Edição de 21.07 a 27.07.2003



:: COLUNISTAS ::

André Tezza Consentino
Bob Marochi
Caetano Galindo
Rosiane C. de Freitas
Rogerio W. Galindo


Juízes dizem que não são categoria essencial e entram em greve!

Buemba! Buemba!, como diria José Simão. Os juízes ameaçam entrar em greve. E sabe qual é a diferença entre um juiz trabalhando e outro que está em greve? É que um deles admite que não está fazendo nada. O perigo para os juízes é de eles entrarem em greve e ninguém reparar.

E tem um amigo meu que está preocupado. É que ele entrou com um processo na Justiça trabalhista que ia ser resolvido dentro de uns quatro anos. Agora, com a greve, vai demorar quatro anos e uma semana. E sabe aquele político corrupto que está sendo processado? O caso ia se arrastar pelo mandato inteiro. Agora vão sobrar uns dias a mais depois que ele sair do cargo. Que é para o cara poder pegar o avião e ir para a Europa. Tudo por causa da greve do Judiciário.

Mas é mesmo como diz o José Simão. Este é o país da piada pronta. Os caras dizem que a reforma vai acabar com o Judiciário. Juiz de estado, vejam só, vai passar a receber só 75% do que ganha um ministro do STF. Ou seja: R$ 12 mil e caquerada! Aí eles dizem que ninguém vai se interessar pelo salário desse jeito e que vai haver pessoas pouco capacitadas ocupando o cargo. E hoje tem o quê?

E eu se fosse o Lula entrava na Justiça contra a greve do Judiciário. Será que ganha? Se bem que não dá para alegar que a greve é abusiva. Já imaginou a sentença: data vênia, mas greve abusiva é só para categorias essenciais, o que não é o caso do Judiciário.

Aí sai no jornal que os juízes acreditam que a reforma pode causar uma crise institucional. Claro! Se uma instituição pára, cria crise institucional. O problema é que quem quer parar são eles!

E hoje só amanhã, que eu não vou pingar colírio alucinógeno.

 

 
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