|

Juízes
dizem que não são categoria essencial e entram em
greve!
Buemba!
Buemba!, como diria José Simão. Os juízes ameaçam
entrar em greve. E sabe qual é a diferença entre um
juiz trabalhando e outro que está em greve? É que
um deles admite que não está fazendo nada. O perigo
para os juízes é de eles entrarem em greve e ninguém
reparar.
E
tem um amigo meu que está preocupado. É que ele entrou
com um processo na Justiça trabalhista que ia ser resolvido
dentro de uns quatro anos. Agora, com a greve, vai demorar quatro
anos e uma semana. E sabe aquele político corrupto que está
sendo processado? O caso ia se arrastar pelo mandato inteiro. Agora
vão sobrar uns dias a mais depois que ele sair do cargo.
Que é para o cara poder pegar o avião e ir para a
Europa. Tudo por causa da greve do Judiciário.
Mas
é mesmo como diz o José Simão. Este é
o país da piada pronta. Os caras dizem que a reforma vai
acabar com o Judiciário. Juiz de estado, vejam só,
vai passar a receber só 75% do que ganha um ministro do STF.
Ou seja: R$ 12 mil e caquerada! Aí eles dizem que ninguém
vai se interessar pelo salário desse jeito e que vai haver
pessoas pouco capacitadas ocupando o cargo. E hoje tem o quê?
E
eu se fosse o Lula entrava na Justiça contra a greve do Judiciário.
Será que ganha? Se bem que não dá para alegar
que a greve é abusiva. Já imaginou a sentença:
data vênia, mas greve abusiva é só para categorias
essenciais, o que não é o caso do Judiciário.
Aí
sai no jornal que os juízes acreditam que a reforma pode
causar uma crise institucional. Claro! Se uma instituição
pára, cria crise institucional. O problema é que quem
quer parar são eles!
E
hoje só amanhã, que eu não vou pingar colírio
alucinógeno.
|