Edição de 23.06 a 30.06.2003



:: COLUNISTAS ::

André Tezza Consentino
Bob Marochi
Caetano Galindo
Rosiane C. de Freitas
Rogerio W. Galindo


A Barbie do bem

Um tempo desses, assisti a uma palestra sobre Direito com uma juíza federal aqui do Paraná. Não botei a menor fé na menina. Ela tinha sido aprovada no concurso para o cargo com 25 anos. Hoje deve ter uns 27, por aí. E tinha cara de Barbie. Não qualquer Barbie: aquelas mais peruas, tipo Barbie Holywood.

Na palestra, ela falava como se estivessse explicando coisas ã própria sobrinha de 10 anos. "Um indício é só um dedinho. Para dar a sentença, é preciso ter uma prova, que é a mão inteira", disse. Achei engraçado, não dei bola.

Pois bem. O nome da juíza é Bianca Arenhart, que trabalha na 2.ª Vara Criminal Federal de Curitiba. E lendo o jornal na semana passada descubro que ela foi a única no país, até onde temos notícia, a condenar um empresário por lavagem de dinheiro.

Achei curioso quando logo em seguida ela apareceu de novo em manchete. Agora, como a juíza que vai analisar as contas do Banestado. Aquelas dos US$ 30 bilhões. Deu declarações à Agência Estado afirmando que já no mês que vem pretende ter medidas concretas para anunciar.

Fiquei intrigado. Fui na internet atrás do nome dela e descobri várias histórias importantes que já caíram com ela. Como uma sentença contra os dirigentes do Paraná Clube. E vi também que ela vai participar da vara especializada em lavagem de dinheiro no Paraná: uma das grandes novidades na área jurídica do governo Lula.

Podia tentar achar explicações ou inventar teorias sociais para justificar o texto. Mas o motivo principal de eu estar escrevendo isso é dar a mão à palmatória. Nunca achei que as Barbies (as Barbies humanas que via pela rua) pudessem ser úteis à sociedade. Mas aprendi com essa que é como diz a propaganda daquele refrigerante: imagem não é nada. Embora sede não seja tudo.

 
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