INSTRUMENTAÇÃO E AUTOMAÇÃO

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                   A população de São Paulo deixou de respirar cerca de 1,64 tonelada de partículas poluentes a menos por hora, 14% do total lançado aos ares da cidade de São Paulo, segundo relatório da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) de 2000. Os responsáveis pela proeza foi a conversão das três caldeiras da termelétrica de Piratininga.  As caldeiras, antes, queimavam óleo combustível para transformar água em vapor e alimentar turbinas a vapor que geram energia. Agora, podem usar também o gás natural como combustível. Se a população ganhou um ar menos poluído, a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), dona da usina, está livre das multas da Cetesb, órgão ambiental paulista. Com o término das obras, as emissões de material particulado foram reduzidas em até 89% e as de óxido de enxofre em 99,9%. Tudo isso graças aos novos queimadores instalados conjugados com a queima do gás natural.

Hoje, a térmica de Piratininga pode queimar tanto gás natural quanto óleo combustível. . A termelétrica, construída entre 1950 e 1960, tem capacidade de gerar 472 megawatts de eletricidade por meio de quatro caldeiras. Cada uma tem 15 metros de altura e 20 metros de largura, semelhante a um prédio de quatro andares.

Controle total - A obra começou em 1998 e terminou em janeiro de 2002. O Sistema Digital de Controle Distribuído (SDCD), um sistema computadorizado que permite total controle, monitoração e operação das caldeiras, turbinas geradoras, condensadores, bombas e aquecedores de água de alimentação, sistemas de ar-condicionado, de no-break (que trabalham sem interrupção de energia) e de sopro de ar para queima, além de queimadores para os dois tipos de combustível. A quantidade total de sinais de controle passa de 2.400. O sistema de gerenciamento de dados, formado por quatro microcomputadores remotos, é responsável pela análise dos dados de operação, emissão de relatórios de operação de manutenção.
    A partir de 2003, a térmica ganhou mais quatro turbinas a gás parai gerar energia por ciclo combinado, utilizando o gás natural como combustível e aproveitando os gases resultantes da queima nas turbinas para geração de vapor e, conseqüentemente, por meio das turbinas a vapor, de mais energia. A capacidade de geração aumentará de 472 megawatts para cerca de 1.170 megawatts.

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