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BH
- Grupo de Percussão da UFMG
- Felipe Amorim
- O Grivo
- Conexão Tribal
- Cataventoré
- Carlinhos de Oxossi
- Bantuquerê
- Tambor de Crioula
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Nacionais
- Oscar Bolão
- Siba
- Carlos Stasi
- PIAP
- Zé Eduardo Nazário
- Dalga Larrondo e Valéria Franco |
Internacionais
- Drumming
- Alessandra Belloni
- Florent Jodelet
- Hands On´Semble
- D´Arcy Philip Gray |
Concerto do Coral Lírico Palácio
das Artes, sob regência de Oilian Lanna e
participação especial do Grupo de Percussão da UFMG
03/08/2004 (Terça-feira) – 20:30hs
Local: Grande Teatro Palácio das Artes – 20:30hs - Tel. 3237-7399
Ingressos R$10,00 e R$5,00 (meia ou mediante a doação de
1 Kg de alimento não perecível)
Programa da I Parte – Música Contemporânea
para Percussão
1 – Urbanas II, de Fernando Iazzetta - para sexteto
de percussão.
Urbanas II é um sexteto de percussão
escrito em 1991 para o Grupo PIAP, de São Paulo. Possui um pulso
constante, apresentado desde o início da obra, que funciona como
uma engrenagem da estrutura musical proposta. FERNANDO IAZZETTA é
músico e pesquisador na área de tecnologia musical, sendo
Professor do Departamento de Música da Escola de Artes da USP e
pesquisador do Laboratório de Acústica Musical e Informática.
2 – Defying Gravity, de Carl Vine – para 4 percussionistas
CARL VINE tem sido saudado como um dos mais talentosos
compositores australianos da atualidade. Entre as suas obras estão
vários trabalhos para dança, cinema e teatro, além
de peças de música eletrônica, solos e música
de câmara. Segundo o próprio compositor, a sua escrita para
percussão sempre buscou a produção de linhas rítmicas
independentes, através do uso de diferentes instrumentos pelo mesmo
percussionista. Nesta peça, ele tentou expandir este procedimento
de maneira que as linhas não aparecessem apenas em cada músico,
mas também fossem resultado da interação do grupo
como um todo. Segundo o compositor, a coordenação e precisão
necessárias para a execução de vários instrumentos
de percussão, em uma mesma montagem, desafiam as leis da física
e da probabilidade.
3 – Musique de Table, de Thierry de Mey – para 3 instrumentistas
e 3 mesas.
THIERRY DE MEY nasceu em 1956, na Bélgica,
e, após estudar cinema, passou a se dedicar à composição
musical, especialmente em função de seu contato com a dança
moderna. Musique de Table (Música de Mesa) foi composta em 1986
e se apresenta mais como um balé para 6 maõs do que uma
peça para 3 percussionistas. O compositor se refere à peça
como uma “exploração da relação entre
movimento e som”. Musique de Table tem sido tocada, com freqüência,
por grupos de percussão, tanto na Europa quanto em vários
países das Américas. Esta é a primeira audição
em Belo Horizonte.
4 – Onze, de Marco Antônio Guimarães - para qualquer
formação instrumental
Onze, composta em 1990, nasceu da busca de se aliar
uma improvisação coletiva a uma estrutura musical determinada.
A partitura possui uma notação gráfica, baseada em
figuras geométricas, conferindo uma grande liberdade aos intérpretes,
que podem escolher instrumentos, andamento, divisões rítmicas
e alturas. A partitura é um guia que orienta a improvisação
coletiva, baseada nos pulsos determinados pelas figuras geométricas.
Estas figuras organizam-se sempre em frases de 11 tempos, daí o
nome da peça. A performance de Onze é uma homenagem a MARCO
ANTÔNIO GUIMARÃES, compositor, arranjador e diretor musical
do Uakti, que ajudou a difundir novas possibilidades para a percussão.
II Parte
Coral Lírico Palácio das Artes e Grupo de Percussão
da UFMG apresentam, pela primeira vez em Belo Horizonte, a obra Canti
di Prigionia, de Luigi Dallapiccola, para coro, 8 percussionistas, 2 pianos
e 2 harpas. A regência será do maestro Oiliam Lanna.
Grupo de Percussão
da UFMG
Direção: Fernando Rocha
Integrantes: Alice Belém (piano), Antônio
Loureiro, Bruno Santos, Édson Fernando, Emília Chamone,
Guilherme Faria, Giuliano Ribas, Gustavo Galvão, Júlio Ponzo,
Lúcia Campos, Mateus Oliveira, Mateus Bahiense, Tarcísio
Braga.
O Grupo de Percussão da UFMG, nasceu em 1998,
no mesmo ano em que foi criado o curso de bacharelado em percussão
na UFMG. Desde então, tem participado de vários eventos
promovidos pela universidade. Já se apresentou também no
projeto "Concertos do Século XX", da Fundação
Clóvis Salgado, na Fundação de Educação
Artística, na UEMG e promoveu três edições
da mostra "A Percussão na Música do Século XX",
realizada na Escola de Música da UFMG, reunindo vários profissionais
de Minas Gerais e também convidados de outros estados. Em maio
de 2000, participou de dois importantes eventos internacionais: I Encontro
Internacional de Instrumentistas de Sopro e Percussão, em Belo
Horizonte e o II Encontro Pan-americano de Percussão, em Campinas,
promovido pela UNICAMP. Em 2002 o grupo fez a primeira audição
em Belo Horizonte da obra Ionisation de Edgar Varèse, e também
de apresentou na II Mostra Internacional Ritmos da Terra, realizada em
Campinas, no projeto Quarta Instrumental do Palácio das Artes e
no IV Encontro de Compositores e Intérpretes Latino-Americanos.
Em 2003 o grupo gravou, junto ao Coral Infanto-juvenil Palácio
das Artes, o CD “Villa-Lobos e os Brinquedos de Roda”, lançado
em 2004.
O repertório do grupo reúne música contemporânea,
escrita originalmente para percussão e também arranjos,
especialmente de música brasileira, para uma gama muito grande
de instrumentos, que incluem marimba, vibrafone, xilofone, tímpanos,
bateria, pandeiro, gongos e até objetos como latas, panelas de
freio e o próprio corpo dos músicos. O grupo tem realizado
inúmeras primeiras audições, em Belo Horizonte, de
obras importantes da Música Contemporânea, como Credo in
Us e Segunda Construção, de John Cage, Music for Pieces
of Wood, de Steve Reich e Marimba Spiritual, de Minoru Miki. Também
tem recebido e estreado obras de compositores de Belo Horizonte.
Fernando Rocha
É professor de percussão da Universidade Federal de Minas
Gerais. Dirige também o grupo de percussão desta universidade,
com o qual apresentou-se, recentemente, no I Encontro Internacional de
Instrumentistas de Sopro e Percussão, em Belo Horizonte, e na Mostra
Internacional Ritmos da Terra, realizada em Campinas. Bacharel em Percussão
pelo Instituto de Artes da UNESP, foi de 92 a 95 integrante do grupo de
percussão PIAP, dirigido por John Boudler. Em 1997, recebeu uma
bolsa de estudos do governo brasileiro, para um curso de aperfeiçoamento
em vibrafone e improvisação em Nova York, onde estudou com
Stefon Harris e Joe Locke e teve a oportunidade de tocar na Big Band de
Booby Sanabria. De volta ao Brasil em 98, realizou vários concertos
de percussão solo em Belo Horizonte, São Paulo e Brasília.
Em abril de 2000, fez a primeira audição mundial da peça
Danger Man, do compositor norte-americano Lewis Nielson. Entre agosto
e setembro deste mesmo ano, esteve em Portugal fazendo a direção
musical do espetáculo teatral Péricles, de Shakespeare.
Nos últimos anos tem se apresentado, com diversos grupos de câmara
de Belo Horizonte, nos principais encontros e festivais de música
pelo Brasil e também na Argentina e nos Estados Unidos. Em junho
de 2001, concluiu o seu curso de mestrado pela UFMG. Em 2002, estreou
obras dos seguintes compositores: Almeida Prado, Sérgio Freire,
Rogério Vieira, Eduardo Campos e do costa-riquenho Mario Alfaro.
Em 2003, fez a direção musical do CD “Villa-Lobos
e os Brinquedos de Roda”.
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Ora
Bolas - Espetáculo de música cênica e dança
- com Dalga Larrondo e Valéria Franco
04/08/2004 (Quarta-feira) – 18:15hs
Local: Local: Fundação de Educação Artística
– 18:15hs – tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)
Ingressos R$2,00 e R$1,00 (meia)
As bolas, ora bolas, o som que gira, o corpo que rola. A surpresa!!!
Como é bom uma boa surpresa. O começo que está no
fim e o fim que está no começo.
O gesto sonoro e o som do movimento.
Neste espetáculo, Dalga e Valéria propõem um olhar
na magia do círculo, onde sempre voltamos ao ponto de partida.
A combinação música, teatro e dança e sua
interação é tão antiga quanto moderna. Transformar,
transformar e transformar, enfim voltamos ao início. A tônica
enfocada é o som gerando o movimento e o movimento gerando o som.
O lúdico, o poético, o humor são características
do trabalho deste duo que desde 1989 vem trabalhando juntos, apresentando
um estilo de arte interativa.
O trabalho corporal desenvolvido no espetáculo traz elementos,
dos folguedos populares do Brasil (coco, caboclinho, cavalo marinho),
da capoeira, e dos brinquedos e brincadeiras do imaginário infantil,
que envolvem a dança, a música e as artes plásticas.
A cultura popular, somada ao trabalho corporal já desenvolvido
por Valéria durante 14 anos, compõem este espetáculo.
Valéria possui importantes influências das técnicas
de dança moderna, dança clássica e educação
somática, resultando num trabalho técnico corporal expressivo
onde existem três temas principais:- a improvisação,
o impulso e as espirais, que ela chama de Dança Contemporânea
Brasileira.
A música elaborada por Dalga Larrondo para o espetáculo
"Ora Bolas" possui influências da música contemporânea,
de ritmos orientais e brasileiros e do argumento "música cênica".
Dalga costuma compor sobre os resultados de improvisações
em laboratórios com os instrumentos de percussão. Estar
sempre atento às possibilidades cênicas e coreográficas
que o contexto musical sugere é uma das características
de suas improvisações.
O espetáculo "ORA BOLAS" foi estreado dia 05 de junho
de 2004 no Carlos Alberto da cidade do Porto - Portugal.
Dalga e Valéria receberam em 1992 o Primeiro lugar no Primeiro
Concurso Firestone de Música Criativa de Londrina, com a peça
"O Móvel" trecho do espetáculo "Percussão
pra quem Gosta". Com este mesmo trabalho percorreram países
como a Argentina, Paraguai e Espanha, além do Brasil.
Ficha técnica:
composição, concepção
e interpretação: Dalga Larrondo, Valéria Franco
encenação: Rosana Batistela
música e desenho de luz: Dalga Larrondo
coreografia e figurinos: Valéria
Franco
produção: TUGUDUM - Centro
de Percussão e Dança (Campinas SP Brasil)
Dalga Larrondo
Compositor e intérprete paulista formado no Conservatório
Nacional de Rueil-Malmaison (França). É reconhecidamente
um dos mais representativos percussionistas brasileiros na área
do teatro-musical. Estudou percussão com Cláudio Stephan
(Conservatório do Broklim Paulista/1976) e Luís Anunciação
(Orquestra Sinfônica Brasileira/1978). Foi percussionista da Orquestra
Sinfônica de Campinas entre 1975 e 1980. Lecionou, entre 1985 e
1992, Ritmo e Percussão no Departamento de Artes Corporais da Universidade
de Campinas. Venceu o I Concurso Firestone de Música Criativa (1992)
com duas peças suas: Mãos e O Móvel, esta última
em parceria com a coreógrafa e bailarina Valéria Franco.
Compositor e intérprete dos grupos Hos Tio, Duo Toca Aqui e Grupo
Anima. Com este último, gravou três CDs e recebeu três
prêmios importantes da música brasileira: Prêmio Movimento
(1998), Prêmio Melhor Grupo de Câmara Nacional, atribuído
pela Associação de Críticos do Estado de São
Paulo, e Prêmio Carlos Gomes (Melhor Grupo do ano 2000). Criador
do festival Ritmos da Terra – Mostra Internacional de Percussão,
realizado em Campinas, São Paulo, nos anos 1999, 2000 e 2002. No
âmbito do festival criou o Primeiro Simpósio Brasileiro de
Percussão e Ação Social. Na área social, trabalhou
durante quatro anos com crianças do Centro de Orientação
ao Menor de Campinas e dois anos na EMEI da rua Moscou “Recanto
da Alegria”, em Campinas. Como pedagogo, desenvolve oficinas de
construção de instrumentos de percussão, Ritmos brasileiros,
Música Cênica e Ritmos Orientais. Em 1996, o New York Times
considerou-o um “brilhante percussionista” a propósito
da sua atuação como solista num concerto com a American
Composer Orchestra, interpretando a peça EXU, de Paulo Chagas,
no Carnegie Hall, Nova Iorque. Tem participado como intérprete
e compositor nos mais importantes festivais nacionais e internacionais,
com especial destaque para o Perc Pan (Brasil), Festival Internacional
de Percusión (Espanha), Percussion Art Society International Convention
(EUA), Semana Internacional de Percusiones (México) e Festival
de Brest (França).
Valéria Franco
Coreógrafa, bailarina e professora de dança. Formada em
dança pela Universidade Estadual de Campinas, teve como professores
Eva Tessler, Edith White Toro, Cláudia Gitelman, Holly Cawrel,
Antônio Nóbrega, Graziela Rodrigues, Ângela Nolf, Luís
Otávio Bournie, Joana Lopes, Mara Borba, entre outros. Entre 1987
e 1989, integrou o elenco dos espectáculos Quadrança, de
Eva Tessler e Edith White Toro, Dança Moderna, de Cláudia
Gitelman, Labirintus, de Ismael Ivo, Flash & Queixa, de Dalga Larrondo,
e Em Exposição, de José Antônio Lima, espetáculo
premiado pela Associação Paulista de Críticos de
Artes como Melhor Pesquisa em Dança (1989). Do conjunto dos seus
trabalhos enquanto coreógrafa, destaque para Percussão pra
Quem Gosta (1992), premiado no I Concurso Firestone de Música Criativa
de Londrina, Segunda-feira, que obteve o Prêmio Melhor Pesquisa
Musical no evento II Curta Dança, Tiririca Ticotico (1994), Japepaí
(1995), Três em um Compasso (1997), 4 de Cordas (1997), Treme Terra
(1997), todos eles em parceria com o percussionista Dalga Larrondo, e
Nós, em colaboração com a bailarina Regina Claro,
no âmbito de uma bolsa de pesquisa promovida pela Rede Stagium em
2000. Para além da sua carreira enquanto coreógrafa e intérprete,
desenvolve paralelamente uma intensa atividade pedagógica iniciada
em 1985. Atualmente dirige e ministra aulas de dança contemporânea
no Tugudum – Centro de Percussão e Dança, do qual
é sócia-fundadora (1999), localizado na cidade de Campinas,
onde desenvolve pesquisa de interação de linguagens ao lado
do percussionista Dalga Larrondo. É igualmente diretora da Companhia
de Dança Tugudum.
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Concerto
com o grupo de percussão português Drumming apresentando
“Rock Metamorfoses”. Abertura de Felipe Amorim
04/08/2004 (Quarta-feira) – 21hs
Local: Fundação de Educação Artística
– 21hs – tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)
Ingressos R$10,00 e R$5,00 (meia)
Rock Metamorfoses – Drumming
Tomando como base diferentes temas do jazz e do rock (Beatles, Frank
Zappa, U2, Benny Goodman e Steppen Wolf) seis compositores portugueses
(Mário Laginha, António Chagas Rosa, Carlos Azevedo, António
Pinho Vargas, Fernando C. Lapa e João Pedro Oliveira) compuseram
novas peças para percussão num jogo de transformação
e imaginação. São estas peças que formam o
espetáculo Rock Metamorfoses do grupo Drumming.
O Drumming surgiu em 1999, do primeiro curso superior de percussão
de Portugal, criado pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo
do Porto, com o apoio do Instituto Politécnico e da Escola Profissional
de Música de Espinho. Sob direção de Miquel Bernat,
percussionista e pedagogo de prestígio internacional, o grupo já
se apresentou em todas as principais salas de Portugal, como Centro Cultural
de Belém, Fundação Gulbenkian, Culturgest e Teatro
Camões, e, também em países como Espanha, Bélgica,
França e Alemanha. Foi, ainda, grupo residente da programação
musical da “Porto 2001, Capital Européia da Cultura”.
O Drumming resulta também da evolução da percussão
erudita em Portugal e na própria cultura ocidental, contribuindo,
através da divulgação das grandes obras contemporâneas,
para um ganho progressivo de público para esta especialidade, no
seio da qual percorre as vias da inovação sonora e da poética
do espetáculo enquanto momento cênico único e total.
Com a estabilização em termos profissionais e autônomos,
o projeto »Drumming« passou a desempenhar um papel central
na divulgação do mais significativo repertório existente
para percussão, entrando numa fase de desenvolvimento do seu próprio
repertório com compositores internacionais e portugueses.
Integrantes: MIQUEL BERNAT, LUÍS CARLOS OLIVEIRA, BRUNO COSTA,
JOÃO CUNHA, NUNO AROSO, PEDRO OLIVEIRA E RUI RODRIGUES
Miquel Bernat
Diretor do grupo Drumming, é um percussionista versátil
e intérprete de alto prestígio, que tocou em estréia
mundial mais de 60 obras especialmente escritas para si ou para os grupos
que integra como o Duo Contemporain (de Roterdam), Trio Allures, Ictus
Quartet e Ictus Ensemble. Estudou nos Conservatórios de Valência,
Madrid, Bruxelas e Roterdam. Ganhou o Prêmio Especial de Percussão
do Concurso de “Gaudeamus” (Holanda 1993), o 2º Prémio
do Concurso E. Nakamichi (USA:1992) e o Prêmio Extraordinário
Fim de Carreira de Madrid. Freqüentemente, faz concertos em toda
a Europa, América do Norte, América do Sul, Ásia
e Austrália..Tem exercido a sua atividade docente nos Conservatórios
de Bruxelas e de Roterdam e atualmente desenvolve uma importante atividade
pedagógica em Portugal na Escola Superior de Música e das
Artes do Espetáculo (Porto) e na escola Profissional de Música
de Espinho.
Realizou ainda Masterclasses nas mais prestigiadas Universidades e Conservatórios
do mundo como, por exemplo, a Escola Civica de Milão, Conservatório
de Sidney, Universidade de Melbourne, Royal Northern College of Music
of Manchester, Guidhall School of Music de Londres e Konservatorium de
Nuremberga, no âmbito da investigação, difusão
e interpretação da música de percussão contemporânea.
Na abertura do concerto, teremos uma apresentação
de Felipe Amorim. Felipe é Bacharel
em Flauta pela UFMG e mestre em Música Brasileira pela Uni-Rio.
Atualmente, é professor da UFOP e da Fundação de
Educação Artística, onde desenvolve um trabalho de
pesquisa em música eletroacústica. No programa, composições
suas para objetos (máquina de escrever) e meios eletrônicos.
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Concerto
de Percussão Solo - Florent Jodelet
05/08/2004 (Quinta-feira) – 18:15hs
Local: Fundação de Educação Artística
– 18:15hs – tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)
Ingressos R$2,00 e R$1,00 (meia)
Florent Jodelet é solista da Orquestra
Nacional da França e Professor de Percussão no Conservatório
Nacional Superior de Música de Paris. Neste concerto, apresenta
peças importantes do repertório solo para percussão
na música contemporânea e também obras de música
eletroacústica, todas em primeira audição em Belo
Horizonte.
Depois de ter estudado com Michel Cals e Jacques Delecluse no Conservatoire
National Supérieur de Musique de Paris, onde obteve o primeiro
prêmio em 1983, Florent Jodelet fez um aperfeiçoamento com
Jean-Pierre Drouet. Paralelamente, fez também o curso de Acústica
de Iannis Xenakis na Université de Paris I e estudou música
eletroacústica com Michel Zbar.
Desde 1988, é solista da Orchestre National de France, além
de participar dos concertos do Ensemble Intercontemporain, do Ensemble
TM+, Fa, Court-Circuit, do Ensemble Itinéraire, 2E2M, junto ao
l’IRCAM e ao INA-GRM. Freqüentemente, ele apresenta peças
solo e de música de câmera, muitas vezes em obras feitas
especialmente para ele. Florent Jodelet foi convidado de inúmeros
projetos musicais: Auditorium du Louvre, Théâtre du Châtelet,
Salle Gaveau, festivais d’Automne em Paris, Présences da
Radio-France, Música de Strasbourg, Ultima d’Oslo, Neue Musik
de Zürich, La Roque d'Anthéron, Musique à l'Empéri,
Le Printemps des Arts de Monte-Carlo.
Ele interpretou o concerto para percussão e orquestra "Un
long fracas somptueux de rapide céleste" de Michaël Jarrell
com a Berliner Sinfonie Orchester (2003) e a Radio Sinfonie Orchester
Wien (2001) assim como o Concerto pour percussion et orchestre de André
Jolivet (2001) e o Concerto pour percussion et orchestre, de Christopher
Rouse (2000) com a Orchestre Philarmonique de Montpellier.
Sua discografia compreende obras de Bartok, Stockhausen, Saariaho, Ohana,
Fénelon, Jarrell, Teruggi; e, brevemente, obras de Xenakis, Carter,
Feldman, Donatoni e Pécou.
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Concerto
de “Pandeiros e rabeca”, com o duo Alessandra Belloni (pandeirista
italiana) e Siba (músico da banda Mestre Ambrósio)
Abertura do grupo O Grivo, de Belo Horizonte
05/08/2004 (Quinta-feira) – 21hs
Local: Fundação de Educação Artística
– 21hs – tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)
Ingressos R$10,00 e R$5,00 (meia)
Alessandra Belloni e Siba
Alessandra Belloni é a única mulher nos Estados Unidos,
na Itália e provavelmente no mundo, especializada nos tradicionais
pandeiros do sul da Itália assim como nas danças e canções
da região. Ela também foi a primeira pessoa a desenhar um
linha de pandeiros típicos do sul da Itália fabricados pela
REMO.
"RITMO É A CURA" é um show de voz e percussão
apresentado por Alessandra Belloni que, através de danças
e rituais de magia (tarantelas usadas como terapia e exorcismo), e canções
em homenagem à Madonna Negra (a tarântula), nos leva a uma
viagem folclórica ao sul da Itália.
A performance conta com a autêntica Pizzica Tarantata (que deu origem
à tarantela), uma dança de poderes terapêuticos, que
tem origem em Puglia e descende dos rituais a Dionísio na Grécia
Antiga. A Pizzica era usada para exorcisar a mística picada da
tarântula, causadora do tarantismo, uma doença mental que
atingia principalmente as mulheres, que em transe dançam por dias
durante o solstício do verão.
Durante o show, Alessandra toca com virtuosismo diferentes pandeiros tipicamente
italianos, assim como o pandeiro do mar, o Bodhran, chocalhos, o berimbau
e a harmônica.
No show apresentado em Belo Horizonte, durante o FIM, Alessandra dividirá
o palco com Siba, músico integrante
da banda Mestre Ambrósio, de Pernambuco, que toca rabeca e outros
instrumentos de cordas dedilhadas. Os dois se conheceram em Salvador,
durante o PercPan, desde então formaram um duo “além
mar”, transformando suas raízes e influências diversas
em afinidades musicais. Ambos são ligados à cultura tradicional
da região em que viveram, ela no sul da Itália, ele em Recife.
Incorporando a cultura popular, o duo realiza um rico diálogo entre
culturas musicais tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas...
O FIM promove esse encontro raro, que promete momentos intensos e sublimes.
O Grivo
Em fins de 1990 O Grivo realizou seu primeiro concerto em Belo Horizonte,
iniciando suas pesquisas no campo da “Música Nova”.
Interessado na expansão do seu universo sonoro e na descoberta
de maneiras diferentes de organizar suas improvisações,
o grupo vem desenvolvendo sua linguagem musical. Em função
da busca por “novos” sons e por possibilidades diferentes
de orquestração e montagem, O Grivo trabalha com a pesquisa
de fontes sonoras acústicas e eletrônicas, com a construção
de “máquinas e mecanismos sonoros”, e com a utilização,
não convencional, de instrumentos musicais tradicionais.
Em consequência desta pesquisa, que leva ao contato com os objetos
e materiais mais diversos, cresce a importância das informações
visuais e da sua organização nas montagens do grupo. A isto
se soma um diálogo, também ininterrupto, com o cinema, vídeo,
teatro e a dança. Nas instalações / concertos o espaço
de fronteira e interseção entre as informações
visuais e sonoras é o lugar onde se constrói nossa experiência
com conceitos como textura, organização espacial, sobreposição,
perspectiva, densidade, velocidade, repetição, fragmentação,
etc.A proposição de um estado de curiosidade e disposição
contemplativa para a escuta e a discussão das relações
dos sons com o espaço são as idéias principais sobre
as quais se apóiam os trabalhos do grupo.
O CD música precária do grupo O Grivo foi lançado
em abril de 2003 e foi premiado na última edição
do Prêmio Sérgio Motta (um dos prêmios nacionais mais
importantes para artistas que trabalham com a interface entre arte e tecnologia).
Sua característica fundamental é a improvisação.
Através dela, os músicos constroem um ambiente sonoro que
conduz o ouvinte à fruição de cada som que o compõe.
Diferentemente da tentativa de evidenciar a forma musical através
da articulação do material sonoro, o que se procura é
a transparência da forma e a emergência de cada detalhe dos
sons.
Os ambientes sonoros são criados acústica, eletronicamente
ou ainda num espaço de fronteira entre o acústico e o eletrônico.
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Concerto
de Percussão Solo – Música Contemporânea Canadense
D’Arcy Philip Gray
06/08/2004 (Sexta-feira) – 18:15hs
Local: Fundação de Educação Artística
– 18:15hs – tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)
Ingressos R$2,00 e R$1,00 (meia)
O percussionista. canadense D'Arcy Philip Gray
trabalha com uma grande variedade de estilos de música. Seus interesses
profissionais vão da performance de música clássica
à composição eletrônica e circuit design. Neste
concerto, ele tocará 4 obras de compositores canadenses (Moiya
Callahan, Isabelle Panneton André Ristic e James Harley), sendo
um solo para marimba, um solo para percussão múltipla e
duas obras de música eletroacústica, com a utilização
de eletrônica ao vivo.
D’Arcy já apresentou concertos solo e de câmera em
várias partes da América do Norte, incluindo o Media Arts
Festival em Los Angeles, o Lincoln Center em New York, e o Sound Symposium
em St. John's. Gray leciona desde 1991 na McGill University, onde ele
é o diretor da área da percussão e do McGill Percussion
Ensemble. De 1993 a 1995, Gray apresentou-se internacionalmente como integrante
da Merce Cunningham Dance Company em New York; de 1995 a 2000, ele tocou
com inúmeras orquestras nos arredores de Montreal, como a Montreal
Symphony Orchestra e a Société de musique contemporaine
du Québec. Desde 1998, ele é membro do New York's Composers
Inside Electronics, documentando a música de David Tudor para performance
e apresentação pelos Estados Unidos. Desde 2000, Gray é
co-director do Motion Ensemble em Fredericton, New Brunswick, e integrante
do Ensemble KORE em Montréal. Ele também ministra workshops
pela Yamaha Canada Music e é patrocinado pela Sabian Ltd. Sua coleção
de estudos para teclados de percussão - "7 Operations for
Marimba" - foi publicada pela Honeyrock. Recentemente, ele terminou
as gravações completas de Veronika Krausas e as Variations
I-III de Jonh Cage (Mode Records), ambos com o Motion Ensemble. No outono
de 2002, ele apresentou um recital de música canadense no Brabants
Conservatorium, na Holanda, e estreou uma peça solo de percussão
de Kunsu Shim em Essen, Alemanha. Paralelamente, foi Artista Visitante
no Banff Centre for the Arts no Canadian Rockies.
D'Arcy Philip Gray's graduou-se na Juilliard School('92) e McGill University
('91). Em 1995 estudou música eletrônica e práticas
de performance com David Tudor in New York. Recebeu bolsas de estudo do
Getty Research Institute for the Arts and Humanities, do Canada Council,
do Conseil des Arts du Quebec, e da Nova Scotia Talent Trust Fund. Seu
trabalho foi descrito pela revista Percussive Notes como "brilhante"
e pelo Halifax Chronicle Herald como "surpreendentemente preciso".
A vinda de D’Arcy Philip Gray para o 1o FIM foi possível
graças ao apoio de Yamaha Canadá, Sabian Ltda e Conseil
des arts et des lettres du Québec.
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Concerto
do grupo de Percussão PIAP (SP) e do Conexão Tribal (BH)
06/08/2004 (Sexta-feira) – 21hs
Local: Fundação de Educação Artística
– 21hs – tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)
Ingressos R$10,00 e R$5,00 (meia)
Grupo PIAP
Música contemporânea para grupo de percussão.
No programa, obras de John Cage, Marlos Nobre e William Kraft.
Direção: John Boudler
Co-direção: Carlos Stasi
e Eduardo Gianesella
Integrantes: Augusto Moralez, Danilo Valle,
Elson Oliveira,Fernando Chaib, Gilberto Rodrigues, Leopoldo Ferreira,
Márcia Fernandes, Natali Calandrin, Paulo Zorzetto, Pedro Takano,Piero
Guimarães, Ricardo Appezzato e Roberto Frota
Convidadas: Márcia Goulart e Sheila
Batista
O Grupo de Percussão do Instituto de Artes
da UNESP – Grupo PIAP – foi criado por John Boudler
em 1978, como meio de aperfeiçoamento acadêmico-artístico
de seus alunos e veículo para divulgação de repertório
para percussão no Brasil. Integrado pelos alunos do Curso de Bacharelado
em Percussão da Universidade, o PIAP, ao longo de seus 25 anos
de atividades, tem colhido grandes sucessos, firmando-se no cenário
artístico nacional através de concertos e gravações.
Entre suas atividades, alguns destaques: 1o lugar no II Prêmio Eldorado
de Música, 1986; turnê pelos EUA, apresentando 11 concertos,
incluindo participação na Convenção Internacional
de Percussão (PAS), de 1987; Prêmio Lei Sarney, como revelação
na categoria música instrumental, 1988; apresentações
nos principais Festivais de Música do Brasil – Bahia, Minas
Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul
e São Paulo; concertos no México; Prêmio APCA (Associação
Paulista dos Críticos de Arte) de melhor grupo de música
de câmara, 2003.
John E. Boudler é Professor Titular
do Instituto de Artes da UNESP, onde criou e desenvolve o Curso de Bacharelado
em Percussão desde 1978. Em 1977, aos 23 anos, ganhou o mais alto
prêmio concedido para percussão solo no 26º ARD Concurso
Internacional de Munique, Alemanha. Foi timpanista da Orquestra Sinfônica
do Estado de São Paulo durante dez anos e membro fundador do Grupo
Percussão Agora, apresentando concertos em três continentes.
Durante sete anos, atuou como pesquisador desenvolvendo projetos junto
ao CNPq. Participa, ativamente, de festivais musicais como instrumentista,
professor e regente. Em 1995/96, fez a direção musical de
duas aclamadas montagens teatrais de William Shakespeare, Péricles,
Príncipe de Tiro e Rei Lear. Há 23 anos dirige o Grupo PIAP,
no qual atua como mestre, líder e regente. É formado na
Universidade do Estado de New York em Buffalo, com doutorado do Conservatório
de Música de Chicago e Livre-Docência pelo IA/UNESP.
Conexão Tribal (BH)
O grupo propõe uma conexão entre África e Brasil,
com um resgate da ancestralidade, a partir da mistura de sons, tambores
e cultura. Com a participação do músico senegalês
Mamour Ba, o grupo cria uma música pulsante e cheia de improvisações.
Apresentará uma suíte, mostrando instrumentos, ritmos e
melodias africanas.
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Concerto
de Percussão Solo
Carlos Stasi
07/08/2004 (Sábado) – 18:15hs
Local: Fundação de Educação Artística
– 18:15hs – tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)
Ingressos R$2,00 e R$1,00 (meia)
O compositor e intérprete Carlos Stasi
apresenta obras de sua autoria, para percussão solo, no espetáculo
"De Mapas, Miniaturas e Monstros".
Compositor intérprete de mais de cem obras para percussão,
Carlos Stasi especializou-se primeiramente em percussão contemporânea
solo, junto ao professor John Boudler na UNESP - Universidade Estadual
Paulista, com quem estabelece os princípios que norteariam toda
sua carreira.
Stasi é professor de percussão da UNESP desde 1987 e tem
sido co-diretor do grupo de percussão da mesma universidade - Grupo
PIAP - por mais de uma década.
Junto ao luthier Nadir Rovari iniciou todo um trabalho de pesquisa e performance,
especializando-se em reco-reco. Desta forma, durante os últimos
vinte anos, criou um sistema de notação para os mesmos,
um repertório único, inúmeras técnicas de
execução e realizou todo um trabalho de coleta etnomusicológica,
percorrendo 21 países das Américas, Àfrica e Europa
para investigar, tocar e dar aulas sobre o tema. Em 1988 criou o Duo Experimental
com o percussionista Edson Gianesi para criar um repertório específico
para estes instrumentos.
Stasi é mestre em World Percussion pelo Instituto de Artes da Califórnia
- Calarts e Doutor pela Universidade de Natal em Durban, África
do Sul. Sua dissertação estabelece os príncipios
pelos quais a percussão, e principalmente o reco-reco, são
percebidos como extremamente limitados e deficientes ao redor do mundo.
Desta forma, observa os vários discursos criados para a sustentação
de tais conceitos e levanta em questão os mesmos. Assim, seus príncipios
filosóficos sobre a percussão podem ser encontrados e resumidos
em suas duas especializações: percussão múltipla
e o reco-reco mesmo.
Em 1999 formou o Duo Ello Percussão, junto ao percussionista Luis
Guello, ampliando seu repertório e técnicas, agora focalizando
também a improvisação. Com este duo tem realizado
inúmeras apresentações no Brasil, Estados Unidos
e Europa.
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Percussão e Música Brasileira
07/08/2004 (sábado)
Local: Local: Fundação de Educação Artística
– tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)
13:30hs
– Workshop sobre ritmos brasileiros na bateria com Zé Eduardo
Nazário
Baterista, percussionista, professor, compositor e produtor, Zé
Eduardo Nazário é um dos mais renomados artistas brasileiros
da atualidade.
Em quatro décadas de atividade profissional, tem atuado em todas
as áreas da música: gravações, concertos,
workshops, programas especiais para rádio e TV e aulas particulares
no Brasil e exterior. Formou em 1976, ao lado do irmão Lelo, o
Grupo Um, banda pioneira no cenário do jazz e do jazz-rock brasileiro,
responsável pelo lançamento de Marcha Sobre a Cidade, o
primeiro LP instrumental independente lançado no Brasil .
Alguns grupos dos quais participou são hoje referências mundiais,
quando se fala de música instrumental brasileira, como os de Hermeto
Pascoal, Egberto Gismonti, Grupo Um e Pau Brasil. Trabalhou também
ao lado de grandes nomes como Milton Nascimento, John McLaughlin e Joe
Zawinul. Tem se apresentado, com seu próprio grupo, em formações
que variam entre Trio, Quinteto e Octeto. Produziu e lançou os
CDs ZEN (1999) e Percussônica (2000). (Jairo Lavia)
15:00hs – Workshop: Leitura
Rítmica: Reverência ao Negro
Com a participação do grupo Fala
Tambor, Carlinhos de Oxossi apresenta
a oficina: “Leitura Rítmica – Reverência ao Negro”,
na qual ele fala de sua pesquisa sobre os ritmos do candomblé,
especialmente de origem bantu.
16:30hs – Tambor de Crioula
Seguidores de São Benedito
Tambor de Crioula é uma manifestação da cultura popular
maranhense. A brincadeira geralmente é feita por motivo de festa
popular, tais como a chegada de um parente, um jogo, um aniversário
ou em virtude de promessa feita a São Benedito, o padroeiro do
tambor. Os três tambores – meião, crivador, e tambor
grande – formam a parelha. Os homens (coreiros) são encarregados
do toque e as mulheres (coreiras), da dança, com sua indumentária
apropriada. A toada é o canto puxado pelo cantador antes do início
do toque. O grupo Tambor de Crioula Seguidores de São Benedito
foi fundado há três anos em Belo Horizonte, pela percussionista
Daniela Ramos, fruto de suas viagens a São Luís do Maranhão
e interior do estado.
20:30hs
– Cataventoré
Criada há quatro anos, em Belo Horizonte, e integrada por Marcelo
Chiaretti, Daniel Magalhães, Lúcia Campos, Mateus Oliveira,
Carlos Santos e Juliana Pautilla. Mesclando influências da cultura
popular, da música, do teatro, da dança, especializou-se
na linguagem das bandas de pífanos (flautas de bambu, acompanhadas
de percussão). Ao longo deste período, tem realizado estudos
e viagens de pesquisa aos Estados do Ceará e Pernambuco e cidades
mineiras que ainda mantêm a tradição deste tipo de
bandas.
Desde que foi criado, o Cataventoré tem difundido, particularmente
na capital mineira e, daqui, para outros pontos do Estado e do país,
a riquíssima cultura associada às bandas de pífanos.
Vamos encontrá-las hoje, disseminadas por todo o Nordeste Brasileiro
e norte de Minas, mantendo as mesmas características de séculos
atrás, e sendo capazes de proporcionar estímulos estéticos
e musicais absolutamente atuais.
Com um estilo de performance peculiar, itinerante, sem se fixar exclusivamente
no palco, celebrando a reunião da platéia com os músicos,
instrumentos em punho ao mesmo tempo em que se dança, o Cataventoré
tem despertado o interesse e o encanto de públicos variados, captados
na magia da sonoridade do longínquo sertão brasileiro.
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Concerto
do Grupo Hands On’Semble (EUA),
com os convidados especiais Brad Dutz e Adam Rudolph
07/08/2004 (Sábado) – 21hs
Local: Fundação de Educação Artística
– 21hs – tel.3226-6866
Rua Gonçalves Dias, 320 (Funcionários)
Ingressos R$10,00 e R$5,00 (meia)
Hands On’Semble
De volta a Belo Horizonte, um dos mais respeitados grupos de percussão
da atualidade: o trio americano Hands On’Semble. No concerto, composições
originais para instrumentos de percussão de mão como congas,
djembês, tablas e pandeiros.
O Hands On’Semble é um trio
de percussão dedicado à arte de percussão com as
mãos. Criado e liderado pelo renomado percussionista e compositor
John Bergamo, professor de percussão do Instituto de Artes da California
(CalArts), que se aposentou do grupo recentemente. Atualmente, é
formado por Randy Gloss, Austin Wrinkle e Andrew Grueschow e está
sediado na CalArts. O grupo, criado em 1997, desenvolve um repertório
de composições originais, misturando conceitos, ritmos e
técnicas do norte e sul da India, Oriente Médio, África
Ocidental, Indonésia, América do Sul e Música de
câmara ocidental.
Randy Gloss, percussionista cuja versátil bagagem musical, que
vai desde diferentes modalidades de tambores de mão, percussão
contemporânea até bateria, permitiu a ele o envolvimento
com grupos inovadores que mesclam world music, música contemporânea
e jazz. Randy é professor da CalArts (California Institute of the
Arts).
Andrew Grueschow é formado pela
California Institute of the Arts. Especializou-se também em música
africana e Indiana. Além do trabalho no Hands On’Semble,
Andrew também integra a Zadonu African Music and Dance Company,
e o CalArts African Music and Dance Ensemble. Já tocou na Alemanha,
Brasil, Gana, e nos Estados Unidos.
Austin Wrinkle é um percussionista
versátil e também baterista. Esta bagagem deu a ele a inspiração
para expandir seus conhecimentos musicais de outras culturas, o que o
levou ao California Institute of the Arts, onde formou-se em Percussão
e Música do Norte da Índia. Além de seu trabalho
no Hands On'Semble, Austin toca também com um grupo de música
contemporânea chamado Quercus, assim como um grupo de fusion (bluegrass/música
indiana) chamado Hindugrass.
Em Belo Horizonte, durante o 1° FIM, o Hands On’Semble estará
lançando o seu terceiro CD (Hands On’Semble – Three)
e contará com a participação de dois convidados especiais:
Brad Dutz e Adam Rudolph.
Brad
Dutz, percussionista especializado em percussão de mão,
estudou vários instrumentos: congas, berimbau, bata, bodhran, pandeiro,
djembe, tabla, kanjira, doumbec, riq e outros. Gravou nove CDs solo, co-produziu
outros doze e participou de mais de 200, com nomes como Alanis Morrisette,
Kiss, Willie Nelson, Terence Trent Darby, Hands On’Semble. Foi selecionado
pela Warner Brothers para a gravação de oito fitas de video
para iniciantes chamadas Have Fun Playing Hand Drums. Ele tocou em várias
trilhas de filmes, tais como Prince of Egypt, Incredible Hulk, Star Trek
5, Ocean’s Eleven, etc. Desde que tornou-se membro da faculdade
Cal State Long Beach, publicou dois livros: “Practicing Music on
Hand Percussion” e “Duos, Trios, and Quartets for Percussion”.
Seu Obliteration Quartet foi assunto de um filme documentário.
Adam Rudolph, considerado um pioneiro nos
estudos de world music, pelo The New York Times, e a revista Down Beat
já chamou-o de “o bruxo da percussão”. Há
vinte anos ele está na vanguarda do desenvolvimento da música
ligada ao improviso e às pesquisas interculturais. Já tocou
em festivais e concertos na América do Sul, do Norte, Europa e
Japão, como nomes como Don Cherry, Yusef Lateef, L. Shankar, Jon
Hassel, Pharoah Sanders e Hassan Hakmoun. Rudolph é co-fundador
do Eternal Wind ensemble e da Mandingo Griot Society. Atualmente, ele
lidera seu próprio grupo: "Adam Rudolph's Moving Pictures".
Foi solista da Koln Radio Orchestra na premiere de African -American Epic
Suite, de YusefLateef. Sua bagagem inclui anos de performance e pesquisa
sobre linguagens, formas, instrumentos e cosmologias musicais da África,
Europa, Oriente médio e Ásia. Rudolph toca uma variedade
de instrumentos, incluindo percussão de mão (congas, djembe,
bendir, dumbek, tabla, talking drum, kalimba, udu ), didjeridoo, canto
multifônico
e meios eletrônicos.
Obs: John Bergamo,
fundador do Hands On’Semble, atualmente ocupa uma “cadeira
vitalícia” no grupo. Além de ter sido o mentor do
grupo, há várias composições de sua autoria
ainda no repertório, mas ele não atua mais nas apresentações.
Bergamo é professor de percussão da CalArts (California
Institute of the Arts). É um dos mais renomados e respeitados percussionistas
norte-americanos, o que faz da CalArts uma das mais procuradas universidades
na área de percussão, tanto na graduação quanto
na pós-graduação. A partir dos anos 70, Bergamo se
mudou para Los Angeles e passou a estudar tabla e outros instrumentos
de percussão tradicionais de culturas não européias.
Desde então ele tem se apresentado com vários grupos e músicos,
incluindo John Mclaughlin, Frank Zappa, Ali Akbar Khan, Ringo Starr e
Robert Shaw. Também é compositor e pesquisador, especialmente
interessado em princípios rítmicos da música de tradição
não européia.
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Lançamento do CD Jamba, de Enéias Xavier,
com a participação especial de Zé Eduardo Nazário
08/08/2004 (Domingo) – 11hs – Música
de Domingo
Local: Teatro Francisco Nunes – 11hs - Informações:
3277-4631
Entrada Franca mediante retirada de senhas que são distribuídas
no local, a partir das 10 horas.
Não será permitida a entrada após o início
do espetáculo.
Este espetáculo é fruto da parceria entre o 1° FIM
e projeto Música de Domingo, da prefeitura de Belo Horizonte.
Enéias Xavier
Baixista, pianista, compositor e arranjador auto-didata, começou
a se interessar pela música instrumental por volta de seus 17 anos,
quando teve acesso aos primeiros discos de Jazz e MPB instrumental. Trabalhando
profissionalmente há cerca de 10 anos, já dividiu o palco
e gravou com grandes nomes da música nacional e internacional,
entre eles Celso Moreira, Eduardo Delgado, Robertinho Silva, Wilson Lopes,
Weber Lopes, Beto Lopes, Mauro Rodrigues, Carlos Bolão, Proveta,
José Namem, Benjamim Taubkin, Teco Cardoso, Celso Adolfo, Chico
Amaral, Hélio Delmiro e Márcio Montarroyos. Com o baterista
Nenê compõe o grupo Nenê e Trio, com o qual já
gravou três discos. Neste show, está lançando o CD
“JAMBA” (mistura de Jazz e samba), que teve a participação
de grandes nomes da música instrumental brasileira, como Vinícius
Dorin, Nenê, Chico Amaral e Toninho Horta. O show terá a
participação de Chico Amaral (saxofone), Ricardo Fiúza
(teclado) e Zé Eduardo Nazário (bateria).
Zé Eduardo Nazário
Baterista, percussionista, professor, compositor e produtor, é
um dos mais renomados artistas brasileiros da atualidade.
Em quatro décadas de atividade profissional, tem atuado em todas
as áreas da música: gravações, concertos,
workshops, programas especiais para rádio e TV e aulas particulares
no Brasil e exterior. Formou em 1976, ao lado do irmão Lelo, o
Grupo Um, banda pioneira no cenário do jazz e do jazz-rock brasileiro,
responsável pelo lançamento de Marcha Sobre a Cidade, o
primeiro LP instrumental independente lançado no Brasil .
Alguns grupos dos quais participou são hoje referências mundiais,
quando se fala de música instrumental brasileira, como os de Hermeto
Pascoal, Egberto Gismonti, Grupo Um e Pau Brasil. Trabalhou também
ao lado de grandes nomes como Milton Nascimento, John McLaughlin e Joe
Zawinul. Tem se apresentado, com seu próprio grupo, em formações
que variam entre Trio, Quinteto e Octeto. Produziu e lançou os
CDs ZEN (1999) e Percussônica (2000).
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Workshop com Oscar Bolão, lançando o livro “Batuque
é um privilégio”, e apresentação do
Bantuquerê – Samba de Escola
08/08/2004 (Domingo) – Samba
Local: Espaço Cultural Tambor Mineiro – Tel: 3295-4149
Rua Ituiutaba, 339 (Prado)
Workshop às 17:30hs e show às 20hs (ingresso: R$7,00)
17:30 – Workshop: O samba na bateria, com Oscar
Bolão.
Oscar Bolão possui um currículo
muito extenso já tendo tocado com artistas como Elizeth Cardoso,
Miúcha, Elza Soares, Nara Leão, Moreira da Silva, Nelson
Cavaquinho, Lenine, Luis Melodia, Jards Macalé, Guinga, Paulo Moura,
Wagner Tiso e Ney Matogrosso, entre outros. Também foi integrante
da orquestra de música Brasileira, regida por Roberto Gnatalli.
Atualmente é integrante do grupo Pife Muderno, de Carlos Malta
e, graças a sua imensa versatilidade, atua também em trabalhos
de música contemporânea com compositores como Ronaldo Miranda
e Tim Rescala, além de ser percussionista convidado das principais
orquestras sinfônicas do Rio de Janeiro. É considerado o
único seguidor do estilo de bateria brasileira criado por Luciano
Perrone, fundamental a muitas obras de Radamés Gnattali. Por esse
motivo, tem sido convidado a participar de várias remontagens de
obras de Gnattali como o "Bate papo a três vozes".
Devido ao seu conhecimento dos diferentes estilos e das variadas épocas
da nossa história musical, fruto de suas pesquisas, tem sido convocado
a participar de inúmeros espetáculos biográficos
sobre autores e intérpretes da nossa música, tais como:
"Dolores", sobre Dolores Duran; "Começaria tudo
outra vez", sobre Gonzaguinha; "Metralha", sobre Nelson
Gonçalves; "Meu Ary brasileiro", sobre Ary Barroso; "Rosa",
sôbre Noel Rosa; "Somos irmãs", sobre Linda e Dircinha
Batista; "Pixinguinha" e "Crioula", sobre Elza Soares.
Em fins de 2000, participou da montagem do musical "Atlântida
- o reino da chanchada", que retratava este período do cinema
brasileiro.
Na área didática, Oscar Bolão é autor do livro
"Batuque é um privilégio" e estuda cada vez mais
a adaptação de ritmos brasileiros, praticados originalmente
com percussão, à bateria. Em 1998, 1999, 2000 e 2001 dirigiu
as oficinas de percussão popular do 18º, 19º, 20º
e 21º Festivais de Música de Londrina. Em janeiro de 2000
dirigiu as oficinas de pandeiro e bateria brasileira na 8ª Oficina
de Música Popular Brasileira em Curitiba.
Segundo o editor do livro, Almir Chediak (falecido recentemente), “Batuque
é um privilégio é fruto da necessidade de preservar
e difundir a cultura brasileira. Voltado para a música popular
desenvolvida no Rio de janeiro, este trabalho mostra, clara e objetivamente,
as peculiaridades de cada gênero e os fundamentos para a correta
execução dos ritmos de diversos instrumentos de percussão”.
20hs
– Bantuquerê – Samba de Escola
O Bantuquerê
é um projeto dos percussionistas Bill Lucas e Guda. Trata-se
de uma pequena bateria de escola de samba (12 integrantes) que toca desde
o samba de roda ao samba enredo, passando por sambas cadenciados e evoluções
rítmicas de bateria de samba.
Este espetáculo percorre todo o processo de constituição
rítmica do samba, desde as primeiras influências trazidas
pelos negros “Yorubá”, seus instrumentos, sua forma
de apresentação e seu idioma, até o que isso gerou
a partir do contato com outras culturas, num processo de vários
anos de miscigenação. Entram nessa “dança”,
o samba de roda e suas variantes e a exuberante riqueza rítmica
das escolas de samba, bastante explorada pelo Bantuquerê. O espetáculo
é também muito visual, com muita “mis-en-scene”,
dança e interação com a platéia, através
de jogos percussivos e vocais criados pelo Bantuquerê.
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