AS TORRES DA IGREJA DAS DORES
A Igreja de N.Sra. das Dores � a mais antiga de Porto Alegre, sua
constru��o foi iniciada em 1807 e levou 97 anos para ser conclu�da.
A demora na constru��o gerou uma lenda e at� um romance,
Conta a lenda que um escravo foi condenado � forca, acusado de falta grave
por seu senhor, chamado Domingos Jos�. A forca ficava na pra�a defronte �
igreja. Antes de ser executado, o escravo olhou para Domigos Jos� e disse que
se de fato tivesse culpa, seu acusador veria a conclus�o da Igreja, mas, se
fosse inocente, como garantia ser, Domigos Jos� jamais veria as torres do
templo, pois morreria antes de elas serem erguidas.
As interrup��es por falta de dinheiro e alguns acidentes, levaram os
supersticiosos a acreditar na lenda. O �ltimo andaime da obra s� seria
retirado em 1904, e Domingos Jos� j� n�o vivia.
MARIA DEGOLADA
No bairro Partenon, h� uma vila que se chama Maria da Concei��o ou Maria
Degolada. O nome � origin�rio de uma esp�cie de t�mulo que existe quase no meio da vila.
No m�s de novembro de 1899 uma mo�a ap�s sair de um baile com seu noivo, que era policial militar (brigadiano),
foi degolada por ele, pr�ximo � uma figueira. Dizem que o corpo da jovem foi enterrado
ali mesmo. E assim a vila ficou conhecida como Maria Degolada, mas tempos depois
numa sess�o esp�rita pr�ximo dali, foi recebida uma mensagem da mo�a
dizendo que n�o queria ser chamada de Maria Degolada. Ent�o os poucos
moradores da vila se reuniram e resolveram que dali em diante o lugar seria
chamado pelo pr�prio nome da v�tima (Maria da Concei��o). At� hoje pessoas v�o ao local e fazem pedidos diversos, depois que
o pedido � atentido levam velas, pe�as de cera, v�us de noiva, fotos, flores
e outros presentes e depositam junto ao t�mulo. Dizem que a mo�a ajuda �
todos, mas se voc� � policial desista, porque at� hoje nenhum policial teve
algum pedido realizado por intem�dio da Maria Degolada.