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HISTÓRIAOs pelágios ou pelasgos foram os mais antigos ocupantes da Grécia de que se tem notícia. Poliam e utilizavam pedras como a obsidiana com bastante habilidade. Tendo se estabelecido em todo o mundo egeu, isto é, nos Bálcãs, na Ásia Menor e em Creta e outras ilhas, os pelágios viviam da caça, da pesca, da coleta e de uma agricultura rudimentar. Organizavam-se socialmente em clãs. Os pesquisadores encontraram casas e até túmulos coletivos na ilha de Creta. Desde o final do período anterior, a civilização egéia já utilizava o bronze, mas, enquanto o minoano antigo correspondeu a uma fase neolítica, o minoano médio constituiu, com efeito, uma idade do bronze entre os gregos. No minoano médio, Creta se firmou como centro irradiador de riquezas e cultura em toda a Grécia. Por volta de 2000 a.C., as cidades de Cnossos e Faístos se destacaram dentre as demais, construindo imensos palácios. Cerca de trezentos anos depois, após um momento de grande agitação, Cnossos unificou Creta sob sua autoridade, tornando-se a mais desenvolvida e abastada cidade da Grécia. Nesse período, foi fundada uma talassocracia. Os cretenses então desenvolveram bastante suas indústria e agricultura, com a fabricação de vasos de bronze e de cerâmica, que utilizavam na exportação de cereais, vinho e azeite. Para fabricar bronze, os cretenses importavam estanho da península ibérica e cobre do Chipre. Ganharam ainda exclusividade no transporte do cedro de Biblos para o Egito. Aprimoraram também a arte, representando habilmente, em vasos e em afrescos, animais marinhos e navios. O tamanho das casas diminuiu e surgiram os túmulos individuais, indicando o abandono das organizações coletivistas típicas do minoano antigo. Os pesquisadores indicam também desigualdade de riquezas e escravidão por dívida entre os cretenses. O que mais marcou a civilização cretense, porém, foi a igualdade social entre homens e mulheres. A importância da figura feminina se refletia também na religião. A deusa-mãe era a divindade mais importante em Creta, sendo muitas vezes representada na companhia de um touro, que representava seu filho ou seu marido. Os cultos eram realizados nas capelas dos palácios ou em cavernas. Os fiéis dançavam, cantavam e celebravam a tauromaquia - apresentação de acrobatas em touros. Em meados do segundo milênio a.C., a chegada de grupos indo-europeus (aqueus, jônios e eólios) aos Bálcãs deu início a um processo de mudanças que, apesar de inicialmente sutis, ocasionaram a queda de Cnossos, evento muito associado à lenda do minotauro. Com a destruição do Labirinto - de acordo com a lenda - ou do Palácio de Cnossos (hoje parcialmente restaurado), evento ocorrido por volta de 1400 a.C., entrou em ascensão a cidade de Micenas, na Argólida. |
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