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O estudo de uma era, em geral, causa reflexões nos que participam do aprendizado, que fogem das situações planejadas, e causam repercussões negativas devido ao choque, produzido no psiquismo humano, das contradições que afloram na consciência, sempre que situações similares as já vividas em outra época, sugerem lembranças que brotam do subconsciente, avassaladoras, por não termos resolvido a contento nossas dificuldades passadas. De qualquer modo não podemos silenciar diante dos fatos que vamos presenciando, simplesmente porque nos desagradam, ou pelas repercussões que provocam em nosso subconsciente, por não estarmos ainda adaptados a uma forma de viver que busca a felicidade, como padrão da alegria de ser útil a todos os que nos cercam, sem prejudicar, a quem quer que seja o nosso vizinho mal humorado, esteja ele ao nosso lado pelas injunções do trabalho e da convivência social, ou no outro lado do mundo, ligado a nós pelas facilidades modernas da internet. Este livro busca abrir os olhos dos amigos que o honrarem, para um novo horizonte de pesquisas humanas, que se desenvolve na Terra, diante de nossos olhos, acostumados a ver o sofrimento alheio como uma chatice, que poderia ter sido minimizada, ou até evitada, pelos que orientam os rumos dos grupos humanos, se houvesse mais respeito aos mandamentos primários da vida, que estabelecem a defesa da liberdade individual e coletiva, sem desrespeito aos padrões naturais, já conquistados pela humanidade em sua caminhada evolutiva, traduzindo uma nova forma de agir e pensar, buscando a alegria de servir como fonte perene de paz social e harmonia entre as criaturas. Este novo horizonte busca qualificar o homem diante do progresso, que aconteceu de forma desorganizada, pela dificuldade de enquadrar ciência e tecnologia dentro de parâmetros de desenvolvimento que atendem a evolução social, como forma de justiça, que equilibra a vida entre a riqueza e a miséria, e equaciona o bem estar com variáveis de consumo, limitando as necessidades vitais ao poder aquisitivo, sem o mínimo respeito aos desassistidos, que crescem nos países mais atrasados, por não se ter ainda encontrado um modo do progresso tecnológico condicionar a evolução social, criando a globalização da saúde e da segurança pela educação voltada para uma estratificação globalizada, onde todos tem iguais direitos de lutar pela liberdade e conquistar o seu espaço social, sem as limitações geográficas e morais que orientam o egoísmo e o orgulho do Ser humano. Enquanto o valor da vida for determinado pela qualidade das conquistas externas, buscando ao redor do nosso psiquismo as realizações que provocam a admiração e o aplauso, por atenderem os reclamos da vaidade, estaremos organizando uma sociedade voltada para os vencedores das lutas entre indivíduos, ou agrupamentos de indivíduos, mas lutas realizadas fora do nosso psiquismo, numa arena que beneficia sempre o mais forte, o mais poderoso, sem que a vitória seja veículo de progresso social, servindo apenas para estimular o egoísmo e o orgulho, embora seja reconhecida a sua utilidade nas sociedades atrasadas, para desenvolver a inteligência e promover o despertar de sentimentos mais nobres, como a resignação na derrota e a paciência nas pendências mais difíceis. O passado não interfere diretamente em tudo o que fazemos porque existem filtros que selecionam os pensamentos, impedindo que as angústias passadas tenham um lugar de destaque em nosso subconsciente, mas quando nos envolvemos nas mesmas atribulações de antanho, encontramos as condições que favorecem a implantação de um campo magnético semelhante aquele já vivenciado, e somos então sufocados por pensamentos atuais, que entram em sintonia com aquela imantação negativa, provocando um desequilíbrio psíquico que faz aflorar no consciente um comportamento, que muitas vezes entra em choque com as nossas mais íntimas aspirações, causando um desvio em nossa programação de vida. A literatura sobre o assunto ainda busca soluções para reconstruir o equilíbrio, ocupando a mente com a busca das razões para o comportamento atípico, e embora esta conduta mostre resultados satisfatórios no plano consciente, ela não atua no centro mental mais interno onde o subconsciente está vivo, trazendo mais confusão nos mecanismos de controle consciente, obrigando a criatura a se desdobrar para agir, conduzindo-se conforme a orientação preconizada pela medicina, que trata das disfunções comportamentais como se a causa fosse uma deficiência orgânica, quando aos poucos vamos compreendendo que a situação criada pelas emoções mal administradas, porque mal interpretadas, é que acabam transformando o nosso sistema nervoso numa arma perigosa, que pode ser acionada pelas imantações passadas, nas quais estamos imersos. Conduzimos a vida coletiva ainda com uma dose alta de ignorância das conseqüências dos nossos atos, e atribuímos pesos desiguais na balança que mede os nossos desajustes sociais, por entendermos que a educação e a cultura definem qualidades morais, mas não é assim, porque encontramos os desequilíbrios mais graves nas sociedades mais esclarecidas, que são sempre as que provocam os distúrbios coletivos, que ao não serem resolvidos, acabam escoando no sorvedouro inútil de vidas humanas, ceifadas pelo egoísmo das lideranças mais significativas, que usam o conforto em que vivem como referência e padrão, para classificar o próximo de atrasado ou mal formado, e esta incompreensão se agrava pela ciência e tecnologia, que ao se desenvolverem numa velocidade nunca vista, está afastando os povos pela humilhação que os mais fracos sofrem, sem condições de reagir as agressões políticas, econômicas e até de soberania, quando tentam buscar um equilíbrio nas relações internas e externas. A civilização humana está progredindo por caminhos tortuosos e acidentados, porque os fundamentos da liberdade, foram encaminhados pela necessidade de ajuste da personalidade individual e coletiva, dentro de padrões morais mais ou menos rígidos, introduzidos na sociedade pelas religiões, como um remédio amargo que necessitava ser ingerido para coibir abusos, que destruíam a autoridade responsável pela segurança interna, mas principalmente para manter a disciplina e a união de todos contra o inimigo do Estado, e com esta tática, manter o poder mesmo que a custo de leis que iam de encontro a liberdade, que assim, aos poucos, foi se transformando em um poder de dominação sutil, provocando o encontro da hipocrisia com o poder político, econômico e até militar, e assim, em defesa da liberdade, as democracias mais poderosas dominam as mais fracas, com a conivência dos líderes, que no topo de suas mordomias, não percebem a revolta e o sofrimento do povo, que é semelhante a humilhação sofrida no passado, quando a liberdade era uma tese religiosa sem expressão. |