Ap�s o gangrel, que deveria ser o chefe do cl� naquele dom�nio, ter contado a sua vers�o dos acontecimentos e ter transmitido uma mensagem do monge nosferatu acerca da sua posi��o na disputa pelo poder no dom�nio e sobre o lament�vel acontecimento, algu�m com uma voz que conhecia dirigiu-se a mim e disse-me ao ouvido que a minha exist�ncia iria ser poupada, apesar da afronta terr�vel que provocara, e que me deveria acalmar, porque tudo agora estava decidido. Ent�o, algu�m derramou sangue na minha boca e, incrivelmente, voltei a ter controlo sobre mim pr�prio: �acordara� do torpor.
   Ao levantar-me, o meu olhar procurou de novo o �animal� que me pusera naquele estado, com inten��o de tentar limpar a humilha��o da derrota. Mas, uma m�o poderosa agarrou no meu ombro e, com um olhar amea�ador, obrigou-me a refrear os �nimos.
   Na sala estavam, para al�m do Jinx e do gangrel, esse tal senhor e... o Septimus.
   Septimus fizera aquilo que eu deveria ter feito. Informou-se entre os l�deres de cl� no dom�nio e entrou em acordo com eles. Nesse acordo, Septimus seria o pr�ncipe enquanto n�o se reuniam os l�deres de cl� para decidir qual seria o pr�ximo, visto que o �p�lido� era algu�m neutro e sem qualquer tipo de interesses ali. Tal fa�anha seria vista dentro do meu cl� como grandiosa e digna de muita honra... mas eu s� consegui a animosidade dos l�deres do dom�nio... uma vergonha!
   Na qualidade de pr�ncipe, Septimus deu-nos o dinheiro da recompensa e ordenou-nos que part�ssemos no pr�ximo barco, porque j� n�o �ramos bem vindos. Eu recusei. Depois da humilha��o e da vergonha, Septimus ainda me tratava como a um simples mercen�rio. Odiei-o naquele momento, criando-se em mim uma animosidade natural a tal indiv�duo. Tamb�m fiquei com raiva de mim mesmo e sentia-me ao mesmo tempo enganado, ultrajado. Reparei como fora cego no trato desta miss�o...
   A partir deste momento fui mais cuidadoso e desconfiado nos neg�cios, e �cios, com outros filhos de Caim... mais tarde iria descobrir que esta serviu apenas de introdu��o para uma outra li��o mais dif�cil� e mais fatal.
   Muito aprendi... e jamais me esquecerei deste terr�vel incidente!

   Os anos foram passando e o meu esp�rito, a pouco e pouco, tornou-se cada vez mais inquieto.
   Estava cansado de percorrer caminhos longos e tortuosos, que me levavam a tormentos nada recompensadores. O p� da estrada, os perigos da noite, o simples andar da minha carro�a, ma�ava severamente a minha carne, fria e p�lida.
   Os meus recursos eram parcos. Por vezes algum pr�ncipe mais generoso oferecia-me alguma quantidade de moedas, um ref�gio provis�rio e �vitae� de alimento por algum servi�o que eu lhe prestasse.
   Necessitava de estabelecer algum neg�cio que me provesse de rendimentos mais regularmente.
   Mas a principal raz�o que me levou a procurar um lugar onde me pudesse sedentarizar foi a inquieta��o da minha alma. Muitas quest�es me assolavam. Eu tinha de parar para reflectir e de procurar respostas. A simples aventura e a descoberta de diferentes culturas e regi�es j� n�o me motivavam. Tinha de encontrar uma raz�o que justificasse a minha exist�ncia no mundo da noite.
   E foi assim que parti para um novo destino onde pudesse assentar e gozar alguma paz.
   Decidi pelo sul de Fran�a. Era uma regi�o linda, calma e prosperava com o intenso com�rcio no mar Mediterr�neo. Na pen�nsula it�lica, apesar de ser muito rica, gerava-se regularmente conflitos entre os seus v�rios estados, e normalmente associados a esses conflitos estavam poderosos cainites manipuladores, que, a partir das sombras, procuravam sustentar ou ampliar a sua influ�ncia. J� � de todos sabido o interesse do grandioso cl� Lasombra e dos exc�ntricos Toreador no controle, n�o s� dessa regi�o estrat�gica, mas principalmente do Vaticano. De certo que Nosso Senhor n�o quereria ver a sua Igreja transformada numa institui��o dada aos prazeres mundanos, em vez de os combater. N�s, os filhos de Lasombra, somos leg�timos e capazes de levar a Palavra de Deus a todos os cantos do mundo. Lasombra triunfar�!
   Estava no norte da pen�nsula it�lica quando recebi a ordem de me juntar a um anci�o, de nome Agmar, numa aldeia na costa sul de Fran�a. Nessa altura estava com Jinx e juntou-se-nos mais um cainite, um do cl� Tzimisce.
   Seguimos ent�o por um trilho dos Alpes, com o intuito de o passarmos na direc��o do sul de Fran�a.  Esse trilho iria-nos conduzir a uma aldeia no meio das montanhas, da qual partia um t�nel de uma mina que desembocava perto da tal aldeia francesa. O pr�ncipe daquele dom�nio, um do cl� Bruhja, avisou-nos para termos muita aten��o, porque h� muito que n�o tinha not�cias dessa mina e suspeitava que algo pudesse ter acontecido.
   Apesar disso, estava longe da nossa suspeita aquilo que ir�amos ver e que ter�amos de enfrentar: um dos epis�dios mais escabrosos da minha �n�o-vida�.
   J� nos trilhos montanhosos, a certa altura, um desmoronamento de rochas cortou-nos o caminho. Era uma premoni��o. Ao fim de algum tempo conseguimos prosseguir, mas tive de deixar a minha carro�a para tr�s.
   A noite estava escura e fria. Nevoeiros densos subiam as encostas escarpadas, vindos de um fundo que mais parecia ser do pr�prio inferno, e que reduzia a luz das nossas tochas e lamparinas a um mero sinal.
   Finalmente, por entre o nevoeiro, conseguimos distinguir vultos de casas no outro lado do vale. � medida que percorr�amos os �ltimos passos do trilho, as duas encostas aproximavam-se. No fim do caminho e perante n�s, serpenteava uma fr�gil ponte de madeira e corda, ligando os dois lados do vale. Com algum receio ultrapass�mos este obst�culo.
   A aldeia estava silenciosa. N�o havia uma �nica luz � certamente os alde�es estariam na sua hora de descanso. Mas, quando nos aproxim�mos mais das casas, encontr�mos um espect�culo macabro. As portas das casas estavam entreabertas e por todo o lado havia vest�gios de sangue. Investigando casa a casa, descobrimos corpos selvaticamente mutilados, como se a morte tivesse sido planeada com requintes grotescos.
   O estado dos corpos indicavam que o massacre tinha sucedido uma semana atr�s, tal como confirmavam os �ltimos registos de um armaz�m. Numa outra casa encontrei o di�rio de trabalho da mina, no qual os �ltimos relatos mencionavam o desaparecimento de pessoas na mina e de um dem�nio. Quem escrevera parecia estar aterrorizado.
   A entrada da mina, entretanto, fora selada pelos alde�es, num �ltimo acto de protec��o, mas, pelo que observ�mos, esse tal dem�nio ficara com eles do lado de fora. Se assim foi, ent�o seria muito prov�vel que estivesse ainda ali.
   J� tinha ouvido falar em dem�nios soltos no mundo e em encontros destes com vampiros, mas nunca esperara ter de enfrentar um. N�o me sentia com for�a para o fazer, mesmo com a ajuda dos dois companheiros de viagem... se � que alguma vez me servissem de ajuda. Para nosso terror, quando nos dirig�amos de novo para o trilho com o intuito de regressar e comunicar o sucedido ao pr�ncipe, descobrimos que j� n�o havia ponte. Examinei as amarras e verifiquei o que mais temia: as cordas tinham sido recentemente cortadas.
O pesadelo come�ara...
Vampire - PC's
Home
Christian diCarlo
Christian diCarlo - 4
Pr�xima p�gina...
P�gina anterior...
Pr�xima p�gina...
P�gina anterior...
Hosted by www.Geocities.ws

1