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Sem
poder, PFL vira um partido
O
PFL, quem diria, acabou na oposição. Sozinho, isolado,
sem ter de onde tirar sustento para a família liberal de
nosso estado. Segue o caminho que o partido, montado meio artificialmente,
20 anos atrás, para que a direita participasse da transição
democrática, está sendo obrigado a trilhar em todo
o país, nesses tempos de lulismo.
Na
Folha de São Paulo, saiu que o partido queria mesmo trocar
de nome, para PP. É que eles, claro, têm vergonha do
que foram e sabem que o partido, sem poder, perdeu sua razão
de existir. O PFL surgiu para manter a Arena por cima. E está
ameaçado de extinção por não ter conseguido
dar o poder mais uma vez para os conservadores. Desta vez, nem sob
qualquer espécie de disfarce.
No
Paraná, Requião tenta engolir o partido. Cooptou Alceni
Guerra e outros próceres cooptáveis. Bateu chapa contra
a direita mais conservadora do partido, liderada por Abelardo Lupion.
De quem se pode dizer muito, mas nunca que não é autêntico.
Lupion
venceu. O partido continua à direita. Dessa vez, sem disfarces.
E rachado. E sem poder.
Só
o que resta ao PFL paranaense é a Prefeitura de Curitiba.
Mas Cassio Taniguchi não é político de carreira.
Nem parece ter força para fazer um sucessor por aqui. Nem
tem outro cargo importante para disputar antes de 2006, quando pode
tentar o governo (será?).
O
que restou à frente liberal é se assumir direitista,
lupionista, e passar a representar na oposição os
seus interesses de ruralistas e de empresariado conservador. No
voto, sem conchavos com o Executivo. Na tribuna, sem ter como vender
sua versão oficial por meio da voz do poder.
Virou
um PT. Só que ao contrário. Parece saudável.
Sabe-de lá.
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