Especiação

 

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          Em 1969, Mayr, um biólogo evolucionista, definiu como espécie - "grupos de populações naturais que se intercruzam e que estão isoladas reprodutivamente de outros grupos semelhantes" , e para tal definição ele levou em consideração o conceito da capacidade de cruzamento entre seres de mesma espécie e a incapacidade de cruzamento entre seres de espécies diferentes.Simplificando, ele quiz dizer que os membros de uma mesma espécie acasalam com indivíduos dessa espécie , uns com outros, não acontecendo o mesmo  com indíduos de espécies diferentes. Sendo que este conceito proposto por Mayr não leva em consideração (não é aplicável) à espécies que se reproduzem assexuadamente. Ele considera espécie como sendo uma população Mendeliana mais inclusiva, ampla. 

          A maioria dos biólogos acredita que a especiação via isolamento geográfico seja a forma mais freqüente e geral (Mayr, 1969). Irradiação Adaptativa - ocupação de uma região por subpopulações de uma espécie, essas subpopulações isoladas vão se tornando geneticamente diferentes, devido ao acúmulo de mutações novas e à seleção de  diferente combinações gênicas, impostas pelos ambientes distintos. A espécie biológica não só caracteriza um arquivo classificatório mas também um evento evolutivo significativo. Apesar de a especiação ser, na realidade, um processo contínuo, é conveniente considerá-la como vários eventos ou estágios consecutivos.   Ver figura 1

         Para se tornar espécies, estas populações ou raças geograficamente adaptadas precisam desenvolver um isolamento reprodutivo (resulta da incapacidade, total ou parcial, de membros de duas subpopulações se cruzarem, produzindo descendência fértil. Em geral, depois de acontecido o isolamento geográfico, as subpopulações se diferenciam tanto, que elas ficam impedidas de cruzarem, tornando-se reprodutivamente isoladas, e a partir desse ponto essas subpopulações são consideradas espécies distintas). Um resumo dos mecanismos de isolamento é dado na figura 1, original de Dobzhansky (1970).

         A formação de novas espécies é denominada genericamente especiação. Existem dois modos através dos quais o isolamento reprodutivo pode ocorrer:

         --> Como um subproduto da acumulação de diferenças genéticas entre as raças isoladas geograficamente. Isto provavelmente envolveria os mecanismos de pós-cruzamento.

         --> O isolamento pode ser desenvolvido gradualmente pela seleção natural, para evitar a formação de híbridos mal adaptados entre as duas espécies incipientes: a seleção favoreceria os indivíduos da raça I que não se cruzaram com indivíduos da raça II, o que envolveria os mecanismos de pré-cruzamentos.Classificação dos mecanismos de isolamento (Dobzhansky).

       

          Os cientistas consideram a existência de dois processos de especiação: anagênese (especiação filética) e cladogênese (especiação por diversificação).

          Na anagênese a população vai se modificando gradativamente em função de contínuas alterações nas condições ambientais, o que resulta em uma população tão diferente da original que pode ser considerada uma nova espécie. Já para a cladogênese as novas espécies se formam por irradiação adaptiva,a partir de grupos que se isolam da população original e se adaptam a diferentesregiões, e depois  de um longo tempo de isolamento, as populações originam novas espécies.

          Os cientistas acreditam que, na história evolutiva da vida, a maioria das espécies surgiu por cladogênese. A formação de novas espécies por cladogênese pressupõe a ocorrência de pelo menos três etapas seqüenciais --> isolamento geográfico --> diversificação gênica(progressiva diferenciação do conjunto gênico de subpopulações isoladas, e é causada por mutações e seleção natural) --> isolamento reprodutivo.

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