HORTELÃ MIÚDA


Nome Científico: Mentha x villosa Huds.
Família: Lamiaceae
Nomes Populares: Hortelã miúda, hortelã de cheiro, hortelã
de tempero, hortelã da horta, hortelã rasteira, hortelã de panela.
Características:
Comentários:
Estudos taxonômicos concluíram que é um híbrido originado pelo
cruzamento de Mentha suaveolens Ehrh. e o nome Mentha crispa L. ou Mentha
aquática var. crispa (Li) Benth.
É originária do Oriente e foi introduzida na Europa há vários
séculos. Chegou ao Brasil juntamente com a colonização portuguesa, sendo encontrada
cultivada em todos os Estados. A facilidade em cruzar-se e produzir híbridos auxiliou na
dispersão e adaptação a vários ambientes. Usa-se as folhas e flores. Os dados na
literatura nacional e internacional sobre o gênero Mentha dependem muito da
taxonomia da espécie descrita. As espécies e sub-espécies da Mentha não variam
muito na composição em termos de grupos químicos, ocorrendo variação maior nos
compostos específicos. Óleo essencial: Álcoois: L-mentol, Linalou, Cineou; Cetona:
mentona, R-carvona e reduzidas quantidades de mentonona, pipertitona, jasmona; Ésteres:
ésteres acéticos e isovalérico de mentona; Flavanóides: ácido rosmarínico,
luteolina, duas flavonas e uma flavona glicosilada (estruturas sendo investigada); Taninos
Resina.
Possui as seguintes propriedades terapêuticas: Anti-parasitária
(trematodas, ameba/giárdia, tricomonas), sedativa, digestiva, analgésica, tônica,
anestésica.
O extrato hidroalcoólico de folhas de Mentha x villosa,
administrado na dose de 100 mg/kg/dia durante noventa dias em ratos albinos por via oral
não apresentou efeitos colaterais. Doses muito elevadas das substâncias isoladas agem
sobre o bulboraquidiano podendo levar à morte.
O gênero Mentha é um dos mais complexos do reino vegetal
devido aos inúmeros híbridos resultantes do cruzamento espontâneo das espécies, sempre
causando confusão na taxonomia botânica. A palavra "Menta" deriva de mintha,
nome de uma ninfa que a deusa grega Persófone, por ciúmes transformou em planta. Outrora
os chineses faziam apologia das propriedades calmantes e antiespamódicas das mentas.
Hipócrates considerava-as afrodisíacas e Plínio apreciava a sua ação analgésica.
Atualmente, a menta é, além da verbena e da tília, um dos chás mais apreciados para
terminar uma refeição (Carriconde et. al., 1995 in Carneiro, S. M. de
B.,1997).