DIABLO 2

Sobre o Novo Jogo
      
Esta seção está aqui por um motivo bem simples: Nem todos são fanáticos o suficiente por Diablo 2 para ficar procurando notícias sobre este jogo antes mesmo dele ter saído, e provavelmente não sabem das dezenas de reviravoltas que aconteceram sobre pequenos detalhes do jogo. Aqui, trataremos de dar as linhas gerais sobre como Diablo 2 se parece, e como ele difere de seu antecessor, auxiliando às pessoas que ainda pouco sabem.

A História Original
      Na primeira aventura o jovem filho do Rei Leoric havia sido capturado na cidade de Tristam, levando seu pai à loucura em sua busca e todo o seu exército e a cidade de Tristam à danação no processo. Durante o decorrer da história, através dos tomos que você fatidicamente encontraria pelo caminho, histórias mais aterradoras seriam contadas, como a Guerra do Pecado, as pedras da alma, A História dos Três e mais especificamente, sobre Diablo.
      Entrando no inferno com determinação, o herói finalmente conseguiu chegar a Diablo, que estava fraco e incapaz de manifestar a maior parte de seus poderes devido ao corpo frágil no qual se manifestara, o do jovem príncipe capturado. Mesmo assim, as hordas de inimigos demoníacos e a fração do poder do grande lorde do terror foi mais que suficiente para exigir o máximo do grande herói, que depois de muito combate conseguiu derrotar a fera maligna.
       No entanto, a pedra da alma que aprisionava a essência de Diablo estava danificada, e não mais poderia conter o demônio. Num ato de desespero, o grande herói optou pelo sacrifício e enterrou a pedra da alma em sua fronte, esperando ser forte o suficiente para conter tal mal. Que o corpo do heróico lutador fosse a prisão eterna do senhor do terror!

E foi assim que Diablo venceu.

O novo começo
        Cego perante o objetivo de acabar com o mal que assolava Tristam, o herói não conseguira perceber que ele havia feito exatamente o que Diablo planejara. Mesmo que o grande herói fosse forte o suficiente para conter um demônio primordial, eventualmente ele ficaria velho e fraco, e esta seria a hora em que ele começaria sua ofensiva final, e a humanidade estaria perto do xeque-mate.
        E o planejado dia chegou. Com o espírito enfraquecido, a possessão do corpo do herói, agora uma amargurada criatura de alma condenada, ficou possível. Manifestando uma pequena fração de seus poderes e destruindo parte de um vilarejo, Diablo toma o controle e faz a sua próxima jogada, viajando para o leste.
        Não é preciso enxergar muito longe para descobrir os reais objetivos dessa jornada. A leste de Tristam, nas cidades de Lut Gholein e Kurast, encontram-se mais duas pedras da alma, contendo as essências dos irmãos de Diablo: Baal e Mefisto. Libertando os irmãos, os três demônios primordiais reinariam absolutos sobre o mundo, trazendo o inferno aos humanos.
        Mas sob as trevas da dificuldade, surgem cinco heróis dispostos a parar Diablo de uma vez por todas, dispostos a seguí-lo aonde ele for e detê-lo da maneira que for possível. No entanto, o seu primeiro desafio será passar do Monastério das Sisters of the Sightless Eye, dominado pelo demônio Andariel, liberando a estrada para o oriente. Conseguirão eles? É aqui que o jogo começa.

O que há de novo?
       É realmente difícil listar todas as grandes e pequenas novidades que existem neste novo jogo, uma vez que tanto foi trabalhado e retrabalhado em Diablo 2 que praticamente nada é igual a antes.
       Talvez eu deva começar pela extensão do jogo. Diablo 2 tem um tamanho estimado de cerca de 5 a 7 vezes maior que o primeiro Diablo, tamanho este dividido entre 3 CDs, cada CD portando um Ato do jogo. Imagine um Ato como um capítulo de um livro: tem sua própria trama e às vezes até mesmo cenário, mas contribui para uma história maior. O primeiro Ato sozinho será maior que o próprio Diablo 1!
       Os Atos se passam em cidades diferentes, cada uma delas controlada por um grande demônio ao final. Andariel ao final do primeiro Ato, o monastério; Baal ao final do segundo Ato, a cidade árida de Lut Gholein, Mefisto ao final do terceiro Ato, a cidade sombria de Kurast, e Diablo ao final do quarto Ato, cuja natureza é um dos maiores segredos da Blizzard na atualidade, mas que se imagina que seja o inferno.
        Cada um dos atos, além de masmorras e catacumbas para o jogador explorar, também terá áreas abertas como desertos e florestas habitadas por monstros, denominadas Áreas Selvagens (Wilderness). Assim como as masmorras do primeiro jogo, as Áreas Selvagens também serão randomizadas, de modo que você terá que explorar muito para achar algo em volta das cidades, e terá que enfrentar muitos monstros para chegar onde quer. Nessas áreas abertas, estaremos sujeitos a um suave ciclo de dia e noite, que irão afetar o personagem diretamente no que se refere ao seu raio de visão e no comportamento de alguns monstros, tornando mais interessante o dever da evolução da sua classe de personagem.
         Todas as cinco classes de personagem existentes em Diablo 2 são novas, não oriundas de Diablo 1, e variam bastante em termos de poder e raio de habilidades. O Bárbaro, capaz de empunhar armamento pareado e mestre no combate corpo-a-corpo e arremesso de armas; a Amazona, especialista no uso do arco, da besta e das lanças, sendo ótima tanto em curta quanto em longa distância; o Paladino, que além de ter ótima habilidade no uso da espada e do escudo, também possui auras de fé com a qual protege a si mesmo e seus aliados, ou prejudica seus inimigos; O Necromante, que pode levantar exércitos de mortos-vivos ao seu comando, envenenar e amaldiçoar seus adversários; e finalmente a Feiticeira, maga completa, com o poder do relâmpago, do fogo e do gelo à sua disposição.
          Os personagens são únicos no que se refere ao que podem fazer, devido ao novo sistema de Skill Trees. Assim, um Bárbaro jamais poderá fazer o mesmo que um Necromante faz, tornando mais divertida a experiência de jogar novamente com outro personagem, além de exigir mais do trabalho em equipe em jogos multiplayer.
          Jogo multiplayer, aliás, que é um dos focos principais da equipe da Blizzard North na confecção deste jogo. Serão possíveis até 8 jogadores em um jogo multiplayer comum, de modo a deixar mais emocionante o combate do mal do lado de mais amigos. No entanto, a dificuldade subirá de acordo com o número de jogadores presentes. Isso será viável com o sistema adotado de comunicação client-server na Battle.Net, prejudicando apenas o jogador com conexão ruim, ao invés de penalizar todos os participantes.
          Este modo client-server é adotado em apenas uma das modalidades de jogo possível, o modo fechado via Battle.net. Além deste, existem também os modos aberto via Battle.Net e rede local(TCP/IP)/single player/Modem/TCI-IP hosting. A diferença básica entre os modos aberto e fechado é que no fechado todo o processamento será feito nos servers B.Net, assim como a estocagem de personagem e do que foi feito até então, além da comunicação client-server. Este modo foi criado para impedir a presença dos tão comuns cheaters e hackers que haviam em Diablo 1. Além disso, existe aqui o modo Hardcore de jogo, que se baseia na vida única: Se o seu personagem morrer, está morto para sempre, mas você ganhará títulos ao matar monstros importantes, e um personagem hardcore apenas poderá interagir com outros personagens hardcore. O modo aberto é no sistema client-client já conhecido de Diablo 1, sem algumas coisas do modo fechado. Um personagem single player poderá ser usado em qualquer um dos modos abertos. 
       Outra grande atração e ainda alvo de certa controvérsia é a existência das Guild Halls. Após terminar o jogo, e por uma quantia exorbitante de gold, você poderá comprar para si e seus amigos um grande salão de reuniões, que poderá ser melhorado com coisas como baú para guardar suas coisas, fontes para regeneração mais rápida de mana e vida, etc. Isso, é claro, a custo de uma quantia igualmente exorbitante de gold. Será bastante simples entrar em sua Guild Hall, uma vez que ela funcionará como um jogo qualquer, que pode ser dado join apenas por pessoas autorizadas pelo criador da Hall, a partir do chat da Battle.net.
       Chat que está com algumas novas características interessantes. A tela de create game está vinculada ao chat, e você pode criar o jogo enquanto conversa normalmente com seus amigos, ao invés de ter que mudar de tela para criar o jogo. Isso sem dúvida alguma deixará o método de criação de jogo e reunião de jogadores muito mais prático e rápido. Outro detalhe interessante é que as fotos dos personagem dos jogadores presentes do chat no momento ficarão expostas na base da tela, cada um com seu respectivo nome.
        Claro que se isto fosse Diablo 1, seria altamente desinteressante, já que os personagens eram todos basicamente iguais em aparência, tendo apenas três estágios dependentes da sua armadura usada: leve, média e pesada. No entanto, em Diablo 2 essa situação muda radicalmente, e todo e qualquer item utilizado afetará o visual do seu personagem. Assim, se você tiver um capacete com chifres e um escudo circular prateado enquanto empunha uma machadinha incandescente, é exatamente assim que seu personagem irá se parecer ao olhar para ele! Isso é verdadeiro mesmo para os menores detalhes, por exemplo, se você tivesse um machado de tamanho médio, ele se pareceria diferente da machadinha.
         E isso fica ainda mais interessante com os novos itens equipáveis no inventário. Além das tradicionais armadura, capacete, armas, amuleto e anéis, somam-se ao novo repertório botas, luvas e cinturão. Todo e qualquer equipamento pode fazer parte de uma das seguintes categorias: normal, mágico, socketable e unique (aqui a exceção ficaria para as armas arremessáveis, que só podem ser normais, já que elas são irrecuperáveis após o arremesso).
         Normais são armas sem propriedades especiais quaisquer, armas mágicas possuem algum poder especial, como adicionar dano por fogo no caso de uma espada, ou dar bônus defensivo numa armadura, ou ainda aumentar as resistências de um personagem perante alguma classe de magia. Os itens unique são, como o nome diz, únicos. São artefatos lendários detentores de poder inigualável por qualquer outra arma mágica, normalmente portando diversos poderes mágicos especiais, um visual único (agora retratado no visual do personagem, não se esqueça) e uma pequena desvantagem para o usuário. Armas mágicas e uniques terão custo de manutenção astronômico em Diablo 2. Normais, mágicos e uniques já existiam em Diablo 1. Os itens socketables são a grande novidade aqui.
          Estes itens se utilizam de uma outra boa novidade de Diablo 2: As gemas. As gemas mágicas são a chance de um jogador para customizar uma arma razoavelmente poderosa para si sem ter que passar pelo sufoco da manutenção de uma arma mágica nem pela dificuldade em achar aquele item unique megararo. Funciona da seguinte maneira: Uma gema pode ser colocada em qualquer item com sockets (ou aberturas) livres, dando ao item propriedades descritas pela gema. Uma gema de rubi poderia dar mais proteção ao fogo se colocada em uma armadura, enquanto daria bônus de dano por fogo se colocada numa espada, por exemplo. Isso dá espaço a diversos tipos de combinação diferente. Existem mais alguns detalhes que deixam a coisa toda ainda mais interessante:
        Gemas vêm em vários níveis de qualidade. Quanto maior a qualidade dela, maior o bônus que ela dá no item em que você a colocar. Só são encontradas gemas da pior qualidade à venda, e gemas encontradas são normalmente de qualidade média. No entanto, existem Gem Shrines agora, que podem dar upgrade em uma única gema para o nível de qualidade seguinte. Não se pode dar upgrade em uma gema já colocada em algum item, e não se pode tirá-las dos itens uma vez colocadas.
         As Shrines de Diablo 2 terão descrição clara e objetiva, com uma aparência relacionada com a sua utilidade, ao invés de serem enigmáticas e estranhas como as de Diablo 1, onde você avançava os quadradinhos de caminho até ela sem saber se ela ia ajudá-lo ou prejudicá-lo.
         Por falar em andar, o sistema antigo de movimentação foi totalmente abolido e remodelado. Anteriormente, o andar do personagem era limitado por uma espécie de tabuleiro, onde você só podia se mover um "quadradinho" por vez, apenas nas oito direções básicas de uma bússola. Não mais. Agora a movimentação é totalmente livre, e você pode fazer tanto um avanço minúsculo quanto um grande passo, na direção que desejar. Adicione a isso a nova capacidade nativa de todos os personagens, a corrida, e você terá um jogo muito mais dinâmico e eletrizante.
          A remoção do sistema de tabuleiro antigo trouxe uma outra boa novidade. Antes para acertar uma criatura o único pré-requisito necessário era que ela estivesse ou em um quadradinho adjacente ao seu personagem, ou que estivesse entrando em um quadradinho adjacente. Não mais também. Sem quadradinhos para limitar raio de alcance, agora isso é determinado pelo alcance da arma em punho pelo personagem. Assim, alguém com uma lança é capaz de atingir com seus golpes a uma distância maior que alguém com uma faca, por exemplo. Isso adiciona mais um detalhe tático com o qual os jogadores vão ter que aprender a lidar e sobreviver.
          A sobrevivência, apesar de não estar terrivelmente difícil em Diablo 2, não está sem seu complicadores. Os monstros deixam cair muito menos itens que antes, seja ouro, sejam armas, sejam poções. Assim, os seus personagens bem lentamente, mas constantemente, recarregar mana e vida. Não existem mais potes de mana à venda. Potes de vida continuam sendo compráveis, mas eles são de qualidade inferior aos derrubados por monstros.
          Aliás, uma das grandes críticas feitas ao primeiro Diablo era justamente sobre os itens derrubados por monstros em sua morte, que basicamente nada tinham a ver com o monstro em si. Assim, você tinha arqueiros esqueletos derrubando machados de duas mãos e fallen de espada e escudo derrubando bestas, além de outras situações igualmente estranhas. Isso agora mudou, e um monstro apenas pode deixar cair um item que ele realmente está usando. Assim, nosso fallen poderia deixar cair apenas um escudo ou espada, e nosso esqueletos arqueiro apenas um arco. Novamente, isso só passa a ser uma opção interessante devido a uma nova característica do jogo: A montagem aleatório de monstros.
          Agora monstros de uma mesma categoria podem ter acessórios (e conseqüentemente, aparência) diferente. Assim, quando um batalhão de esqueletos vier pra cima de você, pode apostar que alguns deles vão ter machadinhas em ambas as mãos e com uma ombreira, outros vão ter uma armadura básica e espada, alguns podem vir com escudos e capacetes... Afinal, os esqueletos não andam uniformizados, não é mesmo?
          Quanto às tecnologias de som e vídeo com as quais Diablo 2 será compatível, temos confirmação oficial de que as tecnologias gráficas Direc3D e Glide (3DFx) serão totalmente suportadas, assim como a tecnologia sonora A3D.
          Bom, há muito mais que eu poderia falar aqui, vários detalhezinhos interessantes e relevantes, mas eu poderia simplesmente passar dias escrevendo até conseguir terminar, então vou parar por aqui mesmo. Isto já é mais do que o suficiente para mostrar a que Diablo 2 está vindo, e como ele é melhor e mais detalhado que o anterior.

Reportagens - Bruno Oliveira Rizzatti

Seção ainda em construção

Reportagens:

Operações Espíritas
Anjos, Incensos e Velas
Diablo 2

*OBS.: Ordem de Data


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