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Por
sessões menos ordinárias
Cada
deputado estadual do Paraná ganha, de salário, R$ 9,5 mil por mês.
Para a maioria, este não é o principal vencimento, creio. Quase
todos são fazendeiros, empresários ou tem alguma outra fonte de
renda mais polpuda. Ou não teriam sido eleitos deputados. Dificilmente
alguém com um salário de R$ 1 mil seria levado a sério como candidato
ao cargo, certo? Pois bem.
Agora,
um dos deputados veio com a proposta de acabar com a verba de R$
450,00 que os parlamentares recebem por cada sessão extraordinária
de que participam. E há quem tenha a coragem de classificar a proposta
de "polêmica".
Quem
nunca acompanhou o trabalho da Assembléia talvez ache que sessão
extraordinária seja algo sério. Não é. É só uma maneira de dar jetom
aos deputados. As sessões são feitas logo após as reuniões ordinárias
no plenário. Assim mesmo: tocou a campainha, terminou a sessão.
Tocou de novo, 10 segundos depois, já começou a extraordinária.
E lá vem a bandeira 2.
Já
vi sessões extraordinárias durarem menos de 5 minutos. O normal
é que, durante a sessão bandeira 1, sejam feitas todas as discussões
e o que mais demorar. E votados uns 10 projetos. Aí alinham-se mais
uns 10, que estariam encalhados, e votam-se, sem demora, na extraordinária.
Coisas simples, sem necessidade de maiores discussões.
Pode
parecer pouca grana. Mas a permissão é para até oito sessões extraordinárias
por mês, com pagamento. Ou seja: cada deputado recebe até 8 vezes
os R$ 450,00 complementares em um mês. O que soma R$ 3,6 mil ao
salário de cada um. Multiplicando por 54 (número de deputados),
são mais de R$ 180 mil por mês. Em um ano (por sorte, ano de deputado
só tem nove meses de trabalho), lá se vão R$ 1,6 milhão do governo
só edm hora extra de deputado.
A
proposta de acabar com o pagamento, feita pelo deputado Tadeu Veneri,
vai ser votada no novo regimento interno da Assembléia Legislativa.
Será que passa?
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