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O
que o Porto precisa é de ser melhor representado. As figuras mediáticas
que o representam são o que se pode chamar de relações anti-públicas
do melhor que existe no mercado. Pinto da Costa, Fernando Gomes, Manuel
Serrão, Nuno Cardoso e outros, são os grandes representantes da cidade e
simultaneamente do provincianismo sem sentido, mas que na cabeça deles é
muito benéfico para a sua cidade e para o Norte (sempre em busca de mais
apoiantes). “Um por todos e todos por eles, sempre contra Lisboa”, é o
lema que melhor conhecem.
Não
só de pontes, metros e
futebol se faz uma cidade, é realmente a cultura das suas gentes que faz
a diferença, mas o sistema tem tendência a procurara a sua sobrevivência
a todo o custo. O que seria da vida de algumas pessoas se não houvesse
uma pretensa rivalidade Norte-Sul por elas criada. Provavelmente seriam
empresários falidos, funcionários públicos e partidários frustados, ou
coisas ainda piores.
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