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A Barbie do bem
Um tempo desses, assisti
a uma palestra sobre Direito com uma juíza federal aqui do
Paraná. Não botei a menor fé na menina. Ela
tinha sido aprovada no concurso para o cargo com 25 anos. Hoje deve
ter uns 27, por aí. E tinha cara de Barbie. Não qualquer
Barbie: aquelas mais peruas, tipo Barbie Holywood.
Na
palestra, ela falava como se estivessse explicando coisas ã
própria sobrinha de 10 anos. "Um indício é
só um dedinho. Para dar a sentença, é preciso
ter uma prova, que é a mão inteira", disse. Achei
engraçado, não dei bola.
Pois
bem. O nome da juíza é Bianca Arenhart, que trabalha
na 2.ª Vara Criminal Federal de Curitiba. E lendo o jornal
na semana passada descubro que ela foi a única no país,
até onde temos notícia, a condenar um empresário
por lavagem de dinheiro.
Achei
curioso quando logo em seguida ela apareceu de novo em manchete.
Agora, como a juíza que vai analisar as contas do Banestado.
Aquelas dos US$ 30 bilhões. Deu declarações
à Agência Estado afirmando que já no mês
que vem pretende ter medidas concretas para anunciar.
Fiquei
intrigado. Fui na internet atrás do nome dela e descobri
várias histórias importantes que já caíram
com ela. Como uma sentença contra os dirigentes do Paraná
Clube. E vi também que ela vai participar da vara especializada
em lavagem de dinheiro no Paraná: uma das grandes novidades
na área jurídica do governo Lula.
Podia
tentar achar explicações ou inventar teorias sociais
para justificar o texto. Mas o motivo principal de eu estar escrevendo
isso é dar a mão à palmatória. Nunca
achei que as Barbies (as Barbies humanas que via pela rua) pudessem
ser úteis à sociedade. Mas aprendi com essa que é
como diz a propaganda daquele refrigerante: imagem não é
nada. Embora sede não seja tudo.
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