O que é?
A Assembléia Legislativa

 

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Capítulo 1: Definição

Capítulo 3:História

Capítulo 4:
Funcionamento

Colecione seus deputados!

1. Hermas Brandão

2. Valdir Rossoni

3. Antonio Carlos Belinati

A Assembléia Legislativa

2. Definição

Muitos mitos cercam a Assembléia. Vários deles estão na própria definição do objeto. Vejamos uma definição clássica. A Assembléia Legislativa é o órgão máximo do Legislativo, um poder independente que tem por principais funções fazer as leis do estado e fiscalizar as ações do Executivo. Os membros da Assembléia são representantes do povo, eleitos por ele democraticamente.

Há várias inverdades nesta definição. Vamos a elas.

A primeira, e mais importante, é de que se trata de um poder indepndente. Qualquer um que pôs os pés lá dentro sabe que a Assembléia é totalmente dependente do governo do estado. Praticamente um puxadinho do Palácio Iguaçu.

Prova disso? Ora, quais são as duas alas em que se dividem os nobres deputados? Esquerda de direita? Claro que não. Governistas e oposicionistas. Ou seja: aqueles que aprovam o que o governo quer e recebem algo por isso e aqueles que, por um ou outro motivo, não fazem isso.

Os governistas são fáceis de entender. Recebem favores do governo para fazer o que este quiser. Desde aumentar imposto até aprovar a venda da Copel. Estes favores podem ser cargos ou benefícios para a comunidade que elegeu o deputado, por exemplo. Há quem diga que alguns parlamentares vendem votos em troca de dinheiro. Mas isso é pura maldade: nunca ficou nada provado.

Em época de eleição é que apoiar o Palácio vale mais. Uma obra na hora certa para Guaraniaçu do Oeste bem pode renovar o mandato de um deputado.

Os motivos que levam alguém a ser de oposição são vários. A estratégia eleitoral é um deles. Ficar do lado oposto de um governo ruim pode dar uma boa imagem. Outra razão pode ser a perspectiva de poder. Aliados de um futuro candidato ao governo precisam ser fiéis a ele e bater no atual governante. Ainda que façam isso só quando tem alguém olhando. Dizem que há quem faça oposição por ideologia, mas não há casos recentes comprovados.

Desta primeira inverdade, deriva um outro mito básico: se quase todos (mesmo alguns supostos oposicionistas) recebem favores do governo, como podem fiscalizá-lo? Eis a questão.

Leis

Mais um mito. Deputado não serve para fazer lei. Neste mandato, por exemplo, quais são as leis importantes aprovadas na Assembléia? A venda da Copel e... Pois é, acho que só. Mas em compensação, há cerca de dez votações por dia, quatro vezes por semana. O que é votado? Benefícios fiscais para entidades assistencias, títulos de cidadania honoráira e criação de Ciretrans, entre outras coisas. Neste mandato também virou moda criar regiões metropolitanas. De Londrina, Ponta Grossa, Paranavaí, etc.

Projeto de lei importante, mesmo, quase só quando vem do Palácio.

A função do deputado na verdade é servir como uma espécie de atravessador entre o governo e a população. O Palácio Iguaçu quer alguma coisa, sabe-se que é um chuncho. O que os deputados fazem? Cobram alguma coisa para aprovar.

Caso típico da atuação parlamentar também asão as CPIs. Servem para pressionar o governo a pagar o que deve e, de quebra, para estreitar laços com empresários que se recusam a entender a importância de colaborar com a campanha eleitoral.

Por último, um mito duradouro é o que trata da forma de eleição dos deputados. Quem escolhe os membros da Assembléia são:

1 - Grandes grupos econômicos
2 - Partidos políticos
3 - Governo do estado
4 - Em último lugar, o povo

O que desfaz a lenda de que os deputados são representantes do povo. Por mim, um alívio. Já imaginou se alguém achasse que aquele pessoal está lá pela minha vontade, representando os meus interesses? Podia pegar mal.

 

Na próxima edição

Capítulo 3: História

 

 

 

 

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