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| Capitulo 14 - Sem domina�ao do perigo |
| Entre seus solu�os e l�grimas que ca�am livremente sobre seu rosto, Gina ouviu um forte suspiro de Draco vindo de algum lugar abaixo de seu peito. Ela imediatamente o soltou, porque se continuasse a segur�-lo daquele jeito provavelmente s� ajudaria a sufoc�-lo.
- Se voc� quer mesmo passar os dias do meu lado � melhor que fa�a isso parar logo � disse Draco com uma imensa dificuldade para respirar e a sensa��o de dor que cortava, rasgava e retalhava crescendo cada vez que ele fazia esfor�o para falar. - Aham � murmurou Gina, sem tempo para se sentir envergonhada, ela o depositou delicadamente no ch�o e puxou a varinha novamente. Enquanto ela fazia movimentos circulares, Draco arfava como se estivesse querendo comer o ar em vez de apenas respirar. O sentimento de desespero aumentando dentro dela, Gina fechou os olhos para se concentrar e s� abriu novamente quando apontou sua varinha diretamente para o pesco�o de Draco e pronunciou: - �Restabelicurvios� � disse e bandagens surgiram onde estava escorrendo sangue, e o sangue parou de escorrer e tudo ficou perfeitamente limpo � Como voc� se sente? - Embriagado como um b�bado que acorda de ressaca! � ofegou Draco passando a m�o pelo ferimento e fazendo cara de dor, como se cada vez que ele tocasse queimasse. Gina o olhou, agora ele parecia mais uma crian�a fazendo manha. - Se voc� olhar para o ch�o vai ter uma id�ia de quanto sangue voc� perdeu, ent�o n�o d� pra voc� se sentir menos tonto! � explicou ela rindo. Draco se espantou olhando ao seu redor, todo o ch�o estava encharcado por sangue. - Isso tudo � meu? - Sim � Gina olhou para o sangue e sentiu seus joelhos derreterem, podia ter perdido Draco pra sempre naquela hora � Mas voc� vai ficar bem... Ele olhou dela vagamente para suas roupas, vermelhas tamb�m, e desta vez aproveitou cada segundo do ar g�lido da noite entrando em seus pulm�es. - T� frio... � ele murmurou sentindo que sua voz tinha tremido um pouco � Mas eu n�o tenho medo � e Gina viu como seus olhos escuros estavam estreitos quando ele lan�ou a ela um olhar intrigante, ela n�o saberia dizer se Draco estava admirando-a, n�o saberia dizer o que ele poderia estar pensando enquanto a olhava � porque eu tenho um anjo que cuida de mim! E agora estou tendo a vis�o de um anjo iluminado que se aproxima de mim... Draco puxou a m�o de Gina e ela se sentou do lado dele. Ent�o, ele passou a m�o no rosto p�lido dela. - Eu sei o que voc� est� sentindo agora � Gina sentiu um arrepio quando Draco disse essas palavras � o nosso amor � mais forte do que a nossa vontade de ficar longe um do outro. Draco foi beij�-la, mas ela desvencilhou seu rosto delicadamente e come�ou a olhar para algum ponto que passava por cima do ombro direito de Draco. - Como voc� pode ter certeza que tem o meu amor? � disse num tom duvidoso. - Porque eu ouvi voc� dizer que me amava � Draco tocou delicadamente no queixo de Gina e a fez olhar para ele novamente, ele estava s�rio e tinha ficado ainda mais bonito daquele jeito � voc� estava chorando. - Estou envergonhada, sei que agi como uma idiota, mas... � ela disse ruborizando. - Voc� nunca vai ser idiota, se n�o fosse por voc� estar ali, pelo que voc� me disse acho que eu n�o estaria vivo agora � e Gina sentiu que ele estava sendo fortemente sincero � Voc� sabe disso h� muito tempo, mas espero que agora voc� acredite. Eu te amo Gina Weasley. Desta vez ela sentiu seu rosto queimar dolorosamente, e sentiu uma felicidade que pulava em seu est�mago, saltitava em cada c�lula de seu corpo, e a fazia sentir embriagada. - Ent�o eu tenho o seu amor? � Gina disse hesitante, embora n�o tivesse nenhuma d�vida sobre isso. - Eu lhe dei o meu amor antes de me pedir-lhes! � exclamou Draco sorrindo, sua boca estava mais rosa do que normalmente e parecia muito seca, ele segurou as m�os de Gina. - Eu lembro de voc� rindo de mim na escola, de voc� me maltratando no acampamento � ela comentou � Eu estava t�o confusa, pensei que voc� nunca iria mudar, achei que isso n�o tinha chance de acontecer. - N�o merecia ter te encontrado se eu te perdesse simplesmente por continuar sendo o imbecil arrogante que provocava todo mundo em Hogwarts, e que me achava superior por ser puro-sangue e ter dinheiro � disse Draco franzindo as sobrancelhas � Definitivamente esse n�o sou eu mais. O sorriso indefinido no rosto de Gina se transformou num sorriso de verdade. - Eu nunca esperava me apaixonar por algu�m como voc�, Draco � disse francamente como se isso a fizesse sentir surpresa com si pr�pria � Voc� era meu inimigo, nossas fam�lias s�o! Como a gente pode fazer isso? - Eu n�o sei... � respondeu ele fracamente � Voc� acredita em destino? Ela olhou para Draco, surpresa. - Talvez... - Ent�o que se cumpra o nosso destino... No instante seguinte a boca rosa de Draco encontrou a pele p�lida de Gina com um beijo quente, mas r�pido. E ent�o ainda beijando-a suavemente ele a pegou em seus bra�os e a ergueu. Gina sentiu seus l�bios se contra�rem num sorriso enquanto o beijava numa embriagues divertida, ent�o ela abriu os olhos e viu o contorno da �ris acinzentada de Draco olhando para ela, seu rosto com cortes microsc�picos que ela jamais enxergaria se n�o tivesse t�o perto, quando ele a beijou de novo, Gina sentiu como o gosto de Draco era doce. Ele colocou suas m�os nas costas dela e passou seus dedos quentes descendo e subindo sobre ela, Gina segurou com for�a o bra�o de Draco, mas n�o forte o suficiente para ele perceber que isso o estava machucando. Quando Draco a soltou, Gina estava ligeiramente sem f�lego. Draco a pegou pela cintura e a ergueu. - N�o, Draco! � ela exclamou perplexa � Pare com isso! - Eu tenho controle sobre isso! � desdenhou Draco girando-a mais rapidamente e a fazendo ficar tonta, at� que inesperadamente eles ca�ram. Gina sentiu a grama ro�ando em seu corpo, Draco caiu por cima dela, mas a queda foi amortecida por que os dois rolaram alguns metros enquanto ela s� podia ouvir a pr�pria voz soltando alguns gemidos e a respira��o de Draco ofegante. Gina sentiu o peso de Draco pressionando-a contra o ch�o, e sentiu cheiro de sangue. Assustada ela fitou os olhos ao redor de Draco e de seu rosto fino e suas bochechas rosadas, havia muitos fios de cabelo loiro platinado na frente de seus olhos, e havia sangue manchando todo o bra�o dele, e sujando seu cabelo, ent�o ela viu que sua m�o tamb�m estava manchada, e olhou para grama e percebeu que toda a grama estava vermelha e eles haviam rolado por ela. Sem pensar em mais nada, sua m�o se entrela�ou atr�s do pesco�o dele e ela sentiu o l�bio de Draco friccionando contra os dela, sentiu o cora��o dele batendo violentamente como se estivesse dentro do pr�prio peito dela. E a sensa��o de �xtase era t�o grande que seus ossos estavam doendo... - Voc� est� me machucando � reclamou Gina num ru�do quase impercept�vel, e Draco se apoiou em seus joelhos e em suas m�os colocadas no lado dos ombros de Gina. Ele a admirou, os seus cachos ruivos ficaram em alto relevo misturado com o sangue da grama, seus olhos azuis estavam t�o brilhantes, como ele nunca tinha visto antes, Draco agradeceu mentalmente por Sirius ter preferido que eles seguissem por lados opostos, deixou a ele a oportunidade de se entender com Gina. - Como eu sou mal... Eu te machuquei, agora vou ter que te curar � e Draco beijou a boca de Gina, e beijou o rosto p�lido e g�lido dela, e beijou carinhosamente seus olhos e seu pesco�o e... - Draco! � a voz de Gina o chamou e ele olhou para ela como uma crian�a travessa � Eu j� estou perfeitamente bem! Draco rolou para o lado e deitou com as m�os embaixo da cabe�a, sua express�o ficou repentinamente s�ria. - O que houve? � indagou Gina apoiando-se em seus cotovelos � Voc� ficou calado de repente... - � que eu estou tentando imaginar a rea��o do seu pai quando voc� me convidar pra jantar. - Ele vai achar ador�vel! � exclamou Gina sorrindo � N�o pelo fato de voc� ser um Malfoy, e estar sujeito a qualquer tipo de brincadeira que ele fizer com voc�... Talvez voc� nem volte completamente normal pra casa... - � t�o ruim assim? � interrompeu imediatamente. A boca de Gina se abriu num grande sorriso. - Claro que n�o! A vida de nenhum pretendente meu seria f�cil, e eu sei que quando eles te conhecerem direito... - V�o querer me transformar num sapo! � notas de inconsol�vel preocupa��o saindo com essas palavras. - Aposto que voc� vai at� assistir aos jogos do Chudley Cannons com a minha fam�lia! - Chudley Cannons? � Draco enrugou a testa � Esse time est� na Segunda divis�o! � mas logo o tom agudo de sua voz sumiu e a express�o traquinas de Draco voltou, aquela express�o que sempre dava a id�ia de que ele estava pensando em aprontar alguma coisa � Vai ser divertido ver jogos do Chudley Cannons! - � tenho certeza que voc� vai gostar! � garantiu animada. Draco n�o sabia como Gina podia achar que ele seria bem recebido na casa dela, na verdade ele achava que a �ltima coisa no mundo que os Weasley queriam era que um Malfoy fizesse parte da fam�lia, Rony era um exemplo disso, no entanto Draco preferiu guardar esses pensamentos para si. - Deixe me ver como est� o machucado... � os dedos de Gina tocaram delicadamente a superf�cie dos cortes no pesco�o de Draco, isso fez o corpo dele se arrepiar com uma dor bem fininha. Gina olhou para um Draco totalmente est�tico � Parece que j� est� melhor, podemos continuar caminhando para a Mans�o... - N�o! � discordou com firmeza � Ainda n�o est� suficientemente curado... � e terminando de dizer isso, puxou os dois cotovelos que estavam apoiando Gina e ela caiu sobre a boca dele que estava tremendo, mas ela n�o sabia se era por causa do frio ou da dor ou simplesmente pelo fato dela estar por cima dele como sua pr�pria roupa e sentir o ar g�lido passando nos pequenos espa�os entre seus l�bios. Por�m todo o resto estava quente, queimava em cada toque que fazia nela. Draco abriu seus olhos cinzentos e disse para uma Gina arfante: - Agora podemos ir... ** ** No lado oposto da Mans�o, num lugar t�o distante que as centelhas vermelhas de Gina e Draco nem foram notadas, um Sirius com esp�rito aventureiro e dois lentos adolescentes caminhavam. O padrinho de Harry dava alguns passos apressados � frente e olhava para tr�s onde Tathy e seu sobrinho quase n�o haviam se movido, ent�o voltava irritado para adiant�-los. - Acabamos de passar a metade do caminho e voc�s parecem um par de tartarugas idosas andando! � brigou Sirius com suas sobrancelhas negras se franzindo � Francamente, desse jeito chegaremos na Mans�o quando amanhecer! E n�o queremos isso porque mesmo na escurid�o j� temos uns cinco Comensais da Morte para cuidar de cada um de n�s! - N�s sabemos disso, Sirius � disse Harry aborrecido � Mas j� andamos um monte sem sequer ter dormido uma noite inteira de sono, estamos ficando cansados! Harry olhou para Tathy que estava um pouco afastada, por�m caminhava do seu lado. Ela olhou para ele, aqueles olhos verdes que pareciam transparecer tanto cansa�o e ao mesmo tempo penetrava e fulminava cada resto de f�lego que ainda restava nela. Talvez alguns instantes tenham corrido despercebidamente antes de Tathy dizer: - �, Sirius, voc� tem que nos entender! N�o conseguimos andar mais r�pido... - Pra mim voc�s est�o fazendo corpo mole, eu tamb�m n�o estou nas minhas melhores condi��es mesmo assim poderia estar a quil�metros na frente � ele se virou e viu que Tathy e Harry continuavam a se olhar com olhares intrigantes � Oh vamos! O que est� acontecendo aqui? � os dois olharam espantados para Sirius que retribuiu com um olhar divertidamente suspeito � Eu j� estou sem gra�a de ficar pedindo pra voc�s se apressarem e s� ver voc�s se olhando com cara de quem est�o flutuando nas nuvens! Era s� avisar que eu estava atrapalhando... � Sirius recebeu em resposta alguns grunhidos de Harry e Tathy, mas ele n�o deixou que eles falassem � Ent�o eu vou indo � frente, e depois que voc�s resolverem o que t�m pra resolver, voltem a andar normalmente... Assim Sirius se afastou t�o depressa que para Tathy aquele olhar de Harry pareceu ter durado uma eternidade a mais. A dist�ncia entre eles caiu pela metade at� que estavam muito pr�ximos tanto que a m�o de Tathy encostou muitas vezes na m�o de Harry enquanto os dois caminhavam. - Precisamos conversar � disse Harry finalmente com sua determina��o infal�vel. - Oh n�o, Harry � Tathy fugiu do alcance dele � Eu j� lhe disse que n�o quero mais discutir sobre esse assunto. - Voc� quer matar a n�s mesmos? Porque � isto que est� acontecendo, essas d�vidas est�o me torturando, eu n�o sei o que acontece com voc� a cada dia pra mudar desse jeito. - Eu n�o estou mudando � Tathy respondeu secamente, continuou andando � Eu t� tentando evitar que a gente acabe se machucando com essa hist�ria, e conseguiria fazer isso muito bem se voc� colaborasse. - Por que eu deveria colaborar com alguma coisa que eu n�o quero! � exclamou Harry segurando a m�o de Tathy e fazendo-a parar, seus passos tinham se tornado mais r�pidos � Eu n�o quero ficar longe de voc�! Tathy estremeceu por dentro, Harry, aquela declara��o, os olhos verdes fitando-a faziam sentir sem escolha, mas ela precisava ser forte. - Eu n�o sou uma boa pessoa para voc�, voc� merece mais do que eu � disse firmemente, embora suas m�os tocando as de Harry n�o expressassem a mesma atitude. - Voc� n�o respeita o meu direito de escolha? Voc� poderia ser a pior pessoa do mundo que ainda sim, eu decido, � injusto voc� n�o me dar esse direito. - Voc� n�o deve confiar em mim! � suas notas de melancolia crescendo para um tom de raiva � Todo esse tempo eu n�o pude ser totalmente honesta com voc�. - Ent�o me diga � perguntou Harry � me mostre, eu quero entender o que te faz agir assim. - N�o posso � murmurou Tathy, seus olhos lacrimejando, sua capa preta voando com o vento da noite � N�o vou poder ficar com voc� Harry, at� o fim. Harry abalado a puxou pelos bra�os, e por um instante ele achou ter visto um fantasma de Tathy, algo sem vida. - Voc� desistiu? Voc� mudou de id�ia e descobriu que nunca gostou de mim � era a �ltima coisa que ele queria saber � Voc� me ama? - Eu... � as palavras delas eram t�o vazias que pareciam sair de um abismo � Eu... - Voc� o qu�? � insistiu Harry � Me ama ou n�o? - Eu amo voc�, � claro que sim. Mas eu nunca vou poder ficar com voc�, n�o posso te garantir que vou estar aqui pra sempre � somente os olhos dela que brilhavam como chama verde ainda n�o estavam p�lidos � Isso d�i. - Eu odeio quando voc� diz essas coisas. Tathy colocou sua m�o envolta de seu pesco�o e arrancou a metade do talism�. Seus dedos frios despejaram a serpente nos longos e ossudos dedos de Harry. - Tome, voc� sabe que eu estou aqui por causa da Maldi��o, e porque o talism� estava comigo, mas agora ele lhe pertence, � a sua alma, ent�o cuide bem disso. - Por que voc� est� me dando isso agora? At� aqui voc� o trouxe... - � seu, est� na hora de voc� lev�-lo e destru�-lo. Eu s� estava aqui para assegurar que isto acontecesse, e estamos realmente muito perto. - Ent�o n�o era pra voc� se apaixonar por mim e fazer eu me apaixonar por voc�, isso n�o estava nos planos de acabar com a Maldi��o... - Quem disse para ser t�o atraente, Harry Potter? � um sorriso fino se formou no canto de sua boca � Voc� n�o est� ajudando... - Que pessoa que eu n�o posso confiar guardaria o talism� sem nenhum arranh�o? � Harry desviou o olhar pensativo para o ch�o � Voc� faz parte de algum f� clube sensacionalista? Tathy sorriu por um tempo, de um jeito t�o espont�neo, que somente ela em todo o mundo poderia ter sorrido. - N�o fa�o, com certeza! � Harry voltou-se para ela, suas ma�as do rosto rosadas pelo frio � O que sinto por voc� � maior do que uma rela��o de uma garota que tem p�steres seus colados nas paredes do quarto. - Eu me importo mais com voc� do que sentir se voc� pode ou n�o ser confi�vel... � Tathy deu um passo para tr�s e quase caiu. Harry foi para frente. - N�o � ela disse estendendo a m�o para Harry n�o se aproximar. Por�m Harry encolheu-se segurando sua cicatriz. - Tathy voc� est� a�?... � sua vis�o tinha ficado branca � est� doendo muito, n�o deixe Voldemort te pegar... - N�o tem ningu�m aqui al�m de n�s � aflita ela ajoelhou-se e acariciou os cabelos rebeldes de Harry � Calma, meu amor... Harry gemeu agudamente, Tathy se afastou assustada. O garoto debateu-se at� cair deitado na grama. Ele abriu seus grandes olhos verdes e viu o c�u da noite e os pontos prateados que eram as estrelas. Tathy que estava a uns dois metros de dist�ncia veio engatinhando em sua dire��o. - Voc� est� bem? � choramingou. - Isso s� pode ser um sinal, Voldemort vai nos achar, sua raiva est� aumentando � ele levantou-se rapidamente e foi pegar na m�o de Tathy, mas ela a tirou. - Fique longe de mim � advertiu � Voc� est� esquecendo do que � mais importante. Vamos acompanhar Sirius. Harry ajuntou o talism� na grama e disparou para acompanh�-la, sem discuss�es, se Voldemort estava cercando-os ele n�o poderia perder mais tempo. Correram rumo � Mans�o Malfoy. ** ** - Aqui � Hermione viu Rony voltando vestindo seu su�ter cor de tijolo e cal�as marrons, em cada m�o um frasco azul � Estavam todos reunidos do lado de fora da barraca principal, acho que estavam falando sobre algo importante, porque n�o havia ningu�m na sala... - �timo isso n�o importa agora � disse Hermione satisfeita, pegando os frascos da m�o de Rony olhando curiosamente para eles � Ser� que tem gosto de anil? N�o quero pensar sobre isso... � ela tirou uma caixa preta totalmente estofada e depositou as po��es ali � Voc� ta pronto? - O melhor caminho � pra baixo � disse enquanto gesticulava com sua varinha e os dois mal�es flutuaram seguindo-os. O Sol j� tinha se posto, de modo que Hermione e Rony n�o tinham uma ampla vis�o adiante, no momento eles viam muitos troncos de �rvore, alguns olhos arregalados de coruja e ouviam os sons que elas emitiam. Hermione agarrou a m�o de Rony que ia � frente, quando ele virou espantado para ela, ela apenas sorriu timidamente, ent�o ele apertou mais forte sua m�o, fazendo-a sentir muito mais segura, e deixando-a mais confiante � medida que a floresta foi reduzindo-se, eles desceram um barranco e caminharam, n�o muito longe se orientando pelo prata enferrujado que reluzia adiante. - Voc� nunca se perguntou por que aparentemente tudo fica estranho quando as coisas n�o d�o certo? � questionou Rony, um tanto intrigante � Quero dizer, as coisas ruins n�o esperam sua vez para acontecer, parecem que elas se acumulam e desabam na sua vida de uma vez s�, tornando tudo uma tremenda droga. - Eu j� pensei sobre isso v�rias vezes, geralmente deitada no meu quarto me perguntando por que existo, se essa vida tem que ser t�o cruel, mas isso � melanc�lico demais � ela pausou � Por que voc� est� me dizendo isso? - Parece que o clima pressente que uma cat�strofe vai acontecer que Voldemort derrotar Harry, certo estamos na regi�o mais fria da Gr�-Bretanha, mas na teoria nossas f�rias apenas come�aram, � a noite mais fria de ver�o de toda a minha vida. - Que loucura, Rony! � a garota exclamou perplexa � Mas voc� tem raz�o! � Voc�-Sabe-Quem est� congelando este lugar, est� sugando a energia boa que havia em volta dele! N�s precisamos ajudar Harry a se livrar dele. Eles pararam em frente ao port�o com o orgulhoso M da fam�lia Malfoy. - Quando eu era crian�a sempre quis vomitar nesse port�o � falou Rony meio nost�lgico com uma nota de provoca��o � Os Malfoys se gabam desata Mans�o por s�culos, acham que dinheiro representa o quanto voc� � um bruxo poderoso, por isso eles continuam pisando em cima da minha fam�lia por gera��es. - Sinceramente um port�o enferrujado e feio como este n�o me impressiona. E seria nojento demais voc� vomitar agora, � melhor esperar quando o Malfoy estiver te vendo � aconselhou e abriu sua mala que pairava no ar, tirou a caixa preta que continha os dois frascos, segurou-a junto ao t�rax � Lembre-se a partir do momento que tomarmos isso teremos quinze minutos para entrarmos que eu acho ser mais do que suficiente. E por favor, nada de realizar sonhos infantis, Rony. - Seria a oportunidade perfeita � reclamou e vendo a express�o opressora de Hermione acrescentou � Mas talvez eu possa fazer isso uma outra vez quando Harry e Voldemort n�o estiverem envolvidos. - Agora estamos lidando com problemas de adulto, qualquer erro pode custar muito caro a n�s dois � a garota disse com veem�ncia e lembrou a Rony a mesma rea��o que Mione tinha quando se tratava dos Exames Finais � Tome tudo de uma vez s�, o mais r�pido que puder. - Hermione � Rony chamou antes que a garota bebesse � Nunca estudamos esse tipo de po��o, e as po��es normais n�o deixam os bruxos que a usaram com tonturas e perda de vis�o, e � comum precisarem de um prazo para come�ar a fazer efeito. Qual � o seu N�vel T�nico Reagente? - Um dos mais fortes que existem � ele pode ver um brilho assustador passar repentinamente pelos olhos de Hermione, ela tentou disfar�ar, mas o melhor que conseguiu fazer foi substituir seu rosto por fei��es menos preocupadas � S� bruxos peritos que tem seus organismos prontos para reagir aos efeitos da po��o s�o aptos para us�-la porque ao primeiro gole ela age, mas como estamos numa situa��o que n�o temos escolha... - Melhor eu parar de fazer essas perguntas idiotas antes que eu descubra mais alguma coisa... � acrescentou Rony abrindo o frasco � Sa�de! � ele tentou soar otimista e virou o l�quido verde sem deixar uma gota. Quando ele abriu seus olhos, imaginando se ainda veria o mundo normalmente, viu Hermione encarando-o levemente ansiosa. - � bom? Como voc� est� se sentindo? � interrogou. - Eu n�o acredito, Hermione! � brigou Rony indignado, suas sardas acentuando-se na penumbra � Voc� ainda n�o bebeu?!? Na verdade eu n�o consegui sentir o gosto, engoli r�pido demais, e eu t� me sentindo um pouco frio, se � que voc� me entende. - Que engra�ado! Voc� quase me matou literalmente de tanto rir... � retorquiu a garota observando-o. - Vamos, beba logo a sua po��o! � insistiu ele impacientemente � O meu tempo j� est� correndo... - Certo � disse como se estivesse tentando convencer a si mesma que n�o era para ter medo de tomar a po��o, uma simples po��o, um procedimento necess�rio. Ela sentiu a planta viscosa escorrer por sua garganta e n�o conseguiu evitar uma careta, e raiva ao ver Rony rindo � Droga! O que foi? N�o vai dizer que foi a melhor bebida que voc� j� bebeu? - Nem perto � respondeu desviando o olhar e dirigindo-se para o port�o. Rony tentou abri-lo, mas como era �bvio estava trancando, ele chutou � Como vamos entrar aqui? - Ai, ser� que voc� nunca vai aprender! � resmungou desanimada � Alorromora! Feiti�o b�sico do primeiro ano de Hogwarts. O port�o da Mans�o moveu-se e ficou entreaberto, Rony ficou boquiaberto. - Como voc� conseguiu? Eu pensei que se us�ssemos feiti�os aqui viriam outros quinhentos para contra-atacar e quando os Comensais da Morte chegassem s� restaria nossas cinzas... - Voc� n�o est� sentindo? � disse num tom meio sombrio � Estamos definitivamente congelados por dentro, isso � estranho, e acho que nossos �rg�os est�o r�gidos, como faz falta sentir minha pulsa��o! - Podemos usar qualquer feiti�o? � Rony estava confuso. - O objetivo de L�cio � deixar estranhos invadirem a Mans�o e morrerem ao primeiro passo que derem � explicou Hermione categoricamente � Mas n�s n�o transmitimos calor, somos como uma brisa gelada que passa entre as grades. Ela passou pela pequena abertura do port�o e Rony a seguiu. - Nunca vamos acionar nenhum tipo de defesa enquanto estivermos assim � constatou com seu olhar determinado de primeira aluna da classe � Toda fortaleza tem seu ponto vulner�vel! - Assim como todo plano para entrar nelas � arriscado! Temos doze minutos! Vamos sair daqui! � Rony a puxou pela m�o e os dois come�aram a andar rapidamente. Eles estavam avan�ando pelo jardim alucinadamente, as malas oscilando em seus encalces. De repente ouviram um baque e um vulto passar veloz entre eles e as �rvores, Hermione abra�ou Rony escondendo seu rosto no peito dele. - J� foi � o garoto avisou sentindo os m�sculos dela encolhidos em volta de seus bra�os. Hermione levantou sua cabe�a, um pouco amedrontada, no entanto seus olhos castanhos pararam em Rony, que estava observando-a t�o atento. - Acho que seu cora��o parou de bater � ele disse e ela soltou-o. - Seu bobo � falou num tom divertido � Agora adivinhe por qu�. Sem olhar para ele mais uma vez, de prop�sito, para n�o ter que ouvir a resposta, Hermione deu passos largos adiante, tentando se desvencilhar dos troncos e folhas no ch�o. - Espere, Sra Apressadinha ou vamos ter grandes problemas � sorrindo Rony olhou para ela a tempo de ver um monte de cip�s cobrindo seu corpo. - Rony! � ela gritou desesperadamente � me ajude! Eles est�o me batendo! - Eu t� indo! � respondeu, quase trope�ando em seus pr�prios p�s, movendo-se desordenadamente enquanto Hermione se debatia e afastava-se mais dele. Rony estava quase chegando quando uma �rvore caiu com um estrondo a um cent�metro de seu p�, ele pulou para tr�s caindo com as m�os apoiadas na terra �mida. Por um momento pensou ter ouvido as batidas de seu cora��o disparado, e com certeza se estivesse batendo, seu cora��o estaria saindo pela boca. A passagem estava obstru�da. - Hermione! � berrou a plenos pulm�es, por�m seus ouvidos n�o conseguiram distinguir nenhum ru�do como resposta. Ele sentiu seus olhos arderem enquanto as l�grimas invadiram sua pupila e �ris. Rony fungou e chutou o tronco com toda a raiva que conseguiu reunir. Atr�s s� estava sua mala pairando inutilmente, ele consultou o rel�gio. Tinham cinco minutos. �Fa�a alguma coisa� ordenou a si mesmo �N�o fique a� parado enquanto o seu tempo se acaba�. Seus piores pensamentos chegaram como dementadores, dezenas deles sugando sua esperan�a, trazendo pesadelos. Ele lembrou dos desmaios e da perda de vis�o, contudo o fato deles ficarem perdidos na Mans�o malfoy podia significar um fim tr�gico nas m�os de Voldemort, ele poderia us�-los para atrair Harry ou simplesmente mat�-los de uma forma torturante. �Fa�a alguma coisa, Ronald Weasley, mostre que voc� n�o � um perdedor� seu punho do�a de tanto que ele estava esmagando seus dedos na palma da m�o. �S� h� uma sa�da� pensou embora totalmente contrariado e abriu seu mal�o, tirando uma pena, um pergaminho e escrevendo um pedido de socorro. Tirou de dentro da mala, mais um frasco azul, contendo outra dose da po��o para a pessoa que viria ajud�-lo, em rolou a carta no vidro e chamou: �P�chi�! Faltava apenas um minuto para acabar o efeito da po��o e uma corujinha min�scula surgiu de um mergulho, fazendo um v�o rasante parando perto do rosto de Rony dando bicadinhas em seu nariz. - P�chi, � s�rio! � ele pediu e a corujinha ficou batendo suas asas � Voc� precisa levar esta carta a V�tor Krum, urgente! Se ele n�o lhe der aten��o, n�o o deixe em paz at� que ele pegue a sua vassoura e se mande pra c�, entendido? � a corujinha emitiu dois pios � Vai! E quando aquele pontinho sumiu definitivamente na escurid�o, Rony sentiu a primeira onda de tontura nocaute�-lo. Sua primeira pulsa��o depois de quinze minutos teoricamente morto provocou uma forte press�o em seu corpo, suas veias incharam e o sangue voltou a circular, como se nunca tivesse circulado, como uma subst�ncia que ardia em todos os seus membros. Ele sentiu-se tonto pela segunda vez, nauseante e o lugar girava � sua volta como um irritante brinquedo, daqueles de parque de divers�es que sempre giram mais r�pido, mais r�pido. �Por que as po��es que ela escolhe nunca causam uma sensa��o agrad�vel em mim?� Rony pensou tentando se distrair dos sintomas e se concentrando em alguma solu��o para encontrar Hermione. �Seu b�lgaro gordo, seja mais lento e n�o poderemos mais disput�-la�. ** ** Hermione rolou por tanto tempo que n�o saberia diferenciar se o lugar certo para seus p�s era na cabe�a ou ao contr�rio, sua queda converteu-se em cambalhotas desajeitas e finalmente os cip�s a soltaram, como se estivessem cansados da brincadeira e simplesmente rastejaram para longe, sendo engolidos pela floresta. A sensa��o de estar girando ainda n�o a havia abandonado, estava com seu corpo totalmente encostado no ch�o da floresta, e o cheiro de terra �mida invadia suas narinas, isso lhe deixava com um pouco mais de seguran�a, mas n�o quanto ela queria ter naquele momento. Ent�o, ela respirou fundo, e sentiu que seus �rg�os vitais estavam funcionando. �Menos mal� certificou-se colocando a m�o sobre o cora��o. Sua freq��ncia card�aca era como um tambor com batidas estrondosas. Ela olhou para si mesma, e viu que estava um lixo, a roupa completamente suja e rasgada, seus bra�os estavam cheios de pequenos arranh�es e sua m�o estava sangrando. �N�o, sangue n�o!� Mione pensou desanimada rasgando a barra de sua cal�a para poder amarrar no corte e estanc�-lo. Sua vis�o falhou quando ela estava sentada tirando cabelos grudados de suor em sua testa, ela vacilou para tr�s, conseguia ouvir sua respira��o como um f�lego acelerado, era a �nica coisa que ela podia confiar, em seus ouvidos, e agora eles estavam deixando-a com muito medo, e essa sensa��o foi aumentando. Ela tentou engatinhar para qualquer lugar, mas n�o fazia id�ia se era melhor ficar quieta ou se movimentar, ela sentia-se drogada, absolutamente tonta, e sua vis�o n�o voltava. Estava tudo escuro, ela estava na escurid�o, nos dom�nios de Voldemort. �Rony!� ela ouviu-se gritar e sua voz soou apavorante. E de repente come�ou a chorar, quando estava em Hogwarts Hermione nunca demonstrava que essas coisas pudessem atingi-la. Mesmo quando Draco costumava xing�-la de sangue-ruim, mesmo quando tudo estava perdido para eles, ela sempre havia se mostrado forte, decidida e inteligente, honrado as qualidades de um grifin�rio. Mas agora ela se encontrava sozinha, n�o precisava ser forte por ningu�m e n�o teve vergonha de chorar. �Rony� chamou entre solu�os e seu choro silenciou momentaneamente. Sem pensar de uma forma concreta, pois sua mente estava bagun�ada demais para isso, Hermione engoliu o choro, ela sabia que n�o era fraca, seria rid�culo ficar chorando enquanto ela precisava agir. �Agir; Hermione� conseguiu concretizar essas palavras, s�lidas como a firmeza que ela devia reagir a tudo isso. Sua vis�o piscou como se algu�m tivesse acendido uma grande luz branca diante de seu rosto e imediatamente apagado. E quando a luz voltou, o cen�rio aos poucos ficou mais n�tido, tudo ocupou seu espa�o de antes, e a garota percebeu que estava apoiada em suas m�os e logo se desequilibrou e caiu. Irritada Hermione levantou segurando sua cabe�a que do�a exaustivamente. �Quando esta sensa��o horr�vel vai passar?� A voz em sua mente reclamou com raiva �Eu n�o esperava que os efeitos durassem tanto tempo�. A garota continuou caminhando, com passos lentos e atenta a qualquer perigo, sua m�o machucada levando a varinha pronta para se defender. ** ** L�cio estava sentado no ch�o frio de mais um aposento da Mans�o, aqueles pensamentos sem sentido sobre Narcisa estavam enlouquecendo-o, ele n�o entendia por que nunca tinha tido essas lembran�as antes, n�o pareciam lembran�as nada felizes, sen�o sombrias e o faziam sentir preso, ele n�o poderia mudar o passado, apesar de ainda n�o ter certeza do qu� ele queria mudar. Fixou a parede branca, que mesclou-se enquanto ele viaja. E a maldita hist�ria repetiu-se do ponto em que havia parado. Narcisa vestindo suas vestes de festa ficou r�gida quando a pequena criatura do mal deu o bote. O pequeno dem�nio tornou-se uma fuma�a vermelha como p�lvora que Narcisa respirou e que saiu pelo seu nariz quando ela expirou. Seus olhos acinzentados ficaram azul claro como gelo, sua pele assumiu tons mais roxos, como se ela tivesse acabado de perder vida, como se estivesse meio-morta, n�o completamente, por�m o bastante para ficar vis�vel sua transforma��o. �Est� consumado� a vozinha fina saiu de uma cavidade que supostamente devia ser sua boca, a pele enrugada aparentando muitas queimaduras tornou-se mais resistente, como se a camada superficial tivesse recebido prote�nas. �O acordo foi aceito, voc�, pobre menina ambiciosa, ter� toda riqueza que seu cora��o desejar, o ouro necess�rio para lhe satisfazer. Em troca a partir do instante que voc� permitiu que eu entrasse em seu corpo, eu controlo seus pensamentos, eu possuo o que existia de bom em voc� e transformo em mau, e assim me fortale�o e sobrevivo�. O contorno dos olhos de Narcisa estava vermelho, ela piscou, n�o tinha for�as para empurrar suas p�lpebras para cima, sentiu cada parte do seu corpo mole, sentia-se inesperadamente roubada e vazia. O cheiro de p�lvora infestou suas narinas, ela queria tossir, no entanto n�o tinha controle sobre isso. A voz do dem�nio cortou seu pensamento como cacos de vidro, por um segundo Narcisa viu suas pernas cederem, se pudesse ela teria se sentido violentada, por�m sentimentos pr�prios eram algo que n�o existiam mais para ela. �N�o adianta se arrepender� os olhos da criatura fulminaram a menina jogada no ch�o, o dem�nio estava se divertindo, seu sibilo arrastava pelo c�rebro dela �Os tolos nunca pensam para fazer suas escolhas, e � por isso que eles perecem. Voc� j� se entregou e agora vai morrer� essas palavras maldosas afundaram na consci�ncia de Narcisa, ela achou que algu�m tivesse batido em sua cabe�a. �Morrer?� O som que ela emitiu foi desconhecido aos seus pr�prios ouvidos, foi uma voz agonizante e fraca. �Voc� n�o me disse que eu iria morrer, que nova regra � essa?�. �!Voc� quer voltar atr�s, n�o �?� provocou �N�o h� caminho para aqueles que procuram a perdi��o, e no seu caso foi a inveja que voc� sentia de suas amigas por elas serem ricas e voc� n�o ter nada. Digamos que agora voc� tenha tudo que queria e n�o tem nada.� �Mas este n�o foi o trato!� ela protestou alterando-se para um estado mais desesperador. �Voc� n�o confiar em criaturas das Trevas, agora n�o tem escolha, aproveite a riqueza, mortal, � a �nica op��o que te resta�. O veredicto final soou no tom mais sombrio que Narcisa j� tinha ouvido em toda sua vida. - N�O! � gritou L�cio abandonando seu esconderijo atr�s das moitas. Ele encontrou o olhar perdido de sua namorada, n�o podia acreditar. �L�cio� exclamou Narcisa ao mesmo tempo surpreendida e triste. Ela voltou-se para o dem�nio �Ele n�o podia saber! O que eu fa�o?�. �Isso � problema seu� disse a criatura an� com desd�m e desapareceu na fuma�a vermelha que foi se dissipando pelo ar. L�cio n�o conseguia mais controlar suas emo��es, ele estava furioso, ele queria morrer junto com ela. �Por que voc� fez isto?� implorou sacudindo-na pelo ombros, ele n�o tinha no��o de como estava fazendo isso com for�a �Eu te amava tanto� berrou sem fazer id�ia que o som de seus berros se propagavam por toda a floresta �O meu amor n�o foi suficiente para voc�?Voc� me traiu.� �N�o, L�cio� Narcisa falou friamente, uma l�grima escorreu pelo seu rosto �Eu trai a mim mesma�. E foi a �ltima vez que seus olhares realmente se cruzaram, e os olhos dela foram apenas vazios e piores do que algu�m fatiando o cora��o dele. �Sinto muito� ela falou e L�cio nem havia percebido que Narcisa tinha uma varinha apontada do lado de sua t�mpora direita �Obliviate!�. A cena se apagou, mas ele n�o tinha voltado para o quarto na Mans�o, ele estava no escuro assimilando tudo que tinha acabado de presenciar. Na verdade, aquilo foi uma lembran�a, ent�o n�o era t�o f�cil como um sonho, t�o simples como a loucura, era real e isso o machucava. Tudo ficou em foco novamente, isso aconteceu quando ele n�o se sentia preparado. Havia correntes em seus punhos, grossas e de ferro que o prendiam na parede. Talvez ele j� estivesse nessa posi��o h� horas, seus bra�os ficaram inertes, o afastamento entre os dois dificultava qualquer posi��o que ele pudesse manter-se melhor, seu peito estava totalmente aberto, ele n�o gostou disso, teve o pressentimento que algo ruim estava para acontecer e ele estaria desprotegido, assim como seu peito. N�o havia ningu�m com ele, L�cio atraiu sua aten��o para observar o lugar que estava. Aquelas paredes n�o eram desconhecidas, os m�veis tinham um aspecto familiar. Quando se deu conta, sentiu aquelas correntes de ferro descerem at� seu est�mago. Era a Mans�o Malfoy. Perguntas jorraram em sua cabe�a �O que estou fazendo preso em minha pr�pria casa? Quem em prendeu?�. A resposta atravessou a porta vestindo uma longa capa prata, muitos diamantes, a pele p�lida como um cad�ver e os olhos nublados como um dia tedioso. Narcisa Malfoy acompanhada do Lord das Trevas, por�m ele tamb�m estava diferente. Estava mais jovem, seu rosto possu�a uma pele reluzente, quem o visse jamais imaginaria que anos depois ele se tornaria aquela figura cadav�rica, sem corpo, deformado pela magia de um beb�, que ele persegue at� hoje para se vingar. Voldemort vestia uma capa preta com capuz, seus cabelos muito negros combinavam com suas roupas, ele estava apenas ascendendo no poder do Mundo M�gico, mas nunca deixou de ter seu ar de arrog�ncia. �Venha Mestre� Narcisa conduziu o jovem Voldemort com sua voz que ficara muito irritante com o passar dos anos. �Que diabos voc� est� fazendo?� Xingou L�cio, ele n�o reconhecia nenhum tra�o da menina pela qual ele tinha se apaixonada em Hogwarts naquela estranha parada em sua frente. �Ardiloso, agressivo� comentou Voldemort com seus olhos negros encarando o prisioneiro �Voc� ser� um dos meus melhores homens, Malfoy�. �V� pro inferno, nunca servirei um verme sujo como voc�. O minist�rio est� desconfiado do seu envolvimento com as Artes das Trevas, eles v�o te pegar� L�cio cuspiu cada letra do que havia dito, sua express�o traduzia muito desprezo, nenhum medo. �O Minist�rio serve para bruxos fracassados, eles n�o t�m poder para me enfrentar� Voldemort conseguiu demonstrar algum tipo de divertimento enquanto falava �Quando minhas for�as crescerem e eu assumir o poder, Malfoy, voc� n�o se arrepender�, ver� que ficou do lado certo�. L�cio desviou o olhar do bruxo alto e magro que tentava intimid�-lo, olhou para Narcisa ao lado de seu mestre, com uma express�o ileg�vel ou o que seria mais prov�vel, sem express�o alguma. �Me tire daqui� ele ordenou dirigindo-se a ela. Os dedos frios dela e cobertos com an�is de ouro e diamantes tocaram o rosto dele, L�cio sentiu calafrios. �Eu n�o posso� sibilou com a maior calma do mundo �� para o seu bem, eu quero te poupar�. �Me poupar do qu�?De viver?� retorquiu ignorando a presen�a de Tom Riddle que observava os dois com impaci�ncia. �Eu quero que voc� se lembre do que eu fiz. Eu quero que voc� continue comigo.� Vagamente L�cio achou sinceridade no que ela disse e por isso ela o fez recordar os bons momentos que eles passaram juntos em Hogwarts. Por�m era uma ilus�o, n�o havia praticamente nada dela presente ali, a Narcisa que ele havia conhecido j� estava quase morta. �Chega dessa baboseira rom�ntica� interrompeu Voldemort cansado olhando com certo nojo para os dois. �Narcisa � uma mulher inteligente, decidiu ficar do lado mais forte, voc� devia agradecer a ela� o bruxo arrega�ou suas mangas e apontou sua varinha para L�cio. Uma onda de terror passou pelos neur�nios do Malfoy que estava indefeso, ele sabia que essa hist�ria n�o acabaria nada bem, ent�o ele mexeu seus bra�os numa tentativa desesperada de se soltar. �NARCISA, VOC� N�O PODE FAZER ISSO� L�cio berrou com sua voz grossa saindo a plenos pulm�es. �Fique calmo, se eu fosse voc� n�o relutaria tanto� um brilho maquiav�lico reluziu em sua �ris �O futuro que te espera � magn�fico, invejado por muitos, voc� ser� o meu bra�o direito, o chefe dos Comensais da Morte.� �Comensais do qu�?� trovejou L�cio que ainda n�o havia desistido de se libertar das correntes e estava tentando ganhar tempo �N�o me interessa fazer parte do seu grupinho de bruxos frustrados, n�o estou a fim de fazer parte da sua carnificina.� �Pensei que soubesse que meus planos s�o mais do que meramente carnificina, mas de vez em quando fa�o isso para me distrair�. �Voc� � um lun�tico!� esbravejou L�cio �Nunca chegar� ao poder!� Voldemort enviesou seus l�bios, seus olhos ficaram tenebrosos, sua maneira de se dirigir a L�cio ficou assustadora. Ele parecia a pura escurid�o. �Toda essa sua raiva ser� muito bem utilizada quando voc� se tornar um Comensal da Morte, eu aprovo isso. Agora chega de delongas, vai durar apenas um segundo...� L�cio puxou com for�a as correntes, ele achou que havia arrebentado seus pulsos, por�m era imposs�vel se livrar do ferro que o prendia. �Imp�rio!�. E desta vez seu c�rebro foi esvaziado, como uma grande bolha de ar, imagens de sua servid�o por Lord Voldemort passaram sobre sua p�lpebra, torturas, mortes, anos do seu passado em que ele foi um rob�, nas m�os do maior assassino do Mundo M�gico, anos que ele foi obrigado a esquecer de sua pr�pria vida e ser um brinquedo controlado para ser o melhor servo, o bra�o direito do Senhor das Trevas. L�cio Malfoy regressou para o presente, agora ele sentia-se encharcado pelas gotas de suor que escorriam em todo o seu corpo, ele estava ardendo em febre, sua cabe�a do�a como se o Expresso de Hogwarts a tivesse rachado em duas metades, havia sangue que flu�a entre seus bra�os e seu rosto, como e da onde havia surgido ele n�o fazia a menor id�ia, mas as gotas vermelhas que pingavam no ch�o pediam vingan�a. �Eu sou um homem livre agora� ele arfou, ficando em p� �Eu vou te vingar Narcisa, vou destruir esse dem�nio que acabou com a minha e com a sua vida. Eu prometo� L�cio s� conseguia visualizar a imagem de Narcisa p�lida e com um semblante fantasmag�rico �Eu vou te destruir, seu maldito!�. Como se tivesse sido estuporado por cem feiti�os, L�cio abriu a porta do quarto, agora ele tinha se lembrado de tudo, agora ele se sentia pronto para lutar, seu cansa�o, sua tontura por ter revivido cenas t�o pesadas em seu passado n�o importavam, de certa forma ele j� se sentia bem melhor. ** ** Sirius estava agachado diante de um penhasco, na outra margem era poss�vel ver a continua��o da floresta at� se perder de vista. Quando ele levantou-se para ver quem estava se aproximando, Harry pode notar que ele guardou no bolso de seu enorme casaco marrom uma pena. Sirius contemplou-os com um olhar amig�vel. - A� est�o voc�s de volta � disse sorrindo � Mais r�pido do que eu esperava! - Voc� estava mandando uma coruja? � perguntou Harry intrigado enquanto franzia suas sobrancelhas. - Na verdade acabei de receber uma coruja de Dumbledore � ele deu a not�cia satisfeito, e Harry e Tathy o escutavam com muita aten��o � A Ordem esteve em reuni�o o dia inteiro, eles tinham muitas pistas sobre o lugar em que a Espada B�lica poderia estar escondida na Mans�o, mas antes teriam que verificar quais eram reais e quais n�o � ele deu uma pausa � Bom, foi um trabalho dif�cil e levou muito tempo.... - Ok Sirius, pare de enrolar... � disse Harry impaciente � Dumbledore sabe onde est� a Espada? � questionou o garoto, ele j� podia ouvir a resposta da boca de Sirius, seu cora��o estava acelerado, com esperan�as renovadas. - Se voc� n�o tiver um ataque do cora��o... � brincou Sirius � Acalme-se Harry! Estamos indo busc�-la agora mesmo! - � �bvio! � comemorou o garoto, correndo at� Sirius � O que estamos esperando? - Eu acabei de mandar uma coruja para Draco e Gina, avisando para nos encontrarem na terceira sala ao leste no primeiro andar, eles devem estar a caminho � informou retribuindo o olhar animado a Harry � Ent�o s� faltamos n�s!!! - Perfeito � disse Tathy adiantando-se para os dois que andavam com passos largos � E quando vamos ter que lutar? - Infelizmente acho que n�o vamos poder lutar � falou Sirius desanimado � Eu fiz uma armadilha que ir� tir�-los da prote��o da sala exatamente na mesma hora em que n�s vamos entrar para roubar a Espada e destruir o talism�... � ele deu um suspiro � Eu tentei convencer Dumbledore que seria mais emocionante se enfrent�ssemos os Comensais, mas ele n�o aceitou a minha sugest�o... Harry e Tathy riram. - Eu vou me livrar dessa pris�o! � disse Harry olhando o talism� que agora estava pendurado em seu pesco�o. - Pode apostar que sim � respondeu seu padrinho confiante � Vai acabar logo, Harry. O frasco contendo sangue Malfoy ajudou-os a passar pelo jardim da Mans�o Malfoy sem problemas com feiti�os ou animais. Estranhamente nenhum Comensal da Morte apareceu vagando pela floresta, se isto foi um ponto positivo ou n�o, Harry n�o saberia dizer. No entanto a express�o de Sirius tornou-se preocupante, talvez pelo fato deles n�o terem tido uma oportunidade sequer de duelar ou porque o lugar estava quieto demais, isso poderia significar que a aten��o naquela noite n�o estava atra�da para eles, ent�o para algum outro acontecimento que eles desconheciam, e como Sirius havia dito, ele odiava quando n�o era o centro das aten��es, pelo menos quando isso acontecia, ele podia ter certeza de que tudo estava certo. Tathy tamb�m seguia com a varinha em punho, mais cautelosa do que o normal, e em posi��o de combate. Eles passaram pela porta principal. Harry arrancou o cord�o com o sangue de Draco: - Rony adoraria ver sangue Malfoy escorrendo pelas paredes � ironizou Harry enquanto o frasco se espatifava e manchada a parede ao seu lado. - Que horr�vel! � ralhou Tathy lan�ando um olhar de desaprova��o em dire��o ao garoto � Voc� n�o precisava ter feito isso--- Ele parou de falar imediatamente enquanto o segundo frasco voava para o mesmo destino, Sirius havia jogado o seu tamb�m. - �s vezes me pergunto se voc�s fazem isso simplesmente para me contrariar ou porque voc�s adoram rir da minha cara? � ela disse irritada � Isso � nojento! Voc�s n�o pensam... - Tem uma l�gica! � explicou Sirius tentando convenc�-la e n�o sendo totalmente convincente porque estava trocando olhares debochados com Harry � Se os Comensais virem este sangue v�o pensar que Draco ou L�cio est� gravemente ferido e isto nos ajuda no sentido de que eles v�o ficar procurando quem � mais f�cil de capturar, ou at� mesmo pensar que todos n�s morremos � ele fez uma express�o incr�dula igual a que Tathy estava � �s vezes eles fazem algumas coisas est�pidas! - Eu n�o vou mais pedir que voc�s n�o fa�am coisas idiotas, porque o segundo passo � ouvir coisas idiotas � ela disse do mesmo jeito que a Sra.Weasley fazia quando repreendia os g�meos por terem feito algo errado � E n�o me olhem assim, como se eu fosse a m�e de voc�s! � e jogou o terceiro frasco que estourou na parede. Sirius e Harry ficaram olhando perplexos. - �s vezes ela faz coisas que me assustam � comentou Harry surpreso. - Vamos ou voc�s decidiram limpar? � Tathy disse com um olhar determinado. Eles continuaram andando no primeiro andar da Mans�o, passaram pelas duas primeiras salas da parte leste, e finalmente chegaram na terceira sala. N�o havia ningu�m em nenhum corredor que eles j� tinham passado, a armadilha de Sirius tinha funcionado. A porta era bastante comum, na verdade era id�ntica a todas as outras que estavam ao seu redor, todas eram quase insignificantes, invis�veis para algu�m que procurava uma Espada poderosa. - Voc� tem certeza? � Harry perguntou duvidoso. Os tr�s estavam parados em frente � porta, Tathy olhava cuidadosamente para o fim do corredor certificando-se que ele permanecia deserto. - Absoluta � replicou Almofadinhas olhando um tanto severo para o sobrinho - Desde quando voc� duvida de mim? - Desculpe � Harry disse aliviado, ele parecia muito mais tranq�ilo � Eu n�o acredito que vai ser assim t�o f�cil! Ele girou a ma�aneta e ouviu um craque. A porta n�o se abriu, Harry empurrou com for�a, por�m ela estava trancada. - N�o t�o f�cil, Harry. Parece que voc� n�o se acostuma com essas situa��es... Voc� acha que eles seriam incompetentes a ponto de deixar a sala que guarda a �nica arma que pode destruir a Maldi��o que Voldemort lan�ou em voc� vulner�vel assim? Nem Snape seria t�o burro... - Eu preferia que eles tivessem deixado um bilhete dizendo �Abra a porta e siga adiante�, seria mais gentil � brincou tathy com um sorriso divertido. - Voc� est� com aquele canivete que eu lhe dei? � perguntou Sirius como se estivesse maquinando alguma coisa e Harry captou na hora o que era � Isso mesmo, use-o para tentar abrir. Harry inseriu a l�mina do canivete na fechadura movimentou com habilidade para cima e para baixa e tentou abri-la, mas ela continuava fechada. - Essa � um pouco mais complicada, voc� precisa de um jeito especial � demonstrou Sirius num tom sereno, impulsionando a l�mina m�gica com for�a para cima e puxando-a para baixo com um solavanco, Harry imaginou se seu canivete voltaria inteiro. Ent�o, com um estralo uma fresta se abriu. Tathy, Sirius e Harry entraram num aposento de mais ou menos vinte metros quadrados, a parede rochosa e com um mosaico pentangular no teto que revelava a �nica janela do aposento, uma pintura sombria e com cores escuras, toda a sala era mau iluminada a n�o ser pelos archotes que contornavam o lugar bruxuleando uma chama azul. Em cada canto havia uma porta, no centro estava uma coluna circular de rochas que formava um alicerce onde estava depositada a Espada B�lica. Ela era enorme, possu�a uma l�mina cortante que cintilava prateada, era uma luz t�o intensa que o resto da Espada presa naquela redoma de vidro impenetr�vel ficava ofuscada. Quando os olhos de Harry se acostumaram a olhar para aquele objeto maligno, ele viu sua termina��o em tons verde e preto. Diante dela n�o havia como negar seu poder, sua apar�ncia fortemente perigosa. Harry estava hipnotizado, concentrado demais em acabar com a Maldi��o, e agora parecia t�o simples, t�o perto, era s� esticar a m�o e... - Deixe que eu fa�o isso! � Tathy cortou a transmiss�o visual entre Harry e a Espada bruscamente, e ela tamb�m parecia muito decidida e severa � Agora tire o talism�. Harry obedeceu sem pensar, apenas observou ela retirando a redoma e sentiu que a luz que cintilava presa pelo vidro iria inundar o aposento, por�m a pr�pria Espada absorveu aquela energia e ficou reluzindo um prateado misterioso. Tathy segurou firme o cabo e ergueu-a com dificuldade, Harry n�o fazia id�ia de qual seria o peso daquela arma t�o antiga e t�o cheia de m�gica das trevas, no entanto, a respira��o de Tathy estava se tornando fraca. - Coloque o talism� ali � arfou Tathy apontando para o lugar que antes esteve a Espada, Harry depositou o talism� com metade de uma serpente, podia ser apenas um meio da magia que aprisionava a sua alma com a de Voldemort, mas j� era suficiente para salv�-lo, era o que o manteve vivo desde que o Lord das Trevas ressurgiu, era sua vida representada por uma Maldi��o � Eu, portadora da terr�vel Espada B�lica, cujos poderes ultrapassam o de qualquer bruxo existente, ordeno agora que ela destrua a Maldi��o Umbrarroma para sempre! As palavras de Tathy sa�ram confusas, como um gemido, contudo ricochetearam nos ouvidos de Harry como o som mais corajoso e determinado que ele j� tinha ouvido em toda a sua vida. Ela estava quase chorando, ele via que era pela dor, pelo seu esfor�o, por toda a energia que a Espada parecia estar sugando dela, porque irradiava cada vez mais. Inesperadamente, Tathy manuseou a Espada para acima de seu ombro e a segurou com as duas m�os, no eixo de simetria de seu rosto e encravou a l�mina na serpente que se esfarelou em p�, praticamente toda fonte de luz do aposento se extinguiu e a Espada B�lica voou da m�o dela que parecia estar petrificada, quando a primeira ponta da l�mina tocou no ch�o com um barulho met�lico, Sirius que estava vigiando a porta pela qual eles entraram, pareceu levar alguns segundos para tomar conta do que havia acontecido. Ele viu Harry sentir-se tonto e vacilar, Tathy segurou-o pelos bra�os. - Voc�s est�o bem? � ele gritou extremamente espantado andando depressa at� os dois adolescentes � Quem tocou na Espada? - N�o se preocupe, Sirius � os olhos verdes de Tathy o encararam, ela havia ficado muito transparente naquele momento � Eu acabei com a Maldi��o, eu vou sobreviver. Agora temos que cuidar do Harry, eu n�o sei o que pode acontecer com ele depois que o talism� foi destru�do. - Eu estou bem � garantiu Harry colocando-se de p� novamente e sentindo que estava normal, olhou para Sirius que ainda encarava Tathy, sua express�o dizia alguma coisa, alguma coisa que n�o era boa. - Voc�s foram irrespons�veis, esqueceram que estamos cercados pelos Comensais da Morte que querem arrancar nossas cabe�as? Voc�s n�o tomaram nenhum cuidado... � e nessa parte ele se referiu especialmente a Tathy. Harry achou que seu padrinho estava muito estranho � Essa Espada pode ter sido sua salva��o, Harry, mas representa perigo mortal para os bruxos, ela pode despertar a qualquer momento e se voltar contra n�s � o olhar s�rio de Sirius, que quase nunca era usado por ele, ficou divertido por um segundo - Mas mesmo assim fizeram um bom trabalho! E o sorriso de Sirius foi aliviante para os dois que tamb�m tentaram sorrir, mas n�o conseguiram t�o bem porque seus l�bios tremiam como se eles n�o tivessem mais controle sobre o frio que sentiam, sobre as emo��es que passavam em suas mentes. - Accio Espada B�lica! � disse Sirius rangendo os dentes para levar a arma de volta ao seu lugar, ele a cobriu com a redoma de vidro, e ela voltou a irradiar luz prateada. - Eu achei que os Malfoy tivessem um gosto melhor por decora��o � comentou Harry olhando para a sala escura � sua volta � Acho que essas pedras sobraram de alguma avalanche. Se bem que lembra muito o tempo das cavernas isso aqui. - Voc� tem raz�o � disse Tathy parecendo assustada ainda � Esta sala � horr�vel. BAM! A porta negra ao sul da coluna central se escancarou fazendo Tathy trope�ar e Harry e Sirius apontarem suas varinhas. Felizmente quem apareceu foram Draco e Gina, cansados como se tivessem corrido uma longa dist�ncia, por�m muito alegres, trocando olhares curiosos. Quando eles viram Sirius e Harry com suas varinhas apontadas, pararam imediatamente. - Eu juro que somos inocentes! � brincou Draco erguendo as m�os para o alto. - Voc�s demoraram para chegar... � Harry olhou zangado para os dois que estavam com express�es culpadas � N�o podiam ter vindo mais r�pido? Quase fomos embora porque voc�s n�o apareciam... - Potter, viemos na mesma hora que o Sirius mandou a coruja avisando e n�o � da sua conta... � Draco come�ou a responder, mas sua voz silenciou quando ele viu os olhos aterrorizados de Sirius, Harry e Tathy olhando por tr�s deles. - Corram! � mandou Sirius antes que Draco pudesse se virar para ver o que havia deixado os olhos deles t�o arregalados, ent�o ele viu de relance muitos vultos negros se movendo na escurid�o e ele tentou achar a m�o de Gina para pux�-la, mas n�o conseguiu, seus joelhos cederam para frente e ele viu Sirius pass�-lo para tr�s de seus bra�os lhe dando prote��o. Quando Draco conseguiu entender que estava salvo, ele desvencilhou-se dos bra�os fortes de Almofadinhas e seu cora��o afundou. Ele viu uma menina de cabelos ruivos no meio dos Comensais encapuzados. Havia uns quinze em volta dela, ele viu o olhar desesperado dela, enquanto eles a seguravam pelos pulsos, seu sangue congelou. Eles tinham capturado Gina. ** ** |