Babosa

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BABOSA

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Nomes Cient�ficos: Aloe vera L., Aloe barbadensis Mill., Aloe pemk - Aloe perfoliata Vell.

Fam�lia: Liliaceae

Nomes populares : Erva-babosa, erva de azebre, caraguat� de jardim, aloe e outros.

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Coment�rios:

A Babosa � uma planta nativa das zonas secas, do Sul e leste da �frica; naturalizada no norte da �frica. Est� disseminada por muitos pa�ses de clima quente e �mido de quase todos os continentes. No Brasil encontra-se no sul, centro oeste e nordeste de prefer�ncia. A parte empregada � a folha.

O aloe j� era usado no antigo Egito servindo para fins medicinais e religiosos, bem como para a conserva��o dos cad�veres mumificados. V�rios escritores gregos do s�culo primeiro tais como Pl�nio e Dioscorides, referem que os m�dicos �rabes o haviam introduzido e utilizavam muito nos pa�ses que beiram o Mediterr�neo.

� usada para:

Desmamar crian�as, passando o suco no seio e como repelente de mosquito ou outros insetos.

Usa a babosa e papaconha contra o verme amarel�o, da seguinte maneira: pisa a papaconha (raiz ), faz p�lulas e toma 1 p�lula durante 6 dias pela manh� em jejum.

Com o suco ou �leo das folhas os sertanejos untam o cabelo para acabar com a carpa, calv�cie e o crespid�o do cabelo.

Utiliza-se as folhas da babosa para queimaduras.

O p� das folhas do alo� era misturado com mirra no tempo de Jesus e Nicodemus que levou 30 kg desta mistura para embalsamar o corpo de Jesus ap�s a Crucifica��o. ( Jo�o 19:39 )

A alo�na - componente principal ativo - � um glicos�deo antraquin�nio de a��o estom�quica e laxativa em pequenas doses, manifesta-se um purgativo dr�stico de a��o demorada em doses mais elevadas.A BARBALO�NA tem a��o bactericida soe o bacilo da tuberculose.

Propriedades terapeuticas:

Laxativo

Dr�stico - provoca contra��es en�rgicas do intestino com fortes evacua��es de fezes.

Estom�quico

Emenagogo

Anti-helm�ntico

Anti-tumoral

Anti-inflamat�rio

Vulner�rio - Contribui para a cicatriza��o das feridas, bem como para o tratamento das contus�es.

Resolutivo - facilita a resolu��o das tumefa��es, possibilitando que os tecidos do organismo regressem a seu estado normal.

Anti-hemorroidal

Peitoral - Exerce uma a��o ben�fica no aparelho respir�t�rio. As plantas b�quicas e expectorantes s�o peitorais.

Emoliente

Revulsivo

Toxidade: N�o deve ser usado internamente em crian�as. Contra indicado nos per�odos menstruais pois aumenta o fluxo ( provoca congestionamento nos organos p�lvicos ), nos estados hemorroidais, hemorragias uterinas, na predisposi��o ao aborto e nas nefrites.

Doses excessivas podem provocar nefrites.

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Composi��o qu�mica:

Alo�s - este nome � dado ao suco das folhas de diverssas Liliaceas do Genero Aloe L. obtido por m�todos convenientes e depois concentrado de modo a resultar subst�ncia s�lida com caracter�sticas pr�prias.

Alo�na ou Barbolo�na - � o principal componente fisiologicamente ativo, isolado inicialmente do Alo�s das Barbadas. ( 1 a 40%. )

Alo�-emocina - parece n�o existir no suco recente das folhas, formar-se-� por decomposi��o e oxida��o da Alo�na durante a prepara��o do Alo�s; encontra-se em quantidades diminutas em geral, interior a 0,5% ou nula. Segundo pesquisas na China exerce a��o anti-tumoral.

Barbaloresinotanol ( Resina 11 a 15% ), separa-se ra�as a sua insoluilidade em �gua fria. A Resina � um �ster do �cieo Cin�mico ligado a um �lcool resinoso, o Resinotanol.

Aloin�sidos - Encontra-se em pequenas quantidades e teria a��o semelhante a Alo�na.

Aloitina - mat�ria corante ( Robiquet. )

Aloe-glicoprote�na - pesquisas recentes no Jap�o isolaram glicoprote�na respons�vel pela a��o anti-inflamat�ria.

Ess�ncia - de composi��o desconhecida e certamente vari�vel com o tipo de alo�s, encotra-se em quantidades muito pequenas.

Mucilagem - localizada nas folhas e pela hidr�lise origina Glocose, Manose, e ainda, cerca de 2,37% de �cido Ur�nico.

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NOTA: A��es farmacol�gicas das mucilagens.

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As subst�ncias mucilaginosas, incluindo as gomas, pectinas e at� os amidos, que formam com a �gua solu��es viscosas, utilizam-se na terap�utica pela sua a��o protetora das mucosas inflamadas, das vias respirat�rias, digestivas, genito-urin�rias, por impedirem a atividade de subst�ncias irritantes e promoverem tamb�m a diminui��o do estado inflamat�rio, mitigando as dores.

Atuam indiretamente como laxativos: por absorverem uma grande quantidade de �gua evitam o endurecimento das fezes; depois, devido ao aumento do volume do olo intestinal empresta-lhe uma consist�ncia normal e facilitam a sua movimenta��o, ao mesmo tempo que excitam por via reflexa as contra��es intestinais.

Em certos casos atuam como antidiarr�icos, devido � sua natureza coloidal, pois impedem a��o das subst�ncias irritantes sobre a mucosa intestinal, talvez at� das bact�rias.

Externamente usam-se sob a forma de cataplamas, por conservarem durante mais tempo o calor �mido sobre certas zonas do corpo que suportam inflama��es de origem bacteriana ou reumatismal, provocando a� uma congest�o sangu�nea ( hiperemia ) ben�fica.

Utilizam-se muitas vezes em farm�cia. Tem a vantagem de diminuir a atividade irritante de certos f�rmacos e de lhes corrigir o gosto, particularmente a sensa��o de acidez, motivo por que se empregam associados. Esta propriedade manifesta-se j� nos frutos: explica-se assim o gosto �cido menos pronunciado das framboesas, apesar de conterem mais �cidos livre que as groselhas, devido ao maior conte�do de mucilagens.

Usam-se como estabilizadores na prepara��o de emuls�es, pomadas, pastas etc.; nas tabelas, para facilitarem a desagrega��o, etc.; em bactereologia, nos meio de cultura; na an�lise qu�mica, como col�ides protetores.

A ind�stria alimentar emprega-se no fabrico de gel�ias, de doces diversos, etc. Nas outras ind�strias t�m muitas vezes aplica��es an�logas �s das gomas.

Assinalam-se algumas incompatibilidades, na prepara��o de medicamentos, com subst�ncias que precipitam as mucilagems das suas solu��es: �lcool, taninos, sais de ferro, etc...

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USOS/APLICA��ES/FORMAS/COMO PREPARAR DOSES

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Queimaduras pelo sol, fogo e radia��es

Emplastro

Passar a folha pelo calor do fogo. Retirar a cut�cula, e colocar na zona afetada. Repetir a opera��o� quando for necess�rio.

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Panar�cio, tumores, espetadelas e golpes

Emplastro

O mesmo do anterior. Repetir quando for necess�rio.

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Caspa, dematites, seborr�icas

Massagem na cabe�a. Retirar a cut�cula, esfregar no couro cabeludo. Deixar 15 minutos ao sol, depois enxaguar. Fazer esta opera��o em dias alternados.

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Hemorr�ida (Retitis Tenesmo Hemorroide)

Suposit�rios

Corta-se a cut�cula da folha. Com a polpa corta-se em forma de suposit�rio. Coloca-se no congelador para que fique duro. Aplicar suposit�rio cada 4 horas.

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Bronquites

Macera��o

Polpa de folha de babosa... 10 gramas retalhe, lave 9 vezes, adicione 10 gramas de a��car, deixe macerar por 8 a 10 hs. Tomar uma colher de sopa pela manh� em jejum.

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