Eu já havia pensando em tudo. Coloquei o mesmo biquíni vermelhinho das marquinhas e vestí por cima um shortinho, pus uma camiseta dando um nozinho na cintura e algumas pulseiras de metal no braço. Ficou legal. Tinha escolhido esse biquíni porque, além de cair bem, ele era feito com um tecido mais grosso que disfarçava melhor na púbis. O problema era a falta de seios, mas a camiseta era larga e disfarçava um pouco. Pus um par de sandálias havaianas minhas (infelizmente as sandálias da irmã do Nô não entravam nos meus pés), preparei uma sacola com toalha, protetor, etc. e estava pronta. E com o coração na mão. Me ocorreu que custe o que custasse eu não devia abrir a boca, minha voz me trairia, e fomos para a rua. Eu, o Nô e o Mário.
Ainda bem que o prédio era desses pequenos de três andares, na época sem porteiro na porta, entrar e sair não era muito arriscado. Imediatamente o Nô me abraçou como sua namorada e isso me ajudou muito, me sentia protegida pelo seu braço forte em torno de mim. Sabia que se desse encrenca ele segurava a onda, não me largaria na rua vestida daquele jeito. Além disso as pessoas que passavam viam um casal, isso ajudava a diminuir dúvidas. E lá ia eu, de biquíni sob o shortinho, abraçada ao meu namorado em plena luz do dia. Fui tomando confiança e relaxando, foi muito agradável. Se as pessoas percebiam algo estranho pelo menos não se manifestavam.
Dava para se ir à pé à praia a mais próxima e procuramos o canto dos surfistas, onde as ondas eram mais fortes e as pessoas em geral evitavam, um local com menos gente onde eu ficaria mais à vontade. No que chegamos estendi a toalha e nos sentamos, ainda me sentia insegura para ficar parada de pé ali dando bandeira. O Nô sentou do meu lado, nos demos um beijinhos, ele me disse que estava muito feliz e eu também. O grupo o mais próximo era o de três meninas à uns dez metros de nós, pareciam estar ali depois de algum tempo visto que estavam deitadas e instaladas.
Quando me dou por mim flagro o Nô examinando o material vizinho. Sem pensar dei-lhe um cutucão com o cotovelo que era para doer mesmo. Que falta de respeito! Aparentemente ele não sentiu dor nenhuma, apenas se virou para mim e me disse sorrindo, Meu amor, já achei tudo o que eu queria, não fica preocupada com bobagem não. Uma declaração dessas derrete qualquer uma, nos beijamos e devo dizer que depois disso o Nô sempre se comportou direitinho. Não que eu fosse idiota, é claro que ele olhava as outras de vez enquanto, mas não na minha frente. Era o mínimo que eu esperava dele.
Tirei o short e a blusa, o Sol forte e me fez pensar no creme bronzeador. O tirei da bolsa e tentei passar no Nô que logo ralou comigo, Não, isso não, odeio essas coisas, isso é coisa de menina, não preciso disso não! Eu insistia, Mas meu bem, você vai se queimar muito, mas é verdade que ele tinha a pele já bem bronzeada. Me deixou passar um pouquinho encima do nariz, isso só depois de alguns beijinhos carinhosos. Por outro lado evidentemente ele se propôs a lambuzar o meu corpo inteiro, o que aceitei prontamente. Tomei um banho de creme, primeiro barriguinha, peitinhos, coxas, depois de bundinha para cima. Que delícia o meu homem passando creme no meu corpo quase nu ali em público, caprichando principalmente na bundinha. Muito excitada com aquilo tentava disfarçar, mas a minha cara dizia tudo. Então reparei que uma das meninas do grupinho ao lado começou a me olhar com um ar meio de safada. No início tive medo, depois percebi que era um jogo entre nós. Aquilo parecia excitá-la também e ela me olhava com um sorriso de aprovação, para não dizer de inveja. Me senti nas nuvens e correspondi com um sorriso maroto, deu certo e ficou nisso.
Ficamos ali tomando um pouco de Sol e fomos nadar juntos, o pobre Mário sempre de segura velas. Na água me sentia mais à vontade, ficávamos mais isolados e menos aparentes com a água até a cintura, apesar de que era a falta de seios que me traia mais. Eu ficava brincando com o Nô, lhe abraçava e passava as duas pernas por trás das suas costas e ficava namorandinho meu homem, sentindo o pau duro dele me cutucando a bundinha por baixo, uma delícia fazer aquilo ali em plena luz do dia e ninguém nos ver. Se não fosse o chato do Mário acho que teríamos ido mais longe ali mesmo. Quando voltamos para a areia me deitei de costas para tomar mais Sol, o Nô ficou de pé conversando um pouco com o Mário.
De repente gelo, ouço a voz de um amigo do Nô, quando vejo o rapaz está de pé ao meu lado conversando com ele. Na falta de opção não me mexi até a hora em que o Nô lhe disse, Essa aqui é a Paula, a minha namorada. Gelei de novo, dei apenas um sorriso sem me virar e acho que o Nô entendeu que eu não tinha muito interesse em aumentar o número de pessoas em torno de nós. Percebi também que o sujeito me olhava muito quando o Nô não estava vendo, ele me percorria com os olhos de alto à baixo. Fiquei mals, será que ele percebeu que eu era diferente? Na dúvida dei um sorriso para ele quando o Nô não estava olhando, o cara me retribuiu com um sorriso. Fechei a cara, me prometi de nunca mais fazer algo parecido nas costas do Nô, mas tirei a dúvida. Creio que eu conseguia de tal forma vestir bem a calcinha do biquíni que isso tirava a dúvida de qualquer um, mesmo se eu tinha pouco seios, ainda mais de costas.