-Colocar uma "cevadura" (porção)
de erva-mate na cuia, equivalente a 2/3 de sua capacidade.
-Acomodar a erva de sobre um lado da cuia, colocando uma da mãos sobre a boca
da mesma, fazendo com que a erva encoste de um lado da cuia e deixando um
espaço vazio que venha desde o fundo.
-Colocar água morna ou fria, sem desmanchar o "morrete" de erva. A
água fervendo ou chiando queima a erva deixando o mate mais amargo.
-Deixe por alguns minutos a cuia recostada até a erva inchar.
-Tapando o bocal da bomba com o polegar, introduza-a bem fundo, ladeando o
morrete de erva.
-Este primeiro mate é chamado de "mate do zonzo", "veneno do
mate" ou "mate cuspido". O mateador sorve este primeiro mate e
o cospe fora.
-A água do chimarrão não é fervida, apenas chiada. Ela pode permanecer na
chaleira ou ser transferida para uma garrafa térmica.
-No ato de encher o mate, pega-se a cuia com a mão esquerda e o recipiente
que contém a água com a direita. Depois troca-se de mão porque o
recebimento e a entrega da cuia deve ser feito sempre com a mão direita. Se
estiver ocupada, deve-se dizer: "desculpe a mão".
-Quando o mateador passar a cuia, não é preciso agradecer. O agradecimento
é feito somente quando se deseja parar de matear.
-Cada mate deve ser tomado até o fim: Até "roncar a cuia".
-Ao pegar a cuia nunca deve-se movimentar ou tirar a bomba do lugar, mesmo que
esteja entupida, ao devolver a cuia, deve-se dizer que o mate está "apertado",
ou seja está difícil de sorvê-lo.
O churrasco é a comida típica e preferida do Gaúcho, e pode ser de carne
de ovelha ou carne de gado. O churrasco de carne de ovelha é mais comum na
região de fronteira com a Argentina e Uruguai em Porto Alegre é mais
encontrado o churrasco de carne de gado. Os cortes de carne preferidos são a
costela, principalmente a "minga" (flutuante) - que tem ossos fino e
estreitos, sendo muito apreciada a maminha , o vazio e a picanha.
O sal grosso colocado diretamente na carne ou em forma de salmoura, é o único
tempero.
Depois de fincada no espeto (espetada), a carne é suspensa sobre um braseiro de
carvões, acomodado na churrasqueira ou mesmo no chão. Quando o churrasco
estiver pronto, o assador "bate" a carne para tirar o excesso de sal.
Pão e farinha de mandioca são os acompanhantes indispensáveis do churrasco,
que deve ser macio, tostado por fora e suculento por dentro, com pequenas mantas
de gordura dourada.
Ingredientes:
1/2 kg de charque
1/2 kg de arroz
1 cebola
3 dentes de alho
Modo de preparo:
aferventar o charque, trocando uma vez a água (se for caseiro, deixar cinco horas de molho para "aliviar" o sal). Picar o charque em forma de guisado e colocar na panela para fritar. Se o charque for gordo, colocar pouca gordura. Esmagar os dentes de alho e picar a cebola. Quando a carne estiver dourada juntar o alho e a cebola para fritar. Acrescentar o arroz (sem lavar) e deixar fritar um pouco. Colocar água fervente até cobrir o arroz. Cozinhar em fogo baixo.
Outras variações são possíveis no carreteiro, no lugar do charque usar carne normal ou até mesmo carne moída. Acrescentar também milho e ervilha.