Edição de 07.04 a 13.04.2003



:: COLUNISTAS ::

André Tezza Consentino
Bob Marochi
Caetano Galindo
Rosiane C. de Freitas
Rogerio W. Galindo


Um paranaense no STF

A campanha dos paranistas está dando resultados mais rápido do que se imaginava. Já temos um paranaense no Supremo Tribunal Federal. Aliás, mais de um. Cassio Taniguchi vai ser processado no STF por contratação de pessoal para a Prefeitura de Curitiba por meio de uma fundação. Com ele, serão processados um deputado federal e ex-secretários municipais.

Ok. Cassio não é paranaense, na verdade. Ele nasceu no interior de São Paulo, mas está aqui há tanto tempo que podemos considerá-lo coisa nossa.

Segundo a denúncia (pedido formal de abertura de processo) do Ministério Público Federal, Taniguchi teria contratado diversas pessoas entre 1997 e 2001 de maneira suspeita. Os contratos eram feitos sem licitação, por meio da Fundação Instituto Tecnológico Industrial (Fundacen).

O caso vinha sendo analisado por aqui e seria julgado no Tribunal de Justiça do Paraná. No entanto, como o ex-presidente da Cidade Industrial de Curitiba André Zacharow, um dos citados no caso, foi eleito deputado federal em 2002, a história subiu para o STF.

Esta é a primeira vez que Cassio vai ao Supremo. Aqui no Paraná, ele já responde a alguns processos no Tribunal de Justiça. A denúncia acatada mais recentemente pelos desembargadores, e que por isso deu origem a um processo, tem relação com um possível superfaturamento de merenda escolar em Curitiba.

Na denúncia feita ao TJ, além de Taniguchi, foram citados como réus pelos promotores a primeira-dama do município, Marina Taniguchi, a nora do prefeito, a advogada Luciane Leirias, os secretários Ivo Mendes Lima (ex-Cohab), Cassio Chamecki (Fundação Cultural de Curitiba), Armando Deboni, entre outros.

O caso da Fundacen ainda tem uma particularidade interessante: um dos contratados, em 1998, pela fundação era João Gustavo Kepes de Noronha. Irmão do delegado Noronha.

Durante os anos em que os contratos foram feitos pela Fundacen, segundo os promotores, o valor gasto com as contratações foi de aproximadamente R$ 50 milhões. Ou seja, cerca de R$ 10 milhões a cada ano.

Para ler mais sobre o caso, clique aqui.

 

 

 

 
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