Edição de 21.04 a 27.04.2003



:: COLUNISTAS ::

André Tezza Consentino
Bob Marochi
Caetano Galindo
Rosiane C. de Freitas
Rogerio W. Galindo


Sem poder, PFL vira um partido

O PFL, quem diria, acabou na oposição. Sozinho, isolado, sem ter de onde tirar sustento para a família liberal de nosso estado. Segue o caminho que o partido, montado meio artificialmente, 20 anos atrás, para que a direita participasse da transição democrática, está sendo obrigado a trilhar em todo o país, nesses tempos de lulismo.

Na Folha de São Paulo, saiu que o partido queria mesmo trocar de nome, para PP. É que eles, claro, têm vergonha do que foram e sabem que o partido, sem poder, perdeu sua razão de existir. O PFL surgiu para manter a Arena por cima. E está ameaçado de extinção por não ter conseguido dar o poder mais uma vez para os conservadores. Desta vez, nem sob qualquer espécie de disfarce.

No Paraná, Requião tenta engolir o partido. Cooptou Alceni Guerra e outros próceres cooptáveis. Bateu chapa contra a direita mais conservadora do partido, liderada por Abelardo Lupion. De quem se pode dizer muito, mas nunca que não é autêntico.

Lupion venceu. O partido continua à direita. Dessa vez, sem disfarces. E rachado. E sem poder.

Só o que resta ao PFL paranaense é a Prefeitura de Curitiba. Mas Cassio Taniguchi não é político de carreira. Nem parece ter força para fazer um sucessor por aqui. Nem tem outro cargo importante para disputar antes de 2006, quando pode tentar o governo (será?).

O que restou à frente liberal é se assumir direitista, lupionista, e passar a representar na oposição os seus interesses de ruralistas e de empresariado conservador. No voto, sem conchavos com o Executivo. Na tribuna, sem ter como vender sua versão oficial por meio da voz do poder.

Virou um PT. Só que ao contrário. Parece saudável. Sabe-de lá.

 

 

 

 
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