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O doutor Vianor sabia das necessidades humanas crescentes devido ao grande desenvolvimento tecnológico havido, dentro de um círculo muito restrito da sociedade, e por isto estava decidido a orientar os seus esforços para a ampliação das escolas existentes, buscando atender a faixa mais pobre da população em cada país que se instalasse, preparando uma mão de obra altamente qualificada, que fosse capaz de despertar o interesse da grande indústria, e promover o desenvolvimento exatamente onde as condições de vida são mais difíceis, atendendo uma necessidade dos países ditos emergentes que se amplia em progressão geométrica, que é a busca de soluções para o grave problema do desemprego estrutural, que está ameaçando a sociedade desprotegida, pela incompetência das lideranças políticas e econômicas, que não conseguem conduzir seus países no rumo do desenvolvimento, porque a cada dia se agrava a situação, pela disposição arcaica dos meios de ensino básico e formação profissional, que não se desenvolvem devido ao descaso das autoridades, que só atendem a parcela da população que pode dar retornos políticos imediatos, deixando desamparados os que por um balaio de comida trocam o seu voto para não morrer de fome, e esta é a razão do grande progresso do dito socialismo, que herdou do comunismo a falácia que está destruindo a sociedade, por achar que a melhor forma de fazer política é jogar o rico contra o pobre, na pior contra-informação já criada pelo homem, que é formar uma elite política que faz populismo jogando o pobre contra o rico, simplesmente para se manter no palácio real com o voto do pobre, que é maioria, e vai continuar cada vez mais pobre se não houver um grito de alerta dentro da sociedade, que parta do próprio povo esclarecido. A EMIPE poderia se tornar parte deste grito de alerta, indicando o caminho a seguir para o empresariado moderno, que está a cata de novos rumos, seguindo aqui, o raciocínio cruel da globalização, que está transformando os países ricos nas cortes dos antigos reinos, que vivem a farta com empregos garantidos e bem remunerados, pela educação adequada que recebem, sustentadas pelo trabalho escravo que imobiliza o desenvolvimento fora dos sete antigos reinos, e ali, o raciocínio ainda mais cruel da criação da moeda única, que se vingar, não vai permitir a nenhum abolicionista a oportunidade de lutar pela liberdade, porque não vemos nas elites dos países pobres nenhuma Princesa Isabel, devido ao fascínio ao poder dos lucros políticos que a globalização e os mercados comuns estão trazendo, e então não sobra tempo, nem dinheiro, para investir em projetos educacionais com retorno demorado, e é neste contexto rude e sem perspectivas que os empresários lúcidos precisam buscar soluções, sem a ajuda dos políticos porque eles só sabem recolher impostos dos que trabalham, e não parecem gostar muito do trabalho já que as viagens, passeios e recepções ocupam muito do seu tempo, e o resto é gasto em conchavos e reuniões intermináveis para decidir quem ocupa este cargo ou aquele, ou então para se defender das acusações da imprensa, e principalmente buscando a qualquer preço os louros de vitórias que não são suas, como pousar ao lado de uma equipe campeã para mostrar à torcida que é do mesmo time. A EMIPE encontraria meios de buscar entre os menos favorecidos da sorte, aqueles talentos escondidos na miséria, que teriam a oportunidade de despertar para o conhecimento, e construir com o esforço próprio, uma vida útil para a família e a sociedade, sem opressões religiosas, políticas, e de raça, e formaria uma elite operária que teria a responsabilidade de conduzir a tecnologia através dos caminhos do progresso, sem títulos de phd ou de master, mas com a segurança de saber o essencial para trabalhar nas bancadas real e virtual, e extrair delas todas as respostas para resolver problemas tecnológicos, e impulsionar a criatividade própria no desenvolvimento de novos produtos, aprimorando a qualidade dos existentes, sem qualquer receio da automação industrial graças a divulgação e popularização dos conhecimentos básicos, que são mantidos como segredos de Estado em alguns dos sete reinos, mas que não representam grande dificuldade na aplicação, para os que conseguem se libertar das masmorras da escravidão mental e social, e começam a ter confiança em si próprios e a trabalhar na construção de uma vida mais justa, porque a verdadeira justiça só começa a acontecer quando todos adquirem o direito de pensar, e com isto recebem igual oportunidade de aprender, e lutar por um lugar ao sol da modernidade tecnológica, industrial, e social, produzindo a verdadeira e única mais valia útil na vida, que é o progresso intelectual, para com ele atingir um patamar mais elevado, onde é encontrado o portão, que ao se abrir para cada criatura, lhe mostra a gloriosa e sublime escada da sabedoria. Construir o progresso não é atribuição que alguém possa delegar a outrem, porque só progridem os que participam das atividades comuns com o espírito de servir, e só conseguem isto aqueles que recebem a oportunidade de aprender uma profissão, dentro dos parâmetros tecnológicos que conduzem a automação, seja na indústria, na agricultura, no comércio, nos serviços, etc., porque neste milênio que está iniciando, todos os setores de atividade humana estarão automatizados, e só poderão contribuir com o trabalho individual, e coletivo, aqueles que compreenderem o que acontece no cérebro artificial, que comanda o processo automático, e puderem estabelecer rotinas de controle e manutenção da inteligência das máquinas, e isto não pode ficar como um segredo fortemente guardado pelos reinos poderosos, que por dinheiro, ou oportunidade de sucesso, atraem os filhinhos de papai rico que conseguem aprender a pensar, que acabam por desprezar a própria sociedade onde nasceram só porque é mais atrasada, mas deve ser difundido por empresas como a EMIPE, que procuram antes servir do que somente lucrar, e por isto serão combatidos pelos reis e príncipes dos tais reinos, que defendem apenas os interesses de seus cortesãos. O interregno que estamos escrevendo serve para dar um repouso ao leitor, amenizando a aridez do estudo científico, e também para dizer um pouco do nosso propósito de criar uma obra que ajude a compreender algumas falhas estruturais graves, na orientação dos destinos dos pobres e miseráveis, que estão alienados totalmente do progresso humano por não terem nascido na riqueza, e este “crime” de serem criaturas marginais lhes é cobrado da forma mais dura, que é o balaio de comida aqui ou a cisterna de água ali, desde que em contrapartida, votem no benfeitor que faz alarido diante da platéia, emudecida pela necessidade maior não atendida, que é a oportunidade de participar da vida ativa, pensando, e compreendendo que o conhecimento não pode ficar restrito aos que tem poder para comprá-lo, mas deve estar ao alcance de todos, principalmente nas sociedades mais atrasadas, onde o rico sabe mais que o pobre não porque tenha um Q.I. ou Q.E., ou como quer que queiram chamá-lo, superior, mas unicamente porque o pobre não tem a menor chance de motivar a nomenklatura oficial, a lhe permitir o acesso as informações básicas, que possibilitem a aquisição de algum conhecimento sobre a tecnologia de ponta, devido ao grande sigilo que existe em torno das atividades de ponta, exigido pelos grupos que detém o poder, que limitam a sua divulgação e aprendizado, a uns poucos felizardos, que nem sempre dispõem de competência intelectual para honrar o título acadêmico de doutor, que receberam nas grandes universidades financiadas pelos governos.
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