História de Paula

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Seção da tarde

Durante esse ano eu estudava de manhã e fazia cursinho à noite, podia passar quase todas as tardes da semana namorando na casa do Nô. Apenas dona Neuza havia percebido tudo, mas como empregada ela nunca ousou falar nada. É claro que ela tinha logo percebido o que estava acontecendo, ela via chegar Rui e de repente Nô estava com uma menina em casa. Ela tinha o costume de no meio da tarde preparar um lanche para o Nô, no início ela trazia o lanche me olhando pelos cantos dos olhos, sisuda.

Depois aos poucos ela começou a sorrir para mim e com o tempo ela até ficou minha amiga. Eu sabia que ela sabia, por essa razão comecei a lhe agradecer a cada vez que ela nos trazia alguma coisa, não me preocupava com a minha voz. Ela passou a me perguntar se eu queria algo em especial como lanche e passou a ser mais simpática comigo. Após alguns meses eu chegava na casa do Rui, ela me abria a porta e me dizia, Pode ir descendo que eu aviso ele de que você chegou. Foi conversando com ela algumas vezes que eu soube mais sobre o Nô, sobre os problemas da família, etc. Ela gostava muito dele, era de fato a sua segunda mãe, creio que ela entendeu que ele gostava muito de mim e por isso me aceitou.

Como eu já disse éramos dois adolescentes na flor da idade, com muita libido e muita curiosidade, livres a maior parte do tempo naquelas tardes. Passamos por várias fases, claramente era a novidade que segurava em muito aquele relacionamento. Nessa época achei nas coisas do Nô um monde de revistinhas de sacanagem, fiquei muito puta e ele me explicou. Acontece que o namorado da irmã dele, para fazer amizade com o Nô e conseguir que o Nô não lhes enchesse o saco, lhe tinha dado quase uma coleção completa daquelas revistinhas.

Folheando comecei a me excitar, claro que o Nô também e passamos uma longa fase em que olhávamos algumas daquelas revistas e repetíamos o enredo. Um dia eu era a secretária que o Nô pegava no escritório ou o policial que me pegava guiando sem carteira, o qual eu tinha de literalmente chupar o cacete para não levar multa. Outro dia eu era a enfermeira que vinha lhe dar um banho... de língua ou a massagista que caprichava pondo todo corpo e alma a serviço do seu cliente.

Algumas vezes descíamos para um final de semana para o Guarujá quando o apto estava livre. O Nô tinha me dado uma cópia da chave, eu ia antes e me preparava para recebê-lo. Na volta ele partia antes, eu depois. Quase não saíamos do apto porque fora de temporada o Guarujá ficava às moscas naquela época, chamaríamos muito a atenção. O que era maravilhoso nesses finais de semana era poder passar a noite juntos e acordar juntos de manhã, muitas vezes para eu continuar dando meu rabinho. Eu saia cedo de São Paulo no sábado de manhã, levava o necessário na minha mochila, me produzia o melhor possível, improvisava um almoço e ficava esperando para ser comida junto. Em geral o Nô chegava por volta do ½ dia e já dávamos uma bela trepada logo na chegada, muitas vezes por cima da mesa que eu tinha preparado para o almoço. Visto esse costume uma vez fiquei esperando-o já deitada de bruços encima da mesa. Pus um tomate na boca e uma cenoura no cu para sentir-me servida junto com a comida. Ele chegou e começou a comer, pegou uma coxa de frango e enquanto a comia ficou brincando com a cenoura no meu rabo. Depois tirou a cenoura e enfiou o resto da coxa de frango no lugar, enquanto eu rebolava e gemia com o tomate na boca. Ai ele tirou o tomate da minha boca e, enquanto o comia, enfiou o seu pau duro no lugar. Eu adorei aquilo, ser literalmente comida.

Algumas vezes ele me comia no balcão. No finalzinho da tarde íamos para lá e ficávamos conversando, ele começou a ter o hábito de me penetrar por trás, de pé, e ficávamos ali abraçados um tempão vendo as pessoas passaram. De baixo não dava para ver, quem olhava via apenas um casal abraçado no balcão, era uma delícia aquilo. A única coisa que eu nunca entendia é porque o Nô punha tudo de uma só vez quando ele me penetrava nessa posição de pé, o que eu não achava ruim para dizer a verdade. Sentia o homem entrando num lance só até encostar na minha bunda, me lembrando bem de para quê eu estava ali e deveria estar sempre disponível.

Algumas das revistinhas de sacanagem que encontrei na casa do Nô eram de sado-mazoquismo, no início as deixamos de lado. Mas com o tempo, em busca de novidades, entramos também nesse jogo. Eu nunca aceitei ser a dominante, só papeis de submissa. Deixei claro ao Nô que haviam limites, por exemplo alguns tapas tudo bem, mas nada mais dolorido ou que deixasse marcas no corpo. O Nô tinha colocado um colchão na salinha do sub-solo e nessa época ele começou a me amarrar de tudo quanto é jeito antes de foder comigo. Eu achava aquilo delicioso, estar completamente presa e à mercê, esse jogo me deixava excitada a tarde toda. Algumas vezes ele me dava uns tapinhas na minha bunda deixando-as bem róseas, com o tempo não doía e eu achava linda a minha bundinha daquela cor.

Ele chegou até a improvisar uns consolos e instalações mais elaboradas, ele era um hábil artesão. Algumas vezes ele me fazia sentar num cacete de madeira fixo numa cadeira e me amarrava ali, me deixando presa espetada enquanto me fazia chupar o seu pau, algumas vezes me dando uns tapinhas no rosto. Posso dizer te testemunho próprio que tapa de amor não dói, adorava aquilo, sentia que ele me colocava no meu lugar.

O problema é que com o tempo aquilo também começou a ficar repetitivo e penso que foi por essa época que o nosso relacionamento começou a fazer água. Já tínhamos completado um ano de namoro, eu tinha entrado na faculdade e passei a ter aulas à tarde alguns dias da semana. O Nô, sempre atrasado nos estudos, estava ainda no colegial apesar de ser mais velho um ano. Conversamos sobre o assunto e decidimos deixar de lado essas práticas e tentar um relacionamento mais normal, na medida do possível.

Durante algumas tardes em que voltei na sua casa tivemos então um relacionamento mais soft. Comecei até a ajudá-lo mesmo em alguns exercícios de Matemática numa tentativa de que nossa relação não ficasse só em amor de pica. É claro que começava bem, aos poucos ele me fazia sentar no seu colo enquanto eu explicava e no final ele já estava com o pau enterrado no meu cu. Eu continuava explicando enquanto ele me comia, ele até tentava prestar atenção e penso até que ele conseguiu aprender alguma coisa nessas feitas. Foi um período gostoso.

Um dia cheguei na casa do Nô com um monte de tintas não toxicas para se pintar o corpo e que saiam com água. Forramos o colchão com um grande plástico e começamos a fase pintura, o Nô passava a tarde toda me pintando antes de foder comigo. Às vezes ele me deixava pintá-lo também, era muito bonito e gostoso.

Em todo o caso, visto as loucuras a que estávamos chegando, claramente o nosso relacionamento estava se esgotando. Ele era nutrido principalmente por uma grande curiosidade adolescente e nessa idade mudamos muito rapidamente. Além disso eu tinha entrado na USP na época em que as primeiras passeatas tinham começado. Aquilo me interessava muito, creio que o meu espírito rebelde logo se identificou com a luta contra a ditadura. Isso começou a criar uma distância cada vez maior entre eu e o Nô que continuava um crianção, que estava longe de passar em algum vestibular de tanta bomba que levou na escola. Comecei a me interessar à vida política, algumas noites ficava até altas horas no Rei das Batidas resolvendo todos os problemas do mundo e do Brasil em particular. A minha vida com o Nô não tinha nenhum ponto de contato com a minha vida de estudante, ninguém me conhecia na faculdade onde Rui era um rapaz qualquer. Creio que nessa mesma época o Nô começou a ter outras curiosidades, afinal todos os nossos amigos tinham namoradas “normais” e creio que isso começou a mexer com ele.





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