| Fundo |
![]() |
| Fundo |
18/04/2004 A homossexualidade dentro da telenovela A exposi��o do homossexualismo feminino e masculino vem crescendo dentro das telenovelas brasileiras, o que proporciona, ao p�blico de massa, compreender, conviver e relacionar-se melhor com essa diversidade social. O preconceito no Brasil � grande, mas � camuflado e s� sai quando � colocado em quest�o como est� acontecendo na telenovela �Mulheres Apaixonadas� de Manuel Carlos, em rela��o �s personagens adolescentes de Rafaela (Paula Picarelli) e Clara (Aline Moraes). O namoro entre as duas n�o incomoda o p�blico, pelo contr�rio, ele at� torce para que elas acabem juntas no final da telenovela. Segundo pesquisa feita pela Rede Globo, o p�blico s� n�o admite beijo na boca entre as personagens. Na telenovela �A Pr�xima V�tima� de Silvio de Abreu, a quest�o da homossexualidade masculina foi ressaltada com um enfoque diferente, desprovida de qualquer discrimina��o e sem grandes traumas; como se a quest�o fosse uma forma corriqueira de relacionamento. Na telenovela �Torre de Babel�, do mesmo autor, n�o ocorreu como na �Pr�xima V�tima�, os personagens de Cristiane Torloni e Silvia Pheifer tiveram rejei��o do p�blico e o autor teve que elimin�-las, por causa do preconceito em rela��o � vida que elas levavam dentro da trama. Em Desejos de Mulher, o ator Jos� Wilker fazia um personagem gay que caiu no agrado do p�blico e apresentou-se um arqu�tipo sem ofender a comunidade GLS (Gays, L�sbicas e Simpatizantes). No dia 22 de junho, a Parada do Orgulho Gay levou 1 milh�o de pessoas � Av.Paulista, demonstrando para o mundo, e principalmente para os brasileiros, que h� possibilidade de vivermos numa sociedade com suas diversidades, mas o preconceito ainda existe. O movimento gay precisa se organizar e ser representativo dentro da sociedade; por isso a telenovela � um meio para a difus�o sem entrar no estere�tipo. A homossexualidade dentro da telenovela � inserida nos padr�es normais da moral brasileira, como um arqu�tipo. Atualmente, muito longe de ser uma rela��o aceita plenamente, sem maiores resist�ncias. O tema � complexo e, dados os limites de tempo e a complexidade do assunto, a tentativa � v�lida. |
20/04/2004 Assembl�ia Legislativa discute viol�ncia contra homossexuais Com o objetivo de discutir a viol�ncia praticada contra cidad�os e cidad�s homossexuais no estado de S�o Paulo ser� realizada dia 27 de abril, na Assembl�ia Legislativa, a Audi�ncia P�blica �Viol�ncia e intoler�ncia: a��o e omiss�o do Estado�. Organizada pela Frente Parlamentar Estadual pela Livre Express�o Sexual, a audi�ncia vai tratar da a��o de grupos como os skinheads, a viol�ncia policial, o atendimento nos servi�os p�blicos, o preconceito na m�dia e o combate aos sites homof�bicos, entre outras quest�es. Foram convidados os secret�rios estaduais da Seguran�a P�blica, Saulo de Castro Abreu Filho, e da Justi�a e da Defesa da Cidadania, Alexandre de Morais; o Procurador Geral de Justi�a do Estado de S�o Paulo, Dr. Rodrigo C�sar Rebello Pinho; Dr. Antonio Carlos Villen, da Associa��o Juizes para a Democracia; e o Dr. Arlindo Negr�o Vaz, da Delegacia de Crimes de Tecnologia. Coordenada pelo deputado �talo Cardoso (PT), a Frente tem o apoio de v�rios deputados estaduais, de vereadores da capital e de cidades do interior paulista, e de entidades de direitos humanos. |
15/4/2004 Corte da Calif�rnia estuda anula��o de casamentos gays A Suprema Corte da Calif�rnia anunciou nesta quarta-feira que est� considerando o cancelamento dos mais de quatro mil casamentos entre homossexuais realizados na prefeitura de San Francisco nos meses de fevereiro e mar�o deste ano. � a primeira vez que a Corte manifestou sua inten��o de legislar sobre a validade das certid�es emitidas, mas n�o descartou ainda a possibilidade de que possam ser validados. A Corte, que ordenou a suspens�o da emiss�o de certid�es de casamento no m�s passado, est� se preparando para ouvir os argumentos do prefeito Gavin Newsom. O procurador geral de San Francisco Dennis Herrera disse que a justice n�o deveria regulamentar sobre a validade dos casamentos de San Francisco enquanto n�o houver uma decis�o sobre a constitucionalidade de casamentos entre homossexuais. |
| 25/04/2004 Ativo, passivo ou alternativo Pap�is sexuais s�o realmente importantes no sexo entre homens? Muitos gays condenam a vis�o estereotipada que a maior parte da sociedade possui do nosso meio. Uma destas vis�es � a de que, numa rela��o homossexual, sempre um ser� o ativo e o outro, o passivo. Por uma quest�o de vergonha, esta pergunta nem sempre � feita de uma forma t�o expl�cita. �s vezes, se pergunta: o que voc� faz? A� corre-se o risco de ouvir: "sou universit�rio" ou "trabalho numa loja". Tamb�m tem aquela: "do que voc� gosta?" A�, ingenuamente, vem a resposta: "gosto de cinema, teatro, ...". Tem outra um pouco mais expl�cita: "o que voc� prefere?" O outro pergunta: "como assim?" e a� esclarece: "na cama." Alguns gays acham ofensivas estas perguntas, pois - al�m de acharem muito cedo para se chegar a estas intimidades - se ofendem por achar este tipo de pergunta muito politicamente incorreta. Por que tem que haver esta bipolaridade numa rela��o homossexual? Tentativa de se imitar uma rela��o "hetero"? Afinal de contas, n�o se trata de uma rela��o entre duas pessoas do mesmo sexo? Por que haver esta divis�o de pap�is? Na minha opini�o, n�o acho que saber das prefer�ncias sexuais de seu poss�vel parceiro seja politicamente incorreto. Acho �timo que, no meio gay, possamos falar sobre sexo com menos pudor. At� porque, compatibilidade sexual � fundamental para uma rela��o, seja ela amorosa ou apenas sexual. Claro que o meio gay n�o se resume s� a ativos e passivos. T�m aqueles que n�o abrem m�o dos dois, assim como aqueles que, simplesmente, n�o curtem sexo anal. O mundo gay � muito heterog�neo e as sexualidades podem se configurar das mais diferentes formas. H� aqueles que gostam de p�s, xixi, sentir dor etc. T�m, at�, aqueles que N�O gostam de p�nis: o do seu parceiro ou o pr�prio (e, olha que, neste �ltimo caso, N�O estou me referindo aos transexuais). N�o quero dizer que a sexualidade seja uma quest�o fechada na vida de uma pessoa, mas conversar sobre sexo antes de come�ar uma rela��o � uma boa forma de evitar futuras frustra��es. Particularmente, eu acho que as pessoas podem perder muito em se manter t�o fechadas em seus tabus. Mas, por outro lado, todos n�s possu�mos tabus que n�o abrimos m�o. Seria complicado se relacionar com uma pessoa que n�o se dispusesse a abandonar um tabu que estivesse fazendo muito mal a rela��o. Querer universalizar um padr�o de comportamento gay, em que todos sejam m�sculos e queiram desempenhar os dois pap�is numa rela��o sexual, � t�o fascista quanto acreditar que todo gay passivo gostaria de ter nascido mulher. E voc� acha realmente importante ter r�tulos nas rela��es gays? |
| 27/04/2004 Revista para pais gays faz sucesso no pa�s Quando Michelle Darn� e sua parceira decidiram criar uma fam�lia, encontraram poucas respostas para suas perguntas. "T�nhamos muitas d�vidas sobre como um casal de l�sbicas pode ter filhos. Dever�amos adotar? Uma de n�s deveria engravidar? Quais s�o nossos direitos legais? Onde fica o melhor banco de espermatoz�ides?", diz Darn�. Al�m de um boletim de oito p�ginas distribu�do com periodicidade irregular, Darn� conta que n�o encontrou nenhuma publica��o que respondesse a essas perguntas. Ent�o decidiram fazer a sua pr�pria revista. "Em minhas pesquisas em busca de informa��es, percebi que n�o est�vamos sozinhas e vimos que havia um mercado inexplorado. Naquela altura, adiamos os planos para a fam�lia, tiramos US$ 250 mil de nossas economias e rezamos para que esse mercado n�o reconhecido e n�o atendido nos adotasse", afirma.Tr�s anos depois, Darn� e sua companheira, Kathleen Weiss, publicam a revista "And Baby". A cada dois meses sai uma nova edi��o. Entre os recentes artigos, h� "Compra de bonecas com pais gays" (deixe a crian�a escolher), "Meus filhos ser�o gays?" (d� apoio em caso afirmativo) e "Transi��o transexual: contando a seus filhos" (crian�as menores aceitam mais rapidamente). Darn� e Weiss, que se conheceram h� cinco anos por meio de uma amizade comum, agora tamb�m t�m g�meas de um ano: London e Morisot. A tiragem da revista � de quase 100 mil c�pias. H� 11 mil assinantes, e as vendas em banca somam 3.000. O crescimento da publica��o veio principalmente em resposta a uma estrat�gia de distribui��o gratuita de exemplares nas maiores paradas gays do pa�s e em festas gays e clubes para pais do mesmo sexo. "Sab�amos que 90% das pessoas em eventos de orgulho gay s�o leitores em potencial. N�o t�nhamos id�ia de que estariam t�o ansiosos por nossa revista", conta Darn�. No entanto, apesar da popularidade entre os leitores, os anunciantes mantiveram-se c�ticos. No come�o, os an�ncios eram de bancos de espermatoz�ides e ag�ncias de ado��o, mas depois a revista chamou a aten��o de empresas como IBM e Bridgestone, que tamb�m procuram atingir a popula��o gay.Nos EUA 2,6 milh�es de casais de gays ou l�sbicas vivam em lares com crian�as menores de 18 anos. |
27/04/2004 Na Fran�a Ma�onaria reconhece, pela primeira vez, parceiro gay No �ltimo s�bado, na Fran�a, aconteceu um feito hist�rico: a Ma�onaria reconheceu pela primeira vez, em celebra��o oficial, o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Dois casais participaram da cerim�nia, chamada de reconhecimento conjugal (quando a entidade reconhece a partner do parceiro). Um casal h�tero e um homossexual. O evento reuniu centenas de convidados, segundo a imprensa francesa. |