Edição de 05.05 a 11.05.2003



:: COLUNISTAS ::

André Tezza Consentino
Bob Marochi
Caetano Galindo
Rosiane C. de Freitas
Rogerio W. Galindo



Ô, classe!

Se alguém conhecer uma categoria mais desmobilizada do que essa dos jornalistas, ganha um prêmio. Os caras trabalham são operários e acham que estão por cima da carne seca.

Mas, pulando o nariz de cera, vamos ao caso concreto. Esse mês que passou, tivemos eleições para o sindicato dos jornalistas aqui do Paraná. Depois da briga de um que outro que dizia ser oposição, acabou que ninguém registrou chapa para concorrer. A não ser o grupo que já estava no poder.

Aí, eu que sou novato no assunto e entrei na chapa meio sem saber como era a coisa, achei estranho quando os caras disseram que tinha de fazer campanha. Com chapa única? Pois é. Saímos nós, divulgando nossas propostas, redação em redação, assessoria. E eu achando aquilo tudo muito estranho.

Só fui entender mesmo quando começou a votação. Quase não dá quórum! Temos perto de 2 mil jornalistas no estado. Destes, só uns 900 em dia com o sindicato (tem uns que nem sindicalizados são). Precisava ter cerca de 400 votos. Teve menos, e por sorte o estatuto previa eleição com um quórum baixo desses.

Para evitar mal-entendido: tinha urna indo de lugar em lugar. E pessoas junto, pedindo voto. Mesmo assim, tinha gente que se recusava, por não gostar de alguém na chapa ou por achar que tinha gente demais da Gazeta na diretoria.

Até seria de se entender se o sindicato não fizesse nada. Mas, cáspita, fomos o único estado em que o sindicato conseguiu forçar a Gazeta Mercantil a pagar o que devia a seus funcionários. Tivemos reposição salarial todos os anos, apesar de tudo.

É falta de consciência mesmo de nosotros. Ou eu é que estou enganado.

 

 

 
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