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Um
paranaense no STF
A
campanha dos paranistas está dando resultados mais rápido
do que se imaginava. Já temos um paranaense no Supremo Tribunal
Federal. Aliás, mais de um. Cassio Taniguchi vai ser processado
no STF por contratação de pessoal para a Prefeitura
de Curitiba por meio de uma fundação. Com ele, serão
processados um deputado federal e ex-secretários municipais.
Ok.
Cassio não é paranaense, na verdade. Ele nasceu no
interior de São Paulo, mas está aqui há tanto
tempo que podemos considerá-lo coisa nossa.
Segundo
a denúncia (pedido formal de abertura de processo) do Ministério
Público Federal, Taniguchi teria contratado diversas pessoas
entre 1997 e 2001 de maneira suspeita. Os contratos eram feitos
sem licitação, por meio da Fundação
Instituto Tecnológico Industrial (Fundacen).
O
caso vinha sendo analisado por aqui e seria julgado no Tribunal
de Justiça do Paraná. No entanto, como o ex-presidente
da Cidade Industrial de Curitiba André Zacharow, um dos citados
no caso, foi eleito deputado federal em 2002, a história
subiu para o STF.
Esta
é a primeira vez que Cassio vai ao Supremo. Aqui no Paraná,
ele já responde a alguns processos no Tribunal de Justiça.
A denúncia acatada mais recentemente pelos desembargadores,
e que por isso deu origem a um processo, tem relação
com um possível superfaturamento de merenda escolar em Curitiba.
Na
denúncia feita ao TJ, além de Taniguchi, foram citados
como réus pelos promotores a primeira-dama do município,
Marina Taniguchi, a nora do prefeito, a advogada Luciane Leirias,
os secretários Ivo Mendes Lima (ex-Cohab), Cassio Chamecki
(Fundação Cultural de Curitiba), Armando Deboni, entre
outros.
O
caso da Fundacen ainda tem uma particularidade interessante: um
dos contratados, em 1998, pela fundação era João
Gustavo Kepes de Noronha. Irmão do delegado Noronha.
Durante
os anos em que os contratos foram feitos pela Fundacen, segundo
os promotores, o valor gasto com as contratações foi
de aproximadamente R$ 50 milhões. Ou seja, cerca de R$ 10
milhões a cada ano.
Para
ler mais sobre o caso, clique aqui.
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