Home Cursos Comunidade Projetos Contas Diretoria Ambiental Palestras Assembléia Associado Eventos Slides
Um Pouco da História do Bairro

Um pouco da nossa História.


No ano de 1991, em uma gleba de terra situada no bairro Alvarenga, na cidade de São Bernardo do campo, de propriedade de uma empresa da região, DUAS ASSOCIAÇÕES ofereciam terrenos em lotes à pessoas interessadas.

A forma de venda era através de panfletos distribuídos nas portas da fábricas, oferecendo inúmeras vantagens e formas de pagamentos como dividindo-se o valor em parcelas ou aceitando-se carros ou objetos domésticos.

Os vendedores nada mais eram do que testas de ferro dos verdadeiros proprietários. E assim foi feito: terraplanagem do terreno, com a abertura de algumas ruas e total desmatatamento na área, dividindo-a em quadras e lotes de aproximadamente 120 metros quadrados.

Neste período de implantação, as associações foram notificadas pela Prefeitura para extinção do loteamento irregular, mas devido ao apoio de vários políticos influentes do município, as pessoas compradoras dos lotes eram incentivadas a construir suas casas, até que em 1993 um vereador de São Bernardo do Campo, resolveu montar uma C.P.I. (Comissão Parlamenta De Inquérito) para apurar as origens e verdadeiros responsáveis pela grande especulação imobiliária espalhada no município.

Meses depois foi votado um relatório e apresentado ao juíz responsável pelo caso, que solicitou ao Ministério Público a abertura de processo para apuração dos fatos. Inquérito instaurado, os moradores começam a tomar conhecimento sobre a verdadeira história das terras que haviam comprado das associações, que diziam ser "loteamentos de interesse social", o que na não era verdade. Em julho de 1993 haviam 56 famílias ali morando, sendo as dificuldades enormes, uma vez que não havia infra-estrutura alguma, como água, luz, esgoto, asfalto, coleta de lixo... Os moradores então passaram a cobrar dos membros das associações, as promessas das melhorias feitas quando da venda dos lotes. Tudo então sem resposta.

Os moradores começaram a se mobilizar e procurar as autoridades do município, como Prefeitura, Sabesp e Eletropaulo. Foi aí que os processos em andamento na justiça começaram a se tornar público.

Na época, quando as associações convocavam assembléia geral, com máquinas e pessoal da prefeitura, as ruas eram niveladas, ficando com um aspecto razoável, sendo que os custos para isso eram apresentados como despesa para serem pagas pelos proprietários. Os moradores já existentes no bairro, sabendo destas “armações”, eram desacreditados, pois sempre havia algum político defendendo as mesmas. Por todos os desmandos, desmentidos e desencontros cometidos pelos vendedores e políticos, os moradores resolveram criar uma comissão de moradores para lutar pelas benfeitorias para o bairro, prometidas pelas associações que se mantinham à distância. Com isso, mais pessoas começaram a tomar consciência de tudo o que estava acontecendo.

A partir daí, foram sendo conseguidos algumas melhorias: primeiro a água depois o esgoto, em seguida a luz e finalmente o asfalto.

Provas para os moradores que os membros das associações eram inescrupulosos começaram a aparecer. Foi criada então, em 08 de Julho de 1993 a SOCIEDADE AMIGOS DO JARDIM IPANEMA.

Depois disto, o loteamento não parou... e nem os processos na justiça. Em 1998 saiu a primeira sentença judicial, sendo porém, estas informações barradas à Sociedade Amigos do Jardim Ipanema, uma vez que os membros da associação dos loteadores ainda existia e nunca falavam abertamente do que estava ocorrendo. Sempre que os mesmos eram cobrados nas assembléias o advogado contratado dizia que (o processo) não ia dar em nada.

A sentença judicial consistia na derrubada das casas e que a área deveria voltar a sua forma original ou seja, reflorestada. Devido ao tempo que durou a ação, não havia mais só as duzentas casas construídas, mas sim todo o bairro com aproximadamente 890 casas. Diante disto foi-se conseguindo estabelecer conhecimento dentro de um aspecto geral sobre todos os processos em andamento referente a área como um todo.

Nasce assim as parcerias com o ministério publico e Prefeitura através da Secretaria de Habitação e meio Ambiente, mais precisamente com Sônia Lima, Diretora do Departamento do Meio Ambiente e Vera Rotondo na época, responsável pelos programas nas áreas de mananciais.

Após várias reuniões com a Promotoria e Prefeitura resolvemos convocar assembléias com os moradores para discutirmos sobre a decisão do processo, que indagava sobre a criação de áreas de permeabilidade do solo.

Nasce assim o primeiro projeto de adequação da área de moradia em área de manancial: A plantação de grama e árvores nas calçadas, para infiltração de água de chuva no solo.

Em um primeiro momento a aceitação da idéia não foi muito boa. As pessoas só diziam que iriam fazer o projeto, mas só algumas realmente o faziam. Foi então que a Diretoria da associação passou a marcar os mutirões de final de semanas com todos os moradores.

Foram então distribuídos panfletos com as orientações técnicas e as mudas das árvores para serem plantadas. Todas as despesas para confecção das calçadas foram pagas pelos próprios moradores.

Atualmente o bairro encontra-se totalmente gramado e arborizado, sendo que a idéia se espalhou a todas às outras vilas da região. Nasceu assim a primeira iniciativa da comunidade no sentindo de transformação de um local como o bairro em BAIRRO ECOLÓGICO.

Foi instalado logo em seguida, os eco-pontos onde as famílias separam o material reciclável e a prefeitura os leva para a cooperativa dos ex-catadores de lixo do bairro dos Alvarenga.

Hoje, organizamos regularmente passeios Ecológico com as crianças de 5 e 6 anos da Emeb Carlos Gomes; Oficinas de Reciclagem; Cursos de Padeiro Artesanal; Bordado à Máquina; Bellet; Capoeira; Ginástica para as mulheres; Karatê; Curso de Alfabetização de Adultos com Sete Salas; Grupo de monitoramento da qualidade da água; Hortas comunitárias nos terrenos baldios – que é um sucesso - para evitar acúmulo de material inerte; Campanhas contra o mosquito da dengue; Peças de teatro para comunidade para abordar sobre doenças sexualmente transmissíveis; Palestras em escolas publicas e Universidades alem de termos atividades constantes de Educação Ambiental.


Hosted by www.Geocities.ws

1