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| Cap�tulo 15 - La�os de Sangue |
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Os Comensais da Morte cresceram em torno dela, como sombras mensageiras do terror, Gina tentou se debater, mas foi in�til, estavam segurando seu punho com muita for�a, quanto mais ela se mexia, mais sentia afundar os dedos em suas veias. Harry sentiu uma fisgada em seu est�mago, definitivamente a vida de Gina estava em perigo por sua causa, desde que ele tinha entrado em Hogwarts seus amigos se arriscavam para ajud�-lo, no entanto Harry n�o estava pronto para assistir algu�m morrer no lugar dele, isso era t�o injusto, Gina n�o podia sofrer a dor que era s� dele, sua responsabilidade, seu destino desde que foi marcado por aquela cicatriz. - O que voc� faz agora, Potter? � instigou como uma serpente venenosa Belatriz Lestrange. - Afaste-se! � ordenou Sirius no seu tom mais amea�ador, sua varinha piscando uma luz dourada � N�o fa�a nenhuma bobagem, Belatriz, da qual ir� se arrepender! - N�o me fa�a rir! � respondeu a mulher com seu rosto cavernoso ganhando um olhar homicida � O que voc� vai fazer, priminho? � disse insolentemente. Com esta �ltima frase, murm�rios entre Tathy e Draco perguntando se os dois realmente eram parentes, Harry apenas confirmou com a cabe�a. Havia quinze luzinhas verdes apontadas para eles, eles estavam simplesmente indefesos. Belatriz andava devagar pelos Comensais e falava de um jeito insano. - Voc� � ela acusou Sirius � s� desonrou nossa fam�lia, Black! Sempre foi um bonzinho pat�tico, como eu adorava colocar lesmas no seu almo�o voc� passava o dia inteiro vomitando e nunca reagia, mal posso esperar para me divertir com voc� de novo. - Eu tinha doze anos e estava assustado com a podrid�o da nossa fam�lia � Sirius lan�ou um olhar fatal para ela � Mas muito tempo passou, voc� sabe como Azkaban pode nos tornar frios, n�o queira experimentar o que eu aprendi nesses anos. De repente um jato verde passou � esquerda da cabe�a de Sirius, atento ele apenas se inclinou. - A mais leal serva do Lord das Trevas n�o tem compet�ncia para acertar um feiti�o? � Almofadinhas zombou ainda segurando firme a sua varinha, como todos os outros � Voc� desperdi�ou sua vida por t�o pouco poder! - Voc� desconhece o poder do meu senhor! � esbravejou Belatriz ficando zangada � Vamos ver o quanto essa menina pode suportar. Vou tortur�-la, Black, e voc� ver� que n�o deve subestimar os poderes das Trevas! As palavras tinham acabado de sair da boca da mulher alta, de cabelos morenos � altura dos ombros quando outro jato prateado cortou o ar. - Protego! � ela disse com um reflexo invej�vel e o feiti�o bateu no escudo e evaporou. - N�o encoste nela! � disse Draco com os dentes rangendo, a raiva explodindo em cada parte de seu corpo. Belatriz Lestrange iria se vingar, por�m uma voz rouca e cortante surgiu pela mesma porta em que os Comensais haviam entrado. - Ora, ora Malfoy! Voc� j� defendeu causas melhores, estou desapontado vendo que voc� se uniu aos Justiceiros dos Sangue-Ruim! Sirius deu um passo para tr�s, levando todos com ele. Harry sentiu seu sangue ferver com o misto de pavor que progredia do seu est�mago at� seus pulm�es, ele ouviu Tathy arfar rapidamente. Draco n�o hesitou, nem disse uma de suas respostas atrevidas, contudo ele continuou a empunhar sua varinha diante do peito. - N�o a machuquem! � falou com voracidade, ele n�o deixou transparecer nenhum medo se � que ele tinha algum � Est� acabado para voc�, n�o tem mais Maldi��o, Harry j� a destruiu! - Harry Potter tem frustrado meus planos ultimamente, a Quarta Maldi��o era s� uma estrat�gia para derrot�-lo, mas n�o � a �nica � os olhos em forma de fendas fixaram-se em Harry e seu tom de voz subiu uma nota grave � Estou farto de um moleque atrapalhar o grande Lord das Trevas, est� na hora dos seus amigos pagarem por isso! - Harry!Draco! Fiquem onde est�o! � berrou Sirius segurando os dois. Nesse momento Belatriz Lestrange disse �Impedimenta� e um feixe verde derrubou Sirius que foi jogado para al�m da redoma que guardava a Espada B�lica. Ele caiu desacordado. Ent�o, Harry e Draco perceberam que n�o podiam agir por impulso, n�o podiam se distrair, nem olhar para Sirius. Os dois se entreolharam por um instante, Harry viu Draco p�lido e surpreso e conseguiu se ver nas �ris acinzentadas do garoto, ele tamb�m estava muito abatido. Ambos voltaram-se imediatamente para os Comensais da Morte, Harry apertando tanto sua varinha que a ponta de seus dedos ficaram brancas. - ele est� bem! � o garoto ouviu a voz segura de Tathy atr�s e sentiu que a press�o que zumbia em seu c�rebro diminuiu. - Harryzinho, eu precisava unir os dois talism�s para recuperar minha juventude � disse Voldemort que estava com seu escondido pelo capuz, mas revelava sua apar�ncia of�dica e suas entranhas profundas como se ele n�o dormisse h� s�culos � No entanto voc� se p�s no meu caminho, como j� tinha feito outras vezes. Diante disso vou pegar algo que devia ter sido meu tr�s anos atr�s. Gina chorava baixinho enquanto Voldemort chegava perto dela e tocava com seu dedo pontudo e roxo no queixo dela, fazendo-a olhar para ele. Deste modo Harry viu a figura amedrontada de Gina, t�o pequenina entre aqueles espectros negros. Ele a viu passar o olhar por Draco sem esperan�a, seus olhos estavam quase t�o vermelhos como seus cabelos. - A juventude dela, Potter. E n�o h� nada que voc� possa fazer desta vez. O meu eu do passado era um pouco arrogante, eu admito, por�m voc� n�o ter� mais nenhuma chance de ser her�i novamente � Voldemort bradou a varinha no ar e com dois riscos negros um frasco contendo uma po��o fumegante surgiu em suas m�os � Ela ir� tomar e vai me fortalecer! Uma nuvem tempestuosa desceu sob a atmosfera da sala, Voldemort demonstrava estar satisfeito, Gina n�o resistia mais, apenas fixava seus amigos como se tivesse os vendo e isso n�o fosse se repetir no segundo seguinte, seus l�bios mexeram lentamente dizendo �me ajudem�. - N�o! Eu tomo no lugar dela! � gritou Draco decidido, entretanto, Voldemort o ignorou e alguns Comensais riram. - Espere! Vamos fazer um trato � afirmou Harry e sua voz paralisou os movimentos da sala � Voc� liberta todos os meus amigos, eu n�o quero que ningu�m se machuque, e isto inclui Sirius... - Mestre, como voc� permite que esse pirralho lhe dite ordens?! Ele � um indigno... � sussurrou Belatriz com ardor. - Cale a boca, Bela! � mandou o Lord das Trevas, seu rosto cruel contorcendo-se numa intimida��o � N�o se intrometa em neg�cios grandes demais para seu c�rebro pequeno... - Me desculpe, milorde... � ela pediu � Eu lamento... Voldemort nem a olhava, Belatriz se tornou invis�vel. - Se voc� garantir que todos sair�o daqui vivos � continuou Harry num tom muito determinado � Eu bebo a po��o no lugar de Gina e voc� lucra mais do que poderia com essa po��o. - �... � Voldemort sibilou pensativo � Deixo eles escaparem, mas tenho a sua juventude. Trato feito, venha at� aqui, Potter. No mesmo instante os Comensais soltaram os bra�os de Gina e a menina correu para o grupo do lado oposto, Harry largou sua varinha no ch�o que foi recolhida por Tathy e deu dois passos � frente, quando Dolohov e Nott o empurraram em dire��o a Voldemort. - N�o adiantou voc� lutar contra mim esses anos, n�o existe bruxo capaz de me vencer � ele disse entusiasmado, Harry podia sentir o cheiro podre que vinha da boca de Voldemort � Voc� acabou, Potter. Que maneira mais idiota de perder, n�o imaginava que seria t�o f�cil! - Eu posso ter sido apenas um pirralho no seu caminho, mas eu venci voc� quando era um beb�, voc� n�o entende, mas meus pais tamb�m venceram voc� � disse Harry, sua voz soou com um misto de rebeldia e estranha calma � E tenho certeza que Dumbledore vai te derrotar e voc� nunca vai entender, porque � cego demais para ver o quanto um sentimento bom pode ser forte. - Voc� realmente me emocionou com este discurso � cortou o Lord das Trevas co frieza � Mas chega, sua voz est� me irritando. Beba esta po��o e devolva minha juventude, garoto. - Poupe meus amigos � avisou Harry sendo mais corajoso do que em qualquer outro momento em que Tathy o tinha visto at� agora. - Harry, N�O! � ela engasgou desesperada. Harry desviou seu olhar tranq�ilo para a garota, seu cora��o n�o batia mais, ele tentou esvaziar sua mente, sabia que tinha feito o que era certo, poderia morrer em paz. Seus amigos estavam paralisados, sem olhar para eles mais uma vez, Harry pressentiu que Draco estava por um fio de explodir em revolta lan�ando feiti�os para todos os lados, Gina estava muito fraca e as l�grimas ca�am por sua pele, Tathy assistia a cena traduzindo por todos os seus gestos que estava extremamente infeliz. Ela procurava um contato com seu amado, mas Harry j� estava desligado dela, Tathy sentiu-se encharcada de incapacidade e tristeza. Harry virou o conte�do da po��o e antes que pudesse beber o �ltimo gole, desmontou escorregando o frasco entre seus dedos que quebrou no ch�o. Voldemort soltou uma gargalhada maligna e vitoriosa. - N�o! � berrou Tathy perdendo o controle, olhando para Harry ca�do � Eu disse que n�o era pra voc� fazer isso! Seus olhos verdes cintilaram como o brilho de uma estrela cadente, ela deu alguns passos distanciando-se de Draco e Gina. As vestes compridas de Tathy rodopiaram em seus p�s, uma ventania n�o deixava sua roupa negra encostar no ch�o, os cabelos dela esvoa�aram-se no sentido que a misteriosa energia o levava. Uma luz negra acendeu em torno da garota, contudo n�o era a luz de sua varinha. Tathy parecia um anjo iluminado, e quando ela voltou-se para Draco e Gina mostrou um ser desconhecido, celestial e incrivelmente aborrecido. - Juntem-se a Sirius! � comandou estendendo seu bra�o direito, erguendo a varinha � Escudo Totallus! Uma c�pula transparente cobriu os tr�s, era feita de fuma�a muito fina e eles conseguiam atravess�-la. Tathy andou obstinada para onde Harry estava, Draco e Gina ansiosos notaram que os Comensais da Morte lan�avam uma cascata de feixes prateados, verdes, vermelhos, no entanto todos estouravam no in�cio do fulgor negro e rebatiam nas paredes de pedra, destruindo aos poucos a sala. - Estuporem-na! � bradou Belatriz enquanto Tathy se aproximava e os Comensais abriam caminho ainda atingindo-na com uma s�rie de encantamentos. - Parem! � mandou Voldemort que unicamente observava a garota prosseguir. - Harry! � chamou Tathy ajoelhando-se e colocando a cabe�a dele em seus bra�os � Eu sinto muito.... Voc� � a pessoa mais leal que eu conheci em toda a minha vida, voc� n�o merece isso... Na mesma hora em que Tathy ainda abra�ava Harry, Sirius despertou. Atordoado Sirius viu o contorno emba�ado das pessoas que foi se tornando mais claro, at� ele ver uma cena inesperada atrav�s da c�pula que o cercava: Tathy segurando Harry no ch�o diante dos Comensais da Morte afastados e Voldemort que parecia apenas um espectador. - O que ela est� fazendo? � perguntou Sirius apoiando-se em seus cotovelos para levantar. Ele n�o obteve resposta, Draco e Gina acompanhavam vidrados tudo que acontecia. Tathy agitou a varinha num ato r�pido e decisivo. - Soprus Viv�tio! � disse meigamente apontando a varinha para Harry, e um grande jorro impetuoso de luz negra escureceu a sala e quando o lugar voltou a ser vis�vel, Sirius viu Tathy trazendo Harry em seus bra�os. - Sua menina maldita! � praguejou Voldemort enfurecendo-se � AVADA KEDRAVA! No entanto, a garota estava prevenida, o tempo que a Maldi��o levou para percorrer a dist�ncia entre Voldemort e Tathy durou tempo suficiente para ela se virar e lan�ar um contra-feiti�o protetor em forma de flecha que dissipou a Maldi��o Letal. - N�o se lembra de mim? � perguntou Tathy um tanto quanto intrigante olhando diretamente nas fendas verticais que substitu�am os olhos de Voldemort. No mesmo instante ela deu as costas para ele, e entregou Harry para Sirius. - Cuide dele, e n�o saiam da prote��o que eu conjurei para voc�s � e acrescentou ligeiramente percebendo que Sirius iria se opor � Eu sei o que eu estou fazendo! - Eu devia ter recordado quem voc� era na hora em que a vi! � Voldemort recome�ou a falar com a sua voz rouca � Que feliz reuni�o familiar, n�o tinha o desprazer de te encontrar desde que voc� era uma menina que fazia xixi na cama com medo de pesadelos... - Eu tamb�m n�o estou contente em te reencontrar! � afirmou Tathy fluindo pura avers�o em suas palavras � Voc� me desapontou, Tom, cada vez ficou mais perverso, rejeitou nossa fam�lia. - Eu nunca pertenci ao que voc� chama de fam�lia � rosnou Voldemort seus l�bios se encrespando � N�o tenho sangue trouxe correndo em minhas veias... tenho o poderoso sangue de Salazar Slytherin! - Voc� tirou de mim o que era mais importante! � berrou Tathy magoada encravando suas unhas na palma de sua m�o. A energia que ela emanava aumentou consideravelmente � Fico feliz por ter crescido longe da sua monstruosidade! - E ser uma fraca! � retorquiu Lord das Trevas malignamente � Assim com Harry Potter, defensor dos Sangue-Ruins que n�o entendem nossa superioridade, nossa natureza m�gica! - Eu n�o estou aqui para p�r nossas briguinhas em dia! Sei que ela � Tathy entoou como se tivesse um significado especial impl�cito que Voldemort pudesse entender � apoiaria minha decis�o de te impedir de cometer mais crueldades! - N�o podemos saber o que ela gostaria porque um trouxa a abandonou indefesa e acabou com a vida dela! � vociferou Voldemort sacando sua varinha. - Quando voc� abrir sua mente, Tom, estarei te esperando para um novo lar � falou Tathy calmamente, sua varinha j� estendida e pronunciou uma d�zia de palavras m�gicas. O jato de luz negra que saiu da ponta da varinha de Tathy se espalhou por todo o c�modo, fazendo Gina estremecer pelos raios vibrantes que saltavam da �rbita da magia. Antes da escurid�o o lugar, a garota viu num mil�simo de segundo um filme em c�mera lenta da figura difusa de Voldemort lutar para reter seu feiti�o, ele estava completamente sozinho, e desapareceu sem explica��o depois. Ele e os Comensais tinham fugido. Com um suspiro exausto Tathy desabou quase inconsciente. Harry ainda n�o sentia suas pernas, com passos meio atropelados ele chegou at� a garota, seguido por esgotados Draco, Gina e Sirius. Ele a segurou com firmeza entre seus bra�os, os olhos de seu amor abriram olhando vagamente para o espa�o at� encontr�-lo muito angustiado. - Voc� est� bem? � perguntou Harry num tom que sufocava sua voz. - Est� dif�cil de respirar � Tathy sussurrou arquejando um ru�do fino vindo de seus pulm�es � Eu gastei todas as minhas for�as. - Ent�o descanse � Harry aconselhou carinhosamente � Voc� combateu Voldemort como igual, eu pensei que s� Dumbledore pudesse impedi-lo, mas voc� fez isto muito bem. - Harry � chamou a garota de baixo, ela parecia t�o fr�gil � Eu estou com medo. Ele procurou a m�o dela e a agarrou, estava muito fria, ele conseguia ver as veias atrav�s de sua pele branca. - Eu tamb�m estava com medo, mas voc� me salvou � Harry acariciou ligeiramente os longos cabelos dela � Eu n�o vou te abandonar. - Me desculpe... � Tathy solu�ou sentindo-se totalmente covarde diante da sinceridade dele � Eu fui uma idiota, fui fraca, n�o quero que voc� se preocupe comigo. - Voc� est� sendo idiota agora falando essas coisas � argumentou Harry desorientado � Eu devia estar a�, foi tudo minha responsabilidade... - Eu n�o estou me referindo a isto...Estou tentando te contar sobre a coisa est�pida que eu escondi de voc� � ela disse exasperada. - Tem algo a ver como que Voldemort disse sobre voc�s serem da mesma fam�lia? � Harry perguntou um tanto quanto indiferente a essa informa��o. - Voc� ouviu tudo, n�o �? � ela disse desolada, fixando algum ponto perto de seu p� � Eu entendo se voc� quiser me odiar para sempre por eu pertencer a tal fam�lia! - Isso n�o me importa, quem liga se voc� � prima de segundo grau daquele homicida � Harry olhou para ela afetuosamente embora seus olhos expressassem desapontamento � Eu s� queria que voc� tivesse confiado em mim, e n�o ter fugido dizendo aquelas bobagens. - Eu sou irm� dele � revelou Tathy e respirou com grande dificuldade, ela sentiu Harry soltando sua m�o, olhando extremamente surpreso para ela, por�m ele simplesmente encostou sua cabe�a em seus ombros, abra�ando-a. - Primeiro se recupere � Harry murmurou pacientemente mesmo que n�o conseguisse negar que estava chocado com a not�cia. Ela ainda sentia cada parte quente do corpo dele confortando-a � N�o diga mais nada. Sirius resolveu se afastar depois de ter ouvido a retrata��o de Tathy, ele j� sabia o suficiente, o resto deveria ser decidido somente entre os dois. - Draco!Gina! � gesticulou apenas mexendo a boca � Deixem os dois... Eles caminharam at� Sirius, ambos com express�es curiosas. - Ela � irm� de Lord Voldemort! � repetiu Gina boquiaberta, encarando Draco e Almofadinhas meio confusa. - O que voc� acha que devemos fazer, Sirius? Voc� acha que devemos confiar nela? - Eu n�o a conhe�o muito bem para sair distribuindo relat�rios sobre a personalidade dela � respondeu num tom muito s�rio � Mas uma coisa inacredit�vel ela fez esta noite, salvou Harry e expulsou Voldemort! - � �bvio que a Tathy � nossa amiga � defendeu Gina lan�ando um olhar fulminante para Draco � Ela trouxe o talism� at� aqui, nunca teve uma rea��o suspeita, Tathy ama o Harry de verdade. E o que ela fez por ele hoje prova definitivamente que n�o h� d�vidas sobre o car�ter dela. - Eu s� estava pensando... � especulou Draco com o olhar a�reo desviando a aten��o de uma indignada Gina � Ela e Voldemort s�o da mesma fam�lia, n�o seria incomum se ela tamb�m fosse perversa como o irm�o... - E voc� acabou com a teoria que eu tinha para acreditar que voc� tinha mudado � agradeceu Gina sarcasticamente � Seu Sangue Malfoy controla mais voc� do que sua vontade pr�pria? - N�o, voc� tem raz�o � concordou Draco sorrindo, para a menina de cabelos ruivos flamejantes, �Ele fica muito encantador quando sorri� Gina pensou apaixonada � Minha descend�ncia n�o pode controlar isso � e ele a levantou e deu um beijo calculado em sua boca rosada. - Adolescentes! � exclamou Sirius feliz, entretanto, sentindo que havia ficado isolado. Algum tempo se passou, ent�o Tathy respirou fundo, ela n�o podia adiar mais o fato de que ela teria que olhar para ele, falar com ele, se ela soubesse aparatar teria ido para um lugar bem longe. - Voc� est� magoado comigo? � Tathy hesitou. - Por voc� ter enfrentado seu irm�o � essa afirma��o entalou na garganta de Harry � me ajudado no momento que eu podia ter morrido, e talvez ter sumido pra sempre sem me explicar por qu�, sem me dizer uma palavra quando eu te dizia que n�o havia nada que pudesse nos separar. - E agora voc� percebeu como estava errado e quere que eu v� embora antes que voc� cuspa na minha cara � disse Tathy triste levantando rapidamente e virando-se para a porta. - N�o vamos complicar mais as coisas � Harry a puxou pelo bra�o com viol�ncia � Voc� agiu como uma idiota, garota, em perder tanto tempo longe de mim por causa desse detalhe � ent�o Harry colocou seus bra�os em volta da cintura dela, e simplesmente a beijou. Tathy se entregou ao beijo, deslizando entre as m�os de Harry, sentindo o calor e o perfume de ma�a que vinha do pesco�o dele. Ela foi tocada com delicadeza e singularidade, e era isso que tornava Harry t�o especial, seu jeito �nico de provocar sensa��es que ela n�o conseguia descrever, mas era capaz de lembrar em qualquer momento, como se ele estivesse do lado dela fazendo tudo de novo. Harry soube que Tathy tinha realmente se entregado a ele, dado cada part�cula de si naquele beijo. - Hei, Potter! � a voz de Draco trouxe-os de volta a realidade � Agora que voc�s j� se entenderam, e todo mundo est� feliz com esse clima rom�ntico, menos Sirius que est� sozinho, ele me pediu para arranjar um jeito de irmos embora antes que ele fique sentimental demais. Alguma id�ia? - Esta � a sua casa, Malfoy � replicou Harry soando mau-humorado � Voc� adora ser estraga prazeres, n�o �? - Para n�o perder o costume � Draco sorriu de forma maliciosa � Felizmente eu sou o Cara-das-Id�ias-Geniais e estou tendo uma agora mesmo... � Draco refletiu mordendo seu l�bio inferior e desviou seu olhar como se estivesse com �nsia de Tathy e Harry que estavam entrela�ados, ela com um bra�o em torno do tronco de Harry e ele com o bra�o atr�s dos ombros dela. - Accio vassouras! � falou e segundos depois cinco Nimbus 2006 entraram pela porta lateral da direita � Vamos aproveitar o estoque do meu pai e ir pelo c�u! ** ** L�cio rastejava pelos extensos corredores da Mans�o Malfoy, ele tinha a sensa��o de que era uma linha infinita que se distorcia e embaralhava suas id�ias. O que o sustentava era o desejo incontrol�vel de encontrar a suposta Narcisa, tirar satisfa��es e vingar os anos roubados de sua vida em que ele cometeu crimes e fez coisas cru�is controlado pela Maldi��o Imperius. Estar l�cido era um sentimento embriagante para ele, como uma pancada forte em seu cr�nio levando em considera��o que praticamente h� duas d�cadas ele n�o obedecia a seus impulsos. O ch�o que era feito de blocos de m�rmore intercalados em branco e preto repetia-se exaustivamente pelo caminho de quadros, espelhos, lustres, L�cio estava completamente desorientado, sua mente que tinha sido leve como o vento da primavera ficou super carregada e n�o funcionava direito, ele s� enxergava ret�ngulos com muitas portas, n�o conseguia definir um lugar certo para encontrar Narcisa, tudo rodopiava estonteantemente... - Sr. Malfoy! � L�cio ouviu uma voz pomposa ap�s sentir uma brisa congelante passar pelos seus ossos � Voc� est� p�ssimo! Est� doente? O homem concentrou seu olhar na fuma�a falante e percebeu que era Simon, o fantasma criado da fam�lia. - Eu estou perfeitamente bem, Simon � resmungou L�cio e se pudesse teria segurado o fantasma pelo colarinho, por�m ele apenas o fitou � Voc� viu Narcisa? - Mestre, eu deveria te aconselhar a n�o beber tanto nas reuni�es com os Comensais... � disse o fantasma num tom muito suave. - Eu preciso saber onde est� a Narcisa! � repetiu alterando a voz e esquecendo qualquer gentileza que tinha tido at� agora � Voc� existe para me servir, se voc� n�o prestar nem para dizer onde ela est� vou destru�-lo imediatamente! - Ela est� na Sala dos Metais, Mestre � respondeu prontamente. - E para onde fica essa Sala? � perguntou, sentindo-se estranho por n�o reconhecer sua morada. - N�o est� longe daqui � disse prestativo � O Mestre ter� que voltar para o in�cio do corredor e virar a esquerda, passar pela est�tua da bruxa caolha e entrar na primeira porta...Mas, o senhor est� realmente muito tonto, por Merlin, os humanos n�o conhecem limites... - Pode ir agora � mandou L�cio fazendo um gesto brusco com a varinha e Simon desapareceu atrav�s das paredes. Suas �ltimas gotas de esfor�o foram gastas no �mpeto de chegar a Sala dos Metais, a porta estava escancarada e � medida que a dist�ncia entre ele e a entrada do aposento diminu�am, L�cio vislumbrava a imensid�o dos objetos m�gicos mais bizarros, colocados em prateleiras que iam do ch�o at� o teto, um grande arm�rio na parede e uma escrivaninha jogada no centro do tapete com o emblema da fam�lia Malfoy, Narcisa estava do lado oposto da entrada, retirando do cofre sacos de gale�es e os guardando em um mal�o posto no ch�o. Quando ela se virou para depositar mais moedas no mal�o, viu um bruxo vestido de preto, sua t�nica esfiapada e desajeitada pelo corpo, os cadar�os de seu coturno desamarrados, um bra�o r�gido estendido em sua dire��o. - Onde voc� pena que vai, amor? � disse num tom macabro, a varinha mirando no cora��o dela. - L�cio! � reagiu Narcisa surpresa � Voc� n�o devia estar com o Lord das Trevas! Ele deu um sorriso debochado e caminhou alguns passos adentro, aparentemente sem se preocupar com o olhar arregalado de sua mulher que o seguia. - E voc� n�o devia estar roubando a nossa fortuna... � falou num tom infantil, como se estivesse explicando o que � certo e errado para uma crian�a � Ia nos abandonar? - Voc� est� muito estranho � Narcisa disse o temor dando um tempero especial a sua express�o � eu n�o estou gostando do jeito que voc� est� agindo... - Est� sentindo falta de algo? � perguntou L�cio amea�ador encostando a varinha no pesco�o dela que se empurrava contra a parede � De me controlar com a Maldi��o Imperius, seu verme! Pare de fingir, eu j� lembrei de tudo e voc� vai pagar pelo que fez... - N�o! � gemeu Narcisa que estava presa, seus olhos estavam tornando-se vermelhos � Voc� n�o me mataria, essa n�o � uma boa escolha, eu sou o seu amor da adolesc�ncia, a m�e do seu filho.... - Voc� � um dem�nio podre � rosnou L�cio cheio de raiva � Avada Kedavra! Por�m no mesmo instante que o feiti�o foi lan�ado, Narcisa golpeou violentamente a cabe�a de L�cio com um objeto comprido e pontudo, que se assemelhava a duas r�guas que se cruzavam, ela se abaixou, o feiti�o ricocheteou na parede e bateu em uma prateleira, fazendo-a desabar. Narcisa respirou ofegante, ela estava apoiada em suas m�os quando se ajoelhou para verificar a pulsa��o de L�cio, escorria sangue da lateral de seu rosto, onde ela o tinha ferido. Narcisa podia garantir que ele estava morto, pressentiu isso quando o examinou, contudo uma m�o agarrou a sua com muita for�a esmagando seus ossos, e a outra ergueu-se em oposi��o � ela. - N�o pense que voc� vai se ver livre de mim t�o cedo! � L�cio respondeu a d�vida de Narcisa, olhando de diagonal para aquela mulher que tamb�m j� tinha empunhado a varinha contra ele. - Parece que n�o vamos chegar a lugar nenhum com toda essa agressividade � ela afirmou determinada � Podemos fazer um trato? - V� pro inferno! � replicou L�cio, ambos estavam de p�, a tens�o das varinhas gelava o ar, seus olhos trocavam fa�scas, os dois gritaram � Expelliarmus! Os feixes de luz se encontraram e a descarga m�gica atirou L�cio e Narcisa fazendo-os atingir a parede. L�cio sentiu o sangue irrigando seu c�rebro, suas t�mporas latejavam e a dor intensa que atingia o auge em cada membro seu dificultava sua vis�o. - Crucio! � disse Narcisa de um ponto mais distante da sala e o feiti�o ardeu e lacrimejou seus olhos, ele n�o seria capaz nem de sustentar suas pernas, nem de respirar, por�m ele tamb�m n�o podia desistir, ent�o L�cio levantou sua m�o tr�mula e resmungou ao um som indistingu�vel: - Estupefa�a! A luz verde atingiu o est�mago de Narcisa, ela permaneceu no ch�o, com �nsia de algu�m que estava prestes a vomitar. A dor suavizou dentro da mente de L�cio Malfoy. Ele se arrastou para tr�s das estantes, tentando ganhar tempo, apesar de que nenhum estivesse em condi��es de batalhar, L�cio estava mais debilitado e confuso. Encostou nas prateleiras, fechando os olhos para esquecer a dor cortante que passava nas laterais de sua cabe�a, e abriu de novo, apurou os ouvidos, queria realmente confiar em sua habilidade auditiva, mas naquele momento, sua confian�a estava inteira em sua varinha, pronta para atacar. L�cio espiou Narcisa, alta, loira e atormentada, cambaleando. Ele saiu do seu esconderijo, tirando vantagem do momento que ela estava desatenta: - Diffindo! � falou L�cio com movimentos precisos que deixaram Narcisa com cortes profundos no bra�o e em seu rosto. - Impedimenta! � um raio pulverizou o tapete, e L�cio praguejou ao ver a sola fronteira de seu coturno derreter. - M� pontaria! � ele esbravejou ao bradar sua varinha com vigor � Crucio! Contudo seu feiti�o tamb�m passou raspando no ombro de Narcisa, ela mostrou seus caninos pontiagudos. - Petrificus Totallus! � falou destemida e o corpo de L�cio ficou r�gido, os membros colados, ele n�o pode resistir ao colidir com o ch�o, simplesmente como uma est�tua seus olhos perplexos assistiam Narcisa juntar o mal�o e se encaminhar para a sa�da. - Eu poderia mat�-lo � ela constatou agachando-se e encostando levemente a varinha no rosto de L�cio, ela fazia c�cegas, mas se ele n�o estivesse t�o amortecido perceberia que estava suando frio � Mas voc� � t�o bonito que seria um desperd�cio e sei que n�o queria me machucar realmente... Nos vemos por a�, garanh�o, vou sentir saudades do nosso filho Draco, voltarei para busc�-lo! Narcisa sapateou com seu salto de pico fino at� a porta, lacrando-a pelo lado de fora. - Colloportus! � disse e L�cio n�o a viu mais. ** ** Um rel�mpago caiu perto de Rony, era Krum que veio rapidamente ajud�-lo a achar Hermione. Ele desceu da vassoura e perguntou: - Onde ela est�? - Ela se perdeu � respondeu o garoto num tom amargo enquanto sentia pontadas fortes em sua cabe�a. - Voc�s sabiam que isso podia acontecer! � reprovou Krum � O que estavam tentando fazer? Voc�s perderam a cabe�a? - Harry � o nosso melhor amigo � Rony tentou se defender � Mas voc� n�o sabe como eu estou arrependido de t�-la trazido pra c�. - Voc� a ama, n�o �? � questionou Krum seriamente. - Sim, eu a amo � confirmou Rony, sentindo uma facada no cora��o por ter permitido que tudo isso acontecesse. - Pois eu tamb�m a amo, Weasley � retorquiu V�tor � Entre n�s dois, s� quem pode escolher � ela. Herm-on-nini � uma garota muito inteligente, ela saber� nos responder com quem ela quer ficar, ao outro s� restar� aceitar, sem ressentimentos. - Qualquer um que ela decidir, Krum � afirmou Rony olhando com vigor para o b�lgaro � Eu s� quero que ela esteja bem, que a gente possa encontr�-la salva, porque eu nunca vou me perdoar se ela se ferir. - Nem eu � disse com uma voz grossa � N�o vamos perder mais tempo � sua express�o b�lgara ficou ainda mais dura, ele montou na vassoura novamente. - H� quanto tempo voc� bebeu a po��o? - Cinco minutos. - Voc� tem mais dez minutos antes de come�ar a passar mal assim como eu � Rony tateou sua Nimbus 2002 que tinha acabado de recuperar com o feiti�o �Accio�. - Quer uma carona? � V�tor Krum ofereceu vendo o estado em que Rony estava. - N�o, eu prefiro ir sozinho. E no c�u vou estar protegido contra os feiti�os � os dois deram um impulso e o ar g�lido da noite transpassava pelos cabelos de Rony e o deixou ligeiramente arrepiado de frio � Vamos seguir por ali! Ela deve estar l� embaixo! Eles ganharam altitude e a no��o de espa�o se tornou melhor, no entanto a vis�o continuava como uma n�voa. Hermione tinha ca�do na parte mais emaranhada do jardim que ficava longe da porta de entrada da Mans�o, os dois n�o conseguiam enxergar o ch�o, resolveram descer e procur�-la a p�. - Aterrisagem no in�cio da floresta, Hermione n�o pode ter se afastado tanto de l�. Os garotos tocaram o solo e rumaram para o norte, desviando dos gravetos, folhas e ra�zes que rastejavam o ch�o. - Hermione! � gritou Rony, seguido de perto por Krum, ambos com a varinha em punho e acesas. Por algum tempo eles s� conseguiam ouvir as pr�prias vozes ricocheteando nos galhos, observando com cuidado por dentre as �rvores, avan�aram alguns passos. - Espere! � Rony fez um gesto para que Krum n�o se movesse e ficasse em sil�ncio � Acho que eu ouvi alguma coisa! O garoto olhou a sua volta, como sua vis�o n�o podia ajudar muito, pois a escurid�o era imensa ao seu redor, ele apurou sua audi��o para tentar ouvir um suspiro, um ru�do, uma folha qualquer caindo. - Eu estou aqui � o sussurro vinha da sua esquerda, a luz da varinha iluminou esse lado e perto dele estava Hermione apoiada em uma �rvore, muito maltratada, os bra�os arranhados e a m�o enfaixada pelo peda�o de cal�a que faltava em sua perna. Ele n�o teve tempo de pensar em nada, apenas abra�ou-a, seus cabelos estavam com cheiro de terra, mas os cachos ainda tinham a cor dourada e estavam macios. - Voc� est� bem? � Rony segurou seu rosto. - Eu fiquei com tanto medo � ela choramingou � O efeito da po��o j� tinha passado, mas eu tentei andar e fui derrubada por um feiti�o de rasp�o. Fiquei com medo de que voc� n�o chegasse aqui � ela o abra�ou novamente e viu a sombra de algu�m de grande porte parado � sua frente. Hermione soltou do abra�o de Rony, e decorreram-se segundos at� ela reconhecer que era V�tor Krum. A presen�a dele a abalou, seus olhos o encararam com surpresa, ela n�o sabia o que fazer, n�o sabia o que dizer. - Herm-on-nini � ele gaguejou colocando a m�o ferida da garota em cima da sua m�o gigante � Ron me contou o que voc�s tentaram fazer, com ele tamb�m estava passando mal me chamou para ajudara salv�-la, e ele agiu certo � ela simplesmente o abra�ou, mas Rony teve a leve impress�o de que n�o tinha sido com amor de namorado, e sim com o carinho de uma amiga, ele varreu esses pensamentos de sua mente. - Voc� n�o queria me ver? � perguntou Krum, a garota balan�ou a cabe�a tentando dizer que o que o garoto havia acabado de falar n�o fazia o menor sentido � Voc� mudou de id�ia, n�o � Herm-on-nini? Voc� desistiu de namorar comigo? Seu olhar aflito foi de Krum para Rony que estava parado esperando uma resposta. Ela n�o conseguiu dizer nada, sua garganta estava seca, ent�o apenas moveu sua cabe�a para os lados novamente. - Voc�s podem me ajudar a levantar? � Hermione pediu, quando j� estava de p� disse para que a soltassem. - N�s vamos ter que voltar � explicou Rony � N�o temos mais po��es e eu n�o quero arriscar sua vida outra vez. Este lugar � muito perigoso pra ficarmos sozinhos, tenho certeza que Sirius ir� trazer Harry e todos a salvo. - Eu queria que a gente pudesse fazer alguma coisa � reclamou Hermione com vest�gios de sua antiga irrita��o quando n�o conseguia praticar algum feiti�o em Hogwarts � Mas eu concordo com voc�! Nesse instante o ar se encheu repentinamente com o ru�do de passos, galhos sendo derrubados; Rony apontou a luz para tr�s e viu muitos Comensais se aproximando, eles estavam com pressa, pareciam fugir. Ele encarou a menina e o garoto, engolindo sua saliva seca. - Os Comensais est�o vindo, precisamos sair daqui o mais r�pido poss�vel. Rony e Krum montaram suas vassouras, j� estavam planando quando olharam para Hermione im�vel, sua pele estava t�o p�lida e sua boca congelada, ela n�o tinha vassoura para acompanh�-los. - N�s sabemos que voc� n�o pode gostar de duas pessoas do mesmo jeito que n�s a amamos � Rony se declarou, olhando no fundo dos olhos cor-de-mel da garota � N�s n�o temos culpa de te amar, mesmo que voc� s� possa amar um de n�s dois, e assim o outro ter� que se conformar com a sua amizade. Krum parecia estar concordando plenamente com as palavras de Rony, ele n�o interrompeu, apenas estava esperando a decis�o de Hermione. - Esta n�o � a melhor hora pra te pedir isso � disse apressando-se � Mas voc� j� sabe com quem quer ficar, mesmo que seja l� no fundo dos teus sentimentos, n�o nos fa�a esperar mais � ele pediu � Quem voc� ama de verdade? Os Comensais da Morte emergiram com suas capas pretas, eles estavam se aproximando de Hermione, ela precisava decidir naquele momento a coisa mais importante da sua vida, seu cora��o bateu forte e o calor voltou ao seu corpo at� ruborizou seu rosto. Agora teria que escolher entre V�tor e Rony que esperavam com a m�o estendida. Um segundo cruel de d�vida, embora Rony estivesse certo de que ela sempre soube com quem queria ficar. Ent�o Hermione estendeu a m�o para revelar seu amor eterno ao seu pr�ncipe encantado. ** ** Sirius, Harry, Tathy, Draco e Gina voavam passando por cima da Mans�o Malfoy, j� havia decorrido metade da noite, estavam no meio de uma madrugada relativamente morna, contudo amena, pois n�o havia vento e eles deslizavam sobre o manto negro da noite, com devida pressa de pousar finalmente do lado de fora da casa e retornar para o Acampamento da Ordem da F�nix onde poderiam descansar com a certeza de que mais um plano de Voldemort tinha acabado e que por enquanto o Mundo M�gico estava salvo. Poucos minutos depois eles aterrizaram em frente ao port�o com a grande letra M. - Sirius! � chamou Draco preocupado olhando para os lados � Voc� est� vendo o meu pai? Ele n�o est� aqui! - Acalme-se Malfoy! � pediu Sirius jogando sua vassoura na grama e espiando o jardim, o qual era poss�vel distinguir apenas a ostentosa porta de entrada e nenhum sinal de um homem adulto caminhando para vir ao encontro deles � � melhor esperarmos enquanto recuperamos nossas for�as, seu pai pode estar chegando � ele enfatizou ao olhar a express�o impaciente no rosto de Draco � Vamos esperar. Gina se aproximou de um Draco mal- humorado que estava sentado na grama apoiando os cotovelos em seus joelhos. - N�o se preocupe � ela disse enquanto o abra�ava � Seu pai est� bem e est� vindo pra c� nos encontrar! - N�o d� pra ser t�o otimista quando se tem um monte de Comensais da Morte com raiva de voc� andando em volta da Mans�o! � ele retrucou atirando uma pedrinha no port�o que provocou um estralo met�lico. - Ah! Por favor, Draco � insistiu Gina num tom ir�nico � Eles estavam fugindo! N�o iam se dar ao trabalho de procurar seu pai da maneira que Voc�-Sabe-Quem estava furioso! - �, eu tamb�m acho que n�o � disse enquanto atirava outra pedra. Ent�o, ele parou subitamente e olhou para Gina, seus olhos acinzentados cheios de terror � E se eles o pegaram enquanto ele tentava chegar aqui! Porque se Voc�-Sabe-Quem encontrasse meu pai no caminho ele o mataria! � concluiu levantando-se dando passos largos na dire��o da entrada da Mans�o. Draco virou par Gina com a varinha empunhada � Eu vou atr�s dele, preciso saber como meu pai est�! N�o ag�ento mais ficar esperando! Draco tinha um novo brilho em seu olhar, era de determina��o. Sem pensar, Harry correu at� Draco e segurou-o pelas vestes. - N�o, Malfoy! � disse rispidamente. - O qu� foi, Potter? � ele retrucou empurrando Harry que mesmo assim n�o o soltou � Voc� quer dizer como eu devo agir agora que meu pai est� desaparecido � desafiou-o num tom trivial. - Meu Deus, Malfoy! � exclamou Harry com severidade � Quem disse que ele est� desaparecido? � e como Draco n�o estava ouvindo e continuava a tentar se desvencilhar dele, Harry o derrubou na grama. Draco respirou com dificuldade e focalizou Harry que prendia seus bra�os no ch�o. - Mas que diabos...? � ele come�ou a dizer com raiva. - Voc� est� vendo alguma Marca Negra? � indagou Harry com vigor. Draco procurou no c�u um cr�nio envolto por uma fuma�a verde, no entanto isto j� havia desaparecido. - Se eles tivessem matado algu�m, a Marca Negra ainda estaria aqui! � afirmou Harry encarando Draco com firmeza � O mais sensato a fazer agora � darmos um tempo e se o L�cio n�o voltar todos n�s vamos entrar l� dentro e procura-lo com voc�! Draco hesitou por alguns instantes enquanto refletia sobre o que Harry tinha dito. - Voc� est� certo, Potter � Draco concordou tirando os bra�os de Harry e sentando com uma express�o entediada. O aspecto g�lido do luar havia ido embora e o calor fulgurante do Sol aparecia atr�s das montanhas. Draco permanecia sentado agora com uma express�o de profundo t�dio. Ningu�m resolveu falar nada durante aquela intermin�vel hora que se arrastou vagarosamente enquanto eles esperavam pelo Sr.Malfoy. Assim que Draco fez um barulho expelindo o ar com for�a e levantou sua cabe�a para verificar mais uma vez o port�o de sua casa, ele viu um vulto. Um vulto com vestes azul-marinhas mancando, Draco sentiu seu cora��o disparar e se p�s de p� bruscamente, todos olharam do garoto para o homem que transparecia estar realmente cansado. - Pai! � exclamou Draco num tom aliviado. E imediatamente ele correu para ajud�-lo. - Eu estou bem! � disse modestamente � Eu tentei chegar aqui antes do amanhecer, mas tive que resolver um assunto que me causou mais problemas do que eu esperava. - Mas o que aconteceu?! � perguntou Draco que o ajudava a caminhar mais perto de Sirius e os outros. - Eu tive uma discuss�o com a sua m�e, Draco � L�cio afirmou seriamente e vendo a cara de espanto que os que estavam ouvindo a conversa fizeram, ele acrescentou num tom casual � N�o se fazem mais casamentos como antigamente! Gina e Tathy deram sorrisinhos nervosos. - Fico feliz que voc� chegou, L�cio � disse Sirius � Afinal, voc� nos deve uma explica��o, por qual motivo voc� nos salvou? L�cio olhou irritado para Sirius que o olhava com uma forte desconfian�a. - Eu ainda n�o posso revelar meus verdadeiros motivos � ele explicou retribuindo com uma express�o s�ria e palavras secas � Preciso falar com Dumbledore, mas posso garantir Black, que daqui pra frente eu irei mudar muito, voltarei a ser como o estudante de Hogwarts. - V� em frente, L�cio. Seu filho tamb�m mudou e voc� nos deu uma prova irrefut�vel! � Sirius ergueu suas sobrancelhas com curiosidade � Mas ainda quero saber quais os motivos que o fizeram mudar desse jeito. - Todos ir�o saber na hora certa � L�cio disse e virou-se para Draco � Agora eu preciso que voc� me leve para a Mans�o, pois estou fraco e um repouso far� bem a n�s dois � ele emendou ao prestar aten��o ao estado de Draco � Al�m disso, tenho coisas muito importantes para lhe dizer, filho. - Tudo bem � Draco concordou intrigado � A minha m�e brigou com voc� e fugiu. Ela foi com os Comensais? - Ela n�o est� mais aqui � respondeu friamente � Falaremos sobre isso em particular na Mans�o. Ent�o, se despe�a de seus amigos. Nesse instante, Draco e Gina trocaram olhares. Ela parecia triste e desanimada. - Na verdade, pai � disse corajosamente Draco puxando a m�o de Gina, na tentativa de agrad�-la � Eu estou namorando a Gina! A garota ruborizou e escondeu o rosto no ombro de Draco. - Que �tima not�cia! � falou L�cio surpreso � Voc� tem bom gosto, meu filho. Combinaremos um jantar aqui na Mans�o para reunir as fam�lias. - Eu receio que voc� ter� alguns problemas com isso, pai � disse Draco num tom desanimado � Nossas fam�lias n�o se d�o bem pelo menos desde que eu nasci. - Droga! � L�cio reclamou � Mas n�o se preocupe, mocinha � ele disse quando Gina finalmente conseguiu encar�-lo � Eu farei de tudo para consertar esta situa��o. Gina sorriu esperan�osa. Draco se despediu de Sirius que entre um aperto de m�o disse um �se cuida� amig�vel, Harry tamb�m parecia um amigo de longa data, e depois de se despedir de Tathy com um beijo no rosto, ele puxou Gina para um canto. - Eu preciso cuidar do meu pai e saber o que aconteceu de t�o grave � Draco segurou firme as m�os delicadas de Gina � Nos veremos em breve, eu prometo. - Voc� sabe que meus pais n�o v�o permitir � sussurrou Gina aflita, enquanto seus olhos se enchiam de l�grimas, talvez fosse a �ltima vez que ela o visse, talvez s� voltasse a v�-lo de longe em alguma reuni�o da Ordem da F�nix. - Eu n�o quero te ver assim t�o triste � ele confortou-a passando seus dedos delicadamente no rosto de Gina, depois sorriu � Meu pai est� disposto a acabar com essa briga idiota e eu tamb�m. - Mas eu garanto que o Rony e os meus pais n�o � ela disse negativamente. - Eles ir�o ouvir o Dumbledore e eu aposto como o meu pai tem uma boa explica��o para tudo isso � ele afirmou pela �ltima vez e abra�ou Gina, ela retribuiu abra�ando-o com for�a, ainda com o pensamento de que s� o veria dali a muito tempo rodeando sua cabe�a. Ela olhou para ele tentando parecer mais alegre, por�m havia vest�gios de tristeza em seu olhar. Nessas horas parecia t�o dif�cil conseguir encar�-lo... mais dif�cil ainda quando ele aproximava seus l�bios rosas e ela podia ver cada poro de sua pele branca. Ent�o, Gina fechou seus olhos e agora ela podia sentir seus l�bios com os dele, sentia o cabelo loiro dele ro�ando em seu rosto, t�o real quanto o calor de suas bocas na emo��o de um beijo que ela guardaria durante meses e que seria proibido quando ela partisse. - Eu vou esperar uma coruja trazer not�cias suas, n�o demore ok? � Gina fazia um enorme esfor�o para parecer otimista. - � melhor voc� n�o demorar para respond�-las! � replicou Draco piscando e ele se afastou com L�cio Malfoy na dire��o da Mans�o carregando sua Nimbus 2006. Gina ainda estava absorta em suas lembran�as, dela e Draco juntos durante esses meses e como ele a havia pedido em namoro, e depois como ela seria infeliz se n�o pudesse v�-lo mais... de repente ela escutou a voz de Sirius vindo de um lugar profundo de sua mente. - Prontos para partir, galera? - Voc� est� acordada, Gina? � brincou Harry. - N�o enche! � ela disse num tom atrevido e, no entanto, ainda assustada que fossem partir assim t�o r�pido. Eles deram um impulso e agora quatro vassouras voavam juntas na dire��o de um acampamento atr�s das montanhas que estava montado a uma dist�ncia relativamente pequena pela velocidade que a Nimbus poderia chegar, pois j� era poss�vel ver as barracas em miniatura. - Estamos indo exatamente para onde, Sirius? � indagou Harry. - Para o Acampamento da Ordem da F�nix � ele revelou com um ar de superioridade � Dumbledore e os outros estavam mais perto do que voc�s imaginam! ** ** Sirius os guiou e n�o muito tempo depois eles desceram num espa�o aberto entre v�rias barracas, e incrivelmente todos j� estavam esperando ansiosos por eles. A Sra.Weasley enxugava as l�grimas com um len�o florido, enquanto o Sr. Weasley tentava acalm�-la. Hagrid olhava animado para eles embora Harry tenha notado que ele havia ro�do todas as unhas at� ficar em carne viva e que seu cabelo estava mais desarrumado do que o normal. Dumbledore tinha a mesma express�o serena habitual em seu rosto, entretanto Harry j� o conhecia bastante para perceber que ele tamb�m estava aliviado e contente em rev�-los. A Sra.Weasley voou para cima de Gina e come�ar a beijar os cabelos dela, murmurando algo como �minha menininha�. O Sr.Weasley as abra�ou. Sirius recebeu os cumprimentos de Dumbledore e alguns outros membros da Ordem e imediatamente se retirou para descansar. Harry segurava firmemente a m�o de Tathy, afinal ningu�m a conhecia a n�o ser por Dumbledore, e Harry n�o iria deix�-la enquanto os outros o cumprimentavam e faziam perguntas para ele. Uma sensa��o boa o invadiu quando Dumbledore se aproximou, provavelmente ele lhe diria algo inteligente, que o fizesse sentir bem e avisaria todos que ele e Tathy precisavam repousar depois de tanta aventura. Harry finalmente se sentiu em casa de novo. Ele sorriu para Dumbledore, estava feliz que tinha conseguido destruir o talism� e que todos estavam bem, desta vez Voldemort n�o tinha feito nenhuma v�tima. Por�m, seu sorriso desapareceu no instante em que Lupin surgiu como uma bala de canh�o. Seu antigo professor parecia realmente cansado, tinha gotas de suor escorrendo pela barba e rugas na testa. - Rony e Hermione n�o est�o aqui! Eles sumiram! � ele decretou numa voz alta e f�nebre. - O qu�? � berrou Harry desesperando-se � Eles tamb�m vieram pra c�? A Sra. Weasley soltou Gina pela primeira vez e olhou para Lupin com uma cara torta, logo em seguida desmaiou. ** ** |