História de Paula

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A primeira noite de Paula

Para o meu sossego o Mário era muito tímido mesmo. Disse-lhe entrando no quarto, Mário, tenho de tirar pelo menos a saia para não amassá-la, ela estava no armário e pode dar problema depois. Ele disse que claro, que tudo bem, e ficou esperando. E eu muito brava, Mas Mário, vira para lá, você pensa que você está aonde, num vestiário? Me dei conta da besteira que tinha acabado de falar, creio que o Mário também visto que ele deu as costas e começou a rir. Em todo o caso aproveitei a deixa, tirei rapidinho a saia e me enfiei embaixo do lençol. Pronto, Mário, pode virar. Fiquei olhando ele tirar o short e, só de cuecas, ir apagar a luz. Que coisa excitante, eu ali de maiô e meia calça sob o lençol com aquele homem quase nu andando pelo quarto. Ele se deitou ao meu lado sob o lençol, disse-lhe decidida, Boa noite Mário, e me virei de costas. Fiquei pensando naquele dia maravilhoso que tive, em cada detalhe, em como eu faria de manhã, se eu continuava a brincadeira ou não.

De repente sinto algo me encostando, por incrível que pareça era o Mário vindo devagarinho me encoxar. Gelei, pensei em dar um escândalo mas depois me disse que podia ser pior. Isso poderia chamar a atenção do Norberto que viria ao quarto, contra dois seria ainda mais difícil e perigoso. Como não havia outra coisa a fazer fingí que continuava dormindo, mesmo porque aquilo até que estava começando a ficar gostoso. Então ele foi se animando, me abraçou por trás para me segurar bem e começou a me encoxar com gosto. Achei uma delícia sentir o pau duro dele procurando o meu reguinho e comecei a me mexer devagarinho, a gemer baixinho já excitada, ele começou a lamber o meu pescoço, quando estávamos no bem bom... o bobo gozou. Em todo o caso que delícia, primeira vez que faço um homem gozar com a minha bundinha, me sentia a mais gostosa das gostosas. Muito excitada me virei de barriguinha para baixo, pus a mão do Mário na minha bundinha, logo estava gozando também rebolando naquela mão boba e sem usar as minhas!

Ele se levantou correndo e foi se limpar sem dizer nada, parecia muito envergonhado, nem olhou para mim. Quando levantei o cruzei indo direto para o quarto dele, sem uma palavra. Entendi que a brincadeira tinha terminado e fui para o meu quarto pensando nisso tudo, no limite que tínhamos ultrapassado. Me deu também uma vergonha muito grande, era a primeira vez que eu gozava daquele jeito na frente de alguém. Depois dessa não haveria mais dúvidas, todos saberiam que eu gostava de homem, aquela estoria de “brincadeirinha de roupas” não colaria nunca mais. Mas me dei conta do quanto gostei, relaxei, me senti muito feliz e realizada e dormi muito bem.

No dia seguinte acordamos, tomamos café normalmente, eu vestido de sapo, e fomos para a praia. Um dia inteiro na praia e nem uma alusão ao dia anterior. Foi um dia muito estranho. O Mário me evitava, parecia que ele tinha mais vergonha do que eu, ou tinha medo de que eu contasse à alguém o que se passou à noite. O Norberto fazia como se nada houvesse acontecido mas quase não falava comigo. Ele parecia encanado com alguma coisa, com ar ausente.

Quando voltamos ao apto eu já tinha quase esquecido isso tudo quando fui distraída tomar o meu banho antes do almoço. Quando cruzei com o Norberto vindo pelo corredor tomei um baita susto. Ele me pegou firme, me encostou contra a parede e me disse muito sério, É a Paula quem vai sair desse banho, entendeu? O apto é meu, sou eu quem manda aqui! Ela pode pegar o que quiser do quarto dela, mas eu quero a Paula de volta essa noite nesse apto. Pensei, “ficou biruta”, pensei também em argumentar que o acordo tinha acabado, que havia sido só no dia anterior. Mas ele tinha dois argumentos muito fortes: primeiro ele era muito forte mesmo e poderia me dar uma surra, segundo ele poderia me colocar na rua. Respondi baixinho, Sim, claro, e ele me soltou. É óbvio que no meu íntimo amei a idéia, tinha passado o dia pensando em como relançar a brincadeira.

Saindo do banho e aproveitando que liberou geral fui direto para o armário do meu quarto experimentar outras roupinhas. Pela primeira vez eu estava livre para me montar sem limites. Acabei escolhendo uma calcinha preta bem sexy e justinha, um par de meias pretas de nylon até as coxas (eu não abria mais a mão de sentir essas meias nas minhas pernas) e um vestidinho cor preto também que me caía muito bem: curtinho, apertado na cintura, me deixando com a bundinha arrebitada. Toda de preto eu me sentia mais felina, mais gostosa com o meu corpinho de falsa magra, pena que eu era morena e não loira. Percebi que faltava alguma coisa na parte de cima: pus um soutien, por dentro coloquei um pouco de fita crepe para puxar os meus pequenos seios para o centro do peito de forma a aumentar o volume. Quando pus o vestidinho ficavam aparecendo os meus verdadeiros seios pelo decote, não eram enormes mas eram meus e me orgulhava deles.

Me sentia tão linda que me abandonei à minha transformação. Fui para o banheiro e fiz uma maquilagem completa com base, batom vermelho nos lábios, rimel e lápis nos olhos, pondo em prática tudo o que havia aprendido com a minha irmã. Dei um jeito com uma escova nos meus longos cabelos e eles ficaram jeitosos, me perfumei. Voltei ao quarto e achei ainda no armário da irmã do Norberto um par de brincos e pulseiras. Me olhando no espelho do quarto me dei conta de que estava uma verdadeira gata, nem eu acreditava no que via! Me sentia realizada. Fiz tudo principalmente por mim e para o meu prazer, esqueci-me completamente de que não estava só no apto. Levei um tempão, já era tarde, engoli fundo e fui para a sala sentindo as pulseiras e os brincos balançando com o meu andar, temendo a reação dos dois.

Percebi o impacto quando eles me viram. Não falaram nada mas mudou a maneira que eles me tratavam. Creio que a timidez deles era proporcional ao tesão que eu os provocava, em todo o caso eu estava adorando. Eles começaram a me pegar pela mão para me levar de um lugar para o outro, tudo era desculpa para passar o braço na minha cintura e tirar uma casquinha. E eu cada vez mais feminina, os brincos e as pulseiras balançando ao rebolar, tudo isso me fazendo sentir ainda mais frágil nas mãos de dois rapazes atenciosos.

Da mesma forma acabamos a noite no baralho e bebidas. Voltei ao colo de um e de outro sem que eles falassem, gostava da idéia de ser um brinquedo disputado entre os dois. Como eles pareciam muito intimidados com o meu comportamento me soltei, passei a provocá-los passando a mão nos rostos, miando bem gatinha, colocando o dedinho na boca enquanto sentadinha no colo de um ou de outro. Me sentia deliciosa, funcionou, eles ficaram mais tímidos ainda e isso evitou que a coisa se degenerasse rápido. Mas na hora de ir para a cama o Norberto não abriu mão, alegou que essa noite era a vez dele. Parecia razoável mas isso me deixou com muito medo, tinha esquecido desse detalhe. Como disse antes Norberto era violento, eu tinha medo do que ele seria capaz de me forçar a fazer já arrependida de ter ido longe demais nessa brincadeira.

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