AstroManual -
Astronomia Observacional Amadora
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Observação de Meteoros
Métodos de Observação dos Meteoros
As observações dos meteoros são efetuadas com
diversos métodos. O mais antigo, ao qual ainda hoje recorre a
maioria dos astrófilos, consiste na observação
visual, a lém do que é a mais fácil, cômoda e
sem gastos. Habitualmente, organizam-se grupos de observadores
individualmente espalhados formados por peritos conhecedores do céu
que registram, em cada aparição, as coordenadas do início
e final da estrela luminosa, a magnitude aparente, a velocidade aparente,
a cor e outras características físicas. Os numerosos dados
recolhidos são sucessivamente transformados com métodos e cálculos
adequados, de tal maneira que determinem as características do
enxame relativo a cada ano. Nesse campo de observações os
amadores têm dado grande contributo ao estudo e estatísticas
de meteoros.
Outro método, ao qual preferentemente recorrem os observadores
especializados, é o método
fotográfico. Neste caso utilizam-se máquinas fotográficas
com objetivas de focais muito curto, capazes de captar meteoros de pequena
magnitude e cobrir uma ampla zona do céu. também se emprega
um obturador rotatório que serve para interromper a linha ou traço
deixada impressa (registrada, gravada) sobre o filme pelos Meteoros, e
assim pode-se calcular a velocidade desenvolvida pelo bólide.
Observação de Meteoros po Radar
Com o método de observação radar é possível registrar a entrada de meteoros em nossa atmosfera mesmo quando o céu está coberto de nuvens seja dia ou noite, e calcular com boa aproximação as velocidades e as alturas do fenômeno. Os investigadores do céu, também podem usar sistemas de radares para localizar e rastrear um Meteorito enquanto ele viaja pelos céus. Estatiscamente, calcula-se que o número total de partículas que chocam diariamente contra a atmosfera da Terra, dando lugar a meteoros de luminosidade superior a 5ª magnitude relativa, é de mais ou menos 100 milhões de meteoros.
Observação de Meteoros em Vídeo
Observação de meteoros através de vídeo é
a mais jovem e uma das técnicas de observação mais
avançadas na ciência de meteoros. Astrônomos
profissionais começaram a usar equipamentos de vídeos no
começo dos ano setenta. Entre os amadores os observadores japoneses
(1986) e holandeses (1987) foram os que primeiro usaram esta tecnologia.
Até agora, observações vídeas realizadas por
amadores alcançaram um nível semi-profissional. De fato,
observações regulares de chuveiros de meteoros com sistemas
vídeos automáticos começaram na Alemanha em 1999, e o
número de participante de observadores está crescendo desde
então.
A observação vídea tem um pouco de vantagens em cima
de outros métodos de observação, para alguns
entendedores que até mesmo combinam positivamente propriedades de vídeo
juntamente com outras técnicas. Usando um sistema vídeo você
têm o poder de um visual como até mesmo do observador telescópico,
mas com uma precisão muito mais alta. Você pode determinar
parâmetros de meteoro tão importantes como tempo, posição,
brilho, e velocidade. Além disso é possível obter
curvas de luminosidade (curca de luz), espectros de meteoros e outras
características especiais dos meteoros. A precisão de
localização de meteoros registrados em vídeos não
é tão bom quanto para fotografias, mas o observador vídeo
têm registrado mais meteoros que qualquer máquina fotográfica,
devido a mostrar significativamente melhor magnitude.
Observação vídea provavelmente é o melhor método
para registrar meteoros telescópicos lânguidos. Atualmente a
desvantagem maior é o preço enorme de um sistema de gravação
em vídeo. Devido a limitações de exportação
você também pode ter dificuldade em adquire um intensificador
de imagem satisfatório para uma camera de vídeo de meteoro.
Às vezes, a observação precisa de um desses bólidos
celestes leva à reconstrução da trajetória e à
localização dos fragmentos de meteoritos. Um fato desse tipo
aconteceu há alguns anos na República Checa, onde o registro
fotográfico de um Meteoros, em 7 de abril de 1959, permitiu a
recuperação dos fragmentos nas proximidades da cidade de
Pribran.
Os fenômenos físicos que acompanham a queda de um Meteorito
foram profundamente estudados. Quando um Meteoros cai na Terra, os
observadores treinados colecionam tantas evidências quanto possível
antes que ele possa ser movido ou destruído. Às vezes eles
podem examinar as evidências em um laboratório dentro de 24
horas depois do impacto. Os Meteoritos caídos na Terra e
recuperados somam um total de mais de 2.000 amostras; através dos
diversos tipos de análise pôde-se estudar a sua estrutura física
e química e formular hipóteses sobre suas origens.
O número total de Meteoritos que se chocam com o nosso planeta é
estimado em mais ou menos 1000 meteoritos por ano; mas destes, a maioria
terminam nos oceanos, rios e lagos, enquanto uma boa porcentagem dos que
chegam ao solo caem em zonas desérticas ou geladas; assim, o número
dos que são ou podem ser encontrados anualmente é muito
baixo atualmente em torno de mais ou menos 50 meteoritos, nas melhores das
estimativas.
Com os métodos de análise espectroscópica pode se
estabelecer que a maior parte dos meteoritos é originada de
meteoros pertencentes à classe dos Condritos Carboníferos
(meteoritos rochosos muito frágeis e facilmente desintegráveis).
A humanidade está longe de entender os Meteoritos e Meteoros, mas a
cada ano os métodos de observação e investigação
são melhorados e as informações coletadas podem
ajudar a desvendar mais este mistério cosmológico.