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BH

- Grupo de Percussão da UFMG
- Felipe Amorim
- O Grivo

- Conexão Tribal
- Cataventoré
- Carlinhos de Oxossi
- Bantuquerê
- Tambor de Crioula

 


Nacionais

- Oscar Bolão
- Siba
- Carlos Stasi
- PIAP
- Zé Eduardo Nazário
- Dalga Larrondo e Valéria Franco

Internacionais

- Drumming
- Alessandra Belloni
- Florent Jodelet
- Hands On´Semble
- D´Arcy Philip Gray
Concerto do Coral Lírico Palácio das Artes, sob regência de Oilian Lanna e
participação especial do Grupo de Percussão da UFMG

03/08/2004 (Terça-feira) – 20:30hs
Local: Grande Teatro Palácio das Artes – 20:30hs - Tel. 3237-7399
Ingressos R$10,00 e R$5,00 (meia ou mediante a doação de 1 Kg de alimento não perecível)

Programa da I Parte – Música Contemporânea para Percussão

1 – Urbanas II, de Fernando Iazzetta - para sexteto de percussão.
Urbanas II é um sexteto de percussão escrito em 1991 para o Grupo PIAP, de São Paulo. Possui um pulso constante, apresentado desde o início da obra, que funciona como uma engrenagem da estrutura musical proposta. FERNANDO IAZZETTA é músico e pesquisador na área de tecnologia musical, sendo Professor do Departamento de Música da Escola de Artes da USP e pesquisador do Laboratório de Acústica Musical e Informática.

2 – Defying Gravity, de Carl Vine – para 4 percussionistas
CARL VINE tem sido saudado como um dos mais talentosos compositores australianos da atualidade. Entre as suas obras estão vários trabalhos para dança, cinema e teatro, além de peças de música eletrônica, solos e música de câmara. Segundo o próprio compositor, a sua escrita para percussão sempre buscou a produção de linhas rítmicas independentes, através do uso de diferentes instrumentos pelo mesmo percussionista. Nesta peça, ele tentou expandir este procedimento de maneira que as linhas não aparecessem apenas em cada músico, mas também fossem resultado da interação do grupo como um todo. Segundo o compositor, a coordenação e precisão necessárias para a execução de vários instrumentos de percussão, em uma mesma montagem, desafiam as leis da física e da probabilidade.

3 – Musique de Table, de Thierry de Mey – para 3 instrumentistas e 3 mesas.
THIERRY DE MEY nasceu em 1956, na Bélgica, e, após estudar cinema, passou a se dedicar à composição musical, especialmente em função de seu contato com a dança moderna. Musique de Table (Música de Mesa) foi composta em 1986 e se apresenta mais como um balé para 6 maõs do que uma peça para 3 percussionistas. O compositor se refere à peça como uma “exploração da relação entre movimento e som”. Musique de Table tem sido tocada, com freqüência, por grupos de percussão, tanto na Europa quanto em vários países das Américas. Esta é a primeira audição em Belo Horizonte.

4 – Onze, de Marco Antônio Guimarães - para qualquer formação instrumental
Onze, composta em 1990, nasceu da busca de se aliar uma improvisação coletiva a uma estrutura musical determinada. A partitura possui uma notação gráfica, baseada em figuras geométricas, conferindo uma grande liberdade aos intérpretes, que podem escolher instrumentos, andamento, divisões rítmicas e alturas. A partitura é um guia que orienta a improvisação coletiva, baseada nos pulsos determinados pelas figuras geométricas. Estas figuras organizam-se sempre em frases de 11 tempos, daí o nome da peça. A performance de Onze é uma homenagem a MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES, compositor, arranjador e diretor musical do Uakti, que ajudou a difundir novas possibilidades para a percussão.

II Parte

Coral Lírico Palácio das Artes e Grupo de Percussão da UFMG apresentam, pela primeira vez em Belo Horizonte, a obra Canti di Prigionia, de Luigi Dallapiccola, para coro, 8 percussionistas, 2 pianos e 2 harpas. A regência será do maestro Oiliam Lanna.

Grupo de Percussão da UFMG

Direção: Fernando Rocha
Integrantes: Alice Belém (piano), Antônio Loureiro, Bruno Santos, Édson Fernando, Emília Chamone, Guilherme Faria, Giuliano Ribas, Gustavo Galvão, Júlio Ponzo, Lúcia Campos, Mateus Oliveira, Mateus Bahiense, Tarcísio Braga.

O Grupo de Percussão da UFMG, nasceu em 1998, no mesmo ano em que foi criado o curso de bacharelado em percussão na UFMG. Desde então, tem participado de vários eventos promovidos pela universidade. Já se apresentou também no projeto "Concertos do Século XX", da Fundação Clóvis Salgado, na Fundação de Educação Artística, na UEMG e promoveu três edições da mostra "A Percussão na Música do Século XX", realizada na Escola de Música da UFMG, reunindo vários profissionais de Minas Gerais e também convidados de outros estados. Em maio de 2000, participou de dois importantes eventos internacionais: I Encontro Internacional de Instrumentistas de Sopro e Percussão, em Belo Horizonte e o II Encontro Pan-americano de Percussão, em Campinas, promovido pela UNICAMP. Em 2002 o grupo fez a primeira audição em Belo Horizonte da obra Ionisation de Edgar Varèse, e também de apresentou na II Mostra Internacional Ritmos da Terra, realizada em Campinas, no projeto Quarta Instrumental do Palácio das Artes e no IV Encontro de Compositores e Intérpretes Latino-Americanos. Em 2003 o grupo gravou, junto ao Coral Infanto-juvenil Palácio das Artes, o CD “Villa-Lobos e os Brinquedos de Roda”, lançado em 2004.

O repertório do grupo reúne música contemporânea, escrita originalmente para percussão e também arranjos, especialmente de música brasileira, para uma gama muito grande de instrumentos, que incluem marimba, vibrafone, xilofone, tímpanos, bateria, pandeiro, gongos e até objetos como latas, panelas de freio e o próprio corpo dos músicos. O grupo tem realizado inúmeras primeiras audições, em Belo Horizonte, de obras importantes da Música Contemporânea, como Credo in Us e Segunda Construção, de John Cage, Music for Pieces of Wood, de Steve Reich e Marimba Spiritual, de Minoru Miki. Também tem recebido e estreado obras de compositores de Belo Horizonte.

Fernando Rocha

É professor de percussão da Universidade Federal de Minas Gerais. Dirige também o grupo de percussão desta universidade, com o qual apresentou-se, recentemente, no I Encontro Internacional de Instrumentistas de Sopro e Percussão, em Belo Horizonte, e na Mostra Internacional Ritmos da Terra, realizada em Campinas. Bacharel em Percussão pelo Instituto de Artes da UNESP, foi de 92 a 95 integrante do grupo de percussão PIAP, dirigido por John Boudler. Em 1997, recebeu uma bolsa de estudos do governo brasileiro, para um curso de aperfeiçoamento em vibrafone e improvisação em Nova York, onde estudou com Stefon Harris e Joe Locke e teve a oportunidade de tocar na Big Band de Booby Sanabria. De volta ao Brasil em 98, realizou vários concertos de percussão solo em Belo Horizonte, São Paulo e Brasília. Em abril de 2000, fez a primeira audição mundial da peça Danger Man, do compositor norte-americano Lewis Nielson. Entre agosto e setembro deste mesmo ano, esteve em Portugal fazendo a direção musical do espetáculo teatral Péricles, de Shakespeare. Nos últimos anos tem se apresentado, com diversos grupos de câmara de Belo Horizonte, nos principais encontros e festivais de música pelo Brasil e também na Argentina e nos Estados Unidos. Em junho de 2001, concluiu o seu curso de mestrado pela UFMG. Em 2002, estreou obras dos seguintes compositores: Almeida Prado, Sérgio Freire, Rogério Vieira, Eduardo Campos e do costa-riquenho Mario Alfaro. Em 2003, fez a direção musical do CD “Villa-Lobos e os Brinquedos de Roda”.

Ora Bolas - Espetáculo de música cênica e dança - com Dalga Larrondo e Valéria Franco

04/08/2004 (Quarta-feira) – 18:15hs
Local: Local: Fundação de Educação Artística – 18:15hs – tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)
Ingressos R$2,00 e R$1,00 (meia)

As bolas, ora bolas, o som que gira, o corpo que rola. A surpresa!!! Como é bom uma boa surpresa. O começo que está no fim e o fim que está no começo.

O gesto sonoro e o som do movimento.

Neste espetáculo, Dalga e Valéria propõem um olhar na magia do círculo, onde sempre voltamos ao ponto de partida. A combinação música, teatro e dança e sua interação é tão antiga quanto moderna. Transformar, transformar e transformar, enfim voltamos ao início. A tônica enfocada é o som gerando o movimento e o movimento gerando o som. O lúdico, o poético, o humor são características do trabalho deste duo que desde 1989 vem trabalhando juntos, apresentando um estilo de arte interativa.

O trabalho corporal desenvolvido no espetáculo traz elementos, dos folguedos populares do Brasil (coco, caboclinho, cavalo marinho), da capoeira, e dos brinquedos e brincadeiras do imaginário infantil, que envolvem a dança, a música e as artes plásticas. A cultura popular, somada ao trabalho corporal já desenvolvido por Valéria durante 14 anos, compõem este espetáculo. Valéria possui importantes influências das técnicas de dança moderna, dança clássica e educação somática, resultando num trabalho técnico corporal expressivo onde existem três temas principais:- a improvisação, o impulso e as espirais, que ela chama de Dança Contemporânea Brasileira.

A música elaborada por Dalga Larrondo para o espetáculo "Ora Bolas" possui influências da música contemporânea, de ritmos orientais e brasileiros e do argumento "música cênica". Dalga costuma compor sobre os resultados de improvisações em laboratórios com os instrumentos de percussão. Estar sempre atento às possibilidades cênicas e coreográficas que o contexto musical sugere é uma das características de suas improvisações.

O espetáculo "ORA BOLAS" foi estreado dia 05 de junho de 2004 no Carlos Alberto da cidade do Porto - Portugal.

Dalga e Valéria receberam em 1992 o Primeiro lugar no Primeiro Concurso Firestone de Música Criativa de Londrina, com a peça "O Móvel" trecho do espetáculo "Percussão pra quem Gosta". Com este mesmo trabalho percorreram países como a Argentina, Paraguai e Espanha, além do Brasil.

Ficha técnica:

composição, concepção e interpretação: Dalga Larrondo, Valéria Franco
encenação: Rosana Batistela
música e desenho de luz: Dalga Larrondo
coreografia e figurinos: Valéria Franco
produção: TUGUDUM - Centro de Percussão e Dança (Campinas SP Brasil)

Dalga Larrondo

Compositor e intérprete paulista formado no Conservatório Nacional de Rueil-Malmaison (França). É reconhecidamente um dos mais representativos percussionistas brasileiros na área do teatro-musical. Estudou percussão com Cláudio Stephan (Conservatório do Broklim Paulista/1976) e Luís Anunciação (Orquestra Sinfônica Brasileira/1978). Foi percussionista da Orquestra Sinfônica de Campinas entre 1975 e 1980. Lecionou, entre 1985 e 1992, Ritmo e Percussão no Departamento de Artes Corporais da Universidade de Campinas. Venceu o I Concurso Firestone de Música Criativa (1992) com duas peças suas: Mãos e O Móvel, esta última em parceria com a coreógrafa e bailarina Valéria Franco. Compositor e intérprete dos grupos Hos Tio, Duo Toca Aqui e Grupo Anima. Com este último, gravou três CDs e recebeu três prêmios importantes da música brasileira: Prêmio Movimento (1998), Prêmio Melhor Grupo de Câmara Nacional, atribuído pela Associação de Críticos do Estado de São Paulo, e Prêmio Carlos Gomes (Melhor Grupo do ano 2000). Criador do festival Ritmos da Terra – Mostra Internacional de Percussão, realizado em Campinas, São Paulo, nos anos 1999, 2000 e 2002. No âmbito do festival criou o Primeiro Simpósio Brasileiro de Percussão e Ação Social. Na área social, trabalhou durante quatro anos com crianças do Centro de Orientação ao Menor de Campinas e dois anos na EMEI da rua Moscou “Recanto da Alegria”, em Campinas. Como pedagogo, desenvolve oficinas de construção de instrumentos de percussão, Ritmos brasileiros, Música Cênica e Ritmos Orientais. Em 1996, o New York Times considerou-o um “brilhante percussionista” a propósito da sua atuação como solista num concerto com a American Composer Orchestra, interpretando a peça EXU, de Paulo Chagas, no Carnegie Hall, Nova Iorque. Tem participado como intérprete e compositor nos mais importantes festivais nacionais e internacionais, com especial destaque para o Perc Pan (Brasil), Festival Internacional de Percusión (Espanha), Percussion Art Society International Convention (EUA), Semana Internacional de Percusiones (México) e Festival de Brest (França).

Valéria Franco

Coreógrafa, bailarina e professora de dança. Formada em dança pela Universidade Estadual de Campinas, teve como professores Eva Tessler, Edith White Toro, Cláudia Gitelman, Holly Cawrel, Antônio Nóbrega, Graziela Rodrigues, Ângela Nolf, Luís Otávio Bournie, Joana Lopes, Mara Borba, entre outros. Entre 1987 e 1989, integrou o elenco dos espectáculos Quadrança, de Eva Tessler e Edith White Toro, Dança Moderna, de Cláudia Gitelman, Labirintus, de Ismael Ivo, Flash & Queixa, de Dalga Larrondo, e Em Exposição, de José Antônio Lima, espetáculo premiado pela Associação Paulista de Críticos de Artes como Melhor Pesquisa em Dança (1989). Do conjunto dos seus trabalhos enquanto coreógrafa, destaque para Percussão pra Quem Gosta (1992), premiado no I Concurso Firestone de Música Criativa de Londrina, Segunda-feira, que obteve o Prêmio Melhor Pesquisa Musical no evento II Curta Dança, Tiririca Ticotico (1994), Japepaí (1995), Três em um Compasso (1997), 4 de Cordas (1997), Treme Terra (1997), todos eles em parceria com o percussionista Dalga Larrondo, e Nós, em colaboração com a bailarina Regina Claro, no âmbito de uma bolsa de pesquisa promovida pela Rede Stagium em 2000. Para além da sua carreira enquanto coreógrafa e intérprete, desenvolve paralelamente uma intensa atividade pedagógica iniciada em 1985. Atualmente dirige e ministra aulas de dança contemporânea no Tugudum – Centro de Percussão e Dança, do qual é sócia-fundadora (1999), localizado na cidade de Campinas, onde desenvolve pesquisa de interação de linguagens ao lado do percussionista Dalga Larrondo. É igualmente diretora da Companhia de Dança Tugudum.

Concerto com o grupo de percussão português Drumming apresentando “Rock Metamorfoses”. Abertura de Felipe Amorim

04/08/2004 (Quarta-feira) – 21hs
Local: Fundação de Educação Artística – 21hs – tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)
Ingressos R$10,00 e R$5,00 (meia)

Rock Metamorfoses – Drumming

Tomando como base diferentes temas do jazz e do rock (Beatles, Frank Zappa, U2, Benny Goodman e Steppen Wolf) seis compositores portugueses (Mário Laginha, António Chagas Rosa, Carlos Azevedo, António Pinho Vargas, Fernando C. Lapa e João Pedro Oliveira) compuseram novas peças para percussão num jogo de transformação e imaginação. São estas peças que formam o espetáculo Rock Metamorfoses do grupo Drumming.

O Drumming surgiu em 1999, do primeiro curso superior de percussão de Portugal, criado pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto, com o apoio do Instituto Politécnico e da Escola Profissional de Música de Espinho. Sob direção de Miquel Bernat, percussionista e pedagogo de prestígio internacional, o grupo já se apresentou em todas as principais salas de Portugal, como Centro Cultural de Belém, Fundação Gulbenkian, Culturgest e Teatro Camões, e, também em países como Espanha, Bélgica, França e Alemanha. Foi, ainda, grupo residente da programação musical da “Porto 2001, Capital Européia da Cultura”.

O Drumming resulta também da evolução da percussão erudita em Portugal e na própria cultura ocidental, contribuindo, através da divulgação das grandes obras contemporâneas, para um ganho progressivo de público para esta especialidade, no seio da qual percorre as vias da inovação sonora e da poética do espetáculo enquanto momento cênico único e total. Com a estabilização em termos profissionais e autônomos, o projeto »Drumming« passou a desempenhar um papel central na divulgação do mais significativo repertório existente para percussão, entrando numa fase de desenvolvimento do seu próprio repertório com compositores internacionais e portugueses.
Integrantes: MIQUEL BERNAT, LUÍS CARLOS OLIVEIRA, BRUNO COSTA, JOÃO CUNHA, NUNO AROSO, PEDRO OLIVEIRA E RUI RODRIGUES

Miquel Bernat

Diretor do grupo Drumming, é um percussionista versátil e intérprete de alto prestígio, que tocou em estréia mundial mais de 60 obras especialmente escritas para si ou para os grupos que integra como o Duo Contemporain (de Roterdam), Trio Allures, Ictus Quartet e Ictus Ensemble. Estudou nos Conservatórios de Valência, Madrid, Bruxelas e Roterdam. Ganhou o Prêmio Especial de Percussão do Concurso de “Gaudeamus” (Holanda 1993), o 2º Prémio do Concurso E. Nakamichi (USA:1992) e o Prêmio Extraordinário Fim de Carreira de Madrid. Freqüentemente, faz concertos em toda a Europa, América do Norte, América do Sul, Ásia e Austrália..Tem exercido a sua atividade docente nos Conservatórios de Bruxelas e de Roterdam e atualmente desenvolve uma importante atividade pedagógica em Portugal na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo (Porto) e na escola Profissional de Música de Espinho.

Realizou ainda Masterclasses nas mais prestigiadas Universidades e Conservatórios do mundo como, por exemplo, a Escola Civica de Milão, Conservatório de Sidney, Universidade de Melbourne, Royal Northern College of Music of Manchester, Guidhall School of Music de Londres e Konservatorium de Nuremberga, no âmbito da investigação, difusão e interpretação da música de percussão contemporânea.

Na abertura do concerto, teremos uma apresentação de Felipe Amorim. Felipe é Bacharel em Flauta pela UFMG e mestre em Música Brasileira pela Uni-Rio. Atualmente, é professor da UFOP e da Fundação de Educação Artística, onde desenvolve um trabalho de pesquisa em música eletroacústica. No programa, composições suas para objetos (máquina de escrever) e meios eletrônicos.



Concerto de Percussão Solo - Florent Jodelet

05/08/2004 (Quinta-feira) – 18:15hs
Local: Fundação de Educação Artística – 18:15hs – tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)
Ingressos R$2,00 e R$1,00 (meia)


Florent Jodelet é solista da Orquestra Nacional da França e Professor de Percussão no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris. Neste concerto, apresenta peças importantes do repertório solo para percussão na música contemporânea e também obras de música eletroacústica, todas em primeira audição em Belo Horizonte.

Depois de ter estudado com Michel Cals e Jacques Delecluse no Conservatoire National Supérieur de Musique de Paris, onde obteve o primeiro prêmio em 1983, Florent Jodelet fez um aperfeiçoamento com Jean-Pierre Drouet. Paralelamente, fez também o curso de Acústica de Iannis Xenakis na Université de Paris I e estudou música eletroacústica com Michel Zbar.

Desde 1988, é solista da Orchestre National de France, além de participar dos concertos do Ensemble Intercontemporain, do Ensemble TM+, Fa, Court-Circuit, do Ensemble Itinéraire, 2E2M, junto ao l’IRCAM e ao INA-GRM. Freqüentemente, ele apresenta peças solo e de música de câmera, muitas vezes em obras feitas especialmente para ele. Florent Jodelet foi convidado de inúmeros projetos musicais: Auditorium du Louvre, Théâtre du Châtelet, Salle Gaveau, festivais d’Automne em Paris, Présences da Radio-France, Música de Strasbourg, Ultima d’Oslo, Neue Musik de Zürich, La Roque d'Anthéron, Musique à l'Empéri, Le Printemps des Arts de Monte-Carlo.

Ele interpretou o concerto para percussão e orquestra "Un long fracas somptueux de rapide céleste" de Michaël Jarrell com a Berliner Sinfonie Orchester (2003) e a Radio Sinfonie Orchester Wien (2001) assim como o Concerto pour percussion et orchestre de André Jolivet (2001) e o Concerto pour percussion et orchestre, de Christopher Rouse (2000) com a Orchestre Philarmonique de Montpellier.
Sua discografia compreende obras de Bartok, Stockhausen, Saariaho, Ohana, Fénelon, Jarrell, Teruggi; e, brevemente, obras de Xenakis, Carter, Feldman, Donatoni e Pécou.



Concerto de “Pandeiros e rabeca”, com o duo Alessandra Belloni (pandeirista italiana) e Siba (músico da banda Mestre Ambrósio)
Abertura do grupo O Grivo, de Belo Horizonte



05/08/2004 (Quinta-feira) – 21hs
Local: Fundação de Educação Artística – 21hs – tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)
Ingressos R$10,00 e R$5,00 (meia)

Alessandra Belloni e Siba

Alessandra Belloni é a única mulher nos Estados Unidos, na Itália e provavelmente no mundo, especializada nos tradicionais pandeiros do sul da Itália assim como nas danças e canções da região. Ela também foi a primeira pessoa a desenhar um linha de pandeiros típicos do sul da Itália fabricados pela REMO.

"RITMO É A CURA" é um show de voz e percussão apresentado por Alessandra Belloni que, através de danças e rituais de magia (tarantelas usadas como terapia e exorcismo), e canções em homenagem à Madonna Negra (a tarântula), nos leva a uma viagem folclórica ao sul da Itália.

A performance conta com a autêntica Pizzica Tarantata (que deu origem à tarantela), uma dança de poderes terapêuticos, que tem origem em Puglia e descende dos rituais a Dionísio na Grécia Antiga. A Pizzica era usada para exorcisar a mística picada da tarântula, causadora do tarantismo, uma doença mental que atingia principalmente as mulheres, que em transe dançam por dias durante o solstício do verão.

Durante o show, Alessandra toca com virtuosismo diferentes pandeiros tipicamente italianos, assim como o pandeiro do mar, o Bodhran, chocalhos, o berimbau e a harmônica.

No show apresentado em Belo Horizonte, durante o FIM, Alessandra dividirá o palco com Siba, músico integrante da banda Mestre Ambrósio, de Pernambuco, que toca rabeca e outros instrumentos de cordas dedilhadas. Os dois se conheceram em Salvador, durante o PercPan, desde então formaram um duo “além mar”, transformando suas raízes e influências diversas em afinidades musicais. Ambos são ligados à cultura tradicional da região em que viveram, ela no sul da Itália, ele em Recife. Incorporando a cultura popular, o duo realiza um rico diálogo entre culturas musicais tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas... O FIM promove esse encontro raro, que promete momentos intensos e sublimes.

O Grivo

Em fins de 1990 O Grivo realizou seu primeiro concerto em Belo Horizonte, iniciando suas pesquisas no campo da “Música Nova”. Interessado na expansão do seu universo sonoro e na descoberta de maneiras diferentes de organizar suas improvisações, o grupo vem desenvolvendo sua linguagem musical. Em função da busca por “novos” sons e por possibilidades diferentes de orquestração e montagem, O Grivo trabalha com a pesquisa de fontes sonoras acústicas e eletrônicas, com a construção de “máquinas e mecanismos sonoros”, e com a utilização, não convencional, de instrumentos musicais tradicionais.

Em consequência desta pesquisa, que leva ao contato com os objetos e materiais mais diversos, cresce a importância das informações visuais e da sua organização nas montagens do grupo. A isto se soma um diálogo, também ininterrupto, com o cinema, vídeo, teatro e a dança. Nas instalações / concertos o espaço de fronteira e interseção entre as informações visuais e sonoras é o lugar onde se constrói nossa experiência com conceitos como textura, organização espacial, sobreposição, perspectiva, densidade, velocidade, repetição, fragmentação, etc.A proposição de um estado de curiosidade e disposição contemplativa para a escuta e a discussão das relações dos sons com o espaço são as idéias principais sobre as quais se apóiam os trabalhos do grupo.

O CD música precária do grupo O Grivo foi lançado em abril de 2003 e foi premiado na última edição do Prêmio Sérgio Motta (um dos prêmios nacionais mais importantes para artistas que trabalham com a interface entre arte e tecnologia). Sua característica fundamental é a improvisação. Através dela, os músicos constroem um ambiente sonoro que conduz o ouvinte à fruição de cada som que o compõe. Diferentemente da tentativa de evidenciar a forma musical através da articulação do material sonoro, o que se procura é a transparência da forma e a emergência de cada detalhe dos sons.
Os ambientes sonoros são criados acústica, eletronicamente ou ainda num espaço de fronteira entre o acústico e o eletrônico.



Concerto de Percussão Solo – Música Contemporânea Canadense
D’Arcy Philip Gray

06/08/2004 (Sexta-feira) – 18:15hs
Local: Fundação de Educação Artística – 18:15hs – tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)
Ingressos R$2,00 e R$1,00 (meia)

O percussionista. canadense D'Arcy Philip Gray trabalha com uma grande variedade de estilos de música. Seus interesses profissionais vão da performance de música clássica à composição eletrônica e circuit design. Neste concerto, ele tocará 4 obras de compositores canadenses (Moiya Callahan, Isabelle Panneton André Ristic e James Harley), sendo um solo para marimba, um solo para percussão múltipla e duas obras de música eletroacústica, com a utilização de eletrônica ao vivo.

D’Arcy já apresentou concertos solo e de câmera em várias partes da América do Norte, incluindo o Media Arts Festival em Los Angeles, o Lincoln Center em New York, e o Sound Symposium em St. John's. Gray leciona desde 1991 na McGill University, onde ele é o diretor da área da percussão e do McGill Percussion Ensemble. De 1993 a 1995, Gray apresentou-se internacionalmente como integrante da Merce Cunningham Dance Company em New York; de 1995 a 2000, ele tocou com inúmeras orquestras nos arredores de Montreal, como a Montreal Symphony Orchestra e a Société de musique contemporaine du Québec. Desde 1998, ele é membro do New York's Composers Inside Electronics, documentando a música de David Tudor para performance e apresentação pelos Estados Unidos. Desde 2000, Gray é co-director do Motion Ensemble em Fredericton, New Brunswick, e integrante do Ensemble KORE em Montréal. Ele também ministra workshops pela Yamaha Canada Music e é patrocinado pela Sabian Ltd. Sua coleção de estudos para teclados de percussão - "7 Operations for Marimba" - foi publicada pela Honeyrock. Recentemente, ele terminou as gravações completas de Veronika Krausas e as Variations I-III de Jonh Cage (Mode Records), ambos com o Motion Ensemble. No outono de 2002, ele apresentou um recital de música canadense no Brabants Conservatorium, na Holanda, e estreou uma peça solo de percussão de Kunsu Shim em Essen, Alemanha. Paralelamente, foi Artista Visitante no Banff Centre for the Arts no Canadian Rockies.

D'Arcy Philip Gray's graduou-se na Juilliard School('92) e McGill University ('91). Em 1995 estudou música eletrônica e práticas de performance com David Tudor in New York. Recebeu bolsas de estudo do Getty Research Institute for the Arts and Humanities, do Canada Council, do Conseil des Arts du Quebec, e da Nova Scotia Talent Trust Fund. Seu trabalho foi descrito pela revista Percussive Notes como "brilhante" e pelo Halifax Chronicle Herald como "surpreendentemente preciso".
A vinda de D’Arcy Philip Gray para o 1o FIM foi possível graças ao apoio de Yamaha Canadá, Sabian Ltda e Conseil des arts et des lettres du Québec.



Concerto do grupo de Percussão PIAP (SP) e do Conexão Tribal (BH)

06/08/2004 (Sexta-feira) – 21hs
Local: Fundação de Educação Artística – 21hs – tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)
Ingressos R$10,00 e R$5,00 (meia)

Grupo PIAP

Música contemporânea para grupo de percussão.
No programa, obras de John Cage, Marlos Nobre e William Kraft.
Direção: John Boudler
Co-direção: Carlos Stasi e Eduardo Gianesella
Integrantes: Augusto Moralez, Danilo Valle, Elson Oliveira,Fernando Chaib, Gilberto Rodrigues, Leopoldo Ferreira, Márcia Fernandes, Natali Calandrin, Paulo Zorzetto, Pedro Takano,Piero Guimarães, Ricardo Appezzato e Roberto Frota
Convidadas: Márcia Goulart e Sheila Batista

O Grupo de Percussão do Instituto de Artes da UNESP – Grupo PIAP – foi criado por John Boudler em 1978, como meio de aperfeiçoamento acadêmico-artístico de seus alunos e veículo para divulgação de repertório para percussão no Brasil. Integrado pelos alunos do Curso de Bacharelado em Percussão da Universidade, o PIAP, ao longo de seus 25 anos de atividades, tem colhido grandes sucessos, firmando-se no cenário artístico nacional através de concertos e gravações. Entre suas atividades, alguns destaques: 1o lugar no II Prêmio Eldorado de Música, 1986; turnê pelos EUA, apresentando 11 concertos, incluindo participação na Convenção Internacional de Percussão (PAS), de 1987; Prêmio Lei Sarney, como revelação na categoria música instrumental, 1988; apresentações nos principais Festivais de Música do Brasil – Bahia, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo; concertos no México; Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de melhor grupo de música de câmara, 2003.

John E. Boudler é Professor Titular do Instituto de Artes da UNESP, onde criou e desenvolve o Curso de Bacharelado em Percussão desde 1978. Em 1977, aos 23 anos, ganhou o mais alto prêmio concedido para percussão solo no 26º ARD Concurso Internacional de Munique, Alemanha. Foi timpanista da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo durante dez anos e membro fundador do Grupo Percussão Agora, apresentando concertos em três continentes. Durante sete anos, atuou como pesquisador desenvolvendo projetos junto ao CNPq. Participa, ativamente, de festivais musicais como instrumentista, professor e regente. Em 1995/96, fez a direção musical de duas aclamadas montagens teatrais de William Shakespeare, Péricles, Príncipe de Tiro e Rei Lear. Há 23 anos dirige o Grupo PIAP, no qual atua como mestre, líder e regente. É formado na Universidade do Estado de New York em Buffalo, com doutorado do Conservatório de Música de Chicago e Livre-Docência pelo IA/UNESP.

Conexão Tribal (BH)

O grupo propõe uma conexão entre África e Brasil, com um resgate da ancestralidade, a partir da mistura de sons, tambores e cultura. Com a participação do músico senegalês Mamour Ba, o grupo cria uma música pulsante e cheia de improvisações. Apresentará uma suíte, mostrando instrumentos, ritmos e melodias africanas.



Concerto de Percussão Solo
Carlos Stasi

07/08/2004 (Sábado) – 18:15hs
Local: Fundação de Educação Artística – 18:15hs – tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)
Ingressos R$2,00 e R$1,00 (meia)

O compositor e intérprete Carlos Stasi apresenta obras de sua autoria, para percussão solo, no espetáculo "De Mapas, Miniaturas e Monstros".

Compositor intérprete de mais de cem obras para percussão, Carlos Stasi especializou-se primeiramente em percussão contemporânea solo, junto ao professor John Boudler na UNESP - Universidade Estadual Paulista, com quem estabelece os princípios que norteariam toda sua carreira.

Stasi é professor de percussão da UNESP desde 1987 e tem sido co-diretor do grupo de percussão da mesma universidade - Grupo PIAP - por mais de uma década.

Junto ao luthier Nadir Rovari iniciou todo um trabalho de pesquisa e performance, especializando-se em reco-reco. Desta forma, durante os últimos vinte anos, criou um sistema de notação para os mesmos, um repertório único, inúmeras técnicas de execução e realizou todo um trabalho de coleta etnomusicológica, percorrendo 21 países das Américas, Àfrica e Europa para investigar, tocar e dar aulas sobre o tema. Em 1988 criou o Duo Experimental com o percussionista Edson Gianesi para criar um repertório específico para estes instrumentos.

Stasi é mestre em World Percussion pelo Instituto de Artes da Califórnia - Calarts e Doutor pela Universidade de Natal em Durban, África do Sul. Sua dissertação estabelece os príncipios pelos quais a percussão, e principalmente o reco-reco, são percebidos como extremamente limitados e deficientes ao redor do mundo. Desta forma, observa os vários discursos criados para a sustentação de tais conceitos e levanta em questão os mesmos. Assim, seus príncipios filosóficos sobre a percussão podem ser encontrados e resumidos em suas duas especializações: percussão múltipla e o reco-reco mesmo.
Em 1999 formou o Duo Ello Percussão, junto ao percussionista Luis Guello, ampliando seu repertório e técnicas, agora focalizando também a improvisação. Com este duo tem realizado inúmeras apresentações no Brasil, Estados Unidos e Europa.



Percussão e Música Brasileira

07/08/2004 (sábado)
Local: Local: Fundação de Educação Artística – tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)

13:30hs – Workshop sobre ritmos brasileiros na bateria com Zé Eduardo Nazário

Baterista, percussionista, professor, compositor e produtor, Zé Eduardo Nazário é um dos mais renomados artistas brasileiros da atualidade.

Em quatro décadas de atividade profissional, tem atuado em todas as áreas da música: gravações, concertos, workshops, programas especiais para rádio e TV e aulas particulares no Brasil e exterior. Formou em 1976, ao lado do irmão Lelo, o Grupo Um, banda pioneira no cenário do jazz e do jazz-rock brasileiro, responsável pelo lançamento de Marcha Sobre a Cidade, o primeiro LP instrumental independente lançado no Brasil .

Alguns grupos dos quais participou são hoje referências mundiais, quando se fala de música instrumental brasileira, como os de Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Grupo Um e Pau Brasil. Trabalhou também ao lado de grandes nomes como Milton Nascimento, John McLaughlin e Joe Zawinul. Tem se apresentado, com seu próprio grupo, em formações que variam entre Trio, Quinteto e Octeto. Produziu e lançou os CDs ZEN (1999) e Percussônica (2000). (Jairo Lavia)

15:00hs – Workshop: Leitura Rítmica: Reverência ao Negro

Com a participação do grupo Fala Tambor, Carlinhos de Oxossi apresenta a oficina: “Leitura Rítmica – Reverência ao Negro”, na qual ele fala de sua pesquisa sobre os ritmos do candomblé, especialmente de origem bantu.

16:30hs – Tambor de Crioula Seguidores de São Benedito

Tambor de Crioula é uma manifestação da cultura popular maranhense. A brincadeira geralmente é feita por motivo de festa popular, tais como a chegada de um parente, um jogo, um aniversário ou em virtude de promessa feita a São Benedito, o padroeiro do tambor. Os três tambores – meião, crivador, e tambor grande – formam a parelha. Os homens (coreiros) são encarregados do toque e as mulheres (coreiras), da dança, com sua indumentária apropriada. A toada é o canto puxado pelo cantador antes do início do toque. O grupo Tambor de Crioula Seguidores de São Benedito foi fundado há três anos em Belo Horizonte, pela percussionista Daniela Ramos, fruto de suas viagens a São Luís do Maranhão e interior do estado.


20:30hs – Cataventoré

Criada há quatro anos, em Belo Horizonte, e integrada por Marcelo Chiaretti, Daniel Magalhães, Lúcia Campos, Mateus Oliveira, Carlos Santos e Juliana Pautilla. Mesclando influências da cultura popular, da música, do teatro, da dança, especializou-se na linguagem das bandas de pífanos (flautas de bambu, acompanhadas de percussão). Ao longo deste período, tem realizado estudos e viagens de pesquisa aos Estados do Ceará e Pernambuco e cidades mineiras que ainda mantêm a tradição deste tipo de bandas.

Desde que foi criado, o Cataventoré tem difundido, particularmente na capital mineira e, daqui, para outros pontos do Estado e do país, a riquíssima cultura associada às bandas de pífanos. Vamos encontrá-las hoje, disseminadas por todo o Nordeste Brasileiro e norte de Minas, mantendo as mesmas características de séculos atrás, e sendo capazes de proporcionar estímulos estéticos e musicais absolutamente atuais.

Com um estilo de performance peculiar, itinerante, sem se fixar exclusivamente no palco, celebrando a reunião da platéia com os músicos, instrumentos em punho ao mesmo tempo em que se dança, o Cataventoré tem despertado o interesse e o encanto de públicos variados, captados na magia da sonoridade do longínquo sertão brasileiro.



Concerto do Grupo Hands On’Semble (EUA),
com os convidados especiais Brad Dutz e Adam Rudolph

07/08/2004 (Sábado) – 21hs
Local: Fundação de Educação Artística – 21hs – tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)
Ingressos R$10,00 e R$5,00 (meia)

Hands On’Semble

De volta a Belo Horizonte, um dos mais respeitados grupos de percussão da atualidade: o trio americano Hands On’Semble. No concerto, composições originais para instrumentos de percussão de mão como congas, djembês, tablas e pandeiros.

O Hands On’Semble é um trio de percussão dedicado à arte de percussão com as mãos. Criado e liderado pelo renomado percussionista e compositor John Bergamo, professor de percussão do Instituto de Artes da California (CalArts), que se aposentou do grupo recentemente. Atualmente, é formado por Randy Gloss, Austin Wrinkle e Andrew Grueschow e está sediado na CalArts. O grupo, criado em 1997, desenvolve um repertório de composições originais, misturando conceitos, ritmos e técnicas do norte e sul da India, Oriente Médio, África Ocidental, Indonésia, América do Sul e Música de câmara ocidental.
Randy Gloss, percussionista cuja versátil bagagem musical, que vai desde diferentes modalidades de tambores de mão, percussão contemporânea até bateria, permitiu a ele o envolvimento com grupos inovadores que mesclam world music, música contemporânea e jazz. Randy é professor da CalArts (California Institute of the Arts).

Andrew Grueschow é formado pela California Institute of the Arts. Especializou-se também em música africana e Indiana. Além do trabalho no Hands On’Semble, Andrew também integra a Zadonu African Music and Dance Company, e o CalArts African Music and Dance Ensemble. Já tocou na Alemanha, Brasil, Gana, e nos Estados Unidos.

Austin Wrinkle é um percussionista versátil e também baterista. Esta bagagem deu a ele a inspiração para expandir seus conhecimentos musicais de outras culturas, o que o levou ao California Institute of the Arts, onde formou-se em Percussão e Música do Norte da Índia. Além de seu trabalho no Hands On'Semble, Austin toca também com um grupo de música contemporânea chamado Quercus, assim como um grupo de fusion (bluegrass/música indiana) chamado Hindugrass.

Em Belo Horizonte, durante o 1° FIM, o Hands On’Semble estará lançando o seu terceiro CD (Hands On’Semble – Three) e contará com a participação de dois convidados especiais: Brad Dutz e Adam Rudolph.

Brad Dutz, percussionista especializado em percussão de mão, estudou vários instrumentos: congas, berimbau, bata, bodhran, pandeiro, djembe, tabla, kanjira, doumbec, riq e outros. Gravou nove CDs solo, co-produziu outros doze e participou de mais de 200, com nomes como Alanis Morrisette, Kiss, Willie Nelson, Terence Trent Darby, Hands On’Semble. Foi selecionado pela Warner Brothers para a gravação de oito fitas de video para iniciantes chamadas Have Fun Playing Hand Drums. Ele tocou em várias trilhas de filmes, tais como Prince of Egypt, Incredible Hulk, Star Trek 5, Ocean’s Eleven, etc. Desde que tornou-se membro da faculdade Cal State Long Beach, publicou dois livros: “Practicing Music on Hand Percussion” e “Duos, Trios, and Quartets for Percussion”. Seu Obliteration Quartet foi assunto de um filme documentário.

Adam Rudolph, considerado um pioneiro nos estudos de world music, pelo The New York Times, e a revista Down Beat já chamou-o de “o bruxo da percussão”. Há vinte anos ele está na vanguarda do desenvolvimento da música ligada ao improviso e às pesquisas interculturais. Já tocou em festivais e concertos na América do Sul, do Norte, Europa e Japão, como nomes como Don Cherry, Yusef Lateef, L. Shankar, Jon Hassel, Pharoah Sanders e Hassan Hakmoun. Rudolph é co-fundador do Eternal Wind ensemble e da Mandingo Griot Society. Atualmente, ele lidera seu próprio grupo: "Adam Rudolph's Moving Pictures". Foi solista da Koln Radio Orchestra na premiere de African -American Epic Suite, de YusefLateef. Sua bagagem inclui anos de performance e pesquisa sobre linguagens, formas, instrumentos e cosmologias musicais da África, Europa, Oriente médio e Ásia. Rudolph toca uma variedade de instrumentos, incluindo percussão de mão (congas, djembe, bendir, dumbek, tabla, talking drum, kalimba, udu ), didjeridoo, canto multifônico
e meios eletrônicos.

Obs: John Bergamo, fundador do Hands On’Semble, atualmente ocupa uma “cadeira vitalícia” no grupo. Além de ter sido o mentor do grupo, há várias composições de sua autoria ainda no repertório, mas ele não atua mais nas apresentações. Bergamo é professor de percussão da CalArts (California Institute of the Arts). É um dos mais renomados e respeitados percussionistas norte-americanos, o que faz da CalArts uma das mais procuradas universidades na área de percussão, tanto na graduação quanto na pós-graduação. A partir dos anos 70, Bergamo se mudou para Los Angeles e passou a estudar tabla e outros instrumentos de percussão tradicionais de culturas não européias. Desde então ele tem se apresentado com vários grupos e músicos, incluindo John Mclaughlin, Frank Zappa, Ali Akbar Khan, Ringo Starr e Robert Shaw. Também é compositor e pesquisador, especialmente interessado em princípios rítmicos da música de tradição não européia.



Lançamento do CD Jamba, de Enéias Xavier,
com a participação especial de Zé Eduardo Nazário

08/08/2004 (Domingo) – 11hs – Música de Domingo
Local: Teatro Francisco Nunes – 11hs - Informações: 3277-4631
Entrada Franca mediante retirada de senhas que são distribuídas no local, a partir das 10 horas.
Não será permitida a entrada após o início do espetáculo.

Este espetáculo é fruto da parceria entre o 1° FIM e projeto Música de Domingo, da prefeitura de Belo Horizonte.

Enéias Xavier

Baixista, pianista, compositor e arranjador auto-didata, começou a se interessar pela música instrumental por volta de seus 17 anos, quando teve acesso aos primeiros discos de Jazz e MPB instrumental. Trabalhando profissionalmente há cerca de 10 anos, já dividiu o palco e gravou com grandes nomes da música nacional e internacional, entre eles Celso Moreira, Eduardo Delgado, Robertinho Silva, Wilson Lopes, Weber Lopes, Beto Lopes, Mauro Rodrigues, Carlos Bolão, Proveta, José Namem, Benjamim Taubkin, Teco Cardoso, Celso Adolfo, Chico Amaral, Hélio Delmiro e Márcio Montarroyos. Com o baterista Nenê compõe o grupo Nenê e Trio, com o qual já gravou três discos. Neste show, está lançando o CD “JAMBA” (mistura de Jazz e samba), que teve a participação de grandes nomes da música instrumental brasileira, como Vinícius Dorin, Nenê, Chico Amaral e Toninho Horta. O show terá a participação de Chico Amaral (saxofone), Ricardo Fiúza (teclado) e Zé Eduardo Nazário (bateria).

Zé Eduardo Nazário

Baterista, percussionista, professor, compositor e produtor, é um dos mais renomados artistas brasileiros da atualidade.

Em quatro décadas de atividade profissional, tem atuado em todas as áreas da música: gravações, concertos, workshops, programas especiais para rádio e TV e aulas particulares no Brasil e exterior. Formou em 1976, ao lado do irmão Lelo, o Grupo Um, banda pioneira no cenário do jazz e do jazz-rock brasileiro, responsável pelo lançamento de Marcha Sobre a Cidade, o primeiro LP instrumental independente lançado no Brasil .

Alguns grupos dos quais participou são hoje referências mundiais, quando se fala de música instrumental brasileira, como os de Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Grupo Um e Pau Brasil. Trabalhou também ao lado de grandes nomes como Milton Nascimento, John McLaughlin e Joe Zawinul. Tem se apresentado, com seu próprio grupo, em formações que variam entre Trio, Quinteto e Octeto. Produziu e lançou os CDs ZEN (1999) e Percussônica (2000).




Workshop com Oscar Bolão, lançando o livro “Batuque é um privilégio”, e apresentação do Bantuquerê – Samba de Escola

08/08/2004 (Domingo) – Samba
Local: Espaço Cultural Tambor Mineiro – Tel: 3295-4149
Rua Ituiutaba, 339 (Prado)
Workshop às 17:30hs e show às 20hs (ingresso: R$7,00)

17:30 – Workshop: O samba na bateria, com Oscar Bolão.

Oscar Bolão possui um currículo muito extenso já tendo tocado com artistas como Elizeth Cardoso, Miúcha, Elza Soares, Nara Leão, Moreira da Silva, Nelson Cavaquinho, Lenine, Luis Melodia, Jards Macalé, Guinga, Paulo Moura, Wagner Tiso e Ney Matogrosso, entre outros. Também foi integrante da orquestra de música Brasileira, regida por Roberto Gnatalli. Atualmente é integrante do grupo Pife Muderno, de Carlos Malta e, graças a sua imensa versatilidade, atua também em trabalhos de música contemporânea com compositores como Ronaldo Miranda e Tim Rescala, além de ser percussionista convidado das principais orquestras sinfônicas do Rio de Janeiro. É considerado o único seguidor do estilo de bateria brasileira criado por Luciano Perrone, fundamental a muitas obras de Radamés Gnattali. Por esse motivo, tem sido convidado a participar de várias remontagens de obras de Gnattali como o "Bate papo a três vozes".

Devido ao seu conhecimento dos diferentes estilos e das variadas épocas da nossa história musical, fruto de suas pesquisas, tem sido convocado a participar de inúmeros espetáculos biográficos sobre autores e intérpretes da nossa música, tais como: "Dolores", sobre Dolores Duran; "Começaria tudo outra vez", sobre Gonzaguinha; "Metralha", sobre Nelson Gonçalves; "Meu Ary brasileiro", sobre Ary Barroso; "Rosa", sôbre Noel Rosa; "Somos irmãs", sobre Linda e Dircinha Batista; "Pixinguinha" e "Crioula", sobre Elza Soares. Em fins de 2000, participou da montagem do musical "Atlântida - o reino da chanchada", que retratava este período do cinema brasileiro.
Na área didática, Oscar Bolão é autor do livro "Batuque é um privilégio" e estuda cada vez mais a adaptação de ritmos brasileiros, praticados originalmente com percussão, à bateria. Em 1998, 1999, 2000 e 2001 dirigiu as oficinas de percussão popular do 18º, 19º, 20º e 21º Festivais de Música de Londrina. Em janeiro de 2000 dirigiu as oficinas de pandeiro e bateria brasileira na 8ª Oficina de Música Popular Brasileira em Curitiba.

Segundo o editor do livro, Almir Chediak (falecido recentemente), “Batuque é um privilégio é fruto da necessidade de preservar e difundir a cultura brasileira. Voltado para a música popular desenvolvida no Rio de janeiro, este trabalho mostra, clara e objetivamente, as peculiaridades de cada gênero e os fundamentos para a correta execução dos ritmos de diversos instrumentos de percussão”.

20hs – Bantuquerê – Samba de Escola

O Bantuquerê é um projeto dos percussionistas Bill Lucas e Guda. Trata-se de uma pequena bateria de escola de samba (12 integrantes) que toca desde o samba de roda ao samba enredo, passando por sambas cadenciados e evoluções rítmicas de bateria de samba.
Este espetáculo percorre todo o processo de constituição rítmica do samba, desde as primeiras influências trazidas pelos negros “Yorubá”, seus instrumentos, sua forma de apresentação e seu idioma, até o que isso gerou a partir do contato com outras culturas, num processo de vários anos de miscigenação. Entram nessa “dança”, o samba de roda e suas variantes e a exuberante riqueza rítmica das escolas de samba, bastante explorada pelo Bantuquerê. O espetáculo é também muito visual, com muita “mis-en-scene”, dança e interação com a platéia, através de jogos percussivos e vocais criados pelo Bantuquerê.



 

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