Até que um dia, quando entrei no prédio das Ciências Sociais, me dei conta de que estava rolando uma festa da Libelú, tendência de esquerda conhecida sobretudo pelas ótimas festas que organizava. Não pude deixar de ir dar uma olhada mesmo se vestida com o meu vestidinho prateado de festa, afinal era uma festa e no escuro todos os gatos são pardos. Eu estava ainda um pouco bêbada e achei que na escuridão ninguém iria me reconhecer ali. Como eu adorava dançar não resisti, dancei umas duas ou três músicas dessas que se dança sozinha, quando percebi começava a chamar demais a atenção. Foi caindo a ficha, àquela hora adiantada da noite quase não haviam mais meninas na festa, só alguns casais malhando e um bando de bêbados caindo pelas tabelas. Eu estava dando a maior bandeira dançando sozinha, vestidinha toda gatinha daquele jeito. Saí de fininho e achei uma sala vazia onde me trocar.
Pus a minha sacola sobre uma mesa que tinha ali e ia começar a me trocar quando três caras bêbados entram na sala. Eles tinham me visto entrar ali e vieram atrás. Chegaram sem muita conversa, Hum, a gatinha está sozinha nessa sala escura? Hum, que gostosinha, já me pegando, me empurrando de um para o outro, me passando a mão. Eu tentei me desvencilhar mas eram três, eu soltava a mão de um aparecia outra mão, eles me empurraram encima da mesa e só deu tempo de eu dizer, Só se for por trás. Eles então me puseram de bruços, dois me seguravam os braços enquanto o terceiro me penetrou por trás. Eu estava ainda bêbada, naquele chacoalho todo eu nem sabia mais o que eu estava fazendo.
Quando o primeiro gozou no meu cu um dos dois que estava na minha frente foi para trás, enquanto o primeiro ia embora. O segundo entrou tão decidido que não pude deixar de olhar para trás. Ele me comia com força e olhava nos meus olhos. Era um cara bastante bonito, musculoso e forte, me comeu, gozou e saiu ainda me encarando. Pensei na minha doideira, “Quero esse carinha para mim”. Resolvi dar um show. Sem deixar de fitá-lo nos olhos para que ele não fosse embora fiz o terceiro ficar de pau para cima encima da mesa e comecei a cavalgá-lo me alisando toda com as mãos, lambendo e mordendo os meus lábios, gemendo muito como uma gata no cio, sempre encarando aquele carinha bonito. Não deu outra, enquanto o de baixo gozava eu já estava aos beijos com o carinha bonito e segurando o pau dele na minha mão, já duro de novo.
No que o sujeito saiu de baixo de mim o carinha já me empurrou para trás e meteu com tudo, pela frente, me agarrando, me mordendo, comendo a minha boca, nos chupávamos e nos fodemos super forte. Eu já estava para lá de dolorida mas mesmo aquela dor foi prazer naquela hora, gozamos os dois juntos, foi o máximo. Disse-lhe para não sair, queria fazer a mesma coisa que fiz com o Nô, fazê-lo dormir sobre mim ainda espetada por ele. Mas quem dormiu fui eu, estava exausta.
Acordei já com a luz alta do dia, deviam ser umas nove da manhã e não tinha mais ninguém na sala. Estava numa ressaca medonha, não lembrava bem ao certo como tinha ido parar ali nem o que havia acontecido exatamente. Quando tentei me levantar ví cair uns papelzinhos, depois percebi que era dinheiro. O sujeito tinha me deixado uma grana como pagamento, não sabia o que pensar. Por um lado estava ofendida, por outro lado peguei aquele dinheiro e me disse que era meu, que eu tinha ganho aquilo com o meu corpo gostoso e me sentia orgulhosa ao mesmo tempo. Mas logo que me pus de pé outra coisa me tirou desses pensamentos, senti dores no ventre e no rabo, além de que algo escorria pelas minhas pernas. Peguei as minhas coisas como pude e abri a porta para procurar um banheiro. Dei de cara com uma faxineira que passava uma enceradeira depois da festa, a mulher me olhou como se tivesse visto um ser do outro planeta, quase que saiu aos berros.
Consegui achar um banheiro vazio não muito longe, quando me ví no espelho tive um choque. Eu estava imunda, minhas pernas, meu vestido, tudo estava imundo. Meu rosto era um garrancho só com a maquilagem completamente borrada. Entendi porque a mulher quase deu um grito ao me ver saindo daquela sala, aquela imagem nunca mais saiu da minha cabeça. Ví ao o quê eu tinha me reduzido: uma vagabunda maltrapilha, maltratada e humilhada, reduzida ao esgoto. Aquilo me perturbou enormemente. Me lavei, me vesti de sapo, joguei a calcinha que estava podre no lixo, pus o resto das roupas na sacola e cai fora.