Chegando na festa ví o Nô com a menina, nem fui falar com eles. De repente me dou de cara com o Paulo, a primeira coisa que me ocorreu lhe dizer foi, Briguei com o meu namorado. Aquilo não era apenas um convite mas uma verdadeira declaração, eu estava muito por baixo, queria carinhos e os tive. Imediatamente Paulo me abraçou, me beijou, disse que ele sonhava com aquilo, me prometeu mundos e fundos e propôs que nos fôssemos dali. Eu muito louca topei. Eu tinha deixado no carro do Mário uma bolsa com as minhas coisas para poder voltar para a casa depois, pedí à Patrícia e ela me trouxe, mas ela ainda me perguntou se eu sabia o que estava fazendo. Disse-lhe que sim, já com o Paulo vindo me abraçar para sairmos, e fomos para o carro dele.
Era um Opala, um carro bastante grande para quem não conhece, e o Paulo já tinha arquitetado a coisa. Me levou para o Alto da Lapa numa praça com uma bela vista onde os casais ficavam nos carros para malhar. Devo dizer que ao mesmo tempo ele era muito romântico, no início ficamos um tempão conversando visto que nos conhecíamos muito pouco. Sem pensar muito nas conseqüências comecei a contar coisas minhas mesmo, por exemplo que eu tinha entrado na Matemática da USP, etc. Ele tinha entrado na engenharia da FEI, estava também no primeiro ano, logo tínhamos bastante assunto em comum e era uma conversa quase normal, como se de fato Paula estivesse mesmo entrado na faculdade.
Voltamos a nos beijar e a temperatura subiu, ele enfiava a mão em tudo quanto era lugar e comecei de novo a ficar preocupada. Pensei que eu era uma louca irresponsável, que eu devia ter-lhe dirimido mais claramente a dúvida antes de nos lançarmos. Tentei o golpe de chupá-lo para lhe acalmar, mas ele tirou a minha cabeça e me disse, Assim não, amor, hoje quero fazer amor com você para valer. Respondi, Só se for por trás. Sabia que algumas meninas diziam dessa maneira, sentei de frente no colo dele fazendo ele me penetrar. Ele era uma delícia, muito amoroso e bonitinho, infelizmente mais apressado ou menos experimentado que o Nô, logo estava gozando. E eu com ele.
Enquanto relaxávamos pensei que por incrível que pareça eu tinha escapado, por pouco, de ter dado a maior merda. Doce ilusão, em meio à minha distração ele me enfiou a mão com tudo entre as minha pernas, não deu tempo nem de fechá-las. Não sei se ele queria tirar a dúvida uma vez por todas ou se ele queria me fazer deixar de ser virgem, em todo o caso hoje penso que ele fez o que qualquer um faria naquela situação. Encontrou o que não queria, foi horrível. Ele parou, voltou para a direção e arrancou sem falar nada.
A minha primeira inusitada preocupação foi a de me arrumar, limpar o vestido, rever a maquilagem enquanto ele dirigia sem destino pela cidade, verificar se eu ainda estava bonita. Ele tinha descido para a praça Pan Americana, daí ele parou numa rua secundária e começou a me pedir desculpas. Me disse que eu tomasse consciência do choque que ele teve, mas que não era do seu feitio ser violento e que ele não queria me machucar. Ele falava e falava, não me deixava falar, só me restou fazer um ar de gatinha tristinha com olhar de peixe morto para ele. Disse-lhe que tudo bem, que eu desceria ali e pegaria um táxi, que aquilo tudo tinha sido um culpa minha em deixar que o mal entendido se instalasse. Mas ele não me deixava ir embora, comecei a ficar sem saber o que ele queria afinal. Acho que nem ele sabia ao certo, ele tentava que tentava justificar a sua reação e ao mesmo tempo recomeçou a passar a mão nas minhas pernas, me alisava. Aquela indefinição começou a me irritar, mas não era eu quem iria tomar nova iniciativa sob risco de levar mais bolachas. Propus então que fossemos ao Rei das Batidas que não ficava muito longe, que poderíamos continuar a conversar enquanto bebíamos alguma coisa. Ele topou e lá fomos nós.
Eu achava que sexta à noite, àquela hora, aquele bar estaria vazio, mas que nada. Conseguimos uma mesa de canto um pouco mais discreta e pedimos umas cervejas. Com a bebida começou a ficar agradável estarmos lá conversando numa boa, de vez em quando me dava conta de que Paula estava no Rei das Batidas vestida toda gatinha como se fosse algo normal. Paulo já se comportava como se nada tivesse acontecido e eu fiz o melhor para não lembrá-lo. Saímos de la já um pouco bêbados e no caminho do carro ele me abraçou. Perguntei-lhe se ele sabia o que ele estava fazendo, ele disse que sim e me beijou.
Passado o impacto da descoberta a vontade dele de transar comigo continuava intacta, eu estava particularmente gatinha naquela noite e ele deve ter se dito que de qualquer forma ele já estava ali mesmo, melhor relaxar e aproveitar. Como quem não quer nada perguntei-lhe se ele conhecia o campus da USP que é logo ali o lado, claro que ele entendeu a deixa e fomos dar uma volta dentro da USP. No caminho eu me disse que bastaria depois que ele me deixasse perto das Ciências Sociais, que ali o prédio estava sempre aberto e eu acharia um local para eu me trocar. Eu tinha participado de várias reuniões de centros acadêmicos à noite naquele prédio e tinha percebido que tudo ficava aberto quando íamos embora tarde da noite.
Paulo parou o carro no final do campus, num estacionamento que fica mais no alto dizendo que era para vermos a vista. Voltamos à nos malhar, procurei me sentar de novo no pau dele mas ele não quis, preferia me pegar por trás. Estava bastante escuro, não havia viva alma por perto. Desci do carro e me pus de bruços sobre o motor, empinando a bundinha, ele veio com tudo por trás, levantou o meu vestido e me enrabou com gosto. Puxava os meus cabelos, me xingava de puta, batia na minha bunda e eu gemia e delirava de prazer, de estar dando o rabo ali ao ar livre. Era a primeira vez que eu dava naquela posição, adorei, o carro não te deixa ir para a frente, o que faz o cacete entrar e sair com muita força te comendo toda. Ele gozou com muita força e aquilo me deixou muito excitada, mas quase que imediatamente ele voltou para dentro do carro para irmos embora. Fiquei um pouco frustrada. Ele teve o que queria e pronto, já íamos embora!
Pedí então que ele me deixasse no prédio das Ciências Sociais, ele achou estranho mas disse-lhe que seria mais fácil para mim, que eu não podia chegar vestida daquele jeito em casa. Ele se ofereceu para esperar e me levar depois, mas eu não queria que ele me visse de sapo nem que ele soubesse onde eu morava, a gente nunca sabe o que pode acontecer.
Passamos a repetir esse esquema durante alguns finais de semana. Me produzia na casa da Patrícia, me encontrava com o Paulo numa festa e terminávamos em algum estacionamento da USP. Depois ele sempre me deixava no prédio das Ciências Sociais.