles somarmos o despertar da clarividência ou sexto sentido, localizado na epífise, teremos uma mais penetrante percepção sensorial e uma legítima fonte de informação objetiva, o que os estudantes das faculdades de medicina não alcançam por carência de meios apropriados.

Os índios arhuacos e os lamas tibetanos conhecem a fundo a anatomia humana. Nos textos de anatomia universitária falta a anatomia dos corpos internos do homem, o qual é sétuplo em sua constituição orgânica. Portanto, cada órgão é sétuplo em sua constituição interna. Eis aqui os sete corpos do homem:

1º Corpo físico
2º Corpo vital
3º Corpo astral
4º Corpo mental
5º Corpo da vontade
6º Corpo da consciência
7º  Espírito (o Íntimo)

O Insígne mestre Paracelso os determina assim:

1º O Limbo
2º A Múmia
3º O Archaos
4º Corpo Sideral
5º Adech (o homem interno ou corpo mental feito da carne de Adão)
6º Aluech
7º Corpo do Íntimo

São eles sete organismos de diferentes matérias ou graus de sutileza que qualquer professor de medicina poderia perceber, se desenvolvesse a clarividência com os procedimentos dados nesta obra. Um estudo de anatomia para ser completo tem de abarcar, em seu conjunto, os sete corpos do homem em todas as suas relações.

Emanuel Kant , o grande filósofo alemão, admite um nisus formativus, o corpo astral o linga sarira dos teósofos. Esses diferentes corpos intrnos do homem agem sobre as glândulas endôcrinas e sobre os hormônios. Não se pode ser médico sem se conhecer a fundo esse nisus formativus de que nos fala Kant.

O doutor Krish concluiu que o olfato, a visão, a audição e os demais sentidos do homem funcionam mediante oscilações eletromagnéticas. Lakosky, grande sábio russo, criador da teoria emanatista, chegou à conclusão de que tudo irradia e de que tudo é energia.

É absolutamente impossível para alguém ser médico em toda a sua acepção sem ser clarividente e sem haver estudado a anatomia, a biologia e a patologia dos sete corpos do ser humano.

O Mestre Paracelso disse: Há duas espécies de carne : a carne de Adão (o corpo físico) , carne terrestre e grosseira, e a carne que não provem de Adão, a qual é de uma constituição sutil. Ela não é feita de matéria grosseira e penetra em todas as paredes sem necessidade de portas ou buracos, contudo ambos os tipos de carne têm seu sangue e seus buracos e ambos diferem do espírito também. (de Nynphis. Paracelso)

Esses corpos energéticos internos do homem são organismos materiais que o médico tem de conhecer a fundo para diagnosticar as enfermidades sem falhar, sem cometer torpezas. Para nada serve conhecer a química laboratorial se não conhece a química oculta. De pouco serviria para o médico conhecer a biologia externa se não conhece a biologia interna dos sete corpos do homem. Da mesma forma, seria vão conhecer somente anatomia física e desconhecer a anatomia interior, como seria vão o estudo teórico de bacteriologia sem um microscópio de laboratório. Estudar medicina sem se haver desenvolvido a clarividência positiva que permite ver e apalpar os sete corpos do homem é absurdo.

Os métodos de diagnóstico da medicina acadêmica são insuficientes e por causa disso a maior parte dos pacientes morrem sem que se saiba de que enfermidade.

O índio Jerônimo Montaño colocava ma bola de vidro na nuca do enfermo e através dela via o organismo melhor que com raio-X. Quando lhe competia diagnosticar a um paciente distante, bastava-lhe umedecer a esfera de vidro com rum e envolvê-la com a roupa do enfermo. Desta maneira singular, conhecia a enfermidade e a diagnosticava com precisão.

Certa ocasião, dois céticos levaram o chapéu de um morto para que o índio Jerônimo lhes dissesse a quem pertencia. Ele tomou o chapéu nas mãos e convidou os dois para entrar em seu consultório. Quando entravam disse-lhes: Aqui está o dono do chapéu. Os dois sujeitos caíram desmaiados ao verem sentado em uma cadeira o próprio defundo do experimento.

Quisera eu ver um aluno do último ano de medicina diagnosticando na presença de um mama da Serra Nevada de Santa Marta... Seria divertido, muito divertido...

O aluno arhuaco ao  finalizar seus estudos de medicina é examinado por todos seus professores na presença do governo índio. Cada professor examina com suas mochilas de plantas, uma por uma; os magos na magia prática, os astrólogos em astrologia, etc. Os exames sobre as plantas relacionam-se com o ocultismo delas, isto é, com a elementoterapia, coisa que os botânicos ignoram.

As escolas de medicina dos lamas do Tibete fazem a mesma  coisa. Uma de sua especialidade é a cura com perfumes, a osmoterapia. De um devocionário lamáico foi copiado a seguinte oração mencionada por Krumm-Heller: Flores sublimes, selecionados rosários de florzinhas, música e unguentos de deliciosas fragrâncias, luzes esplendorosas e os melhores perfumes trago aos vitoriosos (os Budas) ; magníficas túnicas e finíssimos perfumes, saquinhos cheios de pastilhas aromáticas partidas, iguais em número às montanhas do Miru, e as mais lindas criações trago aos vitoriosos.

Frhr. Von Perckammer pintou um quadro, mencionado pelo doutor Krumm-Heller, no qual aparece um lama no pátio do Yungho-Kung, no templo da eterna paz, pressagiando junto a um incensário. No convento lamáico das cem mil imagens de Maitreia jamais faltam os perfumes. O doutor Rudolf Steiner afirma que o emprego dos perfumes na cura de enfermidades possuía um passado remotíssimo e um esplêndido porvir. Leadbeater disse que os nossos pecados e culpas repercutem no nosso corpo astral, podendo ser eliminados pela ação de certos perfumes. Cada vício tem suas larvas que aderem ao corpo astral e só desintegrando essas larvas, mediante certos perfumes, consegue-se a cura total desses vícios.

Em Pequim, no Tibete e no claustro mongólico Erdoni Dau existe estátuas de Buda feitas com a aromática madeira sândalo. Essas estátuas permanecem envoltas em ervas aromáticas e são utilizadas para curas à distância. Essas estátuas chamam-se dscho(escrito je,abreviatura de jebe), isto é, do Senhor ou do Mestre. Encontramo-las em Lhasa, capital do Tibet.

Tschima-purma é o nome de certas bolas de pano cheais de ervas aromáticas que tibetanos e mongóis penduram nos tetos de seus templos para fins curativos. Krumm-Heller fala em um dos seus livros do lama Rintschen que clinicava em Berlim. Trouxe suas essências do Tibete e jamais comprou uma droga sequer. Sua missão era velar pela saúde dos mongóis lá domiciliados, segundo nos conta Huiracocha.

Os severos estudos de medicina no Himalaia e regiões incluem a elementoterapia, a osmoterapia, a anatomia dos sete corpos, a astrologia e a química oculta. Todo médico lama é clarividente e realmente não pode ser médico sem ser clarividente. Atendem bem a isso, senhores da medicina oficial!

O diagnóstico por percussão e auscultação e o modo de caminhar e mover-se de um cego são análogos. Usar o tato para se orientar em um diagnóstico é totalmente inseguro e pueril. Os médicos arhuacos e os lamas não precisam destes antiquados métodos de diagnóstico da medicina oficial, próprios para cegos.Eles têm o sexto sentido desenvolvido,a clarividência, e podem ver as causas da enfermidade e seus efeitos nos corpos internos diretamente.

Nas profundas selvas do Amazonas há uma cidade subterrânea, onde moram alguns iogues ocidentais. Nessa misteriosa cidade, são guardados tesouros da submersa Atlântida. Esses sábios iogues médicos são os zelosos guardiões da antiquíssima sabedoria médica. Nas espessas selvas da Califórnia, há também uma outra cidade misteriosa que jamais poderá ser descobertas pelos civilizados do século XX. Ali mora uma raça sobrevivente da velha Lemúria. Essa raça é a mais antiga depositária do precioso tesouro da sabedoria médica.

Da mesma forma, existe na América Central vários santuários de medicina fundamentado na arte régia da natureza. E não se escasseia no mundo inteiro, lugares secretos onde se estuda e cultiva a sabedoria médica que outrora o homem conheceu, quando ainda atuava fora da atmosfera viciada da vida urbana.

Chegou a hora de Aquário! Eu, SAMAEL AUN WEOR fiz soar a campaínha da Nova Era no momento crítico da idade negra. O mundo inteiro lançou-se à catastrofe final. A idade das trevas precipita-se e as nações aprontam-se para o desastre, umas contra as outras. Onde está a vossa cultura, povos bárbaros? Que foi feita da vossa ponderada civilização? Os mortos e os inválidos multiplicam-se como as areias do mar! As epidemias enlutam o mundo. A morte avança triunfante e desoladora por toda a parte.O transitório poder da medicina alopática rende-se diante da avalanche da dor humana.

Chegou a  hora de voltar à voltar a natureza, de se retirar para os campos, de se aprender os ensinamentos neste livro. E ali, na paz profunda dos bosques, à semelhança dos santuários do Tibete e da Serra Nevada de Santa Marta,fundar escolas de sabedoria médica.

Jovens de gênio, humanidade indefesa, homens insatisfeitos, vamos à luta com esta bandeira de reconquista que defraldado a todos os ventos. Vamos à batalha contra os exclusivismos científicos! Vamos à guerra contra o nocivo e o antiquado! À batalha pela Nova Era.
 
 

 


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 Samael aun Weor

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