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A HISTORIA DO MP LAFER |
| "MG - Resumo histórico"
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Willian Morris, um dos pais da industria automobilística britânica, começou com uma bicicletaria. Em 1910 monta a Morris Garages para a comercializar automóveis na região de Oxford, na Inglaterra. |
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Devido ao sucesso de vendas do MG M foi necessário encontrar um local maior para fabrica-los, e em 1929 a MG Car Co. foi transferida para Abingdon, onde uma sucessão carros foram projetados e construídos. Em 1935 as empresas de Nuffield (Willian Morris tornara-se "Lord de Nuffield") são reestruturadas, e a MG torna-se uma subsidiária da Morris Motors. Em 1936 surge o primeiro carro esporte da série T , o MG TA, seguido do MG TB em 1939, cuja produção foi interrompida com o início da segunda guerra. Cecil Kimber deixa a companhia em 1941, numa época em que a MG produzia, apenas, equipamentos bélicos. |
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Com o final da guerra a MG volta à produzir automóveis e o MG TC, seu primeiro veiculo no pós-guerra, foi muito bem aceito nos EUA, pois os soldados americanos, ao retornarem, traziam-no em sua bagagem. O TC , na verdade, um MG TB com pequenas alterações, tinha um motor de quatro cilindros, cilindrada igual a 1250 cm³ e 55 HP de potência, o que lhe proporcionava, normalmente, uma velocidade máxima de 85 m/h (135 km/h); era na época um carro puramente esportivo. Sua direção precisa e sua estabilidade admirável, eram uma revelação para desportistas americanos. O MG TC foi o último veículo da era Kimber e o único veículo da MG citado entre os cem maiores automóveis do Século XX.
O MG TD, criado por John Thornley, foi lançado no final de 1949 (como modelo 1950) e não era apenas uma evolução dos veículos anteriores pois trazia soluções inéditas: chassi totalmente novo, suspensão independente nas rodas dianteiras, direção mecânica do tipo pinhão e cremalheira, amortecedores hidráulicos em todas as rodas e suas rodas eram de chapa estampada e não rodas raiadas como nos modelos anteriores. O desenho da carroceria mantinha o estilo dos anos 30, e possuía uma concepção leve com suas superfícies em perfeita concordância, produzia, e ainda produz junto aos entusiastas da marca uma ótima impressão. Vale lembrar que o MG TD se tornaria o mais admirado dentre todos os MGs da série T, e foi o modelo britânico mais vendido no mundo, no início dos anos 50. O último carro desta série foi o MG TF, fabricado de 1953 a 1955. Atualmente, dentre os modelos fabricados pela MG-Rover Ltd. existe um MGTF, que, de igual ao modelo de 1953/55 só tem o emblema.
O MP Lafer foi concebido por Percival Lafer no início dos anos 70 e, seu protótipo, mostrado pela Lafer S/A no Salão do Automóvel de 1972. O MP Lafer foi criado para somar a inconfundível personalidade do célebre MG TD à indiscutível qualidade da mecânica VW. Percival Lafer conseguia desta forma, com muita técnica e criatividade, fundir os dois grandes nomes, aliando as suas melhores características. O resultado foi um veículo em que todas as características mecânicas foram mantidas intactas. Ficava assim assegurada a mesma garantia, economia e praticidade da mecânica Volkswagen. A Lafer acoplou uma carroceria monobloco de poliéster reforçado com fibra de vidro sobre a mecânica VW. Essa carroceria foi estudada e desenvolvida em seus mínimos detalhes, a fim de oferecer o máximo em termos de estética. A produção do MP Lafer teria início em 1974.
O MP Lafer vinha equipado com um motor VW 1600 refrigerado a ar, colocado num habitáculo planejado para oferecer grande facilidade de acesso e extraordinária vedação. Havia proteção total ao motor no trânsito por estradas com lama e poeira. A refrigeração era perfeita, não havendo qualquer possibilidade de superaquecimento, mesmo nas condições mais severas. A tampa traseira do motor feita com duas superfícies de fibra de vidro, oferecia um ótimo isolamento acústico: o MP Lafer apresentava um nível de ruído excepcionalmente menor que o da maioria dos carros.
O Porta-malas, situado na parte dianteira, tinha capacidade de sobra para acomodar a bagagem de duas pessoas, comportando ainda; estepe, ferramentas; bateria; tanque de gasolina e extintor de incêndio. O amplo espaço atrás dos bancos comportava mais uma mala de tamanho médio.
Os bancos, perfeitamente anatômicos, ofereciam um grande conforto e aumentavam o enorme prazer de dirigir o MP Lafer. A alavanca de mudança, bem à mão, o posicionamento do banco em relação aos pedais e ao volante de direção, o conforto e a sensação de dirigir um carro de formas verdadeiramente esportivas, faziam o MP Lafer proporcionar inédita satisfação pessoal
O painel do MP Lafer era equipado com: marcador de nível de combustível, velocímetro, odômetro total, tacômetro (contagiros) e lâmpadas piloto do alternador, pressão de óleo, indicadoras de direção e farol alto. Era equipamento opcional: manômetros de pressão de óleo, temperatura e bateria. Tudo isto, aliado ao volante preciso, oferecia um perfeito comando homem/máquina. O conjunto dava o requinte e a maneabilidade que um automóvel esportivo requer.
Coerente com a sua época, o MP Lafer vinha equipado originalmente com vidros, cujo sistema de funcionamento permitia sua retirada em poucos instantes. Havia assim, uma versatilidade total, para que, com a capota retrátil recolhida, podia se obter um maior aproveitamento da forma esportiva do veículo. Este sistema foi projetado para não sacrificar a forma esportiva e ao mesmo tempo obtinha, em caso de mau tempo, uma perfeita vedação, garantida pela capota com os vidros colocados. Além, disso os vidros podiam ser levantados, abaixados e mantidos em qualquer posição, por meio de um dispositivo de pressão pertencente ao sistema. Desta maneira o MP Lafer oferecia o conforto de um veículo convencional e, ao mesmo tempo, sem os vidros, a sensação oferecida por um veículo esportivo.
A capota original do MP Lafer era completamente retrátil, podendo ser recolhida em poucos instantes, o que dava ao carro uma aparência mais esportiva. Levando-se em consideração sua versatilidade, o MP Lafer, além, da capota retrátil, podia vir equipado opcionalmente com teto rígido que, de acordo com seu desenho mantinha as formas originais do veículo. O teto rígido oferecia todo conforto, vedação e isolamento térmico úteis durante o inverno, desta forma o MP Lafer podia ser utilizado o ano todo, com qualquer tempo.
O MP Lafer mantinha a sensação especial oferecida pelos automóveis esportivos de décadas anteriores, e que, na década de 70, não existia em qualquer outro carro dessa categoria. Com o seu teto retrátil recolhido e seu pára-brisas basculante baixado, o MP Lafer proporcionava uma sensação de velocidade e principalmente liberdade. Isso até então, só era oferecido pelas motocicletas. Com as linhas clássicas, que o mantém desejado até nossos dias, o MP Lafer foi o símbolo de uma época, e assim tocava e ainda toca o coração dos esportistas.
Em 1978, surgia uma nova versão, o MP Ti, com todos os modismo estilísticos cultivados pelos jovens, na época. Os cromados, numerosos no modelo original, foram eliminados, substituídos pôr uma pintura preto-fosca. Mas não foi a pintura preto-fosca a responsável pela forte mudança na imagem do carro. Foram os novos pára-choques, feitos de fibra de vidro, que apesar de bonitos nada tinham a ver com o estilo do carro. Tempos após surgiriam os faróis retangulares e uma nova grade frontal. Disso resultou uma aparência mais agressiva e moderna, responsável pelo grande interesse mostrado à nova versão. PUBLICIDADE
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