|
A
Assembléia Legislativa
4. Funcionamento - Cargos
O posto mais importante da Assembléia é o de presidente.
Tem um orçamento equivalente a 3% de tudo que o estado tem
para gastar. Mais ou menos uns R$ 300 milhões por ano. O
mandato é de dois anos: R$ 600 milhões.
O presidente também tem como prerrogativa colocar ou não
os projetos em votação. Se o governo quer algo votado,
pressiona: geralmente é atendido. Se quer que não
deixe de ser projeto, o presidente - quase sempre um governista,
não preciso explicar - tem o poder de mandar engavetar o
assunto e não se fala mais nisso.
O cargo também serve para decidir o rumo de projetos e leis.
Não fosse por mais nada, pelo fato de o presidente ter voto
de minerva em qualquer situação. Mas há mais:
pode determinar votação secreta, por exemplo. O que
permite aos deputados votar sem pressão da opinião
pública.
O segundo homem na Assembléia (aliás, são
52 homens e apenas duas mulheres atualmente) é o primeiro
secretário. É ele quem administra o patrimônio
da Assembléia (carros, prédios, etc) e os salários
dos servidores. Demite e contrata. E olhe que o quadro de funcionários
não é pequeno.
Em eras an teriores a esta ( e isto é preciso que se diga,
a coisa melhorou muito de dois anos para cá) o sujeito pedia
uim emprego e ganhava. Sabia-se lá para fazer o quê.
Um caso que ouvi foi o de uma pessoa que chegou para um diretor
e disse que queria um emprego e era indicada por alguém de
peso. O cara mandou passar no departamento pessoal, carimbou tudo
e... Bem, a pessoa não foi nem instruída a aparecer
mais, embora quisesse realmente trabalhar!
Os outros cargos da mesa são mais decorativos. Os vice-presidentes
(três) só assumem quando não há nada
importante para votar. Os demais secretários (quatro), só
assinam coisas e lêem atas, pouco mais.
Bom mesmo fora isso é ser líder do governo. Fica
com uma imagem pior do que a de marido de mulher da vida, dependendo
dos ocupantes do Palácio, mas tem lá seus privilégios,
como dá para imaginar. Líder da oposição,
por outro lado, só dá declaração para
jornalista. E, no atual mandato, bola estratégia furada para
derrotar o governo.
Capítulo 4: Funcionamento
|