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Vitamina D

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  • Uso Cl�nico

Hist�rico
    Enquanto visitava um campo de batalha onde os persas foram vencidos pelos eg�pcios em 526 a.C., o historiador grego Her�doto ficou a saber que o esqueleto dos guerreiros persas era muito mais fr�gil do que o dos eg�pcios, sendo este o motivo da derrota dos persas. Os eg�pcios atribu�am essa diferen�a ao efeito da luz solar, � qual se expunham desde a inf�ncia. J� os persas usavam turbantes para se proteger. Passados 2500 anos, pesquisas cient�ficas confirmam a explica��o eg�pcia.
    A m� forma��o �ssea, doen�a comum da inf�ncia, resulta em ossos finos e quebradi�os e mesmo na deforma��o �ssea do esqueleto, ficando conhecida por raquitismo. Sabe-se que o raquitismo era mais frequente em crian�as nascidas nas cidades durante o per�odo do Outono e Inverno. Durante v�rias d�cadas, foram testadas muitas drogas na tentativa de curar a patologia. Por volta da Primeira Guerra Mundial, uma investiga��o, conduzida pelo professor Sir Edward Mellanby, da Universidade de Londres, relacionou a ingest�o de gorduras (�leo de f�gado de bacalhau, manteiga, �leo de algod�o, etc.) com a preven��o do raquitismo. Entretanto, esses alimentos tamb�m continham vitamina A, lipossol�vel, o que levou � falsa ideia de que a defici�ncia de vitamina A era a causa da doen�a �ssea.
    A vitamina D levou algum tempo para ser descoberta, por ter sido confundida inicialmente com a vitamina A. A investiga��o do professor ingl�s, publicada em 1918, n�o continha explica��o para a contribui��o dos alimentos c�rneos na preven��o do raquitismo, uma vez que esses alimentos n�o s�o fontes de vitamina A. Essa evid�ncia resultou em mais estudos. Um grupo de pesquisadores americanos publicou, em 1922, a exist�ncia de uma outra vitamina com propriedades espec�ficas na regula��o do metabolismo �sseo.
    A partir de ent�o, foram conduzidas outras experi�ncias, apontando para a import�ncia da luz solar na preven��o do raquitismo. Por volta de 1930, a vitamina D foi isolada quimicamente e denominada calciferol. Em 1936, foi verificado que o 7-deidrocolesterol (uma pr�-hormona natural encontrada na pele) se transformava em vitamina D com a irradia��o ultravioleta. A explica��o era plaus�vel diante das primeiras evid�ncias de Her�doto. Mais recentemente, em 1968, concluiu-se que a forma qu�mica metabolicamente activa no organismo era na verdade o 25-hidroxicolecalciferol. Desde essa descoberta, outros compostos activos t�m sido encontrados e documentados cientificamente. Hoje est� provado que a vitamina D pode ser adquirida, pr�-formada, tanto pela ingest�o como pela exposi��o ao sol.
    Cabe salientar que a vitamina D foi uma das maiores descobertas na �rea m�dica de todos os tempos. Foi estimado que na Europa, em 1900, cerca de 90% das crian�as pequenas tinham raquitismo e que muitas delas morriam em consequ�ncia da defici�ncia de vitamina D.

Metabolismo

Nos seres humanos, a vitamina D3 � formada na pele, pela a��o dos raios ultravioletas da luz solar sobre um elemento (7-deidrocolesterol) presente na epiderme. Uma vez ingerida, a absor��o da vitamina D � feita juntamente com as gorduras do intestino, auxiliada pela b�lis produzida pelo f�gado.

       O transporte � feito na corrente sangu�nea, atrav�s da prote�na plasm�tica de liga��o da vitamina D (PLD), seguindo at� ao f�gado. Nesse �rg�o, � transformada na sua forma activa, podendo ser posteriormente armazenada no pr�prio f�gado, pele e ossos.
 Os precursores da vitamina D produzidos por leveduras, plantas (ergosterol) e animais (7-deidrocolesterol) s�o convertidos na pele em vitamina D pela exposi��o � luz ultravioleta (290-315 nm). Ela poderia ser chamada pr�-hormona, j� que o seu composto activo � uma hormona. Os seus precursores, vitamina D3 (colecalciferol) e vitamina D2 (ergocalciferol), s�o armazenados na gordura corporal. A vitamina D (tanto D2 como D3) � metabolizada no f�gado, onde � convertida na 1,25-hidroxivitamina D. Posteriormente, nos rins, esse composto � convertido na 1,25-hidroxivitamina D. A 1,25-hidroxivitamina D (calcitriol) � considerada o composto da vitamina D com fun��o biol�gica activa.
  

Fun��es

    A vitamina D, na sua forma activa, � essencial para o crescimento e o desenvolvimento normais, al�m de ser importante na forma��o de dentes e ossos. � prov�vel que essa vitamina seja respons�vel pela indu��o da forma��o de prote�nas que transportam c�lcio e f�sforo. Al�m disso, tem um papel fundamental na manuten��o dos n�veis sangu�neos de c�lcio e f�sforo, possibilitando a mineraliza��o �ssea.
Entre as fun��es da vitamina D, destaca-se a capacidade de aumentar a efici�ncia intestinal de absor��o de c�lcio e de mobilizar o armazenamento de c�lcio do osso para manter a concentra��o sangu�nea de c�lcio e f�sforo dentro da faixa fisiol�gica de normalidade. Dessa forma, a s�ntese da vitamina D � directamente regulada pelos n�veis de c�lcio e f�sforo contidos no sangue. A vitamina D quimicamente activa tem ainda as seguintes fun��es:
    1. Estimular a absor��o do c�lcio que � um mineral que, entre outras coisas, promove uma boa sa�de dos ossos.
(Para que o c�lcio se torne eficaz, deve ser bem absorvido pelo corpo)
    2. Estimular o sistema de transporte de fosfato no intestino.
    3. Mobilizar o c�lcio e o fosfato do osso para manter adequados os n�veis sangu�neos de c�lcio e f�sforo.(S�o necess�rios n�veis adequados de vitamina D para optimizar a absor��o do c�lcio)
    4. Aumentar a reabsor��o renal de c�lcio e fosfato.

Fontes

A vitamina D � encontrada em pequenas quantidades em alimentos animais na forma de colecalciferol (D3). Nenhum vegetal, fruta ou gr�o cont�m vitamina D em quantidade detect�vel. O mesmo acontece com carnes e peixes com baixo teor de gordura. A vitamina D � estocada no f�gado, o que faz com que este �rg�o seja boa fonte. � encontrada em pequenas quantidades na manteiga, nata, gema de ovo e f�gado e em grande quantidade no �leo de f�gado de peixes como lambari, salm�o, bacalhau, arenque e atum. Tanto o leite materno como o de vaca s�o fontes pobres desta vitamina.

Ela � muito est�vel e as prepara��es ou os alimentos que a cont�m podem ser aquecidos ou armazenados, durante longos per�odos, sem deteriora��o.

Teor de Vitamina D em alguns alimentos (100 g)

Fonte

m g / 100 g

UI / 100 g

Manteiga

1,4

56

Leite integral (n�o fortificado)

0,08

3

Queijo cheddar

0,3

12

Ovos inteiros frescos de galinha

1,3

52

Arenque defumado

3,0

120

Sardinhas Atl�ntico enlatada em �leo

6,8

272

Atum em lata

5,9

236

F�gado bovino

0,4

16

�leo de f�gado de bacalhau (comercial, refinado)

250

10.000

�leo de f�gado de tubar�o

60,5

2.420

Obs: 1UI = 0,025 mcg de vitamina D3

Recomenda��es Nutricionais de vitamina D:

Europa

O Comit� Cient�fico de Alimento da Comiss�o das Comunidades Europ�ias recomenda:

  • 400 UI de vitamina D diariamente para idosos (65 anos de idade)
Estados Unidos

O Instituto de Medicina nos EUA definiu a ingest�o adequada de vitamina D de acordo com a idade:

  • adultos at� 50 anos: 200 UI
  • adultos entre 51 e 70 anos: 400 UI
  • adultos com mais de 70 anos: 600 UI

  Idade �g /dia
Lactentes 0 a 6 meses 5
  7 a 12 meses 5
Crian�as 1 a 13anos 5
Homens 14 a 50 anos 5
51 a 70 anos 10
> 70 anos 15
Mulheres 14 a 50 anos 5
51 a 70 anos 10
> 70 anos 15
Gravidez 5
Lacta��o 5

Fonte: Institute of Medicine of the National Academies, Food and Nutrition Board, Dietary Reference Intakes Table, 2004
 

Defici�ncia
    Os sintomas de defici�ncia da vitamina D incluem o raquitismo em crian�as, osteomal�cia em adultos, fraqueza muscular, deforma��es no corpo, irritabilidade neuromuscular, que resulta em espasmos musculares, especialmente nas m�os, convuls�es e tetania.

Raquitismo: a vitamina D � necess�ria para prevenir e curar o raquitismo, doen�a associada � malforma��o �ssea devido � deposi��o deficiente de fosfato de c�lcio (hidroxiapatia) no osso. Essa doen�a leva os ossos a n�o suportarem o stresse comum e os esfor�os aplicados regularmente sobre eles. 


      Pernas em arco, �peito de pombo� e uma eleva��o frontal do cr�nio s�o caracter�sticas comuns resultantes da defici�ncia de vitamina D em crian�as. Na aus�ncia de tratamento adequado, pode resultar em morte devido ao enfraquecimento org�nico interno por colapso estrutural.
    A cura total do raquitismo � rara, podendo haver comprometimento da estatura da crian�a. Normalmente, os pais n�o percebem os sintomas antes da crian�a come�ar a andar; as pernas tornam-se arqueadas, o abd�men globoso e as costelas com n�dulos que se assemelham a contas (ros�rio raqu�tico); a estrutura do cr�nio tamb�m pode ser afectada. Os ossos amolecidos causam outras deformidades como pulsos e tornozelos alargados.
    As crian�as de origem africana t�m maior risco de sofrerem de defici�ncia de vitamina D, porque a elevada quantidade de pigmento cut�neo (melanina) reduz o teor de vitamina D metabolizado ap�s a exposi��o � luz solar.
    Existe ainda um segundo tipo de raquitismo, denominado raquitismo hipofosfat�mico, refract�rio � vitamina D. Esse tipo � resultante de uma disfun��o renal tubular. Pode ser considerado como um erro inato do metabolismo, o qual � determinado geneticamente.
    Osteomal�cia: � o �raquitismo� dos adultos. As suas principais caracter�sticas s�o os ossos amolecidos, provocando a deforma��o dos membros, coluna, t�rax e pelve. Os sintomas resultantes s�o dores do tipo reum�tico e fraqueza generalizada. A osteomal�cia � comumente confundida com osteoporose, embora n�o se trate da mesma patologia.

Excesso
    No caso de haver um consumo excessivo de vitamina D (acima de 5000-10000 UI/dia), denominado hipervitaminose D, podem ser observadas calcifica��es excessivas tanto nos ossos como nos tecidos moles (rins, pulm�es e at� t�mpanos). Tais calcifica��es podem conduzir ao desenvolvimento de c�lculos renais e at� surdez, dependendo do �rg�o afectado. Em crian�as, o excesso de vitamina D pode resultar em transtornos gastrointestinais, fragilidade �ssea, e atraso mental e de crescimento.
   

Uso cl�nico
    A vitamina D � �til na preven��o de tratamento de doen�as �sseas (raquitismo em crian�as e osteomal�cia em adultos). A vitamina D3 � usada para tratar perturba��es, como uma severa fal�ncia hep�tica, na qual a vitamina D n�o pode ser metabolizada. A f�rmula qu�mica activa da vitamina D e os seus an�logos s�o usados no tratamento de problemas �sseos no metabolismo da vitamina D2, quer sejam cong�nitos quer adquiridos. Recentemente, foi comprovado que a vitamina D pode ser �til no tratamento da psor�ase.
    Estudos epidemiol�gicos recentes sugerem a exist�ncia de uma correla��o entre o aumento da exposi��o � luz solar com o decr�scimo do risco de cancro do c�lon, mama e pr�stata. At� que ponto esse efeito protector � devido ao aumento da produ��o da vitamina D pela pele, permanece desconhecido.
    A vitamina D3 � um potente agente antiproliferativo de c�lulas normais e tumorais que possuem receptor para a vitamina D. Tamb�m tem mostrado utilidade no tratamento da osteoporose, especialmente em pacientes que apresentam defici�ncia de c�lcio.

Fontes consultadas:

Vitamins in Human Health and Disease, T.K. Basu, J.W. Dickerson, CAB International, 1996.

Alimentos, Nutri��o e Dietoterapia, L. Kathleen Maban, Sylvia Escott-Stump, Ed. Roca, 1998.

Tabela e Composi��o Qu�mica dos Alimentos, Guilherme Franco, Ed. Atheneu, 1999.

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Novidades

Pesquisas feitas na Austr�lia, Europa e Am�rica do Norte mostram que aproximadamente 95% dos pacientes de Quiropraxia t�m como principal queixa, dores m�sculo-esquel�ticas. Por exemplo: lombalgias (dores nas costas), cervicalgias (dores no pesco�o), cefal�ias (dores de cabe�a), al�m de dores nos ombros, bra�os e pernas. 

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