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Dicas

 

     Nesta seção você poderá obter muitas dicas úteis para adaptar em seu cavalo

 

  Índice :


 


Dicas Geral do Dia-a-Dia

» A raspagem do pelo do animal após um banho com shampoo de qualidade é importante para tornar o pelo dos animais mais brilhantes.

» Nunca guarde seu animal molhado. Normalmente após o trabalho ou passeio, costuma-se banhar os cavalos, mas cuidado em colocá-lo na baia ainda molhado, pois isto pode causar problemas nos cascos ou até mesmo nos membros como: dermatites, podridão do casco, etc.

» Sempre retire a sobra de ração da refeição anterior antes de fornecer novamente. Restos de ração no cocho pode predispor seu animal à distúrbios gastro-intestinais.

» Evite cortar totalmente a crina na região da fronte (cabeça). A crina ou topete desta região serve como proteção à insolação direta sobre cabeça, fato que pode prejudicar os cavalos que passam muitas horas ao "sol".

» Limpe diariamente os cascos do seu cavalo, uma simples prevenção como esta pode evitar problemas seríssimos de manqueira.

» Forneça sal mineral à vontade para seu cavalo, os ingredientes existentes neste produto são essenciais à diversas funções fisiológicas dos cavalos.

» Nunca dê banhos frios , logo após longos períodos de exercício, pois o choque térmico em grandes grupos musculares podem causar problemas musculares em seu animal.

» A ração acabou ? Evite trocar de marca ou tipo de ração bruscamente, pois os cavalos não se adaptam facilmente a novas "comidas", assim podem ter problemas sérios de "cólica".

» Troque de agulha e seringa quando novas medicações forem feitas, ou mesmo, quando mais de um animal for medicado ou vacinado. A utilização de produtos não descartáveis pode causar a transmissão de importantes doenças nos cavalos.

» "Melhor prevenir do que remediar" - As vezes doenças simples podem se complicar quando tardiamente tratadas, além disso fazer economia quando trata-se de vida, o barato pode sair caro. Consulte seu veterinário de confiança !

» O cavalo é bastante seletivo em relação ao que ingere na alimentação, portanto sempre forneça água de boa qualidade - substância esta essencial à vida e à saúde do seu animal.

» A vermifugação e a vacinação regular dos cavalos evita muitas doenças. Além disso existem vacinas obrigatórias, como por exemplo, vacina contra Encéfalomielite Eqüina, que trata-se de uma zoonose (doença que pode ser transmitida dos animais para os homens).Informe-se !

» Informações gerais sober cuidados com os cascos
Limpeza Diária. Utiliza-se ferramenta apropriada, usando no mínimo duas vezes por dia, afim de remover todo o material acumulado debaixo da sola.
Manutenção Periódica. Em animais que não usam ferraduras, fazer casqueamento (aparar cascos) a cada 40 dias; nos animais ferrados, fazer casqueamento e substituição das ferraduras no mesmo período.

Camas ou forragens para cocheiras. Camas de serragem facilitam o manejo, pois ao contrário de cama de capim, não fermentam, absorvem melhor a urina e fezes, evitando problemas no casco.

Tipo de piso de Trabalho. Animais que trabalham em terrenos com muita pedra, há necessidade de ferrá-los à fim de proteger os cascos, promovendo maior conforto durante a atividade; em terrenos arenosos, uma simples manutenção periódica é suficiente; evitar terrenos com muita umidade, pois predispõem a fragilidade dos cascos.

Para evitar ressecamento dos cascos. Após a limpeza passar produtos específicos para cascos (graxa), orientados pelo veterinário, evitando ressecamento e rachaduras, uma vez por semana.

» Sempre vacine os cavalos contra Tétano, já que a facilidade do animal contrair esta doença é bastante grande (ambiente contaminado x simples feridas). Além disso esta vacina, que deve ser dada anualmente, custa em média R$ 4,00 reais, sendo portanto muito mais barata que um possível tratamento desta doença (R$ 350,00 por dez dias de tratamento) e nem sempre o animal com tétano pode ser curado.
» Dê a ração para a categoria que seu animal se imclui, ou seja, existem diferenças nas rações dadas aos potros em crescimento, aos animais adultos e às éguas em gestação/lactação. Informe-se!

» Mantenha sempre a embocadura que seu animal estiver acostumado a utilizar, pois a troca deste equipamento pode prejudicar o trabalho a ser realizado além de poder machucar a boca dele. A freqüente utilização da mesma embocadura (freio e/ou bridão) permite a formação de .calos. de acomodação.

» Seu animal esta doente? Não demore a chamar um médico veterinário de sua confiança, pois o tempo de acometimento por um problema qualquer pode influenciar os resultados frente aos tratamentos prescritos.

» Não mantenha os potros jovens durante todo o tempo em baias, já que o sol e a liberdade de movimento são imprescindíveis para o bom desenvolvimento de um cavalo sadio e forte.

» Seu cavalo quebrou a pata e deve ser sacrificado! ERRADO! Com a evolução da medicina veterinária moderna existem muitas possibilidades de tratamento das diferentes formas de lesão do aparelho locomotor dos cavalos com bons resultados.

» Quando necessitar transportar seu animal para diferentes locais, acostume-se a fazer o exame de Anemia Infecciosa Eqüina, só assim você estará protegendo seu animal e colaborando ao controle desta doença que traz muitos prejuízos ao mundo eqüestre. Este exame é de obrigatoriedade ministerial e tem a validade de 2 meses.

» Quando você estiver domando um potro ou adestrando um cavalo permita que ele aprenda através do reflexo condicionado positivo, ou seja, gratifique após a realização de um fato correto ao invés de punir os erros, só assim você poderá ter um animal dócil e tranquilo.

» Ensine as crianças a montarem de capacete, mesmo que seja uma montaria de passeio, pois acidentes acontecem e as consequências podem ser bastante graves quando do traumatismo de cabeça.

» Não forneça ração ao seu cavalo imediatamente antes ou após o exercício, práticas como estas podem predispor ao aparecimento de cólicas gastrointestinais. Portanto dê ração em intervalos de pelo menos 1 hora antes ou após o trabalho.

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Na hora da compra

        Primeiro precisamos pensar que o cavalo é um ser vivo que necessitará de atenção, carinho, boa comida, espaço, exercícios freqüentes, etc. E tudo isto nos custará duas coisas fundamentais: tempo e dinheiro. Mas também nos trará grande satisfação.
        Se estamos decididos a assumir esta responsabilidade, só precisamos decidir para que queremos o animal, passeio, cavalgada, tiro de laço, criação, entre outras atividades.
        Observação em aspecto geral: sem tocar o animal, avaliar inicialmente a cabeça; o olhar deve ser alegre, que não denote sofrimento ou cansaço; olhos brilhantes que demonstrem vivacidade.
        Simetria: não pode haver diferenças, tais como um joelho ou canela maior do que o outro. Inchaços ou saliências no lombo ou garupa; joelhos pelados indicam que o animal tropeça; cascos rugosos ou rachados demostram sofrimento de enfermidades anteriores; pêlos
brancos no lombo podem identificar lesões ocasionadas por arreios duros.
        Após estas observações, se aproxime do cavalo e leve a mão a cabeça lentamente, faça carícias e vá apalpando o animal até chegar no lombo. A partir daí, faça uma certa pressão, deslizando os dedos polegar e indicador no sentido da cruz da garupa. Em caso de dor no lombo, o cavalo acusa uma moléstia local. Já num problema renal mais sério, o
eqüino abaixa-se de trás, quando os dedos passam sobre os rins.
       Entre 7 e 15 anos de idade o eqüino está na plenitude de sua forma, bem como é justamente neste período em que se pode confiar, a lealdade é latente, conhece o ginete, tem como toda a família - tratador, ginete ou ferreiro - inclusive fazendo parte dela.
       Se você busca um animal para montaria, é preciso observar a colocação do freio; pode-se observar se ele nega ou aceita o ferro na boca; se levante em demasia a cabeça ou simplesmente não quer. Se a operação como um todo ocorreu sem maiores dificuldades, isto indica que o animal está habituado aquela situação.
       Uma vez encilhado, podemos testar o andar do cavalo, como ele se comporta no momento de montar, andar ao passo, trote e galope, testando o grau de mansidão, cômodo, obediência.
       A avaliação dos aprumos também é fundamental, porque problemas desta natureza poderão representar defeitos que vão incidir na propulsão e sustenção. Peça para alguém cabrestear o animal em sua direção e o observe de frente, os posteriores e anteriores devem estar alinhados. Faça o mesmo para observar o cavalo de trás, pedindo que alguém
o leve na direção contrária à sua.
      Estas são apenas algumas dicas para lhe ajudar no momento de aquisição de um cavalo, quando se trata de uma compra para qualquer tipo de competição, morfológica ou funcional ou ainda para a criação, muitos outros aspectos precisam ser analisados.

 Fonte : Cabanha Tche Piá

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Alimentação para seu cavalo

         Todos os cavalos, não importando a idade, precisam de uma dieta corretamente balanceada que é constituída ao redor de uma base de forragem. Os corpos dos eqüinos foram adequados para se utilizar das forragens da melhor forma possível.
        A alimentação de cavalos é simples e precisa ser mantida deste modo. À menos que haja a orientação de um veterinário, não é recomendada a complementação da dieta desses animais.
Cavalos requerem grãos com menos freqüência do que seus donos pensam.
        Cavalos de trabalho, como cavalos de raça ou cavalos de esportes, que treinam diariamente, podem precisar de grãos para manter a condição corporal. Éguas em gestação ou aleitamento também podem precisar de grãos para lhes ajudar a manter a já citada condição corporal, formação do feto e produção de leite.
        Cavalos de trabalho têm uma demanda de energia mais alta que outros, especialmente se eles iniciam o treinamento ou trabalho em condição corporal mais escassa. Estes animais podem se beneficiar da energia extra que o milho acrescenta à dieta.
        O próprio equilíbrio mineral também é muito importante na dieta do cavalo em todas as fases de vida. Para dar ao potro um começo bom antes de seu próprio nascimento, a égua precisa de uma quantia certa e equilíbrio correto de minerais, especialmente cobre, zinco, e selênio (caso a deficiência seja constatada). Uma vez que o potro está crescendo, minerais corretamente equilibrados em sua dieta ajudarão à prevenir doenças até certo ponto comuns.
        Cavalos não são ruminantes. Eles têm um estômago relativamente pequeno e precisam se alimentar em menor quantidade e com mais freqüência para evitar deste modo, problemas, tais como cólica. Se houver a necessidade da suplementação com grãos, o ideal é se administrar 1,5 kg de grão para cada 100kg de peso vivo de cada vez. Feno de boa qualidade deve estar disponível à toda hora.
        Peso acima do normal (gordura) é preocupante para seu cavalo. O peso extra pode conduzir a laminites ou fazer piorar uma já existente. Gordura extra pode aumentar a incidência de lipomas gordurosos nos intestinos aumentando a probabilidade de cólicas. Também aumenta o desgaste geral no corpo do cavalo.

Outras dicas dadas para criadores são:
1) não armazene grãos processados mais do que o previsto para ser utilizado em 2 semanas.
2) limpe fora e dentro das caixas de armazenamento, especialmente no verão quando o mofo é mais ativo.
3) mantenha a comida armazenada coberta para evitar contaminação com fezes de roedores. Doenças como leptospirose, salmonella, entre outras, podem ser transmitidas por contaminação de alimentos.
4) Embrulhe os fardos de feno e os armazene dentro, se possível. Isto diminuirá a quantidade de pó e ajudará a controlar a COPD (Doença Pulmonar Congestiva Obstrutiva).
5) Dê, somente, a quantidade de feno apropriada para o seu cavalo. Isto diminuirá a quantidade de ratos e animais daninhos no feno, diminuindo a probabilidade de ocorrência de botulismo.
6) Mantenha sempre água em volume e qualidade adequada para os cavalos. Isto também ajudará a prevenir cólica e impactação intestinal.
7) Não de grãos para um cavalo no período de uma hora antes ou após trabalho duro.
8) quando em transporte, dê para o cavalo feno de boa qualidade e nenhum grão. Também, tenha bastante água durante as viagens.
 

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Como agir em casos de bicheiras e no tratamento de cortes

 

     Muitas vezes, ocorrem por descuido. É comum naqueles animais que soltamos no campo e não vemos por determinado período. Uma pequena ferida que não recebeu tratamento é utilizada por moscas varejeiras que ali depositam os seus ovos. Em seguida eclodem os ovos, nascendo as larvas, transformando-se numa lesão, que caso não seja curada poderá acarretar a morte do animal.
     Tapar a bicheira com lã ou bosta seca de cavalo, como preferem alguns campeiros, não é muito indicado porque existem bactérias que podem ocasionar artrite séptica (junta grossa).
     O ideal é aplicar mata-bicheira à base de alcatrão (pretos) Coopers-Irfa, etc., que são aderentes e atuam por mais tempo. Já os sprays, muito usados e comumente denominados de azulão - têm em sua fórmula o azul de metileno, violeta de genciana e fosforados, e usados em feridas sangrentas, grandes, tornam-se tóxicos e irritantes. A aplicação deste medicamento é feita na beirada na ferida para afugentar moscas (repelente). Na parte do centro da ferida aplica-se um mata-bicheira à base de alcatrão.

Tratamento de cortes

     Eles são acidentais e devemos ter consciência de que no caso de um corte profundo ou extenso faz-se necessário chamar um profissional para realizar a sutura. Na falta deste e longe do atendimento, a saída é arregaçar as mangas e tentar aproximar as partes mais distantes com linha de pesca, barbante, enfim, o que tivermos à mão. Em seguida, proceder na limpeza do local, utilizando, de preferência, água oxigenada ou mesmo água comum (gelada) o que favorece a não inflamação. Posteriormente, untaremos com banha, azeite ou querosene, providência que manterá o ferimento úmido
sem infecção. Confinar o animal para tratar diariamente

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Controle de moscas (agentes propagadores de doenças)

        O verão, estação quente, traz com ele o aumento da quantidade de insetos, principalmente moscas, que acabam atormentando nossos animais, por isso precisamos defendê-los. É preciso realizar um programa de controle eficiente de moscas, porque estas são agentes propagadores de doenças. O que a gente pode fazer é combinar diversas ações entre elas: 

  O manejo do esterco - procure deixar os dejetos animais em um lugar inacessível às moscas para que elas não possam depositar seus ovos. O que a gente pode realizar é uma uma limpeza diária e completa das cocheiras e uma remoção semanal do esterco dos animais de pastos e piquetes. 
  Aplicação de inseticidas no local - podem ser produtos químicos ou armadilhas para moscas como aquelas fitas adesivas nas quais as moscas ficam coladas.
  Aplicação de repelentes nos animais - podem ser repelentes em forma de spray que devem ser aplicados no dorso do animal ou ainda shampoos com repelente para a prática de banhos.
  Medidas de higiene do cavalo - dar banhos semanalmente, tosar pêlos e escovar diariamente.

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Vacinar é preciso

A vacinação é fundamental para previnir doenças e garantir a saúde do seu animal

        No que diz respeito à saúde do cavalo, um dos pontos de extrema importância é o calendário de vacinação. Daí a necessidade de um eficiente cronograma de vacinação para que sejam evitadas muitas doenças graves, como o tétano, por exemplo. Mais do que apenas vacinar, um programa de controle e prevenção de doenças infecciosas deve também virar a redução da quantidade de agentes causadores de doenças no meio em que os animais vivem. Isso pode ser obtido através da higiene e limpeza. A queda da resistência imunológica do animal também deve ser reduzida ao máximo, de forma a tornar o programa de vacinação mais eficiente. Toda vacina destina-se a estimular o sistema imunológico do animal para dar a ele condições de se defender do agente causador da doença. Os microorganismos patogênicos são mortos ou atenuados tornando-se incapazes de provocar a doença propriamente dita. No entanto, eles ainda contém os antígenos, proteínas que, ao serem introduzidas no organismo, estimulam a produção de anticorpos específicos, levando à imunidade contra aquele agente patogênico. Dessa forma, ao ser defrontado com a doença, o animal não apresentará sintomas clínicos, ou os terá de maneira muito atenuada. Em um estabelecimento eqüestre, a vacinação é obrigatória. Ela tem baixo custo, facilidade de aplicação e baixa incidência de efeitos colaterais. .Toda vacina destina-se a estimular o sistema imunológico do animal para dar a ele condições de se defender do agente causador da doença.. Saiba a melhor época de vacinar seu cavalo A tabela é dividida por doença, idade do animal (potros de até um ano), cavalos jovens, cavalos de esporte, cavalos de lazer, égua de cria e comentários:

Tétano:
1ª dose: 3-4 meses, 2ª dose: 4-5 meses - Anual - Anual - Anual - Anual 4-6 semanas antes do parto - Melhor administrar combinação com encefalomielite e influenza

Encefalomielite eqüina:
1ª dose: 3-4 meses, 2ª dose: 4-5 meses - Anual (primavera) - Anual (primavera) - Anual (primavera) - Anual, 4-6 semanas antes do parto - Melhor administrada em combinação com tétano e influenza

Influenza eqüina:
1ª dose: 3-6 meses, 2ª dose: 4-7 meses, 3ª dose: 5-8 meses - repetir a cada 3 meses - A cada 3 meses - A cada 3 meses - Semestral com reforço antes da exposição - Ao menos semestral com reforço 4-6 semanas antes do parto - A imunização primária de potros exige uma série mínima de 3 doses

Rinopneumonite:
1ª dose: 2-3 meses, 2ª dose: 3-4 meses, 3ª dose: 4-5 meses repetir a cada 3 meses - A cada 3 meses - A cada 3 meses - Opcional semestral - 5º - 7º - 9º mês de prenhez com vacina EHV-1 inativa - Recomenda-se também a vacinação das éguas antes da cobertura e 4-6 semanas antes do parto (EHV-1 e EHV-4)

Raiva:
1ª dose: 3-4 meses, 2ª dose: 4-5 meses - Anual - Anual - Anual - Anual antes da cobertura - Vacinação recomendada naquelas regiões onde há incidência de raiva em animais silvestres

Garrotilho:
1ª dose: 8-12 semanas, 2ª dose: 11-15 semanas, 3ª dose: 14-18 semanas, 4ª dose: na desmama - Semestral - Opcional semestral (quando houver grande risco) - Opcional semestral (quando houver grande risco) - Semestral com uma dose 4-6 semanas antes do parto - Utilizar em circunstâncias de elevado risco de infecção

Obs:Antes de seguir a tabela acima, procure um profissional ou cooperativa para confirmar a incidência e épocas de vacinação regional. Fique atento a possíveis epidemias e endemias para que sejam aplicadas doses de reforço ou preventivas.

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Cuidados com os cascos

    A parte mais importante do cuidado com os cascos são: limpeza regular e inspeção. Os mais precavidos dizem que a limpeza do casco deveria ser feita diariamente e sempre antes de montar. Indica-se o uso de um casqueador de bico para remover sujeira, pedras, e detritos e a inspeção para evitar problemas futuros, como contusões, rachaduras, separação de parede e broca. Isto fará com que se descubra um problema de casco precocemente, antes de o cavalo iniciar a mancar. Também, um cavalo que tem seus cascos periodicamente inspecionados, torna o trabalho de seu ferrador e de seu veterinário mais fáceis.
        Com que freqüência deve-se aparar os cascos e se é necessário ou não, colocar ferraduras ? As ferraduras apoiam os cascos do cavalo e os protegem das superfícies em um passeio. Um cavalo com cascos robustos que faz passeios nos fins de semana pode apenas necessitar de limpeza regular e não a utilização de ferraduras. Um cavalo em treinamento diário tem que usar ferraduras, caso contrário, corre-se o risco de seus cascos se desgastarem precocemente até que os animais comecem a mancar. Usar ou não ferraduras ainda depende do crescimento do casco, grau de desgaste e o tipo de apoio necessário.
        Uma ferradura correta é aquela que se ajusta bem, sendo longa e larga o bastante para apoiar todo o casco do cavalo. Uma ferradura deve se ajustar à expansão e contração do casco, que acontece com a movimentação, e, com isso, não deve ser pregada no salto do casco. A ferradura ideal deverá se ajustar com encaixes no salto. É necessário que expanda e contraia juntamente com o casco. Se a lateral do casco ficar presa, então o salto do casco não poderá se expandir ou contrair, acarretando na forma de um tipo de pinçamento, muito dolorido e dificultando assim o crescimento correto do casco.
        O crescimento natural dos cascos pode ser uma maneira de se recuperar a manqueira do animal, mas existem casos que o problema pode se agravar causando infeções ou aguamentos, entre outros mais. Ferraduras terapêuticas dão maior apoio para um cavalo com problemas de conformação e, podem fazer com que um cavalo tenha um andamento mais confortável. Muitos cavalos de esportes, como cavalos de salto, usam sapatos terapêuticos para dar um apoio adicional exigido pelo trabalho. O estilo da ferradura e o material dependem das necessidades do cavalo.
        São feitas ferraduras comuns de aço (aproximadamente 10 cm de largura). Ferraduras de aço podem levar bem uma batida e não entortar e, podem ser utilizadas para trabalhos mais pesados como por exemplo os de tração ou em treinamentos.
        Ferraduras de alumínio (mais leves) podem ajudar em atividades ou em situações onde o desempenho seja importante. Um cavalo que tem problemas de casco se beneficiaria de uma ferradura alumínio grossa para adquirir um formato ideal, sem o peso adicional de aço. Borio na sola da ferradura provê uma ajuda extra para atravessar pedras ou gelo e neve. Eventos de três dias usam ferraduras com garras para tração em grama molhada.
        Porém, é importante que o borio ou a ferradura com garras-galo sejam removidas quando não são necessárias, para prevenir problemas potenciais causados pela tração contínua, predominação excessiva destas ferraduras.
        A broca de casco é o problema que causa as maiores dores de cabeças para os criadores. Normalmente é visto só em cavalos que ficam em ambientes mais cheios de fezes e urina e nunca têm os cascos limpados. A condição propícia para o surgimento da broca, resulta quando bactérias e umidade invadem a sola do casco. O fundo do casco é macio e friável e pode se degenerar até a coroa. E caso comece a dividir, causa sangramento e dor. Um ferrador precisa inspecionar os cascos com o casqueador e remover todas as partes podres. O dono pode medicar a sola com um medicamento adequado. Diariamente, limpeza do casco e do ambiente, é o melhor modo para prevenir a broca.
        Na período seco do ano aconselha-se aos donos de cavalo que envolvam a coroa do casco com uma faixa úmida à base de loção. Porém, deve ser evitada a passagem de loção na sola para evitar que fique muito macia e mais susceptível à contusões. A loção é desnecessária na parede do casco porque esta região não é permeável.
        Cuidados básicos incluem inspeção diária e limpeza, procedimentos simples, mas de extrema importância.

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Cinco fatores de manejo para éguas prenhas

Então sua égua premiada está para dar a cria e não há mais nada o que fazer além de esperar até que o potro de seus sonhos nasça, certo? Errado! Nutrição, exercício, vacinações e gestação monitorada são fatores que, quando administrados cuidadosamente, podem melhorar suas chances de se obter um recém-nascido saudável.

Relatos de veterinários descrevem que ao longo da gestação, a égua prenhe deveria ser mantida com uma ração equilibrada que lhe permitirá ficar saudável e ativa.

Outros dizem ainda, que o ganho de peso excessivo ou perda devem ser evitados. Um modo fácil de se determinar se o peso está correto é, apalpar as costelas, estas devem ser facilmente apalpáveis mas não devem ser visíveis. O exercício pode controlar também o ganho de peso em excesso. Equitação moderada e trabalho são normalmente seguros até o 5º mês de gestação; são encorajadas atividades físicas moderada e exercícios livres ao longo de toda a gestação.

Protegendo a égua de parasitas, protege-se o feto também. Idade, alojamento, e exposição contribuem para ameaçar a saúde em relação a parasitas. Sempre leia rótulos e confira com seu veterinário antes de aplicar qualquer medicamento. Certos produtos não são seguros para as várias fases de gestação.

Segue abaixo algumas dicas adicionais sobre como controlar a exposição de éguas a parasitas.

· Todos os cavalos da propriedade devem entrar em um programa de vermifugação.

· Animais do mesmo pasto e de idade semelhante devem receber vermifugação juntos. Cavalos mais jovens são mais sensíveis e por isso apresentam uma carga parasitária maior, aumentando a infestação parasitária dos pastos pela via fecal.

· Evite alimentar os animais diretamente no chão.

· Cavalos em trânsito e recentemente adquiridos deveriam ser vermifugados e isolados de 1 a 2 semanas antes de serem colocados juntos com os demais animais.

· Faça exames de fezes regularmentes em laboratórios.

· Utilize sempre a dosagem recomendada.

Junto com um programa de vermifugação, um programa de vacinação coordenado por um veterinário é imprescendível.

A gestação poderá ser monitorada por um veterinário manualmente ou por ultra-som. Éguas que tiveram problemas na gestação e na parição, são mais propensas a terem os mesmos problemas no futuro. Gestações de alto risco podem ser causadas por, conformação vulvar pobre, cólica, laminite, e exposição a substâncias tóxicas. Éguas expostas ou infectadas com o herpes eqüino, tem uma probabilidade maior em abortar (aborto infeccioso).

Lembre sempre de se observar estes cinco fatores, pois os mesmos são de extrema importância: nutrição, exercício, grau de infecção parasitária , vacinações e gestação monitorada. E nunca se esqueça de consultar seu veterinário.

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Ferimentos

     Todos os ferimentos causam inflamação. Há quatro sintomas de inflamação: inchaço, calor, dor e rubor. O inchaço ocorre devido ao aumento do fluido na área dos tecidos feridos, precionando as terminações nervosas locais, causando a dor. O objetivo da dor é fazer com que o animal sinta-se ciente do ferimento para que a área seja movida o menos possível. O aumento da circulação na área ferida traz mais sangue para a superfície provocando o calor.
O processo natural da cura é normalmente muito eficiente porém resulta num período normalmente prolongado. Há dois tipos básicos de inflamação, a aguda e a crônica. Ferimentos não graves normalmente passam por um período de inflamação aguda, seguido de uma recuperação rápida de 1 a 4 semanas. Já os ferimentos graves, passam por este mesmo efeito inicial porém com uma recuperação lenta, normalmente gerando uma inflamação crônica que pode durar meses até a recuperação do animal.

Aplicação de Frio: O frio é aplicado em ferimentos recentes, minimizando os inchaços e contraindo os vasos sangüíneos. Os métodos de aplicação de frio é através de saco plástico com gelo preso ao local; uso de uma bota de gelo, perna calça ou câmara de ar com gelo; água fria de mangueira com duração de 10 a 20 minutos, uma ou duas vezes ao dia; colocar o cavalo na lama até sobre o sulco coronário, por duas horas diárias.

Aplicação de Quente: É feita para ajudar a estabelecer drenagem em feridas perfurantes em casco. O procedimento correto para este caso consiste em mergulhar a pata em um balde com água não muito quente para as mãos, diluindo duas xícaras de sais de Epsom. Fazer este procedimento por 15 a 20 minutos, uma ou duas vezes ao dia, por um período de quatro dias.

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Primeiros Socorros


Aprenda como montar e também como utilizar uma farmácia básica para emergências. 

Este mês estamos propondo aos nossos leitores a instalação de uma farmácia básica – porém nosso principal objetivo é faze-los perceberem que o “fazer”aqui não é apenas comprar produtos e acomoda-los numa caixa ou prateleira, mas principalmente aprender a utiliza-los quando , como, e em que quantidade. Lembremos da polêmica em torno do Kit de primeiros socorros, cujo porte foi recentemente tornado obrigatório nos veículos automotores. Tudo bem – intencionado (será?), como o detalhe de que a maioria dos motoristas não tinha a mínima idéia de como utilizar o kit em caso de necessidade. Então, não deixe para “fechar a porteira depois que roubaram a tropa”, previna-se agora, equipando a farmácia e preparando-se para lidar com as emergências. Que, esperamos, sejam poucas em quantidade e gravidade. Mas um bom conjunto de medidas de primeiros – socorros pode decidir o desfecho de uma emergência veterinária envolvendo algum de seus cavalos. 


O que você deve fazer

Acreditamos que cada pessoa responsável pelo trato de cavalos deva ter os conhecimentos mínimos de enfermagem relacionados abaixo: 

· Tomada de sinais vitais ( temperatura, freqüência cardíaca, freqüência respiratória) 
· Limpeza de ferimentos
· Estancar hemorragias 
· Curativos nas diversas áreas do corpo 
· Cuidar dos locomotores com massagens, compressas, colocação de botas de gelo, colocação de ligas
· Limpeza e exame dos cascos, incluindo remoção de ferraduras
· Aplicações de injeções endovenosas
· Aplicação de soro 

Todos os bons veterinários especializados na clínica de eqüinos dependem de enfermeiros veterinários para ministrarem os cuidados básicos, tais como curativos e aplicação de injeções, aos animais pelos quais eles são responsáveis. Esses veterinários sabem que um atendimento de emergência correto e eficiente – que geralmente precisa ser feito de imediato, sem se ter tempo de esperar a chegada do profissional- pode ser a diferença entre vida e morte para um cavalo. 

Por isso, seu veterinário de confiança terá prazer em lhe ensinar aqueles itens dentre os acima em relação aos quais você se sinta inseguro, bem como sugerir outros mais que ele considere importantes. Entretanto, não se esqueça que os clínicos de cavalos vivem sempre com pressa, e por isso não espere dele (ou dela) que possa ficar um longo tempo adicional, depois alguma visita normal, para lhe ensinar estas técnicas. Melhor marcar um atendimento especial para esta finalidade, e, claro, remunera-lo como de hábito. 

Onde instalar sua farmácia 

O tamanho de sua farmácia, bem como ela se localizará numa sala especial, compartilhará um canto de selaria, ou será simplesmente um “tupperware”obviamente dependerá da quantidade de cavalos pelos quais você é responsável.O critério comum para qualquer farmácia é limpeza e higiene das instalações, evitando poeira, umidade, exposição direta á luz solar, e temperatura extremas. Pense que os cuidados de conservação de medicamentos, materiais de curativos, devem ser como o seriam para alimentos destinados ao consumo humano. 

O que funciona melhor são prateleiras ou estantes, ou ainda um pequeno armário, onde os materiais mais delicados podem ser colocados em recipientes plásticos com tampa. Algumas pessoas guardam medicamentos, seringas e agulhas numa caixa de ferramentas de plástico, do tipo usado em pescarias. 

Duas idéias para armários alternativos: 
· Uma geladeira velha- até mesmo sem motor, ela continua protegendo seu conteúdo de poeira, umidade e temperatura alta. 
· Um rack ou estante de tv que esteja muito feio para continuar na sala – as prateleiras de diversos tamanhos acomodando bem diversos produtos, os medicamentos podem ficar na parte inferior, onde geralmente há compartimentos fechados. 

Coisas para comprar

Para fazer a lista abaixo, pensamos nas ocorrências veterinárias básicas de um estabelecimento hípico. O ideal é comprar quantidades pequenas, para ir repondo à medida que os materiais e medicamentos são usados, evitando assim o envelhecimento do estoque. Em diversas situações (poucos cavalos, orçamento apertado...) pode ser preferível comprar apenas os materiais mais básicos. A indicação de nomes comerciais é tão somente a título de exemplo, não indicando nenhuma preferência de nossa parte. Nas diversas regiões do Brasil, haverá muitas outras opções, das quais seu veterinário poderá indicar a melhor para seu caso. 

Curativos

Ataduras de 12 cm, esparadrapo, algodão (melhor o rolo de 500 gr, que serve também para ligar pernas), água oxigenada, álcool, iodopovidona, gaze, sol . iodo 10%, líquido de Dakin, água boricada. 

Medicamentos Tópicos

· Ungüento desinfetante (ex. Furacin) 
· Pontada cicatrizante (ex. Hipoglós) 
· Pomada para remoção de necrose (ex. Albrocresil) 
· Produtos inseticidas / carrapaticidas: 
· Aplicação focal: Lepecid, Tanidil
· Pulverização: Butox
· Gel para massagem: NGF-5, DM-Gel
· Pomada oftálmica

Medicamentos Parenterais

Aqui, procuramos nos limitar aos medicamentos ditos “de emergência”, cuja aplicação, em caso de necessidade, precisa se dar o mais rápido possível. 

· Analgésico: Equipalazone, Buscopan
· Anti-infamatório não-hormonal: Banamine
· Corticóide: Azium, Predf
· Antibiótico/ quimioterápico: Pentabiótico, Borgal
· Para nutaliose: Imizol
· Antióxico: Toxolite, Mercepton
· Reforço mineral: Glucafós
· Reforço vitamínico: Marcomplex
· Anti-hemorrágicos: Styptanon, vitamina K 
· Soroterapia: Ringer-Lactato, solução fisiológica
· Seringas de 20 ml
· Seringas de 10 ml 
· Agulhas 40x12
· Agulhas 40x16
· Equipos para soroterapia

Produtos Diversos

· Vermífugo: é uma boa idéia manter guardadas uma ou duas doses de vermífugos, para aplicar em animais que vierem se juntar ao plantel entre uma vermifugação e outra. 

· Vacinas: o mesmo que acima. Guarde algumas doses após a vacinação do plantel, para aplicar em animais novos dos quais não se sabe se foram vacinados. 

· Soro anti-tetânico: recomendável aplica-lo em todo animal que tenha sofrido um ferimento, especialmente aqueles dos quais não se sabe se foram vacinados contra o tétano. 

· Soro anti-ofídico: muito importante nas localidades onde os animais estão sujeitos ao ataque de cobras venenosas. 

Coisas básicas para ter à mão

· Óleo Mineral: misturado com agentes terapêuticos, pode servir para fazer massagens, fazer pomadas, etc. 

· Mel ou Melado: muito útil quando o veterinário prescrever uma medicação oral, que o cavalo não queria comer. 

· Bolsa de Gelo: resfriamento de lesões, especialmente na prevenção de tendinites. 

· Repelente de Insetos: alguns tratamentos ou curativos são quase impossíveis de fazer quando o animal é atormentado por moscas. 

· Barbeador Descartável: para depilar a área em torno de um ferimento, evitando contaminações. 

· Limpador de Casco

· Tesoura

· Termômetro

· Cachimbo: para ajudar na contenção, por exemplo para um curativo em lugar crítico. 

Faça uma lista com os telefones

· Veterinário, com um ou dois veterinários alternativos. Estes profissionais costumam atender várias emergências por dia, e nem sempre estão disponíveis quando se precisa deles. 

· Ferreiro

· Hospital Veterinário (para casos que exijam internação) 

· Tranportadoras de Cavalos

· Pessoas de responsabilidade para entrar em contato se você estiver ausente

· Seu telefone celular

Faça duas ou três cópias desta lista, afixando-a como na farmácia e perto do telefone, e também deixe uma com o encarregado, ou algum amigo seu, em caso de ausência. 

Não se esqueça de: 

· Verificar periodicamente a data de validade dos medicamentos, e jogar fora os vencidos.

· Examinra contra a luz os frascos de medicamentos injetáveis de uso múltiplo (Ex: Analgésico de 50 ml , do qual se usa ca. 10 ml por vez) para ver se não há contaminação. Esta aparecerá como descoloração, ou presença de grumos no interior de líquido. 

· Seringas e agulhas precisam ser descartáveis, e jogado fora, mesmo, após um único uso. A fervura ou desinfetação com álcool não desinfeta bem, e estragam, o plástico. Lembre-se: A Anemia Infecciosa existe, e o meio mais comum de contaminação é a reutilação de seringas e agulhas! 

· Limpar semanalmente a farmácia e tudo relacionado a ela: armário, chão, janelas, interior de caixas e prateleiras, bem como passar um pano úmido nos fracos dos produtos. Os melhores medicamentos e materiais de curativo serão inúteis se estiverem estragados pela poeira! 

Texto: Claudia Leschonski

Fonte: Horse Business ed.51


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Garrotilho

Linfadenite Eqüina ou Garrotilho, como é mais comumente conhecida, é uma doença infecto contagiosa,caracterizada por inflamação do trato respiratório “superior”. A doença tem distribuição mundial, como doença de cavalos jovens principalmente, mas pode acometer idosos que foram mantidos em relativo isolamento e raramente ficaram expostos ao agente infeccioso Streptococcus equi.

Agente Etiológico

Streptococcus equi, é uma bactéria Gram positiva, β hemolítica, parasita obrigatório de eqüinos por possuir uma proteína M que é espécie especifica, ou seja, é uma doença particular dos eqüídeos.
Pode ser encontrado nas mucosas nasofaríngea e oral normais e freqüentemente possui uma cápsula protetora que o torna mais agressivo.


Patogenia

 Os eqüinos jovens (até 5 anos) são mais predispostos por sofrerem freqüentes baixas de resistência, principalmente em períodos de desmama, aglomerados em recintos de exposição, leilão, jóqueis, hípicas ou superlotação das instalações, transportes prolongados e treinamento intensivo; apesar de ocorrer em qualquer época do ano ocorre preferencialmente em períodos frios e úmidos.

A contaminação ocorre de duas formas: contagio direto através do corrimento nasal de animais infectados ou contagio indireto através da contaminação de cochos, alimentos, água, ar ou ainda ingestão ou inalação de gotículas de saliva de animais infectados.

O agente inicialmente invade a mucosa nasofaríngea e oral causando uma faringite aguda e rinite, penetra então nas glândulas nasais e tecido linfático faríngeo (gânglios retrofaríngeo e submandibular são os mais comumente afetados) ocasionando um processo inflamatório com secreção inicialmente seromucóide.

Os gânglios linfáticos afetados geralmente desenvolvem abscessos que se rompem e drenam para o exterior ou para dentro da faringe e bolsa gutural.Após a ruptura e drenagem do abscesso, Streptococcus equi é derramado em descargas nasais contaminando por quatro semanas pastagens equipamentos e estábulos, onde permanece viável .
Alguns animais aparentemente recuperados podem continuar a espalhar o agente por 8 meses ou mais, intermitentemente,e o Streptococcus equi é capaz de persistir na faringe dos eqüinos por até 10 meses sem causar doença e podendo ser transmitido. Em muitos casos a infecção fica localizada e a cicatrização ocorre após a drenagem, caso drene para o interior da faringe favorece o aparecimento de pneumonias .

Em alguns casos a infecção se espalha para outros gânglios linfáticos ocasionando o chamado garrotilho bastardo que forma abscessos que podem romper gerando graves conseqüências dependendo da localização do gânglio afetado.Alem disso certos cavalos tornam-se sensíveis ao antígeno e podem desenvolver púrpura hemorrágica, uma vasculite imuno mediada precipitada pela persistência de antígeno estrepitocócico devido aos altos níveis de anticorpos circulantes.
Em burros a doença não segue o mesmo curso, é um caso crônico de linfadenite com poucos sinais clínicos como debilidade e perda de peso.

Sinais Clínicos

O período de incubação é de 3 à 7 dias, com sinais iniciais de apatia, perda de apetite, febre de 39.5 – 40.5, corrimento nasal inicial seroso que rapidamente fica purulento. Cavalos afetados freqüentemente mantém o pescoço e a cabeça esticados com dificuldade de deglutir devido a severa faringite, a região apresenta dor à palpação. A febre pode diminuir mas retorna quando os gânglios aumentam de tamanho, 2 ou 3 dias depois da febre inicial, sendo esse aumento dos dois lados ou de um só, com tumefações de 5 à 15 cm inicialmente duras, quentes e doloridas à palpação. Com a evolução os gânglios ficam flutuantes, abscedam e drenam 10 à 15 dias depois do início dos sinais clínicos e logo depois a febre cede. A descarga nasal é abundante e purulenta e, às vezes, há dificuldade respiratória.

O quadro clínico pode ser menos típico, desenvolvendo abscessos faríngeos sem febre, com ligeiro corrimento nasal ou um quadro crônico com ligeira linfoadenopatia, mas com febre persistente.


Complicações

 Pode ocorrer em 10 % dos casos e surge com dificuldade respiratória muito grande, por uma pneumonia, decorrente de uma drenagem para dentro da traquéia do gânglio abscedado, por uma compressão da traquéia pelo abscesso, pleurite ou empiema de bolsa gutural. Se ocorrer disseminação pelo sistema linfático ou pelo sangue pode haver comprometimento de outros gânglios, principalmente em mesentério,
podendo drenar na cavidade abdominal gerando cólicas recorrentes ou perda de peso crônica, como resultado de uma peritonite ou distúrbio gastrointestinal. Mais raramente pode ocorrer miocardite ou formação de abscessos no sistema nervoso, causando uma meningite, no fígado ou até em regiões do sistema locomotor.Ocasionalmente pode deixar seqüelas.

Púrpura hemorrágica não é comum e geralmente ocorre 2-3 semanas depois de aparecerem os sinais respiratórios, afetando cavalos adultos, que ficarão deprimidos, relutantes ao movimento e sem apetite com edema na cabeça e membros freqüentemente, pontos hemorrágicos (petéquias) são vistas nas superfícies mucosas. A temperatura retal deverá ser normal ou levemente aumentada e a resolução ocorrerá em poucos dias. Fatalidades poderão ocorrer devido a falência hepática, renal ou ambas.

Diagnóstico

O diagnóstico na grande maioria das vezes é clínico e se baseia nas características de surto da doença, idade dos animais acometidos, descarga nasal purulenta, febre e aumento de volume dos gânglios regionais. A cultura bacteriana do material purulento ajuda a fechar o diagnóstico.

No estágio inicial da doença, o garrotilho pode ser confundido com uma doença respiratória viral, entretanto, uma vez que ocorra a formação do abscesso no gânglio esta condições são facilmente diferenciadas.

Exame endoscópico pode ser usado para detectar faringite ou empiema de bolsa gutural, outro meio de diagnóstico complementar para o diferencial é a radiografia e ultra-sonografia . Exame retal, paracentese abdominal, toracocentese, raio-x, ultra-som, toracoscopia e laparoscopia podem ser necessários para diagnosticar o garrotilho bastardo.


Tratamento

 A maioria dos casos são benignos e cavalos adultos sem sinais sistêmicos não precisam de nada mais que curativos. O uso de antibiótico adequado antes da maturação do abscesso diminui a incidência de garrotilho bastardo e é indicada nos casos graves. Penicilina é o antibiótico de eleição usado até 5-10 dias após o desaparecimento dos sintomas, ruptura do abscesso ou ambos.

Garrotilho bastardo requer tratamento mais agressivo e prolongado durante 2-6 meses.

Terapia de suporte pode ser necessária em casos de disfagia severa ou anorexia. Antiinflamatório não esteroidal pode ser dado para diminuir o edema e a dor associados ao abscesso e faringite.

Punção e drenagem do abscesso maturo é recomendado, para isso sua maturação pode ser estimulada com cremes ou loções hiperemiantes locais não irritantes, lavando com soluções anti-sépticas fracas, assim como a lavagem da bolsa gutural com solução salina em casos de empiema.
Repouso até 3 semanas do final da medicação e sem febre é indicado.
Púrpura hemorrágica deve ser tratada com doses de potentes antibióticos (ceftiofour) e corticosteróides sistêmicos (dexametasona ou predinisolona),Para controlar o edema pode usar furosemida ,ligas e caminhadas.

Prognóstico

O prognóstico é bom para os casos típicos de cavalos em forma, uma rápida abscedação de um único gânglio retrofaríngeo ou submandibular é considerado típico.Um prognóstico reservado é dado ao animal em má condição, muito novo ou muito velho, ou com abscessos bastardos em regiões críticas.

Prevenção e controle

Prevenção é difícil por existir cursos assintomáticos e prolongada persistência do organismo no meio ambiente.

Em uma fazenda, quarentena aos cavalos recém adquiridos permite detectar cavalos afetados, entretanto é inviável em leilões, exposições, vilas hípicas tornando as epidemias comuns.Os cavalos infectados deverão ficar isolados por 4-5 semanas após desaparecerem os sintomas.

Passado o surto endêmico ou a cura clínica do animal doente, todos apresentam imunidade ao Streptococcus equi e essa imunidade é vitalícia, provavelmente porque sempre haverá um reforço natural pela permanência do agente no individuo ou meio ambiente.

Valor da vacinação é questionável devido a baixa capacidade de estimular o sistema imunológico que as vacinas contra garrotilho possuem. A vacinação auxilia quando os animais vacinados contraem a doença, ela se manifesta de forma mais amena, ela também reduziria em até 50% a incidência em fazendas onde o garrotilho e um problema constante, mas devemos lembrar de possíveis reações adversas como inchaço local, reação sistêmica e púrpura hemorrágica.Os eqüinos com infecção ou suspeita de infecção não devem ser vacinados.

Deve-se proceder a desinfecção dos locais infectados, sendo os melhores desinfetantes para o Streptococcus equi : compostos de amônia quaternária, glutaraldeído,iodo PVP e clorexidine.

Autor: Rodrigo Cruz , Médico Veterinário, Departamento de Cirurgia de Eqüinos – HOVET - Medicina Veterinária - USP


Obs: Embreve teremos mais dicas, mande a sua também

 

 

 

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