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Febre Amarela



FEBRE AMARELA
É uma doença viral de origem zoonótica, causada por um flavivírus (arbovirus grupo B).

TRANSMISSÃO:
Sua transmissão pode ocorrer em áreas urbanas, silvestres.
Na área silvestre, sua transmissão é feita por intermédio de um mosquito do gênero Haemagogus. Este através de picada em macacos infectados torna-se um transmissor.
Uma vez infectada em área silvestre, uma pessoa se torna uma fonte de infecção para o Aëdes aegypti, que então pode iniciar a transmissão da febre amarela em áreas urbanas.
O maior número de casos ocorre entre janeiro e março, principalmente em pessoas do sexo masculino, de 15 a 45 anos, uma vez que são picados em suas atividades nas florestas ou ao seu redor.

Origem:
Ainda desconhecida. Possivelmente tenha vindo da África ocidental.
O Aëdes aegypti veio da África através dos navios negreiros e trouxe consigo a febre amarela.

Histórico:
Em 1648 ocorreu a primeira epidemia na América do sul.
Em 1685 ocorreu a primeira epidemia no Brasil (Pernambuco).
Em 1700 a febre amarela já estava na Europa.
Em, 1714, já atingia a Península Ibérica, onde ocorreram cerca de 10 mil mortes.
Em 1881, o pesquisador Carlos Finlay sugeriu, em Cuba, a transmissão por mosquito.
Antes de 1900, a febre amarela era conhecida sobre sua forma epidêmica urbana.
De 1900 a 1927, admitiram admissão de um vírus como agente etiológico.

Quadro Clínico:
O período de incubação é curto, de 3 a 6 dias.
No início há febre alta súbita, com sensação de mal estar, dores de cabeça, musculares, calafrios e cansaço. Depois de algum tempo podem surgir náuseas, vômitos e às vezes diarréia.
85% dos pacientes recuperam-se após 3 a 4 dias.
Assim, 15% podem evoluir para a fase grave, onde apresentam, além dos sintomas anteriores, também: toxemia, icterícia, pressão baixa, fenômenos hemorrágicos, vômitos negros, diminuição ou ausência de urina. Nesta fase, são úteis os exames para a avaliação do fígado e rins.
A letalidade pode ser de 30%.

Prevenção:
A principal forma de prevenção é o combate ao mosquito Aëdes aegypti, nas áreas urbanas.
Como forma eficaz, há a vacinação, que consiste no uso do vírus vivo atenuado, o que causa um aumento do sistema imunológico contra tal vírus.
Uma vez tomada a vacina, a pessoa torna-se totalmente imunizada dentro de 10 a 15 dias. Assim, viajantes a regiões endêmicas, devem tomar cuidado com o tempo de vacinação.

TRATAMENTO:
Não existe tratamento específico para os já infectados. Há apenas o tratamento dos sintomas que irão surgindo.


Dr. Manuel Martins
CRM. 29411




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